Setor sucroenergético

Notícias

Biotecnologia

A Biorigin, braço de biotecnologia da sucroalcooleira Zilor, tem despertado a cobiça de investidores norte-americanos.

Dois fundos voltados à área de agrociência se candidataram à compra de uma participação na empresa.

Com operações na cidade de Louisville, no Kentucky, a Biorigin é responsável por 20% do faturamento da Zilor, algo equivalente a R$ 400 milhões. (Jornal Relatório Reservado 26/07/2016)

 

UPL traz soluções eficientes para cana, citros e cereais na Feacoop 2016

Produtos Inovadores como Unizeb Glory, Unimark 700 WG e Microthiol Disperss WG unem qualidade e desempenho no manejo de resistência de doenças, ácaros e plantas daninhas.

A UPL Brasil, empresa global de produção, pesquisa e venda de agroquímicos, trará para a Feacoop 2016, que acontece entre os dias 1º e 4 de agosto em Bebedouro, interior de São Paulo, todo o seu portfólio de proteção para a agricultura. Destaque para o Unizeb Glory, primeira mistura de protetor com outros produtos sistêmicos desenvolvidos especialmente para o manejo da ferrugem na soja e na mancha branca no milho. Sua ação multissítio também garante excelente tratamento para manejo de resistência de fungos.

Além do fungicida Unizeb Glory, o destaque será o herbicida Unimark 700 WG e o inseticida Microthiol Disperss WG. O Unimark 700 WG é um produto seletivo, de ação sistêmica, aplicado em pré-emergência ou pós-emergência inicial, para o controle de diversas espécies de plantas infestantes no cultivo da cana-de-açúcar. Já o Microthiol Disperss WG, é um inseticida com grande eficácia na citricultura graças ao fato de ter enxofre de alta qualidade que possui alta eficácia contra ácaros na citricultura.

“Nosso objetivo é ir além e trazer, a cada dia, novas soluções que possam potencializar e proteger melhor as lavouras de todo o País. No estande da UPL do Brasil os produtores poderão conhecer nossos produtos inovadores, além de entender como eles podem auxiliá-los no campo. Nossos Técnicos estarão à disposição para apresentar os resultados de eficácia de todo nosso portfólio”, afirma Fernando Gilioli, Desenvolvedor de Mercado da UPL.

A Feacoop é promovida pela Coopercitrus e Sicoob Credicitrus e cumpre papel importante em mostrar tecnologias e de proporcionar condições diferenciadas em insumos, máquinas e implementos agrícolas. A Feacoop ocorrerá na Estação Experimental de Citricultura de Bebedouro, localizada na Rodovia Brigadeiro Faria Lima, km 384, em Bebedouro/SP.

SERVIÇO

UPL Brasil na Feacoop 2016

Data: Dias 1 a 4 de agosto

Local: Estação Experimental de Citricultura de Bebedouro, localizada na Rodovia Brigadeiro Faria Lima, km 384, em Bebedouro/SP.

SOBRE A UPL

Com mais de 10 anos de atuação no Brasil, a indiana UPL é uma empresa global que traz soluções inovadoras e sustentáveis em proteção e nutrição de cultivos para o agricultor. Fundada em 1969, a companhia atua hoje em mais de 86 países com 27 fábricas que desenvolvem, fabricam, formulam e comercializam produtos da mais alta qualidade, segurança e tecnologia.  Com mais de 28 aquisições nos 11 últimos anos, a empresa está entre as 10 maiores empresas mundiais do segmento com faturamento de mais de US$ 2 bilhões e ações na Bolsa de Mumbai.  Por meio de novas formulações e produtos, equipe profissionalizada, pesquisas e expansão de portfólio, conta com forte presença nos mercados de soja, milho, cana-de-açúcar, arroz, café, citros, algodão, pastagem e hortifruti. (UPL 26/07/2016)

 

Açúcar: Brasil em foco

As condições financeiras das usinas sucroalcooleiras brasileiras continuam a gerar dúvidas sobre a capacidade de investimentos do país na própria produção de açúcar, o que deu fôlego às cotações do produtor ontem na bolsa de Nova York. Os papéis para março fecharam o pregão cotados a 20,09 centavos de dólar por libra-peso, alta de 26 pontos. O aumento das apostas especulativas nesse mercado também tem interferido no valor dos contratos. "A manutenção da enorme posição comprada dos fundos, num mercado que parece estar se consolidando, é uma verdadeira incógnita", afirma Arnaldo Luiz Corrêa, analista da Archer Consulting. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 86,31 a saca de 50 quilos, baixa de 0,54%.

 

Em um ano exportações de açúcar crescem 35% e de etanol 12%

As exportações brasileiras de açúcar atingem uma média de 115 mil toneladas por dia útil neste mês, 35% mais do que em igual período de 2015. As receitas sobem 54%.

Devido a limitações de produção em outros países, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, da Abag, estima que a oferta será menor que a demanda em pelo menos cinco anos.

Etanol

As exportações de álcool deverão atingir 240 milhões de litros neste mês, 12% mais do que o exportado em julho do ano passado. (Folha de São Paulo 26/07/2016)

 

Preço do etanol recua em 15 Estados e no DF

Os preços do etanol hidratado (utilizado diretamente no tanque dos veículos) registraram desvalorização nos postos do Distrito Federal e de 15 Estados na última semana, em outros dez, os preços subiram. Com as oscilações, apontou levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o biocombustível continuou mais competitivo que a gasolina em apenas três Estados, e "empatou" com o rival fóssil em outros dois.

A queda mais expressiva ocorreu em Alagoas, onde o litro do etanol foi negociado, em média, por R$ 3,082 na semana móvel encerrada no dia 23, o que representou uma queda de 3,82% ante o valor médio da semana anterior. Os preços também se mantiveram em baixa nos principais centros consumidores. Nos postos de São Paulo, a média caiu 0,32%, para R$ 2,21 o litro, enquanto em Minas a redução foi de 0,48%, para R$ 2,512.

Em ambos os Estados, o etanol ficou mais competitivo do que a gasolina, como nas semanas anteriores, uma vez que o preço médio do biocombustível ficou abaixo de 70% do valor do concorrente, patamar equivalente ao rendimento energético do produto ante a gasolina, segundo parâmetro mais aceito pelo mercado.

Enquanto em São Paulo o preço médio do etanol ficou em 64% do cobrado pela gasolina, em Minas Gerais essa relação passou a ser de 68%. A comparação também está favorecendo o consumo de etanol em Mato Grosso, onde o valor do biocombustível correspondeu a 67% do preço da gasolina.

Nesse contexto, os consumidores ainda não sentiram no bolso a tendência de valorização do etanol que já é observada há duas semanas em usinas sucroalcooleiras do Centro­Sul. Entre 18 e 22 de julho, o indicador Cepea/Esalq para o etanol hidratado recebido pelas usinas paulistas subiu, em média, para R$ 1,5390 o litro, uma alta de 4,9% em apenas uma semana. (Valor Econômico 26/07/2016)

 

Abengoa vai vender ativos e alongar dívida

Executivos da State Grid na China deram autorização para que sua subsidiária brasileira inicie due dilligence (auditoria) para a compra de parte dos ativos de energia da espanhola Abengoa no Brasil, apurou o jornal O Estado de S. Paulo. A companhia entrou com pedido de recuperação judicial no País e na Espanha.

"A expectativa é apresentar uma proposta oficial para o administrador do processo de recuperação judicial da empresa nos próximos dias", disse uma fonte a par da operação. Essa mesma fonte não informa quais serão os ativos da Abengoa que serão adquiridos pela chinesa, mas informou que a aquisição prevê desembolso de cerca de R$ 5 bilhões. Procurada, a Abengoa informou que não comenta o assunto, uma vez que "o processo está sob confidencialidade".

A empresa, que corre o risco de ter concessões cassadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica, pedia, no primeiro trimestre, R$ 10 bilhões pelas linhas de transmissão em operação ou em construção no Brasil, conforme informou o Estado. A gestora, o fundo canadense Brookfield, chegou a olhar parte dos negócios, segundo fontes.

No Brasil, a Abengoa possui linhas de transmissão em operação, que geram receita, mas também cerca de 6 mil quilômetros em linhas em construção, em diferentes estágios, e muitas delas ainda demandando investimentos bilionários.

Já o braço de agroenergia da Abengoa no Brasil, a Abengoa Bioenergia, com duas usinas de açúcar e álcool no interior de São Paulo, ainda não conseguiu concluir o processo de reestruturação financeira. Rogério Abreu dos Santos, porta-voz dessa divisão, disse ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, que a negociação sairá nas próximas semanas. Em abril, o executivo havia dito que a intenção da empresa era ter as dívidas com bancos renegociadas até o fim de junho, o que não ocorreu. (Estadão 26/07/2016)

 

Brasil ratifica posição de liderança com desenvolvimento de cana transgênica

Prevista para lançamento em escala comercial a partir de 2018, a primeira variedade de cana transgênica do mundo, produzida nos laboratórios do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), em Piracicaba (SP), representará um grande salto de produtividade e redução de custos nas lavouras. Para o diretor Técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Antonio de Padua Rodrigues, esta conquista demonstra que o setor sucroenergético nacional continua trilhando uma trajetória de sucesso no que se refere às inovações tecnológicas agrícolas.

“O avanço ininterrupto de pesquisas científicas em nossa indústria vem produzido importantes conquistas nos últimos anos, principalmente no campo, onde se busca uma produtividade média acima de dois dígitos. Com a entrada definitiva destas versões geneticamente modificadas no mercado, os produtores terão canaviais ainda mais rentáveis e resistentes a doenças e pragas”, afirma Padua.

Segundo o diretor de Assuntos Corporativos do CTC, Viler Janeiro, a broca-da-cana, uma lagarta que devora a biomassa da planta, é o inseto que mais causa prejuízos à cultura no Brasil. “A perda anual para o setor é de cerca de R$ 5 bilhões. Isso significa aproximadamente 400 mil toneladas de cana que deixam de ser moídas por ano”, explica, acrescentando que a variedade transgênica recém desenvolvida pela instituição será imune ao ataque desta praga.

O CTC trabalha com pesquisas relacionadas à cana geneticamente modificada desde 1994, contudo, foi a partir de 2012 que os trabalhos foram intensificados. No momento, a primeira variedade transgênica do Brasil aguarda liberação por parte da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), instância colegiada multidisciplinar do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Após a aprovação, ela poderá ser multiplicada de forma controlada.

“A CTNBio adota um processo extenso e profundo de avaliação de qualquer novo produto com genética modificada. A aprovação depende exclusivamente deles, mas a nossa expectativa é que a partir da próxima safra (2017/2018), tenhamos a cana transgênica entregue aos clientes”, informa o diretor do CTC.

O programa de Melhoramento Genético Convencional do CTC existe há mais de 40 anos, sendo as primeiras cultivares lançadas em 1983. Atualmente, são 30 diferentes versões da planta no portfólio da empresa. Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) revelam que desde 1998 já foram desenvolvidas cerca de 130 variedades de cana no País. (Unica 25/07/2016)

 

Biomassa representa 8,8% da matriz elétrica do Brasil

A potência outorgada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na matriz elétrica do Brasil indica que a biomassa é responsável por 8,83% do total nacional, o equivalente a 14.019.781 KW. Das fontes de biomassa, o bagaço da cana-de-açúcar representa 78,2% do total com 11.008.691 KW. O setor florestal vem em segundo lugar nessa lista, com 20% do total, o equivalente a 2.803.847 KW. As outras fontes de biomassa, como resíduos animais, resíduos sólidos urbanos, biocombustíveis líquidos e outros agroindustriais, dividem os 11,8% restantes.

A participação de menos de 9% da biomassa na matriz elétrica brasileira pode parecer pouca. De fato, poderia ser bem maior, mas vale destacar a importância dessas fontes de energia no contexto ambiental. Números elaborados pela União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica) em junho de 2016, a partir de dados da Aneel, mostram que a biomassa aparece em terceiro lugar na lista, atrás das fontes fósseis que representam 17,25% da matriz elétrica total, com 27.388.731 KW. A fonte hídrica se mantém na liderança com 66,95%, o equivalente a 106.296.520 KW. 

A bioeletricidade, fonte limpa de geração de energia, assume a segunda posição na matriz elétrica brasileira quando se estratifica a fonte fóssil, oriunda basicamente do gás natural, petróleo e carvão mineral. Isso porque o gás natural, líder dos fósseis com 13.214.271 KW, possui capacidade instalada inferior à fonte biomassa. Com referência somente à bioeletricidade da cana, o setor sucroenergético detém hoje 7% da potência outorgada no Brasil, sendo a terceira fonte de geração mais importante da matriz elétrica nacional em termos de capacidade instalada, atrás somente da fonte hídrica e das termelétricas com gás natural.

Histórico recente

A evolução anual de capacidade instalada nacional mostra que a fonte biomassa teve seu recorde em 2010, com 1.750 MW (equivalente a 12,5% de uma Usina Itaipu), resultado de decisões de investimentos anteriores a 2008, quando o cenário era estimulante à expansão do setor sucroenergético. A fonte biomassa, que já chegou a representar 32% do crescimento da capacidade instalada no País, tem previsão de terminar 2016 com apenas 7% da expansão anual da capacidade instalada no Brasil, índice que poderá cair para apenas 3% em 2020.

Em 2014, as usinas a biomassa aumentaram em mais de 20% a geração para o Sistema Interligado Nacional (SIN), em relação ao ano anterior. Já em 2013, o aumento foi de 32% em relação à 2012. A geração pela biomassa em geral continuou crescendo em 2015, mas em um ritmo menor comparativamente com anos anteriores. De janeiro a dezembro do ano passado, dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) mostram que a bioeletricidade gerou um volume aproximadamente 9% superior para o SIN em comparação a igual período de 2014. O valor acumulado de 2015 mostra que a biomassa gerou o equivalente a abastecer 11,7 milhões de residências brasileiras.

Ainda de acordo com a CCEE, em agosto de 2015 a fonte biomassa bateu seu recorde histórico de geração mensal para a rede, chegando a representar 8% do consumo nacional de eletricidade naquele mês. O setor sucroenergético também tem apresentado um crescimento significativo na oferta de eletricidade para o Sistema Interligado Nacional. De 2013 para 2014 o crescimento na oferta de excedentes para a rede foi de 21%. Já em 2015 a variação foi de 4% em relação ao ano anterior.

A oferta de 20,2 TWh do setor sucroenergético à rede em 2015 representou uma economia de 14% da água nos reservatórios do submercado elétrico Sudeste/Centro-oeste, justamente porque essa geração ocorre na época de seca, período crítico do setor elétrico. Essa energia renovável e limpa ofertada à rede foi equivalente a ter provido o atendimento a 10,4 milhões de residências ao longo de 2015 e evitou a emissão de 8,6 milhões toneladas de CO2, volume que somente seria alcançado com o cultivo de 60 milhões de árvores nativas ao longo de duas décadas.

Desde 2013 o setor sucroenergético vem gerando mais energia elétrica para o SIN do que para o consumo próprio das unidades industriais, ficando numa relação 60% de energia para a rede e 40% para consumo próprio em 2014. De 2010 a 2014, em termos de indicador de kWh exportado para a rede elétrica por tonelada de cana processada, a bioeletricidade teve um incremento de quase 120%. De 2004 a 2015, a bioeletricidade do bagaço de cana já comercializou um total de 120 projetos nos leilões regulados somando 1.622 MW médios (ou 14.209 GWh para entrega anual).

Além do Leilão A-5 2016, realizado em abril, já estão agendados dois Leilões de Energia de Reserva para as fontes eólicas, solar e para as pequenas centrais hidrelétricas (PCH). Porém, a fonte biomassa não foi convidada a participar desses certames, fato que se repete desde 2011. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), em 2014 existiam 177 unidades sucroenergéticas, de um universo de 355 usinas (Unica), exportando excedentes de bioeletricidade à rede. Há, portanto, muitas usinas que podem passar por um processo de reforma (retrofit) para aproveitarem plenamente o bagaço, a palha e o biogás da vinhaça para oferecer bioeletricidade à rede.

O último Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2024) indica que a geração de bioeletricidade sucroenergética para a rede tem potencial técnico para chegar a mais de seis vezes o volume de oferta à rede em 2015, considerando o aproveitamento pleno da biomassa existente (bagaço e palha) nos canaviais no ano passado. O PDE mostra ainda que o potencial técnico de geração anual para a rede pela biomassa da cana pode ir além e alcançar quase duas usinas do porte de Itaipu, com geração de 165 TWh/ano até 2024.

No ano passado, a geração de energia para a rede pela biomassa da cana respondeu por 4,3% do consumo nacional de energia elétrica no Brasil. Se o País aproveitar plenamente o potencial técnico da bioeletricidade da cana, segundo a EPE, somente esta fonte tem capacidade de representar 24% do consumo nacional na rede até 2024.

Desempenho cresce 10,5% no 1° tri de 2016

Nos três primeiros meses de 2016, as usinas térmicas brasileiras movidas à biomassa produziram 10,5% a mais de energia na comparação com mesmo período do ano passado. Os dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) apontam que a geração no período foi de 722,6 MW médios, ante os 654,2 MW médios em 2015. A capacidade instalada das plantas movidas à biomassa do Sistema Interligado Nacional (SIN) também cresceu e alcançou 11,5 GW em março, alta de 9,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a capacidade era de 10,5 GW.

Segundo o boletim mensal InfoMercado, a geração alcançou 1.077 MW médios em março, com destaque para o desempenho de São Paulo, que segue como principal produtor de energia proveniente de biomassa. As usinas paulistas entregaram 481 MW médios, o equivalente a 44,7% de toda a geração da fonte no SIN. Mato Grosso do Sul, Bahia e Paraná aparecem na sequência com médias de 275,7 MW, 61,9 MW e 59 MW, respectivamente.

Na análise da capacidade instalada, SP (5.166 MW) também é o principal destaque, seguido por MS (1.830 MW), MG (1.177 MW) e GO (1.034 MW). Os dados apontam ainda que o bagaço de cana foi o combustível mais utilizado pelas usinas à biomassa. O material representou cerca de 80% do total, com 858,9 MW médios. Na sequência, aparecem o licor negro com 13% (141 MW médios) e o biogás proveniente de resíduos sólidos urbanos com 3% do total (32 MW médios).

Em março, 244 plantas movidas à biomassa em funcionamento estavam cadastradas na CCEE, frente às 229 instalações registradas no mesmo período de 2015. (Terra & Cia 25/07/2016)

 

Agronegócio deveria agir mais integrado, diz associação

O Brasil que dá Certo - Agronegócio

O mundo poderá viver uma nova onda positiva de preços das commodities agrícolas, acompanhada de uma melhora também nos preços do petróleo.

Como o Brasil está na lista dos principais mercados produtores de grãos e com boa expectativa no setor de produção de petróleo–, deverá ser visto como ponto atraente para o capital estrangeiro.

Taxas negativas de juros na maior parte do mundo e queda nos preços dos ativos dão boas oportunidades para fundos de investimentos no país.

A avaliação é de Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio).

Ele adverte, no entanto, que há muito a fazer quando se trata de governança e lideranças no agronegócio.

É necessária uma revisão do modelo atual. O setor tem de pensar e agir mais como cadeia, e não buscar soluções específicas e isoladas de produto a produto.

O agronegócio tem de ser protagonista nos momentos mais críticos da economia, discutindo reformas, como a tributária e a trabalhista, essenciais para o desenvolvimento do setor.

Para Carvalho, deveria haver um equilíbrio entre agricultura e indústria. Não adianta tirar imposto de um produto e jogá-lo para outro, avalia.

CUSTO BRASIL

Condições tributárias e trabalhistas mais eficientes reduziriam o custo Brasil e tornariam o país mais competitivo, afirma Carvalho.

A agricultura mundial chegou ao limite de exploração em várias áreas do planeta. Mesmo assim, aumenta a necessidade de fontes de energia renovável vindas da agricultura, elevando a oportunidade do Brasil, segundo o presidente da Abag.

Há uma limitação dos recursos. Mas alguns países, como os da África, sofrem ainda mais do que o Brasil.

Para buscar uma revisão desse modelo atual de lideranças agropecuárias no país, a Abag fará uma série de discussões em um congresso na segunda semana de agosto, em São Paulo.

OFERTA DE BOIS CRESCE, MAS MENOS DO QUE SE ESPERAVA

Após ter atingido o menor patamar em 2015, o estoque de bois aumentará nos próximos anos, mas em ritmo menor do que se previa.

A Acrimat (Associação dos Criadores de Mato Grosso) e o Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) apontam estoque de machos de 3,96 milhões neste ano e de 4,01 milhões em 2017. Para 2018, são até 4,49 milhões. A estatística considera estoque os animais machos com mais de 24 meses.

A alta de oferta poderá dar um viés de baixa nos preços. Isso porque o cenário da demanda interna é incerto, principalmente se persistir o ritmo baixo da economia.

Até 75% da carne de Mato Grosso fica no mercado interno. Mas uma reativação da economia segurará o preço.

Fidelização

A vinícola Salton lança um projeto de fidelização de fornecedores. A empresa quer parceria com produtores de uvas, visando a sustentabilidade das partes envolvidas na produção.

Piloto

O projeto-piloto terá participarão de 40 produtores. Eles devem ter entregue uva para a vinícola nas últimas cinco safras, ter 70% da produção total de variedades de interesse da Salton e fazer manejo seguindo as orientações técnicas da empresa.

Contrapartida

Para os que aderirem, a Salton dará acompanhamento técnico, garantia de compra de uvas por um mínimo de dez anos, suporte para redesenho dos vinhedos, adequação de variedades e preço mínimo.

Moratória

Em dez anos, a moratória da soja fez o desmatamento cair 86%. A experiência deveria ser replicada em outras culturas, diz Cristiane Mazzetti, da campanha Amazônia, do Greenpeace.

Acordo

A moratória é um acordo de mercado, em que os maiores comercializadores do produto no mundo não compram soja que tenha origem em desmatamentos.

Soja

As exportações de julho se mantêm aquecidas. Devem deixar os portos brasileiros pelo menos 6 milhões de toneladas da oleaginosa neste mês, tomando como base as exportações já realizadas.

Açúcar

As exportações brasileiras de açúcar atingem uma média de 115 mil toneladas por dia útil neste mês, 35% mais do que em igual período de 2015. As receitas sobem 54%.

Déficit

Devido a limitações de produção em outros países, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, da Abag, estima que a oferta será menor que a demanda em pelo menos cinco anos.

Etanol

As exportações de álcool deverão atingir 240 milhões de litros neste mês, 12% mais do que o exportado em julho do ano passado. (Folha de São Paulo 26/07/2016)