Setor sucroenergético

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Recuperação Judicial Indeferida

Empresa: Flórida Paulista Açúcar e Etanol S/A - CNPJ: 15.480.797/0001-49:

Endereço: Av. Queiroz Filho, 1700, Bloco B, Conjunto. 20, Bairro Vila Hamburguesa - Vara/Comarca: Vara Única do Foro Distrital de Nazaré Paulista, Comarca de Adamantina-SP. (Valor Econômico 13/09/2016)

 

Incêndio em usina já dura mais de 22 horas no interior de São Paulo

Os bombeiros trabalham a mais de 22 horas no combate a um incêndio em uma usina de cana de açúcar na área rural de Paraíso (a 405 km de São Paulo), na região de Catanduva. Não há feridos.

O fogo começou por volta das 9h desta segunda-feira (12) em um tanque de álcool da usina localizada em uma estrada vicinal próxima à rodovia Comendador Pedro Monteleone (SP-351).

Segundo o Corpo de Bombeiros, o reservatório tem capacidade para cinco milhões de litros do combustível, mas estava pela metade quando começou o incêndio.

Ao menos 30 equipes de bombeiros de cidades da região e de São Paulo trabalham no combate ao fogo e no resfriamento de outros dois tanques laterais. Outras 30 equipes de brigadas de incêndio de usinas da região atuam em conjunto com os bombeiros.

Técnicos da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) estiveram no local e não há risco de contaminação do solo e rios próximos, de acordo com os bombeiros. (Folha de São Paulo 13/09/2016)

 

MT vai dobrar uso de milho para etanol nos próximos dois anos

Uma nova usina em Lucas do Rio Verde terá capacidade para 500 mil toneladas do combustível.

Das 10 usinas de etanol em operação em Mato Grosso, três já foram transformadas em plataformas “flex”, capazes de produzir não só o biocombustível a partir da cana-de-açúcar, mas também a partir de milho.

O superintendente do Imea Daniel Latorraca salientou que atualmente as plantas existentes já consomem 524 mil toneladas de milho. Uma nova usina que será inaugurada no ano que vem, em Lucas do Rio Verde, para produzir 100% do etanol a partir do milho, terá capacidade para mais 500 mil toneladas.

Ele informou que mais dois projetos estão em estudo, um na região médio norte e outro na região oeste de MT. A partir disso, a expectativa é dobrar a utilização do milho para etanol nos próximos dois anos.

O assunto está em discussão no Primeiro Congresso de Bioenergia promovido pela Famato (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso).

O presidente da entidade, Rui Prado, destaca que uma das oportunidades é a alternativa de mercado para o milho, hoje, apenas 17% do grão produzido em MT é consumido internamente.

As lideranças do setor também se mostram entusiasmadas com a bioenergia como forma de reduzir custos de produção, como o caso da irrigação, que vem gastando valores elevados com eletricidade. (Canal Rural 12/09/2016)

 

Brasil e Colômbia fecham acordo para troca de variedades de cana

Brasil e Colômbia não têm apenas semelhanças na paixão pelo futebol e no clima ensolarado. O território colombiano também se tornou um dos grandes produtores de cana-de-açúcar na América Latina, atrás apenas da produção brasileira e mexicana.

Uma importante ferramenta para a consolidação do setor sucroenergético no país andino é o Centro de Investigación de La Caña de Azúcar de Colombia (Cenicaña). Trata-se de uma corporação privada, fundada em 1977 pela Associação dos Plantadores de Cana do país (Asocaña) e é financiada por usinas e fornecedores canavieiros.

O Cenicaña tem uma estação experimental no departamento do Valle del Cauca e uma equipe de mais de 200 colaboradores, entre pesquisadores e profissionais de inúmeras áreas. Com o objetivo de firmar um acordo para troca de variedades, dois pesquisadores do Programa de Melhoramento Genético de Cana-de-açúcar (PMGCA) da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) visitaram o país: os engenheiros agrônomos Danilo Eduardo Cursi e Igor Killer Nunes, que estiveram na Colômbia entre 25 e 28 de julho deste ano.

“Aproveitamos a visita para explorar parte das atividades que são realizadas e conduzidas pelo programa de melhoramento do Cenicanã, além de conhecer toda estrutura física, técnica e científica do Centro”, relata Cursi, uma vez que um dos objetivos da instituição é obter variedades para sítios específicos com alto rendimento agrícola e industrial e resistentes às principais doenças no país.

O PMGCA da UFSCar pertence à RIDESA (Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético) e tem, desde 2011, a responsabilidade de contatar diferentes instituições com o objetivo de firmar, em nome de toda Rede, acordos para troca segura de germoplasma.

Acordo

Durante a visita à Colômbia, os pesquisadores da UFSCar trataram da efetivação do contrato de intercâmbio de troca de germoplasma e espécies relacionadas de cana-de-açúcar entre Brasil (RIDESA) e Colômbia (Cenicaña). Os materiais a serem trocados poderão ser utilizados pelas duas instituições, mas somente nos programas de melhoramento como genitores em cruzamentos e em avaliações em experimentos de doenças e competição varietal.

O próximo passo do acordo é o envio das primeiras dez variedades RB para a Colômbia no primeiro semestre de 2017. No mesmo período, a RIDESA/UFSCar receberá dez variedades CC. O acordo prevê a troca de 50 materiais até 2021. Ainda não estão definidas as variedades RBs que serão intercambiadas. Mas antes disso, ainda no segundo semestre de 2016, a equipe de melhoramento do Cenicaña fará uma visita técnica ao Brasil, com a intenção de conhecer as atividades, as tecnologias e os estudos que estão sendo desenvolvidos pela RIDESA.

A Colômbia é o segundo país que a UFSCar estabelece acordo de troca de materiais. O primeiro foi a Austrália, no início de 2016. Uma iniciativa que faz parte de um projeto arrojado da RIDESA. “Estamos em contato com outras instituições renomadas em países em que a cana-de-açúcar apresenta grande importância econômica”, explica Cursi.

O intercâmbio de variedades de cana-de-açúcar é uma estratégia de transferência e enriquecimento de patrimônio genético vegetal. O principal objetivo do intercâmbio entre o programa de melhoramento genético da cana-de-açúcar da RIDESA/UFSCar com outros países produtores de cana é incorporar novos acessos e o máximo possível de variabilidade genética ao banco ativo de germoplasma da Serra do Ouro, localizado em Murici, Alagoas. Desta forma, será possível possibilitar futuros cruzamentos promissores visando obter variedades superiores àquelas atualmente em cultivo no Brasil.

Os números da Colômbia

Segundo Cursi, os materiais da Colômbia nunca foram utilizados em escala comercial em território brasileiro. Na época do Planalsucar (Plano Nacional de Melhoramento de Cana-de-Açúcar) existia um acordo de envio de materiais promissores para a Colômbia e, atualmente, uma variedade RB está apresentando um bom desempenho, a RB732223, em áreas conhecidas como Piedemonte – situadas nas encostas de montanhas, representam apenas 7% de toda faixa canavieira da Colômbia, com precipitação anual média de 1.100 mm.

Os produtores colombianos de cana-de-açúcar são mundialmente conhecidos por apresentarem a maior produtividade média do canavial, embora boa parte da área seja irrigada. Em 2015, o rendimento foi de 116 t/ha (TCH), enquanto no Brasil a média foi de 76,9 t/ha.

No mesmo ano, na Colômbia foram registradas 13,4 t/ha de açúcar (ATR médio de 115,5). Normalmente, os canaviais são colhidos com aproximadamente 12,9 meses e idade média de 5 cortes ao longo do ciclo total da cultura (no Brasil a média é de 3,8 cortes).

“Estes números comprovam o grande interesse da RIDESA/UFSCar em receber variedades com características genéticas distintas e de importância econômica para serem inseridas e utilizadas em seus processos de hibridação”, conclui Cursi. (Brasil Agro 12/09/2016)

 

Administrador do Grupo João Lyra quer arrendar Usina Laginha

A administração da Massa Falida do Grupo João Lyra lançou no início deste mês de setembro um relatório de prestações de contas que vai desde agosto de 2015 a julho de 2016. A publicação revela que o próximo passo é a reativação da Usina Laginha na forma de arrendamento, com renda revertida para pagamento de credores. A negociação deve ocorrer após as vendas das usinas Triálcool e Vale do Paranaíba, localizadas em Minas Gerais.

Também estaria programada a venda de ativos periféricos, como veículos, salas comerciais, apartamentos e outros imóveis, mediante autorização judicial, com a finalidade de pagar credores. A documentação vem com relatos sobre a Usina Guaxuma, arrendada para a empresa GranBio e que quase foi vendida para empresários de Pernambuco.

Atualmente, a administração judicial está por conta de João Daniel Marques Fernandes e tem como gestor judicial Luiz Henrique da Silva. O complexo empresarial, hoje falido, abrange as usinas Laginha, Guaxuma, Uruba, Triálcool e Vale do Paranaíba e as empresas coligadas Mapel, Sapel e JL Agroquímica. Todas integravam o Grupo João Lyra, pertencente ao usineiro e ex-deputado federal João Lyra, que chegou a figurar como o parlamentar mais rico do país nas eleições de 2010. (Jornal Extra AL 12/09/2016)