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Térmicas verdes aproveitam leilões para ganhar mercado

Uma térmica verde. E que soluciona a destinação de resíduos sólidos. As térmicas a biomassa ganham mercado no Brasil com preços competitivos, confiabilidade e sustentabilidade.

Abastecidas com bagaço de cana-de-açúcar, sorgo, lenha ou cavaco de madeira, essas usinas termelétricas há tempos já eram usadas por empresários dispostos a gerar energia com seus próprios resíduos.

A partir da ampliação dos incentivos fiscais de energia renovável, em 2011, os projetos estão sendo viabilizados, principalmente, por meio de leilões do governo.

Atualmente, existem 523 usinas térmicas a biomassa no país, segundo dados da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

A maioria era de usinas abastecidas com combustíveis fósseis que foram convertidas para receber bagaço de cana de açúcar.

A potência total dessas unidades é de 13 GW (gigawatts), cerca de 32% do total de usinas térmicas no país.

Emissão de carbono

A principal vantagem das térmicas a biomassa é que, dependendo da tecnologia, a emissão de carbono é nula.

Os gases gerados pela queima do combustível são compensados pelo carbono consumido pela planta que foi usada como combustível.

Adicionalmente, para gerar energia, também são utilizados os subprodutos.

No caso da cana-de-açúcar, por exemplo, a planta é moída para produzir açúcar ou etanol. O que sobra é um bagaço, seco, com poder calorífico suficiente para ser queimado e gerar energia.

Selo Verde

No ano passado, a Unica (União da Indústria de Cana- de-Açúcar) certificou 51 usinas com o selo verde de energia sustentável.

"Em 2015, a energia produzida pela palha e pelo bagaço da cana para a rede elétrica significou evitar a emissão de 10 milhões de toneladas de CO?, quase 15% de toda a emissão de gases de efeito estufa [GEE] pelo sistema elétrico em 2014", diz Zilmar José de Souza, gerente da associação.

Há também as usinas que utilizam lixo para produzir eletricidade. No entanto, a eficiência desse tipo de geração ainda é baixa.

Apesar do momento ruim para o investimento em geração de energia no Brasil –devido à sobra estrutural de eletricidade–, alguns empreendimentos conseguem ser viabilizados pelos leilões do governo.

Atualmente, apenas as térmicas a biomassa e as pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) possuem competitividade suficiente para receber investimentos. Dessa forma, essas duas fontes rivalizaram no mais recente leilão realizado pela Aneel.

Com previsão de entrega dos projetos em cinco anos, a energia de sete pequenas térmicas planejadas por empresas interessadas na autoprodução foi comercializada no leilão.

Desde 2010, a Lwarcel, empresa do ramo de celulose, possui uma térmica que é responsável por produzir toda a energia que sua fábrica necessita.

Segundo o diretor-geral da companhia, Luis Antonio Künzel, a autoprodução permite que a companhia projete um crescimento acelerado de sua produção.

A Lwarcel planeja triplicar sua produção até 2019, utilizando as instalações da companhia em Lençóis Paulista (SP).

"Estamos atingindo diversos dos nossos objetivos e procuramos gerar oportunidades de desenvolvimento para nossa indústria", diz Künzel. (Folha de São Paulo 28/07/2016)

 

Fila de navios nos portos para embarque de açúcar diminui de 38 para 37 na semana

O total de navios que aguardam para embarcar açúcar nos portos brasileiros diminuiu de 38 para 37 na semana encerrada nesta quarta-feira, 27, segundo levantamento da agência marítima Williams Brazil. O relatório considera embarcações já ancoradas, aquelas que estão ao largo esperando atracação e também as que devem chegar até o dia 15 de agosto.

Foi agendado o carregamento de 1,43 milhão de toneladas de açúcar. A maior quantidade será embarcada no Porto de Santos (SP), de onde sairão 1,03 milhão de t, ou 72% do total. Paranaguá (PR) responderá pelos 28% restantes (397,27 mil t). Em Santos, o terminal da Copersucar deve embarcar 328,03 mil toneladas. No da Rumo, são 575,86 mil t; no Teag, 93 mil t; e no da Noble, 38,20 mil t.

A maior parte do açúcar a ser embarcado é da variedade VHP, açúcar bruto de alta polarização, com 1,35 milhão de toneladas. Outras 76,90 mil toneladas são de cristal B-150, carregado ensacado. (Agência Estado 28/07/2016)

 

Justiça homologa plano de recuperação judicial da Renuka Vale do Ivaí

A Justiça homologou o plano de recuperação judicial da Renuka Vale do Ivaí, grupo sucroenergético com duas usinas no Paraná. Protocolado em junho na 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, o documento acabou sendo deferido mesmo sem o consenso de todos os credores.

Em assembleia realizada no dia 6 de junho, a chamada Classe 2, aquela que tem créditos assegurados por direitos (garantia real), votou contra a proposta da empresa. A homologação foi confirmada ao Broadcast Agro pelo diretor Jurídico da companhia, Tony Rivera.

O plano da Renuka Vale do Ivaí, que administrada as unidades São Pedro e Cambuí, prevê a provisão de recursos para amortizar uma dívida de mais de R$ 700 milhões. O objetivo é amortizar o máximo possível do passivo em 12 meses.

As propostas apresentadas no plano incluem desde mudanças no desconto sobre o valor de cada dívida até alongamento do prazo para pagamento das parcelas. “Diante da existência de dificuldades das recuperandas em cumprir com suas atuais obrigações financeiras, o presente plano de recuperação judicial prevê a realização de medidas que objetivam a geração de fluxo de caixa operacional necessário ao pagamento da dívida reestruturada e à geração de capital de giro e de recursos necessários para a continuidade das atividades”, destaca o pedido da empresa.

A Renuka Vale do Ivaí é controlada pela indiana Shree Renuka Sugars, que também comanda a Renuka do Brasil, esta com duas unidades no interior de São Paulo: Madhu, em Promissão, e Revati, em Brejo Alegre.

No caso da Renuka do Brasil, com dívida de R$ 2,3 bilhões, o plano de recuperação judicial ainda é discutido com os credores. Para esta sexta-feira está prevista nova assembleia para deliberar a venda da unidade Madhu, proposta levantada pela própria companhia como forma de quitar o passivo.

No ano-safra 2015/16, encerrado em março, a Shree Renuka Sugars registrou prejuízo líquido de US$ 42,85 milhões (2,85 bilhões de rupias), montante 3,3% menor ante 2014/15. Com capital aberto na Bolsa de Mumbai, a empresa teve uma receita líquida de US$ 880,84 milhões (58,62 bilhões de rupias) no ciclo (+2%).

A notícia sobre a homologação do plano de recuperação judicial da Renuka Vale do Ivaí fez as ações da Shree Renuka Sugars subir mais de 11% na Bolsa de Mumbai. (Agência Estado 27/07/2016)

 

Açúcar: Ajuste técnico

Uma enxurrada de liquidações de posições vendidas marcou o pregão do açúcar demerara ontem na bolsa de Nova York, com os investidores temerosos com uma possível correção no valor dos contratos depois que a commodity rompeu o suporte técnico na terça-feira.

Os papéis com vencimento em março de 2017 fecharam a sessão a 19,39 centavos de dólar a libra-peso, um recuo de 37 pontos.

De acordo com analistas, o mercado está à espera do próximo relatório de moagem de cana no Brasil e continua em dúvida sobre a real extensão do déficit na oferta mundial, devido à melhora das condições climáticas na Ásia.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 85,74 a saca de 50 quilos, recuo de 0,29%. (Valor Econômico 28/07/2016

 

Usinas priorizam a produção de açúcar e preço interno segue estável

A moagem da cana-de-açúcar da safra 2016/2017 segue firme e muitas usinas do estado de São Paulo vêm priorizando a produção do açúcar em detrimento do etanol. O comportamento de usinas paulistas, no entanto, está distinto.

Segundo o Cepea, enquanto agentes de algumas unidades cedem nos preços de venda, especialmente os que negociam açúcar de menor qualidade, outros, que detêm cristal de maior qualidade, se mantêm firmes nos valores pedidos. Muitas usinas, ainda, continuam focadas no atendimento de contratos dos mercados interno e externo.

Nesse cenário, os preços registram pequenas oscilações diárias, mas, no balanço, estão firmes. Na segunda-feira (25/07), o Indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal cor Icumsa entre 130 e 180 fechou a R$ 86,31 por saca de 50 quilos, alta de 0,5% frente à segunda-feira anterior (18/07). (Cepea/ESALQ 27/07/2016)

 

Produção de etanol dos EUA cai 3% na semana, para 998 mil barris por dia

A produção média de etanol nos Estados Unidos foi de 998 mil barris por dia na semana passada, volume 3% menor do que o registrado na semana anterior, de 1,029 milhão de barris por dia. Os números foram divulgados nesta quarta-feira, 27, pela Administração de Informação de Energia do país (EIA, na sigla em inglês).

Os estoques do biocombustível diminuíram 3,8% na semana encerrada no dia 22 de julho, indo para 20,4 milhões de barris.

Os números de produção de etanol nos Estados Unidos são um importante indicador da demanda interna por milho. No país, o biocombustível é fabricado principalmente com o cereal e a indústria local consome cerca de um terço da safra doméstica do grão. (Dow Jones Newswires 27/07/2016)