Setor sucroenergético

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Investimentos em novas usinas voltarão com regra clara e política fiscal, diz Datagro

Apesar do cenário positivo para o açúcar e o etanol, os novos investimentos no setor sucroenergético brasileiro só virão com a criação de regras claras para o combustível e ainda com a definição de políticas fiscais federal e estadual, na avaliação do presidente da consultoria Datagro, Plinio Nastari, durante a Fenasucro, em Sertãozinho (SP).

"Os investimentos só voltarão quando ficar clara a definição da regra de competitividade entre etanol e gasolina e ainda qual será a regra seguida pela Petrobras para o preço da gasolina na refinaria. Não existe ainda uma clareza da política fiscal, federal e estadual", disse Nastari. "Enquanto essa política não ficar conhecida e definida de forma transparente, não haverá segurança para a retomada de investimentos."

Segundo Nastari, até que essas regras não sejam definidas, os investimentos para o setor serão destinados para o aumento da capacidade de moagem e para a produção de açúcar, etanol anidro e ainda mecanização nas lavouras. Para o presidente da Datagro, o aumento da produção de açúcar será utilizado, desde que haja a oferta de matéria-prima, para que o Brasil tente suprir o déficit mundial a commodity, que ultrapassará 15 milhões de toneladas entre 2015 e 2017.

"Esse é o maior nível de déficit acumulado em dois anos na história e faz com que o fluxo de comércio fique mais apertado e os preços mais firmes. No Brasil, a ampliação da capacidade industrial de açúcar, dependendo da disponibilidade de matéria-prima, pode ser utilizada para aumento de produção e atendimento do déficit", afirmou. (Agência Estado 23/08/2016)

 

Com R$ 56 milhões em dívidas, Dedini faz 96 anos e aponta reação à crise

Ao completar 96 anos nesta terça-feira (23), em meio a um processo de recuperação judicial para evitar falência e dívidas trabalhistas de, pelo menos, R$ 56,5 milhões, a Dedini Indústria de Base de Piracicaba (SP) divulgou nota em que prevê uma reação à crise pela qual atravessa ainda em 2016. A metalúrgica é uma das principais empresas da cidade, mas demitiu cerca de 1.600 trabalhadores desde 2014.

Segundo a companhia, a própria recuperação judicial representa "o início desse novo momento". Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba e Região, no entanto, a empresa não tem honrado compromissos com funcionários ativos e demitidos.

A estratégia para o momento, conforme a Dedini, é manter em dia pagamentos de funcionários operacionais, reduzir custos e reorganizar pessoal, com revisão de hierarquias.

A proposta do Plano de Recuperação Judicial da metalúrgica é, basicamente, pagar ainda neste primeiro ano de processo créditos trabalhistas de aproximadamente R$ 36,5 milhões, além de cerca de R$ 20 milhões em rescisões trabalhistas, segundo o consultor Alexandre Temerloglou, da Siegen, que assessora a Dedini na recuperação judicial.

De acordo com a assessoria da empresa, projeções indicam que a Dedini deve atingir receita líquida operacional de R$ 306 milhões também no primeiro ano de cumprimento do plano, com um crescimento de 1,5% ao ano a partir de 2017.

“O que nos faz olhar para frente é a compreensão de que a Dedini é um patrimônio de Piracicaba, construída pelas mãos de tantos piracicabanos que sempre amaram seu trabalho. Faremos de tudo para voltar a ser uma grande geradora de emprego, para contribuir com o progresso do Brasil”, afirmou em nota Giuliano Dedini Ometto Duarte, presidente do Conselho de Administração.

Sindicato critica

Apesar do otimismo da empresa, o Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba e Região informou que a Justiça do Trabalho de Piracicaba determinou em 2015 que os funcionários demitidos da Dedini em agosto do ano passado receberiam o valor de R$ 1.000 por mês mais ticket alimentação e os desligados em fevereiro e novembro de 2014 R$ 1.226 mensais. Os valores não têm sido pagos pela metalúrgica, conforme a entidade.

"O sindicato repudia o pagamento simbólico que a Dedini tem feito aos ex-funcionários de R$ 300 mensais, valor este que não atende às necessidades dos trabalhadores, e muitos deles passam por sérias dificuldades econômicas e até sem condições decomprar alimentos", afirma em nota a entidade sindical.

O documento diz ainda que não são somente os demitidos que passam por dificuldades, já que funcionários ativos têm salários atrasados e recebem apenas 70% do pagamento. "Há ainda atraso no depósito de FGTS, férias e outros", informou o sindicato.

A Dedini informou que "está empenhada" em pagar as dívidas, mas que "é inviável" aumentar o pagamento mensal dos demitidos de R$ 300 para R$ 1.000. (Agência Estado 23/08/2016)

 

Mizutani dá a ‘receita’ para chegar a 50 bilhões de litros de etanol por ano

Presidente do Conselho da Unica participou de evento na Fenasucro.

Pedro Mizutani, presidente do Conselho Deliberativo da União da Indústria de Cana­-de-Açúcar (Unica), disse na Conferência Datagro CeiseBr, na manhã de terça­-feira (23/08) em Sertãozinho, durante a Fenasucro, que o setor sucroenergético tem condições de chegar a 24,5 mil litros de etanol por hectare.

“É um sonho, mas dá para alcançar”, disse Mizutani. Segundo ele, hoje o setor chega a 7,1 mil litros de biocombustível por hectare.

Alcançar o ganho de produção, informou, ajudará o País a chegar a 50 bilhões de litros de etanol em 2030. Esse montante está previsto em ratificação do governo brasileiro no Acordo de Paris, em dezembro passado, na qual o Brasil compromete­se a ter 18% de bicombustível do total de combustíveis no país, o que equivale a 50 bilhões de litros. Hoje, as usinas brasileiras chegam a 30 bilhões de litros.

‘Receita’

Para chegar aos 24,5 mil litros por hectare, o presidente do Conselho da Unica, informou que a estratégia é investir em variedades de cana-­de-­açúcar corretas em solos corretos, como as variedades transgênicas, que devem chegar ao mercado nos próximos anos.

Segundo ele, o ganho de produção por hectare também está na indústria, com o emprego do etanol celulósico, ou 2G. “A Raízen já tem esse etanol em escala industrial”, disse Mizutani, também executivo da companhia Raízen.

“Daqui a 2 ou 3 anos o etanol 2G será competitivo em escala comercial”, disse. (Jornal Cana 23/08/21016)

 

Assembleia de credores da Renuka do Brasil é adiada

A assembleia de credores da Renuka do Brasil, controladora de duas usinas sucroalcooleiras no Estado de São Paulo, foi adiada novamente, agora para quintafeira, 25. A companhia, controlada da indiana Shree Renuka Sugars, acumula uma dívida de R$ 2,3 bilhões.

O processo de negociação entre a companhia e seus credores tem se estendido há três meses. Desde que a assembleia foi instalada, em 10 de maio, até agora, já houve várias suspensões do processo.

Nas últimas semanas, a pressão sobre a Renuka do Brasil cresceu e a companhia já admite apresentar um plano que preveja o leilão da Usina Madhu, em Promissão, além de um eventual injeção de capital dos acionistas ou do leilão da Usina Revati, localizada em Brejo Alegre, caso o primeiro leilão não levante os recursos considerados suficientes pelos bancos credores para abater uma determinada parcela da dívida que está em suas mãos.

Além disso, os bancos credores querem que uma nova gestão independente, indicados pelos credores e ratificados pelo conselho de administração da Renuka, substitua a atual 60 dias após aprovado o plano de recuperação judicial.

A Renuka do Brasil também sofre pressão dos fornecedores que estão na lista de credores, que na assembleia ocorrida na quarta-feira passada (17) chegaram a ameaçar suspender o fornecimento de cana diante da insatisfação com algumas condições de pagamento. (Valor Econômico 23/08/2016)

 

Açúcar: Nova alta

A especulação sobre a compra de um grande volume de açúcar por uma empresa possivelmente chinesa voltou a dar sustentação ao mercado futuro do açúcar demerara ontem na bolsa de Nova York.

Os papéis com vencimento em março de 2017 fecharam a 21,16 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 28 pontos.

Além da demanda aparentemente mais forte pelo adoçante, o mercado reage ainda à forte ressaca que atingiu a cidade de Santos, suspendendo as operações no principal porto de escoamento da produção brasileira durante mais de 24 horas.

Os impactos da quebra de safra na Indonésia também dão sustentação aos contratos.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 86,03 a saca de 50 quilos, alta de 0,37%. (Valor Econômico 24/08/2016)

 

 

Clima provoca perda de 25% na produtividade da cana em SP

Canaviais enfrentaram excesso de chuva durante desenvolvimento, que também impediu tratos culturais.

Embora a colheita esteja sendo realizada sob céu azul e tempo bom, a cana-de-açúcar produzida na região de Piracicaba (SP) teve sua qualidade e rendimento seriamente afetados pelo clima. Produtores estimam perdas de até 25% na produtividade devido ao excesso de chuvas.

A água em abundância resultou em brotações irregulares nos canaviais. O técnico agrícola José Penatti afirma que, entre setembro e dezembro do ano passado, a cultura recebeu quase 700 milímetros de chuva, atrasando a safra. “Teve usina que acabou não moendo toda a cana, devido ao excesso de chuva. Como a colheita é mecanizada, isso provoca pisoteio na lavoura, o que vai se refletir na safra que vem aí”, diz ele.

O presidente da Cooperativa dos Plantadores de Cana-de-Açúcar de São Paulo (Coplacana), José Coral, afirma que o clima também impediu processos como adubação e tratos com defensivos e inseticidas. Isso teria causado a perda de 4 milhões de toneladas de matéria-prima. Em etanol, isso representaria 320 milhões de litros que deixarão de ser comercializados.

“Costumo dizer que a agricultura é uma indústria a céu aberto: se chove demais, prejudica; se chove de menos, prejudica (também). Não tem o que fazer. Neste ano, o agricultor tinha um pouco de esperança, mas vai perder 20% na média, principalmente os médios e pequenos”, acredita Coral.

José Clovis Cassarim, por exemplo, prevê que sua colheita deva encolher em torno de 10 mil toneladas, o que representaria um prejuízo de R$ 700 mil. Segundo ele, o clima ruim só fez piorar o cenário para um setor que tem sofrido com baixos investimentos oficiais nos últimos cinco anos. (Canal Rural 23/08/2016)

 

MPB para todos

A plantadora de muda pré-brotada AgMusa™ da BASF para uma linha de cana reforça que a tecnologia de MPB é acessível do pequeno ao grande produtor.

Em 2013, a agroindústria canavieira conheceu um novo conceito de multiplicação de mudas de cana, o sistema de Mudas Pré-Brotadas (MPB).O primeiro a anunciar esta tecnologia de multiplicação foio Instituto Agronômico (IAC) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Na época, Mauro Alexandre Xavier, pesquisador do IAC e integrante da equipe do Programa Cana que desenvolveu o MPB, disse: “esse sistema pretende aumentar a eficiência e os ganhos econômicos na implantação de viveiros, replantio de áreas comerciais e, possivelmente, renovação e expansão de áreas de cana-de-açúcar.Trata-se de um novo conceito no método de multiplicação, reduzindo volume e levando para o campo, efetivamente, uma planta.”

Xavier ressaltou ainda se tratar de uma tecnologia que contribuirá para a produção rápida de mudas, associando elevado padrão de fitossanidade, vigor e uniformidade de plantio. “Outro grande benefício está na redução da quantidade demudas que vai a campo. Para o plantio de um hectare de cana,o consumo de mudas cai de 18 a 20 toneladas por hectare, no plantio convencional, para duas toneladas no MPB. Isso significa que 18 toneladas que seriam enterradas como mudas irão para a indústria produzir álcool e açúcar, gerando ganhos.”

A informação atraiu muitos profissionais da área de cana ao IAC, em Ribeirão Preto, SP, todos queriam saber mais sobre o novo método e o pesquisador explicava: no método convencional, abre-se o sulco e coloca-se colmo-semente dentro. Agora propomos colocar a planta. A tecnologia do MPB permite mudar a forma de produção de mudas, realizado praticamente do mesmo jeito desde que a cana chegou ao Brasil em 1530. No lugar dos colmos como sementes, entram as mudas pré-brotadas, que são produzidas a partir de cortes de canas, chamados minirrebolos, onde estão as gemas.Depois, passam por uma seleção visual e são tratados com fungicida. São colocados em caixas de brotação, com temperatura e umidade controlada, e, ao final, inseridas em tubetes que passam por duas fases de aclimatação.”

AGMUSA™CONTRIBUIU PARA ACELERARA RETOMADA DA FORMAÇÃO DE VIVEIROS COM MUDAS SADIAS

Era uma ótima notícia no meio de um cenário marcado pela crise sucroenergética, mesmo assim, novidade sempre gera certa desconfiança. No entanto, logo após a divulgação realizada pelo IAC, a BASF lançou sua tecnologia de muda pré brotada AgMusa™ - Agricultura de Mudas Sadias, para a implantação de viveiros com alto potencial produtivo. Um pacote tecnológico que oferece: orientação no preparo do solo, no manejo, fornecimento da muda, realização do plantio, irrigação e assistência técnica.

Foi o reforço que o sistema necessitava para vingar. Além do mais, chegou no momento em que o setor vivia a dura realidade da queda de produtividade, muito em decorrência da expansão de canaviais com mudas de má qualidade e sem sanidade. “Temos um posicionamento técnico de portfólio dentro de uma oferta muito robusta de soluções em todo ciclo da cana buscando manter nossa posição de liderança no setor sucroenergético”, pontua Cristiano Ortigosa Peraceli, gerente de Marketing e Cultivos para Cana-de-Açúcar. Ouvir os clientes sobre suas necessidades e buscar soluções, faz parte desse posicionamento da Empresa e o que levou a BASF a criar o sistema AgMusa™. (Cana Online 23/08/2016)

 

Energia a partir da cana ganha força com antecipação da safra

O clima seco e favorável para o processamento de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil neste ano e a entrada em atividade de novos investimentos em cogeração de energia elétrica a partir do bagaço de cana permitiram um aumento da geração de energia nas usinas sucroalcooleiras no primeiro semestre de 2016.

Entre janeiro e junho, as usinas entregaram ao sistema interligado nacional 7,5 mil gigawatt-hora (GWh) produzidos a partir da biomassa, tanto no ambiente regulado como no mercado spot, superando em 10% a energia entregue ao mercado no mesmo período do ano passado (6,7 mil GWh), segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

"A [energia a partir da] biomassa de cana começa a ter produção em abril, indo até novembro, no máximo. Mas este ano houve antecipação por causa da questão climática", afirma Rui Altieri, presidente do conselho de administração da CCEE, ao Valor. Diante do tempo firme no começo do ano, muitas usinas anteciparam o início da colheita da safra 2016/17 para março, o que provocou uma entrada de biomassa no mercado antes da época em que costuma entrar.

Essa antecipação se reflete no desempenho da cogeração em março, quando as usinas exportaram 639 GWh, 89% a mais do que no mesmo mês do ano passado. A cogeração da cana em março já se distanciou de forma considerável dos níveis da entressafra, quando boa parte das usinas estava parada para manutenção. Para se ter ideia da diferença, em janeiro as usinas entregaram 220 GWh e, em fevereiro, cogeraram 192 GWh.

A cogeração foi crescendo no semestre e atingiu seu pico em maio, quando alcançou 2,3 mil GWh. No segundo trimestre, as caldeiras já estavam a pleno vapor. Maior produtora de energia a partir de bagaço da cana no país, com 13 unidades de cogeração, a Raízen Energia entregou ao sistema 817 mil MWh no período (equivalente ao primeiro trimestre da safra 2016/17), 15,9% mais do que no mesmo trimestre da safra anterior.

A oferta maior de cana também tem elevado a disponibilidade de bagaço. Desde o início oficial da safra, em abril, até o fim de julho, as usinas do Centro­Sul processaram um volume de cana 13% maior do que no mesmo período da safra passada, totalizando 310,5 milhões de toneladas.

Além do melhor desempenho na parte agrícola, também houve um aumento da capacidade industrial. Segundo Altieri, o parque gerador cresceu 7,4% sobre o primeiro semestre de 2015, em função tanto de investimentos feitos em anos anteriores na ampliação da capacidade das unidades já existentes como na instalação de novas plantas de cogeração. A expectativa é que essa capacidade continue aumentando, uma vez que seis usinas ganharam leilões nos últimos anos e se comprometeram a gerar um total de 136 MW médios entre 2018 e 2021.

Luiz Cláudio Barreira, analista de bioeletricidade da consultoria FG/A, recorda ainda que houve a recuperação de um linhão da CPFL entre Franca e Pioneiros que estava limitando a capacidade de entrega de energia por parte das usinas até junho. Ele estima que a restrição estava impedindo a entrega de 50 MWh ao sistema. "Ainda não regularizou de vez, mas já melhorou muito", diz.

Embora a antecipação do início da safra também possa implicar um fim antecipado, Barreira observa que há um excedente da oferta de bagaço de cana que pode prolongar a cogeração para além da janela de moagem. "O preço do bagaço está mais baixo do que em anos anteriores, isso significa que está sobrando combustível para usinas. Pode ser que isso viabilize a produção [de energia] depois que a usina encerrar safra, seja com matéria-prima própria ou comprando de terceiros", ressalta.

O bagaço da cana continua como a principal matéria-prima de geração de energia elétrica dentre as opções de biomassa existentes e chegou a ter uma participação maior no primeiro semestre, respondendo por 88,4% da energia gerada a partir de biomassas no período. No primeiro semestre do ano passado, a biomassa da cana representou 85,2% de toda a energia gerada a partir das diversas biomassas existentes. (Valor Econômico 24/08/2016)

 

Preço médio na safra 2016/17 de açúcar é o mais alto desde 2011/12, diz Cepea

O preço médio do açúcar cristal no mercado paulista no período de 1º de abril a 19 de agosto é o mais alto desde a safra 2011/12, em termos reais. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), o Indicador Cepea/Esalq do açúcar registra média de R$ 82,08 a saca de 50 kg, 48,7% acima da observada em igual período do ciclo anterior.

A produção de cana-de-açúcar deve atingir 684,7 milhões de toneladas na temporada 2016/17 em todo o Brasil, alta de 2,9% frente à safra anterior, de acordo com dados do último relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A produção de açúcar é estimada em 39,96 milhões de toneladas, 19,3% superior à da safra 2015/16, devido à preferência de usinas pelo açúcar, que apresenta preços mais remuneradores.

Em relação às paridades, entre 15 e 19 de agosto cálculos do Cepea mostram que a venda do açúcar cristal no spot paulista remunerou 6,67% mais que na venda para o exterior. A média semanal do Indicador de Açúcar Cristal Cepea/Esalq foi de R$ 85,98 a saca, enquanto as cotações do contrato para outubro na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) equivaleriam a R$ 80,61 por saca. (Agência Estado 23/08/2016)