Setor sucroenergético

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Estilo Parente

A Petrobras só anunciou a decisão de vender a participação de 45,9% na Açúcar Guarani após ter a garantia de que a própria Tereos, sua sócia, faria uma oferta pelas ações.

Evitou, assim, colocar um ativo na prateleira sem interessados. Seguiu o ensinamento de Tancredo Neves, que dizia somente enviar uma carta quando tinha certeza de qual seria a resposta. (Jornal Relatório Reservado 27/10/2016)

 

Entrave na renovação de concessão causa incerteza em planos da Rumo

Um ano e meio após compra da ALL, ações da Rumo quase dobraram de valor com reestruturação feita pelos controladores e a expectativa de antecipação do vencimento da concessão; mas troca de governo dificulta projeto de ampliação da ferrovia.

A malha da Rumo é responsável pelo principal escoamento de grãos – soja e milho – do Centro-Oeste do País para o Porto de Santos

Uma das principais apostas da Rumo, braço logístico do grupo Cosan, com a compra da ALL – maior empresa ferroviária do Brasil – foi a renovação antecipada da concessão da Malha Paulista por mais 30 anos. Filé mignon da empresa, por ligar a maior região produtora de grãos do País ao Porto de Santos, esse trecho é considerado estratégico para o projeto de expansão da companhia. O problema é que, um ano e meio após assumir a gestão do negócio, a renovação tem enfrentado uma série de entraves e incertezas.

Embora o vencimento da concessão seja apenas em 2028, a renovação antecipada traria maior segurança aos investidores de que os aportes prometidos pelo novo controlador – de R$ 8,5 bilhões nos próximos anos – para a ampliação e melhoria da malha da ferrovia seriam efetivados. Desde que assumiu a operação, em abril de 2015, as ações da Rumo quase dobraram na Bolsa, saindo de R$ 3,47 para R$ 6,85, especialmente por causa da expectativa de renovação das concessões e reestruturação financeira da ex-ALL, altamente endividada.

A reestruturação financeira foi praticamente concluída neste mês. Além do alongamento da dívida e aumento de capital, de R$ 2,6 bilhões, o grupo conseguiu aval do BNDES para financiamento de R$ 3,5 bilhões, aporte necessário para a expansão da ferrovia. O nome ALL foi extinto pela Rumo.

Agora falta fechar a outra ponta: renovar a concessão. Segundo fontes, é crucial para a liberação dos recursos do BNDES. Logo após o fechamento do negócio, o empresário Rubens Ometto Silveira Mello, dono da Cosan, teve da ex-presidente Dilma Rousseff a promessa de que a renovação seria feita. Mas, com a troca da presidente, o rumo das conversas mudou.

Hoje, renovações de importantes concessões de ferrovias e rodovias, que estavam em andamento no governo anterior, estão travadas. Além do governo de Michel Temer querer tomar pé da situação antes de decidir que caminho tomar, o Tribunal de Contas da União não está tão empenhado em acelerar o processo de uma concessão que vai demorar para terminar.

Outro ponto é que há uma série de pendências que a ex-ALL ainda precisa cumprir referente à concessão atual. Considerada uma ferrovia complicada, mas estratégica do ponto de vista de escoamento de grãos do Centro-Oeste para o Porto de Santos, a ALL acumulou nos últimos anos uma lista de problemas que hoje pesa contra a renovação. Só na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), há 147 processos contra a empresa por descumprimentos de contratos.

Entre eles, o aumento do número de acidentes associados à redução da velocidade da ferrovia – indicadores que apontam falta de investimentos na malha. Em 2009, foram 167 ocorrências. No ano passado, esse número ficou em 495. Este ano, começaram a reduzir e, no acumulado até setembro, somavam 236. Outro ponto que incomoda o governo e o TCU é a subutilização e o sucateamento de parte da malha da empresa, de 12,9 mil quilômetros. Segundo uma fonte em Brasília, quase 80% dos trechos da ferrovia não têm condições de uso.

Fontes ouvidas pelo Estado afirmam que as conversas entre novos gestores e governo foram retomadas e seguem bem. Procurada, a ANTT informou que os processos de renovação estão em curso. “O governo federal estuda editar uma medida provisória para este fim.” A Rumo, por meio de sua assessoria, não se manifestou.

Ninguém duvida que renovação seja uma saída. Mas pode não ser tão rápida e do jeito como era esperada. Às vésperas de uma nova safra recorde de grãos prevista para 2017, o escoamento de soja e milho por trilhos do Centro-Oeste para Santos é um dos gargalos a ser resolvido para melhorar a eficiência do agronegócio. A logística é sempre um ponto sensível no elo dessa cadeia.

Negociação tumultuada

A incorporação da América Latina Logística (ALL) pela Rumo foi um processo tumultuado. Na primeira oferta feita pelo Grupo Cosan, em fevereiro de 2012, a companhia de Rubens Ometto Silveira Mello ofereceu R$ 896 milhões para entrar no bloco de controle da ALL, com a compra das ações dos acionistas Wilson Ferro de Lara e Riccardo Arduini.

Mas os outros sócios do bloco de controle – os fundos de pensão Previ (do Banco do Brasil), Petros (Petrobrás) e BNDES, sobretudo, foram contra e as negociações travaram. Meses depois, Cosan e ALL voltaram a conversar. A incorporação das ações da ALL na Rumo foi acertada, mas a operação encontrou forte resistência de operadores logísticos, que tentaram barrar a negociação. (O Estado de São Paulo 31/10/2016)

 

Açúcar: Leilões na China

Os rumores de que a China passaria a liquidar seus estoques de açúcar para controlar os preços no mercado interno foram confirmados na última sexta-feira, o que pressionou as cotações da commodity na bolsa de Nova York.

Os papéis do açúcar demerara para maio caíram 41 pontos, a 21,62 centavos de dólar a libra-peso. Segundo o Ministério do Comércio chinês, o país colocou à venda 200 mil toneladas de açúcar.

Os preços também foram pressionados pela perspectiva de que a produção do açúcar do Centro-Sul do Brasil tenha subido 6,8% na primeira quinzena de outubro.

Os dados serão divulgados hoje pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o cristal em São Paulo ficou em R$ 100,92 a saca de 50 quilos, alta de 0,32%. (Valor Econômico 31/10/2016)

 

Alta do álcool deve adiar repasse de redução da gasolina ao varejo

A deflação dos combustíveis ao produtor deve se intensificar em novembro após a redução da gasolina e do diesel na refinaria, mas o mesmo não deve acontecer no varejo devido à escalada do etanol, avaliou nesta sexta-feira Salomão Quadros, superintendente-adjunto de inflação do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre­FGV).

A estatal diminuiu os preços da gasolina e do óleo diesel aos distribuidores em 3,2% e 2,7%, respectivamente, a partir do último dia 15. Como o Índice Geral de Preços ­ Mercado (IGP­M), divulgado hoje pela FGV, é fechado no dia 20 de cada mês, o indicador de outubro capturou apenas 20% da correção para baixo, disse Quadros.

Na passagem de setembro para outubro, a gasolina deixou estabilidade e recuou 0,64% dentro do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA). Em igual período, o álcool hidratado avançou de 1,74% para 6,1%, e o anidro, que tem participação de 25% na fórmula da gasolina, saltou de 2,25% para 8,60%. “Essa é a razão alegada pelos varejistas para não repassarem a queda da gasolina na refinaria neste primeiro momento”, afirmou Quadros. “Isso vai retardar e espalhar mais no tempo o repasse da queda da gasolina ocorrida neste mês”. Por causa da entressafra do etanol, disse, o impacto da redução dos combustíveis nas refinarias não será verificado no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de novembro, enquanto, no IPA, deve ficar quatro vezes maior do que o registrado em outubro.

Com peso de 30% no IGP­M, o IPC ficou praticamente estável entre setembro e a medição atual ao passar de 0,16% para 0,17%. O destaque de baixa foi o grupo alimentação, que mostrou deflação de 0,22%, ajudado principalmente pela queda de itens in natura. Já os transportes saíram de retração de 0,12% no mês anterior e subiram 0,51% em outubro, movimento puxado pela alta dos combustíveis. O etanol aumentou 3,37% em outubro, após redução de 0,59% um mês antes. Na mesma direção, a gasolina subiu 0,47%, ante queda de 1,13% no mês antecedente. “O álcool favorecia a queda da gasolina até recentemente, mas agora está exercendo efeito contrário. Tão cedo não vamos ver queda da gasolina ao consumidor”, previu Quadros.

Mesmo assim, o economista da FGV avalia que o cenário para a inflação ao consumidor é favorável para os próximos quatro meses. "Vamos observar taxas significativamente inferiores às registradas no fim de 2015 e início de 2016", previu, em função da trajetória mais benigna da inflação de alimentos. “Não há nenhum movimento capaz de tirar dos trilhos a desaceleração geral dos alimentos”, afirmou, ponderando que, devido à sazonalidade típica de fim de ano, estes itens podem mostrar pequena aceleração em dezembro. (Valor Econômico 28/10/2016)

 

Tonon Bioenergia teve lucro no primeiro trimestre da safra 2016/17

A Tonon Bioenergia, que controla duas usinas sucroalcooleiras em São Paulo e uma em Mato Grosso do Sul e está em recuperação judicial, saiu do prejuízo e registrou lucro no primeiro trimestre da safra atual (2016/17), encerrada em 30 de junho, mas continua registrando um endividamento elevado no curto prazo, conforme balanço divulgado nesta semana. A empresa deverá ter seu plano de recuperação judicial votado pelos credores no próximo dia 7 de novembro.

A companhia registrou um lucro líquido de R$ 137,940 milhões no primeiro trimestre, enquanto no mesmo período da safra passada, houve prejuízo de R$ 24,941 milhões.

A melhora do resultado líquido ocorreu apesar da redução da receita do trimestre na comparação anual, que ficou em R$ 141,606 milhões, 26,7% a menos do que no primeiro trimestre da última temporada.

A folga veio do lado financeiro, com um resultado líquido positivo de R$ 178,557 milhões, já que a companhia se beneficiou de uma forte redução das despesas financeiras, na ordem de 69,9%, para R$ 220,676 milhões. Dessa forma, o lucro antes de impostos cresceu quase cinco vezes, para R$ 138,055 milhões.

Entre maio e junho, a Tonon renegociou parte de sua dívida com o BTG e o banco Pan. Com o primeiro, para o qual a companhia devia R$ 88,782 milhões, a Tonon entregou R$ 7,3 mil em bens arrestados e reescalonou a dívida em parcelas crescentes até 2018, mantendo R$ 1,843 milhão para ser submetida aos efeitos da recuperação judicial, que ainda será votada pelo conjunto de credores. Com o banco Pan, a Tonon também reescalonou os prazos de pagamento de uma dívida de R$ 30,492 mil até 2019.

Em 30 de junho, a dívida líquida da Tonon Bioenergia era de R$ 2,642 bilhões, uma redução de 6,7% em relação ao endividamento líquido registrado pela companhia no fim do primeiro trimestre da safra passada. O perfil da dívida, porém, continua oferecendo uma forte pressão sobre o caixa da companhia, já que 96% da dívida bruta (R$ 2,656 bilhões) tinha vencimento em até 12 meses, ante 99% no fim do primeiro trimestre da safra passada.

Além do endividamento, a companhia também registrou patrimônio líquido negativo (de R$ 1,332 bilhão). Na avaliação da Ernst & Young, que auditou o balanço da Tonon, “essa situação indica a existência de incerteza significativa que levanta dúvida relevante quanto à capacidade de continuidade operacional dos negócios da companhia e dúvida quanto à base para preparação das informações contábeis intermediárias individuais e consolidadas”.

Por conta do processo de recuperação judicial, a Tonon tinha, em 30 de junho, 1,537 milhão de toneladas de açúcar VHP arrestado, que valiam R$ 1,373 milhão, além de 67 mil litros de etanol anidro e 88 mil litros de etanol hidratado que, juntos valiam R$ 252 mil.

Na mesma data, a companhia estimava uma colheita de cana em uma área de 74,9 mil hectares, com uma produtividade média de 69,29 toneladas por hectare, o que tem potencial para render uma safra de 5,188 milhões de toneladas, a capacidade instalada das usinas sob controle da Tonon soma 8,2 milhões de toneladas. O rendimento industrial foi projetado em 109,19 quilos de açúcares totais recuperáveis (ATR) por tonelada de cana. (Valor Econômico 28/10/2016)

 

BNDES mira R$ 500 milhões para fundo de debêntures de energia renovável

O fundo de debêntures de infraestrutura em energia renovável que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fomenta deve ficar em torno de R$ 500 milhões, segundo estudos da instituição.

O fundo, uma das iniciativas do BNDES para impulsionar os investimentos em infraestrutura, terá papéis com selo verde, de agências certificadoras que comprovem a destinação dos recursos para teses de sustentabilidade ambiental. (O Estado de São Paulo 28/10/2016)

 

China começa a liberar estoques e venderá 200 mil toneladas de açúcar

A China começou a vender nesta sexta-feira, 28, parte de seus estoques de açúcar, como já era esperado no mercado. De acordo com o Ministério do Comércio do país asiático, foram colocadas à venda 200 mil toneladas, abaixo das 350 mil toneladas inicialmente previstas. Os objetivos do governo chinês são controlar o contrabando da commodity e elevar a oferta interna, de modo a segurar a alta dos preços domésticos após a quebra de safra em importantes áreas de produção.

A medida deve fazer com que o gigante asiático importe menos açúcar daqui para frente. Recentemente, o adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Pequim cortou sua estimativa para as compras chinesas na temporada 2016/17 para 6 milhões de toneladas, 1,9 milhão de toneladas a menos que a projeção oficial do governo norte-americano.

Até setembro, a China havia importado 2,62 milhões de toneladas do alimento, abaixo dos 4,85 milhões de toneladas de igual período de 2015. Na avaliação de Claudiu Covrig, analista da Platts Kingsman, as importações chinesas no quarto trimestre não devem passar de 350 mil toneladas. O volume, se confirmado, representaria a metade do que foi comprado entre outubro e dezembro do ano passado (700 mil toneladas).

A notícia também mexe com os contratos futuros do açúcar demerara na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Hoje, o vencimento março recuava 37 pontos (1,64%), para 22,22 centavos de dólar por libra-peso. (Down Jones 28/10/20196)

 

Açúcar: Prepare-se para dias chuvosos – Por Arnaldo Luiz Corrêa

O contrato de açúcar na bolsa de NY com vencimento para março/2017 encerrou a semana cotado a 22.16 centavos de dólar por libra-peso. Essa foi uma queda de 55 pontos em relação ao fechamento da semana anterior. 12 dólares por tonelada de encolhimento no preço. Os demais meses apresentaram quedas menores, começando com 45 até 7 pontos, ou de 10 a 1,50 dólares por tonelada.

Parece que o mercado de açúcar está encapsulado num intervalo de preços entre 22 e 24 centavos de dólar por libra-peso já há algum tempo. Entre a máxima negociada no vencimento março de 2017, de 23.90 centavos de dólar por libra-peso ocorrida em 6 de outubro até a mínima ocorrida no pregão desta sexta-feira de 22.12 centavos de dólar por libra-peso, vimos uma queda de 7.50% em apenas dezessete sessões.

Ao mesmo tempo, estamos vendo as médias de 50, 100 e 200 dias dos preços de fechamento de NY em respectivamente 21.85, 20.95 e 18.54 centavos de dólar por libra-peso enquanto a volatilidade anualizada que era de 34.5% há um mês, hoje está em 28%. Isso tudo para dizer que o marasmo do mercado é visível, que os descontos no mercado físico de exportação demonstram isso, e que os fundos podem estar sentindo (ou quem sabe se cansando) que existe uma resistência ao redor de 23-24 centavos de dólar por libra-peso.

Prepare-se para o pior se você faz parte do grupo de usinas que ainda não fixou o preço do açúcar (em reais) para a safra 2017/2018. Caso o mercado penetre no nível da média de 50 dias – 21.85 centavos de dólar por libra-peso – os fundos podem acabar com a brincadeira e simplesmente botar a grana que estão ganhando no bolso, estimada pelo mercado em “meros” dois bilhõezinhos de dólares.

Meu palpite, sem o menor suporte científico, é que caso os fundos venham a liquidar parcialmente sua enorme posição comprada, podemos ver o mercado visitando os 19 centavos de dólar por libra-peso novamente. Os compradores industriais, principalmente aqueles do mercado interno, podem sorrir até mesmo antes do Natal, quem sabe na semana de eleições presidenciais nos EUA. O açúcar em reais por tonelada despencou de R$ 1.760 para R$ 1.610 em pouco mais de três semanas. Acho que isso acende uma luz amarela. Não se apaixone pelo mercado que ele vai te trair.

Onde essa análise pode estar errada? Bem, uma breve espionada na sazonalidade dos preços do açúcar em NY demonstra que os níveis mais elevados observados nos últimos dezesseis anos ocorrem invariavelmente em janeiro e fevereiro. Isto é, olhando o histórico parece haver – em tese - ainda espaço para que NY, isto é, os preços em centavos de dólar por libra-peso, possam ainda elevar-se mais.

Assim, para quem tem endividamento pesado em dólares, a espera por preços melhores pode compensar, ainda que o teto parece estar muito próximo. Para quem tem pouco ou nenhum endividamento em dólares já teria que pensar em reais por tonelada há muito tempo.

Mas em reais, sou forçado a admitir que acho bem difícil que os preços consigam superar os R$ 1,750 vistos recentemente. Para manter os mesmos R$ 1.610 por tonelada de hoje, caso o câmbio atinja o nível de 3,0000 que muitos economistas apostam que será a cotação do real para o início de 2017, o açúcar em NY vai precisar negociar a 23.35 centavos de dólar por libra-peso, 120 pontos acima do nível de hoje.

Agora a imprensa divulga trabalho científico dando conta que o açúcar é o grande vilão dos vilões nos problemas de saúde. Obesidade, colesterol e até demência são o resultado de quem consome o produto. Já vimos no passado o café sendo o vilão dos problemas do coração, fato que foi desmentido anos depois. Depois foi a vez do ovo ser o grande vilão, também devidamente descartado. Agora, o açúcar “causando” até demência. Na recente Conferência DATAGRO ocorrida na semana retrasada, um painel tratou do tema com apresentações muito interessantes do presidente da ISO, José Orive e Roberta Re, Diretora Geral da WSRO. Uma pergunta permanece no ar após essas “pesquisas científicas”. Quem as financia para que cheguem a essas conclusões? É só seguir o dinheiro e a gente encontra quem financia e com quais propósitos esses estudos são feitos.

Gente muito bem informada acredita que Lula não será preso pois vai fugir do país antes. Acreditam que Lula dará menos trabalho estando fora do país (Uruguai, dizem) e não terá oportunidade de se tornar mártir. Uma pena, se isso se concretizar. Corruptos e chefes de organizações criminosas do naipe desse elemento deveriam apodrecer na cadeia ou, metafisicamente, ir direto para o inferno. Mas duvido que o Capeta lidaria bem com tal concorrente de peso (Arnaldo Luiz Corrêa é diretor da Archer Consulting - Assessoria em Mercados de Futuros, Opções e Derivativos Ltda.)