Setor sucroenergético

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Odebrecht aposta em modelo de parcerias com fornecedores de cana

Como forma de estreitar o relacionamento com seus parceiros fornecedores decana, a Odebrecht Agroindustrial promoveu um encontro esta manhã (13), em Campo Grande (MS). O objetivo foi possibilitar a troca de experiências e de boas práticas entre os presentes, trazendo à tona temas relevantes para toda a cadeia de valor.

"Nossa intenção é fortalecer a relação com estes parceiros que confiaram em nós e aceitaram o desafio de produzir, com qualidade, nas novas fronteiras", afirma Fabiano Zillo, vice-presidente de Parcerias Agrícolas da Odebrecht Agroindustrial.

Segundo ele, a parceria viabiliza a expansão das áreas plantadas com custos competitivos e qualidade na operação, utilizando para isso a experiência e expertise de outros produtores para atuar em formação de lavoura, tratos culturais e corte, carregamento e transporte de cana-de-açúcar. "Com a expansão do cultivo em novas áreas, as nossas unidades poderão alcançar as suas capacidades máximas de produção."

O modelo de negócios é visto como estratégico para a Odebrecht Agroindustrial, que planeja ter até 40% de sua cana-de-açúcar proveniente de produtores. Na safra 2015/2016, a Odebrecht Agroindustrial trabalhou com 31 parceiros agrícolas, cuja produção foi de 4,9 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, o que representa 17% do total da moagem da empresa no período.

Zillo explica ainda que a atuação é feita com dois perfis distintos de parceiros. "Um deles é formado por grandes produtores, que se responsabilizam por toda a operação agrícola e têm capacidade para entregar mais de 200 mil toneladas a cada ano. O segundo é composto por produtores de pequeno porte, com os quais compartilhamos a produção e os resultados do canavial", conta. Em ambos os casos, os contratos firmados são de longo prazo, com horizonte de, no mínimo, um ciclo de produção, que é de sete anos.

Além da remuneração, os parceiros recebem suporte para o desenvolvimento do plano de negócios e apoio técnico para a melhoria dos índices de produtividade e qualidade docanavial. Já as comunidades são impactadas positivamente com a criação de novos empregos e o incremento na economia local, em decorrência da chegada de novos investimentos.

Além dos parceiros e fornecedores, estavam presentes dirigentes de todas as unidades agroindustriais da empresa, localizadas em São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. (Assessoria de Comunicação 14/10/2016)

 

Recuperação do setor canavieiro nacional deve ser lenta, diz presidente da Abag

Um dos primeiros segmentos do agronegócio brasileiro a sentir o impacto da atual crise econômica no País, o setor canavieiro só começará a apresentar sinais de recuperação dos investimentos em 2017. Por causa do atual cenário, o momento ainda é de muita cautela.

“Há uma retomada lenta do setor, porém, o que precisamos ter em mente, no momento, é que a produtividade é tudo”, afirmou Luiz Carlos Correa Carvalho, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e presidente da Academia Nacional de Agricultura, da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA).

Ele ministrou uma palestra no Seminário de Planejamento Estratégico para 2017, realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), no último dia 7 de outubro, em São Paulo (SP).

Segundo Caio Carvalho, como é conhecido, o setor bioenergético passa por um momento de retomada da capacidade econômica, com custos alinhados aos preços de mercado.

“Embora os gestores das unidades produtoras de açúcar, etanol e bioeletricidade ainda estejam cautelosos, eles acreditam que há condições de recuperar parte do que foi perdido durante a forte crise enfrentada pelo setor durante os últimos anos”.

Preços do açúcar e do etanol

Em sua palestra, sobre Modernização e Tendências do Agronegócio Canavieiro, o executivo afirmou que, para os próximos três anos, a expectativa é que os preços do açúcar e do etanol continuem em alta, em razão da oferta menor do que a demanda.

“É uma conta simples, com a produtividade em queda, a oferta é menor. Portanto, precisamos renovar nossos canaviais, pois à medida que a idade média deles cresce, sua produtividade cai”, explicou o presidente da Abag, lembrando ainda que, nesta conta, devem ser considerados os altos índices de impurezas do produto.

Ele apontou, além disto, a necessidade de adequação do setor em relação às demandas futuras, tanto internas quanto externas: “O Brasil será, de fato, a partir do século 21, a grande fonte para atender as demandas mundiais, seja por alimentos, seja por combustíveis renováveis através da biomassa, e precisamos nos preparar para atender esse mercado”.

Em sua opinião, alguns setores do governo precisam ter uma visão moderna e mais aberta para que processo de recuperação, mesmo que de uma forma lenta, seja possível. “Se por um lado, alguns produtores já tem a noção de produtividade sustentável, por outro, precisamos vencer a resistência de muitos ambientalistas, que ainda têm a visão de criar barreiras para o agronegócio. Por isso, a necessidade de modernização de todos os processos”, ponderou.

Cofins

Um dos pontos destacados por Carvalho para a retomada do crescimento do setor canavieiro será a isenção da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o etanol, a partir do primeiro dia do ano que vem.

“Um ponto essencial nessa questão é que no dia 31 de dezembro a isenção da Cofins sobre o etanol deve terminar, ou seja, são 12 centavos por litro, e que deve ter um peso relevante na margem do produtor”.

Neste sentido, continua o presidente da Abag, “nós acreditamos que aquilo que possa onerar mais a gasolina e onerar menos o etanol sempre será muito positivo para o agronegócio canavieiro e obviamente para toda a cadeia produtiva desse segmento”.

Mercado

Na opinião de Carvalho, apenas para manter o market share de 45%, na participação do mercado mundial, o Brasil precisará aumentar a capacidade produtiva, nos próximos anos.

“Para atender à demanda global de açúcar, de 3,5 milhões de toneladas anuais, o País terá de instalar quatro usinas por ano, com uma produção de 2,5 milhões de toneladas. Em relação ao etanol, para suprir o mercado interno, o Brasil precisa montar dez usinas ao ano”, calculou.

Como medidas imediatas, ele citou a necessidade de investimentos para ampliar a qualidade do plantio e reduzir as impurezas durante o processamento da cana-de-açúcar, desafio imposto pela mecanização da colheita, o que propiciará a volta dos investimentos no setor.

“Estamos vivendo um período em que há limites de recursos naturais e financeiros, por isso, a recuperação será lenta. É preciso incentivar o investimento e buscar o aumento da produtividade”, reforçou o presidente da Abag. (SNA 13/10/2016)

 

Empresa de logística da Cosan muda atuação

A Brado, empresa de armazenagem e transporte de contêineres do grupo Cosan, ampliou seu foco de atuação para fazer a logística de cargas por meio de vários modais.

Criada em 2011 como uma empresa de transporte ferroviário, a companhia passou a fazer o que chama de "inteligência logística".

"Não somos responsáveis apenas pela movimentação de mercadorias em contêineres, que viajam principalmente por ferrovias", diz Rogério Patrus, diretor-presidente da companhia.

"Quando um cliente precisa que suas mercadorias cheguem do ponto A ao B, desenvolvemos um plano da operação, com os modais mais eficientes para cada caso, dentro do prazo definido."

A nova abordagem deverá permitir que a Brado movimente mais de 90 mil contêineres cheios ao ano em 2017. Neste ano, a projeção é fechar com 70 mil contêineres, mesma marca de 2015.

Caso a expectativa se concretize, o crescimento em número de contêineres transportados será de 30% -projeção que há anos a empresa não divulgava.

A empresa faz parte do grupo Cosan através da Rumo Logística, que assumiu as operações da ALL, além de ter hoje outras parcerias.

A Brado vem buscando também uma diversificação de cargas. A predominância era de mercadorias congeladas e grãos em contêineres, mais do Centro-Oeste para os portos do Sul e do Sudeste.

"Estamos batendo recordes no transporte de madeira, papel e celulose, além de passar a movimentar outras mercadorias", relata.

A companhia está em fase de testes de transporte de alguns produtos químicos.

Outra novidade é a expansão para a região Norte, usando parte da ferrovia Norte-Sul. "O mercado segue tendência animadora", acrescenta o diretor-presidente.

RAIO-X Brado Logística

70 mil foi a média de contêineres cheios, ao ano, em 2015 e 2016

2,4 mil vagões

22 terminais. (Folha de São Paulo 13/10/2016)

 

Vendas de etanol ainda em baixa no mercado interno

O volume de etanol hidratado comercializado pelas associadas ao Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) alcançou aproximadamente 750 milhões de litros em setembro. Ainda que em relação a agosto tenha havido um pequeno aumento de 2,3%, na comparação com setembro de 2015 a queda continuou forte (23,8%). Mas o ano passado foi marcado por uma oferta mais confortável na região Centro-Sul do país, que concentra a oferta, e por sucessivos recordes mensais do consumo do biocombustível no mercado doméstico.

Com o resultado de setembro, nos primeiros nove meses deste ano o volume de etanol hidratado vendido pelas associadas ao Sindicom, que representam quase 80% das redes de distribuição de combustíveis no país, somou 6,3 bilhões de litros, 23,8% menos que no mesmo intervalo de 2015. Em igual comparação, o volume de gasolina vendido atingiu cerca de 22 bilhões de litros, mesmo nível observado nos primeiros nove meses do ano passado. E o viés é de alta: especificamente em setembro, houve alta de 2,6% na comparação com o mesmo mês de 2015, para 2,5 bilhões de litros.

De acordo com o Sindicom, a queda das vendas de etanol hidratado (usado diretamente nos tanques dos veículos) de fato reflete o comportamento da demanda e, também, o momento econômico do país. E, como já informou o Valor, especialistas lembram que, graças à oferta menor, os preços do biocombustível subiram nas usinas e tiraram um pouco da competitividade do produto em relação à gasolina. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que, no período entre os dias 2 e 8 de outubro, os preços médios do etanol subiram em 20 Estados em relação à semana imediatamente anterior. (Valor Econômico 14/10/2016)

 

Usinas do Brasil já fixaram 27% das exportações de açúcar da próxima safra, diz Archer

Usinas de açúcar do Brasil já fixaram preço na bolsa de Nova York (ICE) para exportações de 7,17 milhões de toneladas do adoçante da nova safra (2017/18), ou 27 por cento do total projetado para ser exportado, em um ambiente de cotações altamente remuneradoras, afirmou nesta quinta-feira a Archer Consulting.

As fixações avançaram quase seis pontos percentuais na comparação com o levantamento divulgado pela consultoria em meados de setembro, a um preço médio de 16,88 centavos de dólar/libra-peso, ligeiramente superior aos 16,49 centavos do levantamento de um mês atrás. (Reuters 13/10/2016)

 

5% do abastecimento de energia brasileiro vem dos moinhos de cana-de-açúcar

Uma das vantagens de produzir açúcar e etanol da cana-de-açúcar é que a cana pode ser utilizada para fornecer energia para os moinhos. Muitos moinhos de açúcar e de etanol no Brasil queimam o resíduo da cana para gerar a energia necessária para funcionar. Aqueles que produzem mais eletricidade do que consumem então vendem a energia excedente. Assim, no Brasil, 5% da energia consumida é proveniente da eletricidade excedente gerada por estes moinhos.

O Brasil tem, aproximadamente, um total de 370 moinhos que produzem açúcar e etanol. Cerca de 180 desses moinhos geram energia excedente suficiente para abastecer 10 milhões de casas. A energia é considerada limpa e renovável e o setor de cana-de-açúcar pretende produzir mais. Estima-se que a eletricidade proveniente da cana poderá crescer mais 6% até a próxima década.

Uma das formas de aumentar a produção de energia proveniente da cana é coletar e queimar as folhas e os resíduos que são deixados no campo depois da colheita. Só queimando as folhas, a produção de energia poderia ser aumentada em 1/3.

Como a colheita da cana corresponde à temperatura de maior seca no Brasil, este fator é importante para evitar as falhas no abastecimento de energia, uma vez que a maior parte do país é abastecido com as hidrelétricas e os níveis mais baixos de água no reservatório.

Minas Gerais está na frente dos outros estados quando o assunto é produção de energia por meio da cana-de-açúcar. O estado possui 35 moinhos, sendo que 22 produzem energia excedente, com outros 2 também previstos para produzir em 2017. (Notícias Agrícola 13/10/2016)

 

Tereos melhora previsão de resultado para 2016/17 com mercado de açúcar em alta

A produtora francesa de açúcar e etanol Tereos elevou suas projeções financeiras para a temporada 2016/17, à medida que a companhia se beneficia de uma forte recuperação nos preços do adoçante.

O grupo agora espera lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), antes de complementos de preços, entre 560 milhões e 585 milhões de euros, alta de cerca de 30 por cento ante o ano financeiro de 2015/16, disse a cooperativa em comunicado.

A projeção anterior, anunciada em junho deste ano, era de um Ebitda ajustado de entre 525 milhões e 550 milhões de euros.

"Os preços globais do açúcar melhoraram ao longo dos últimos meses e em paralelo nosso plano para melhorar a performance operacional em nossas atividades está indo bem", disse um porta-voz da companhia.

Os preços do açúcar bruto na ICE subiram para 23,90 centavos de dólar por libra-peso na última semana, maior nível em mais de quatro anos. O preço do adoçante já subiu mais de 50 por cento até o momento em 2016.

A Tereos, terceira maior produtora global de açúcar, registrou vendas anuais de 4,2 bilhões de euros em 2015/16. (Reuters 13/10/2016)