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Cofco transforma o Brasil em epicentro da sua operação global

O mercado brasileiro será o centro das operações da Cofco International, o braço agrícola do grupo chinês que arrematou os ativos da Noble Group e assumiu o controle integral da trading holandesa Nidera.

Apesar de a Bovespa estar fora da lista de bolsas que o grupo estuda para abrir o capital da controlada, o Brasil deverá ser a sede mundial da Cofco International e beneficiário de 40% dos investimentos de US$ 3 bilhões previstos para serem feitos até 2017 no mundo.

Segundo a fonte do RR, que conhece bem o plano, a maior parte dos recursos será direcionada à instalação de plantas industriais da Cofco. Nada de aquisições.

Na ponta do lápis, sai mais barato importar os equipamentos da China do que comprar ativos prontos.

Será construída uma unidade de processamento de soja no Mato Grosso, a segunda no estado, o que aumentará em 60% a capacidade produtiva da companhia no país. Serão 30 milhões de toneladas de grãos por ano, um terço do que o grupo processa no mundo. A

Cofco vai ainda ampliar de 15 milhões para 20 milhões de toneladas a moagem de cana de açúcar no mercado brasileiro com a instalação de sua quinta usina sucroalcooleira no estado de São Paulo.

Ainda neste ano, a operação brasileira passará a representar 15% da receita mundial de US$ 40 bilhões da Cofco International.

Será um aumento de 40% no faturamento da filial. É o melhor resultado entre os 29 países onde a companhia asiática atua.

Por essas e outras que os chineses escolheram Matt Jansen para ser o CEO da Cofco International.

O executivo atuou aqui por sete anos e foi o principal defensor da ideia de que o Brasil se tornasse quartel general do grupo chinês. (Jornal Relatório Reservado 29/06/2016)

 

Governo eleva alíquota do Reintegra e beneficia usinas exportadoras

A decisão do Governo Federal de manter o cronograma original do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra), elevando a atual alíquota de 0,1% para 2% a partir de janeiro de 2017, e para 3% em 2018, oferecerá mais competitividade às empresas exportadoras segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

Para a entidade, a medida anunciada nesta quarta-feira (28/09) pelo ministro das Relações Exteriores, José Serra, representa uma conquista importante, visto que ela atende, em parte, a uma antiga reivindicação do setor canavieiro. Entretanto, segundo o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, embora a manutenção do Reintegra deva ser comemorada, trata-se de um incentivo ainda insuficiente para fazer frente à grave crise enfrentada pela indústria da cana há quase uma década.

“O Reintegra não impacta diretamente em aumento de exportações, mas ajuda a baratear a produção nas usinas por devolver parte do faturamento das vendas internacionais por meio de compensações fiscais. Entretanto, para que toda a cadeia seja beneficiada, precisamos de políticas mais amplas e de longo prazo que viabilizem os investimentos e a recuperação do setor”, avalia o executivo da Unica.

Em entrevista coletiva concedida após o anúncio da vigência do Reintegra, José Serra revelou que a opção pela continuidade do programa teve a concordância de diversas instâncias governamentais. “É uma medida importante [aumentar a alíquota], que já havia sido debatida hoje pela manhã entre os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento e a Câmara de Comércio Exterior (Camex)", afirmou o ministro após reunião no Palácio do Planalto com a presença do presidente da República, Michel Temer. (Unica 29/09/2016)

 

Importação de açúcar da Índia deve subir para 2 mi t em 2016/17

A Índia deve provavelmente importar 2 milhões de toneladas de açúcar durante o ano 2016/17, uma vez que é provável que o consumo do país supere a produção pela primeira vez em sete anos, disse um analista do Rabobank Cingapura nesta quinta-feira.

A produção de açúcar da Índia pode cair para 23,3 milhões de toneladas no ano comercial 2016/17 que começa em 1º de outubro, disse Kelvin Chow em uma conferência do setor em Nova Délhi, uma vez que duas secas consecutivas afetaram as lavouras de cana em Maharashtra, principal Estado produtor.

A estimativa de Chow é o dobro da previsão de importação de açúcar feita por um operador de açúcar da Louis Dreyfus Commodities na quarta-feira durante a mesma conferência.

As importações da Índia, maior consumidora de açúcar do mundo, podem sustentar ainda mais os preços globais que estão sendo negociados próximos de máximas de 4 anos em razão de uma escassez inesperada na oferta.

A demanda do país na nova temporada é estimada em 25,6 milhões de toneladas, disse a Associação das Usinas de Açúcar Indianas nesta quarta-feira.

A produção mais baixa na Índia vai ajudar a ampliar o déficit global de açúcar bruto para 7,5 milhões de toneladas em 2016/17, ante 6,7 milhões de toneladas no ano passado, disse Chow. (Reuters 29/09/2016)

 

RP: Fim da safra de cana eleva preço do etanol nos postos da região

Com menos oferta do produto, usinas sobem o valor, diz o Sincopetro. Em São Carlos e Araraquara consumidores pagam a mais pelo combustível.

O preço do etanol voltou a subir em postos de combustíveis da região Um dos motivos é a proximidade do fim da safra de cana-de-açúcar, que termina no começo de outubro. Com menos oferta do produto, as usinas sobem o preço e quem acaba pagando é o consumidor, segundo o Sindicato Comércio Varejista Derivados Petróleo Estado São Paulo (Sincopetro) de Araraquara.

Em São Carlos, quem abasteceu o carro com etanol levou um susto. Em um posto da cidade, por exemplo, o litro que custava R$ 2,28 subiu para R$ 2,42. “Podia era baixar, com o tanto de cana que a gente tem na região. Não esperava pelo aumento, levei um susto”, disse o estudante Felipe Benedicto.

O gerente do posto, Bruno Chinaglia, disse que pagou mais caro pelo combustível e teve que repassar para o cliente. “Estamos em um período entre safra, porém, estamos enfrentando um problema em relação aos preços. Tivemos que fazer um reajuste de 10% nos valores porque é o que a gente consegue fazer e acompanhar o mercado”.

Aumento no estado

Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que o etanol subiu 10,36% em setembro em relação ao mês passado. Na última semana, teve um aumento de 6,1% em todo o Estado de São Paulo.

Em um posto de Araraquara, o litro do etanol subiu R$ 0,5 centavos nos últimos dias, passando de R$ 2,34 para R$ 2,39. A variação no mês, entretanto, foi ainda maior: R$ 0,23 centavos. “Mesmo com a variação de custo, não houve nenhuma queda no consumo, ele tem se mantido”, disse o dono do estabelecimento, Rogério Dias.

Os consumidores dizem que tentam economizar de alguma forma. “A gente fica sempre de olho no preço e tenta contornar, pegar carona, para não rodar tanto, a gente vai dando um jeitinho”, disse o empresário Felipe Smirne.

Marcos Padovan é representante de vendas e roda mais de 5 mil quilômetros por mês com o carro. Ele disse que está difícil pagar as contas no fim do mês. “Não tem para onde correr, a gente que precisa rodar bastante fica refém do custo do combustível”, disse.

Energia e combustível

O consumo de energia no Estado de São Paulo diminui 1,3% em 2015 se comparado com o mesmo período do ano anterior, segundo estudo divulgado na última semana pela Secretaria de Energia e Mineração.

Em São Carlos, as vendas de gasolina caíram 3,5% e, em Araraquara, 14,3%, segundo a pasta. Já o consumo de álcool aumentou 25,2% em São Carlos e 7,8% em Araraquara, uma alta impulsionada pela diferença de preço. (G1 29/09/2016)

 

Produção de açúcar da UE se recupera apesar de safras mistas de beterraba

A produção de açúcar na União Européia deve subir fortemente neste ano, ajudada por uma recuperação na Alemanha e na Polônia após fracas safras em 2015, mas o aumento será limitado por danos provocados por chuva na França, principal produtora da UE, e no Reino Unido, disseram produtores e analistas.

Os futuros do açúcar branco acumulam alta de 70 por cento ao longo do último ano, sendo negociados em máximas de quatro anos nesta quinta-feira, por perspectivas de estoques apertados, elevando as esperanças de produtores de açúcar para uma boa safra da colheita da beterraba que está começando na Europa.

A consultoria agrícola France AgriMer estimou nesta quinta-feira a produção de açúcar da UE para 2016 em 17,3 milhões de toneladas, 16 por cento acima do baixo nível de 14,9 milhões de toneladas produzidas em 2015/16, baseando sua previsão em diversas fontes, incluindo a própria e fontes oficiais da UE.

Na França, o ministério da Agricultura estimou que a safra irá cair 1,1 por cento ante o ano passado e 6 por cento abaixo da média de cinco anos de 33,1 milhões de toneladas, uma vez que a baixa produtividade irá superar o aumento na área.

"Nós teremos uma produtividade moderada por conta do clima ruim, incluindo chuvas excessivas e pouco sol na primavera", disse Alain Jeanroy, chefe do grupo de produtores de açúcar de beterraba CGB, acrescentando que os resultados variam de região para região.

Na Alemanha, segunda maior produtora de beterraba da UE, a produção 2016/17 de açúcar refinado vai subir para 3,95 milhões de toneladas, 34 por cento acima da fraca safra da temporada anterior, disse a associação alemã de indústrias do açúcar WVZ. (Reuters 30/09/2016)