Setor sucroenergético

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Açúcar: Sem direção

Após uma sessão sem direcionamento definido, os contratos futuros do açúcar demerara encerraram o último pregão da semana passada em queda na bolsa de Nova York.

Os papéis com vencimento em março de 2017 fecharam a 20,69 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 19 pontos.

Embora a melhora do clima na Ásia após o início das chuvas de monções na Índia e na Tailândia pressione os contratos, a perspectiva de uma menor moagem no Brasil após as recentes chuvas na região Centro-Sul limitou as perdas ao fim do pregão.

Maior produtor mundial de açúcar, o Brasil passou por irregularidades climáticas ao longo da safra 2015/16.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 86,34 a saca de 50 quilos, queda de 0,23%. (Valor Econômico 12/09/2019)

 

Contra ação judicial, Usina Caeté busca acordo com credor

Depois de deixar de pagar uma parcela de suas dívidas em julho, a Usina Caeté ­ pertencente ao tradicional Grupo Carlos Lyra, que controla três unidades sucroalcooleiras no Nordeste e outra em São Paulo, espera apresentar até o fim do mês uma proposta de acordo de "standstill", pelo qual os credores se comprometem a não tomar nenhuma medida judicial contra a empresa por um determinado período.

Para costurar o acordo com os credores, a companhia contratou há pouco mais de um mês a consultoria RK Partners. O objetivo é alongar o prazo das dívidas e dar algum espaço para melhorar a liquidez da empresa. Em 29 de julho, a usina deixou de efetuar o pagamento do principal e dos juros referentes a debêntures com garantia, empréstimos e outras dívidas com garantias.

Segundo o advogado Domício dos Santos Neto, do escritório Santos Neto Advogados, que representa parte dos credores, o endividamento da Usina Caeté com instituições financeiras aproxima-se de R$ 1 bilhão. Entre os que mais têm recursos a receber da Caeté estão o banco de fomento latino-americano CAF, o Credit Suisse e a gestora americana Amerra.

Um eventual armistício entre a usina e os credores deve dar um respiro para que a Caeté aproveite a recuperação dos preços do açúcar e do etanol nesta safra para melhorar sua situação financeira. As três usinas do Nordeste devem iniciar a moagem de cana da safra 2016/17 no próximo dia 20 e devem processar 4 milhões de toneladas, segundo Aryl Lyra, membro da diretoria do Grupo Carlos Lyra.

A perspectiva de uma tentativa de acordo com os credores já era esperada. Em relatório de junho, a agência de classificação Standard and Poor's (S&P) indicava que havia "um risco crescente de uma reestruturação de dívida ou de um acordo de standstill" em três meses.

Naquela época, a dívida classificada pela agência como "prioritária", que incluía obrigações trabalhistas, arrendamentos financeiros e pagamento de adiantamento sobre contratos de câmbio (ACC), somava R$ 106 milhões, enquanto a dívida com financiamentos bancários, obrigações tributárias e linhas de financiamento para exportação, todas com garantia, totalizava R$ 722 milhões. Já os débitos sem garantia somavam R$ 292 milhões.

A S&P deixou de classificar a usina em agosto. Em sua última análise, a agência atribuiu a nota 'D', correspondente a calote, para o crédito corporativo da Caeté na escala global, mas avaliou a capacidade de recuperação do rating como "substancial", entre 70% e 90%. (Valor Econômico 12/09/2016)

 

Dívidas de usinas com fornecedores em Alagoas chegam a R$ 250 milhões

Das 18 usinas em atividade, apenas quatro pagam em dia, dizem os produtores. Categoria afirma que já precisou até vender bens para manter produção.

A crise que afeta diversos setores da economia em todo o país também faz estragos entre fornecedores de cana-de-açúcar em Alagoas. De acordo com os plantadores, as dívidas das usinas com a categoria chegam a R$ 250 milhões. O assunto foi discutido esta semana em um encontro na capital.

O fornecedor José Soares explica que a situação já era crítica há quatro anos, mas que piorou bastante desde 2015. O valor estimado da dívida, segundo ele, é sem levar em consideração os juros e a correção monetária.

"Muitos de nós já venderam carro, venderam apartamento, venderam parte da fazenda para poder pagar adubo, para poder pagar produtos químicos, para continuar produzindo e não ver a cor do dinheiro", desabafa Soares.

Das 18 usinas em atividade no estado, apenas quatro pagam em dia, segundo os fornecedores.

A preocupação agora é em encontrar estratégias para superar a crise, que já levou alguns fornecedores a diminuir a produção.

Um deles foi Nilson Agra, da região de Atalaia. Ele conta que reduziu a produção de 30 toneladas para 15 toneladas. E já começou a introduzir outras culturas. "Essa ideia de diversificar foi justamente em função dessas inadimplências, mas a diversificação demora. Além da cana, nós temos a grama para jardim, eucalipto e agora estamos com o programa do coco verde".

A reportagem da TV Gazeta tentou contato com o sindicato do açúcar e do álcool, que representa as usinas, para saber como andam as negociações, mas não conseguiu resposta.

O presidente do Sindicato dos Cultivadores de Cana de Açúcar em Pernambuco, Gerson Carneiro Leão, participou do encontro com os fornecedores alagoanos. No estado vizinho, o setor sucroenergético enfrentou uma crise parecida, mas conseguiu se recuperar.

"A solução para o Nordeste, para essas usinas mal administradas, é serem geridas por fornecedores de cana, porque nós já mostramos que temos capacidade para isso, e temos que ter a ajuda do Estado", defende Leão.

A Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura (Seagri) está de olho na situação, e afirma que deve intervir. "Nós vamos agir como mediadores, não só na questão dos problemas atuais, mas também sugerir que sejam discutidos os problemas futuros, ou a visão produtiva futura, relacionada à cana de açúcar e tudo aquilo que que pode acontecer, seja para evoluir, seja para repensar, seja para ter novas ideias, mas fazer com que toda essa classe de produtores do estado de Alagoas seja fortalecida", disse o superintendente de desenvolvimento agrário da Seagri, Hibernon Cavalcante. (G1 12/09/2016)

 

MG: Usinas de álcool desativadas no Triângulo devem voltar a funcionar

Duas usinas de álcool, uma de Capinópolis e outra localizada a 20 quilômetros de Ituiutaba, poderão voltar a funcionar anos após desativarem as atividades e fecharem milhares de postos.

de trabalho na região. Depois de concluído o processo de falência, a Justiça determinou a venda de ambas empresas.

Com o fim da batalha jurídica, as unidades já podem ser reativadas após quase quatro anos fechadas. Também já existem grupos empresariais interessados em reativar as usinas.

O processo de falência das empresas foi conduzido pela Justiça do estado de Alagoas. Neste mês acontecerá uma audiência para propostas de compra das usinas. Pelo menos três grupos empresariais, um deles da Espanha, já demonstraram interesse em reativar as empresas.

De acordo com Alan Santana, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Capinópolis, quase mil pessoas perderam o emprego na cidade e a falência das usinas causou grandes impactos na economia local.

Com a venda das empresas, ex-funcionários e produtores rurais esperam receber os acertos trabalhistas e os pagamentos atrasados. Mas a maior expectativa é a geração de renda e trabalho em toda a região. (G1 08/09/2016)

 

Projeto Brazil Sugarcane gerou USD 138 mi em prospecções de negócios

O Projeto Brazil Sugarcane Bioenergy Solution, parceria entre o Arranjo Produtivo Local do Álcool (Apla) e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) trouxe delegações internacionais para o espaço de negócios na 24ª Feira Internacional de Tecnologia Sucroenergética (Fenasucro), no fim de agosto, em Sertãozinho/SP.

As rodadas de negócios durante o evento contaram com a participação de 50 empresas brasileiras e 18 convidados internacionais. Durante o evento, foram registrados USD 382 mil em negócios fechados e mais de USD 138 milhões em expectativas de negócios que podem ser efetivados em até 12 meses.

Em apenas quatro dias foram gerados, oficialmente, 562 encontros de negócios para promoção de toda a cadeia produtiva da cana-de-açúcar brasileira. "Nesta oportunidade, atraímos clientes em potencial vindos da Argentina, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, México, Nicarágua, Peru, Uruguai e Venezuela, o que mostra o interesse global nos produtos, soluções, tecnologias e serviços ofertados pelo mercado brasileiro", avaliou o diretor executivo do Apla, Flavio Castelar (Foto).

Pela primeira vez no evento, Franklin Esperon, superintendente do Engenho Presidente Benito Juarez, do México, participou das rodadas de negócios em busca de novas tecnologias na área de produção de açúcar. "Buscamos continuar projetando a planta e incrementar nossa moenda, temos a meta de aumentar de 12 para 15 mil toneladas decana por dia, aqui no Brasil queremos assessoria da tecnologia brasileira, para aumentar nossa produção", disse.

Presente no espaço de negócios, Guilherme Pfisterer, gerente da área de Comércio Exterior do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), acredita que a iniciativa do Projeto Brazil Sugarcane é fundamental para desenvolver negócios. "Com a diminuição da atividade interna no Brasil, as empresas estão em busca da exportação, assim elas ficam mais protegidas das sazonalidades e isto só trará benefícios para a própria empresa e para o País", disse.

Mais do que vendas imediatas, o Projeto Brazil Sugarcane Bioenergy Solution tem a finalidade de aumentar os destinos da exportação brasileira, construir mercado externo e ampliar o relacionamento com potenciais clientes. "O processo de compra de nossos produtos e serviços é de médio prazo, neste primeiro momento a intenção é mostrar nossa tecnologia, inovação e eficiência em produção e processamento da cana-de-açúcar", declarou Castelar.

Na ação comercial do Projeto Brazil Sugarcane, os compradores estrangeiros fizeram visitas técnicas na região de Ribeirão Preto. Os visitantes internacionais conheceram as instalações da Usina Viralcool - Unidade Castilho e do Instituto Agronômico Campinas (IAC) onde acompanharam palestras proferidas por pesquisadores e também visitaram os campos de pesquisa em cana-de-açúcar da unidade. (Brasil Agro 12/09/2016)

 

Após dificuldades financeiras, Usina Coruripe deve ter moagem recorde em 2016/17

A Usina Coruripe, grupo sucroalcooleiro com cinco unidades produtoras nos Estados de Alagoas e Minas Gerais, prevê moer 14,3 milhões de toneladas de cana na safra 2016/17, um volume recorde e 2% maior que o processado em 2015/16.

Uma das maiores usinas da região Norte-Nordeste, a Coruripe estimou produção de 22 milhões de sacas de 50 kg de açúcar e 416 milhões de litros de etanol. Ainda segundo a Coruripe, quase 419 mil MWh de energia elétrica devem ser gerados neste ano apenas para a exportação, em linha com o observado na safra passada.

Se confirmadas, as 14,3 milhões de toneladas previstas representariam a utilização de praticamente 100% da capacidade instalada pela empresa. Em 2015/16, quando processou 14 milhões de toneladas, a companhia obteve faturamento bruto de R$ 1,6 bilhão.

A unidade Coruripe, matriz do grupo no município homônimo em Alagoas, foi a última a iniciar a operação, no dia 3 de setembro. As outras usinas, localizadas em Minas Gerais, nos municípios de Iturama, Limeira do Oeste, Carneirinho e Campo Florido, seguem o regime de safra do Centro-Sul e começaram a moer em março.

Em junho último, para evitar entrar com pedido de recuperação judicial, a Coruripe anunciou uma reestruturação de R$ 1,9 bilhão em dívidas, com alongamento de sete anos para pagamento e 30 meses de carência. Entre os bancos que participaram da renegociação estão Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Rabobank, ABN, Citibank, Votorantim, HSBC, Metlife, ABC e Santander. (Agência Estado 09/09/2016)

 

Meteorologistas seguem divergindo sobre intensidade do La Niña

Que o La Niña será um componente a mais da nova safra de verão do Brasil isso já é certo. Qual será a intensidade desse fenômeno, porém, ainda é uma questão de debate entre os especialistas, bem como seus impactos para a agricultura brasileira. Os percentuais de probabilidade divulgados nos últimos dias têm se mostrado diferentes entre agências climáticas dos EUA, Japão e Austrália, além dos meteorologistas brasileiros.

Nesta sexta-feira, a Agência Meteorológica do Japão informou que o La Niña deverá continuar atuando durante todo o período do verão no hemisfério Sul (inverno no hemisfério Norte) e que tem 70% de chances de ocorrer efetivamente. O anúncio vem um dia depois do Climate Prediction Center (CPC) do Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA indicar uma queda em sua projeção para 40%, contra os 75% estimados em junho, de 55 a 60% em julho. "A superfície dos oceanos continua se resfriando, porém, em um ritmo mais lento", informou o centro norte-americano. Sua próxima atualização será feita em 13 de outubro.  

Para o Instituto de Meteorologia da Austrália, a possibilidade de um La Niña tardio e de fraca intensidade continua presente. De acordo com suas últimas informações sobre a condição atual, informadas em 30 de agosto, o período é de neutralidade climática, porém, com partes do Pacífico Equatorial mais frias do que o comum para esta época do ano. As atualizações do órgão australiano saem no dia 13 de setembro.

"Três modelos pesquisados indicam que o La Niña a se desenvolver deverá acontecer mais tarde e se manter durante a primavera do hemisfério Sul ou durante o verão. Um fenômeno mais tardio como este não seria usual, mas também não é sem precedentes. Se ele realmente acontecer, será bem menos intenso do que o registrado entre 2010 e 2012", informou o instituto australiano em seu último boletim.

Como explicou o meteorologista Alexandre Nascimento, da Climatempo, realmente este deverá ser um La Niña de fraca intensidade, mas conta com todas as características para que realmente aconteça. "Precisamos ter, pelo menos, três meses de anomalia de 0,5ºC negativo (nas águas de superfície dos oceanos), e já estamos há mais de dois abaixo disso", diz. "Portanto, o produtor rural brasileiro ainda tem que manter sua cautela", completa.

O meteorologista explica que, nesse quadro, o planejamento dos agricultores que neste momento estão se preparando para dar início ao plantio da nova safra de verão deve ser ainda mais detalhado, com um escalonamento maior dos trabalhos de campo, de forma a aproveitar de forma adequada os próximos momentos de chuva.

"Será um início de safra muito irregular", alerta Nascimento. Na segunda quinzena de setembro, as precipitações já deverão a ficar mais escassas e pontuais e esse padrão pode se estender até a primeira metade de outubro, com uma condição melhor somente na segunda quinzena do próximo mês", explica.

Dessa forma, o especialista faz ainda um outro alerta: "o produtor não pode se impressionar com as primeiras chuvas". As atuais condições do solo em regiões onde houve seca causada pelo El Niño são ainda muito ruins, registram déficit hídrico e demoram a se reestabelecer. No entanto, Nascimento acredita que as condições este ano, no geral, devem ser bem melhores do que as do ano passado para a agricultura nacional.

Impactos para a agricultura

Caso essa menor intensidade prevista pelo serviço norte-americano de clima se confirmar, deverá ser bem-vinda para o Brasil e para a Argentina, de acordo com especialistas internacionais. "Isso irá, certamente, favorecer a América do Sul, já que os produtores poderão ver condições mais úmidas por lá", diz o agrometeorologista sênior do instituto particular de meteorologia MDA Information Systems, Donald Keeney, em entrevista à agência de notícias Reuters Internacional.

Entretanto, caso as condições sejam de neutralidade climática, podem comprometer os produtores de algodão da Índia, que é o maior produtor mundial da fibra. Afinal, o La Niña tende a incentivar as chuvas de monções e, ao contrário disso, as precipitações deverão ficar menos intensas.

Países não só como a Índia, mas também a Indonésia e a Tailândia poderiam receber, no início efetivo do fênomeno, mais chuvas, as quais beneficiariam culturas como a palma e a cana de açúcar, que vêm sofrendo com precipitações abaixo da média já há dois anos por conta do La Niña.

No Brasil

Região Sul

Ainda com informações da Climatempo, as chuvas para o Sul do Brasil não deverão ser tão frequentes e a tendência é de que oscilem perto da normalidade. Para os produtores, isso deve ser bom, uma vez que o excesso de umidade no último ano causou alguns transtornos.

Sudeste e Centro-Oeste

Para o Sudeste e o Centro-Oeste as expectativas também são de que as chuvas voltem a se normalizar, porém, um pouco mais tarde. Em anos de La Niña, ainda de acordo com a Climatempo, s precipitações demoram um pouco mais para chegar e costumam se estender mais a partir do momento em que se estabelecem. É o deslocamento do período úmido. Setembro deverá se concluir mais seco, outubro com algumas chuvas da metade para o final e, em novembro, precipitações mais regulares são esperadas.

Nordeste

Em 2017, o Nordeste deverá contar com condições muito melhores do que as observadas nos últimos anos, em que as chuvas foram bastante raras. As ocorrências de precipitações deverão ser mais regulares, cenário que já não é observado desde 2012. (Notícias Agrícolas 09/09/2016)

 

Açúcar: Com o fim das férias no hemisfério norte, o que nos aguarda?

O mercado futuro de NY fechou a semana com uma pequena queda no vencimento outubro/2016, cotado na sexta-feira a 19.99 centavos de dólar por libra-peso em relação à semana anterior. Uma retração de 19 pontos enquanto o vencimento março teve uma retração de apenas 8 pontos. Os demais meses de vencimento fecharam com variações positivas e negativas muito pequenas. Na verdade o mercado não fez muito nesses dois meses em que o volume médio foi ridiculamente baixo. Meses de férias no hemisfério norte. A vida começa a voltar ao normal depois do feriado do dia do trabalho nos EUA. A semana de negociações foi encurtada pelo feriado americano e pelo feriado brasileiro de Independência no dia 7.

Notem que a média de contratos negociados tanto no mês de julho quanto no mês de agosto foi de apenas 87.000 lotes no primeiro e 85.600 no segundo. Uma queda extraordinária se comparada com o mês de junho que negociou em média 191.000 contratos por dia. Setembro já começou com média acima de 180.000 contratos negociados diariamente. Os fundos liquidaram uma parcela muito pequena, cerca de 15.000 lotes numa posição total estimada de 315.000 remanescentes.

O que não ajuda muito é o spread outubro/março que chegou a bater 70 pontos, sinalizando que o mercado físico de açúcar de exportação está fraco e que deveremos ter entrega substancial contra o vencimento do contrato de açúcar base outubro, que expira dentro de 14 dias uteis. Até lá, o movimento do spread nos dará a dimensão da entrega de açúcar.

O padrão de consumo de combustível este ano percebido no acumulado até o mês de agosto indica que deveremos encerrar o ano com o consumo equivalente gasolina de 52.9 bilhões de litros, uma redução de 1.3% em relação à 2015 e deixando praticamente no mesmo patamar o consumo de quatro anos (de 2013 a 2016) muito próximo de 53.3 bilhões de litros anuais. Foi a primeira vez, desde 2004, que o consumo ciclo Otto acumulado de doze meses caiu em relação ao mesmo período do ano anterior. Só para se ter uma ideia do tamanho da recessão que o Brasil atravessa graças à inépcia da presidente afastada, Dilma Rousseff.

No entanto, caso se confirmem as previsões dos economistas de que a economia brasileira deve crescer em 2017 ao redor de 2%, é de se esperar que o consumo de combustível acompanhe esse percentual.

Acreditamos que a safra 2017/2018 (Centro-Sul e Norte/Nordeste), pela análise do consumo global de açúcar e os consumos internos de açúcar e etanol, terá um déficit de pelo menos 30 milhões de toneladas de cana. O mercado internacional não deve ter apreçado em sua extensão o que esse déficit trará para os preços. Ainda é cedo e muita coisa pode acontecer. A pior delas pode ser a trajetória que o preço do petróleo vai tomar no próximo ano: abaixo de 40 ou acima de 60 dólares por barril? Aí reside a equação que pode mudar a magnitude do avanço dos preços do açúcar.

O real continua bastante suscetível ao clima politico nacional, talvez assustado com as manifestações contra o Presidente Temer. A esquerda ainda tem dinheiro para financiar os protestos graças ao assalto que fizeram aos cofres públicos nos treze anos que a quadrilha ficou no poder. Ainda teremos muitos protestos e greves até que o dinheiro dessa súcia acabe.

Para aqueles que pensam em fixação em reais, é imperioso que aproveitem esses espasmos que o dólar tem dado e fixar preços para 2017 e 2018. O recorde de preços no primeiro vencimento (fechamento de NY vezes a taxa do dólar pelo fechamento do Banco Central, vezes 22,0462 – para converter centavos de dólar por libra-peso em dólares por tonelada, mais o prêmio de polarização) foi em 5 de julho: 1,583 reais por tonelada.

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