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Açúcar: Recuo em Nova York

Após registrarem alta na quarta-feira, os contratos futuros do açúcar retomaram a trajetória de queda ontem na bolsa de Nova York.

Os papéis com vencimento em maio fecharam a 21 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 16 pontos.

Além da decisão da China, maior importador mundial do adoçante, de iniciar a liquidação de parte de seus estoques para conter a alta nos preços no mercado interno, o crescimento na produção de açúcar em meio ao menor volume de moagem de cana no Centro-Sul do Brasil, segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), também tem dado fôlego à desvalorização da commodity ao longo nos últimos dias.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 100,22 a saca de 50 quilos, queda de 0,48%. (Valor Econômico 04/11/2016)

 

ADM espera receber propostas para suas destilarias nos EUA até fim do ano, diz CEO

A trading norte-americana Archer Daniels Midland (ADM) espera receber até o final de 2016 propostas consolidadas envolvendo suas destilarias de etanol nos Estados Unidos, disse o CEO da companhia, Juan Luciano, reforçando que está conversando com uma pequena lista de partes interessadas. A empresa colocou o negócio sob avaliação estratégica no início deste ano.

Apesar disso, Luciano não revelou se a empresa vai vender uma participação no negócio, aliená-lo ou buscar outra opção. A ADM, que é uma das maiores produtoras de etanol dos EUA em termos de capacidade, vem obtendo margens mais fracas no negócio nos últimos anos. Embora o resultado tenha melhorado em 2016, a ADM tem direcionado mais investimentos para setores com margens maiores.

No começo deste ano, a companhia fechou acordo para vender suas operações de etanol em Limeira do Oeste, no Estado de Minas Gerais, para a JFLim Participações S.A. (Down Jones 03/11/2016)

 

Astronautas usam plástico brasileiro feito de cana em estação espacial

Os astronautas que estão na Estação Espacial Internacional começaram a usar plástico brasileiro feito de cana-de-açúcar, para criar ferramentas no espaço. A matéria-prima chegou ao espaço por meio de uma parceria entre a Braskem, produtora de plásticos, e a Made in Space, uma empresa americana que é fornecedora da Nasa.

Os astronautas usam o plástico para construir peças diversas a partir de uma impressora 3D que opera em gravidade zero. Por meio dessa tecnologia, a equipe de estação espacial pode receber um e-mail com o design digital das peças e imprimi-las no espaço.

Há mais de um ano, a Braskem e a Made in Space desenvolvem a tecnologia para uso no espaço. O primeiro lote de plásticos foi enviado à estação espacial em março em um foguete que partiu da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, nos Estados Unidos. A primeira peça com o material foi produzida em setembro - um conector de tubos para irrigação de vegetais.

Plástico verde

O chamado “plástico verde” é feito a partir de um subproduto do etanol, combustível feito de cana de açúcar. O produto é exclusivo da Braskem e começou a ser fabricado em escala industrial em 2010 na unidade de Triunfo, no Rio Grande do Sul.

A intenção da Braskem é usar a experiência no espaço para buscar novas aplicações para o seu produto, focadas especialmente na tecnologia de impressão 3D. “A tecnologia tem o potencial de impactar a cadeia do plástico, por meio da viabilização de novas aplicações e da personalização em massa feita com uma matéria-prima de fonte renovável”, afirma Gustavo Sergi, diretor de Químicos Renováveis da empresa. (G1 03/11/2016)