Setor sucroenergético

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Grandes petroleiras unem forças para criar fundo de energias renováveis

Grandes petroleiras, como Saudi Aramco e Shell, estão unindo forças para criar um fundo de investimento para desenvolver tecnologias de incentivo de energias renováveis, procurando ter um papel ativo no combate ao aquecimento global, disseram fontes.

Os principais executivos de sete companhias de petróleo e gás – BP, Eni, Repsol, Saudi Aramco, Royal Dutch Shell, Statoil e Total – irão anunciar os detalhes do fundo e outras medidas para reduzir os gases de efeito estufa em Londres na sexta-feira.

O setor enfrenta pressões crescentes para adotar um papel mais destacado na luta contra o aquecimento global, e o evento de sexta-feira irá coincidir com a entrada formal em vigor do Acordo de Paris de 2015, cuja meta é reduzir gradualmente os gases de efeito estufa produzidos pelo homem na segunda metade do século.

O grupo é parte da Iniciativa Climática de Petróleo e Gás (OGCI, na sigla em inglês), criado com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2014 e que inclui 11 empresas que representam 20 por cento da produção global de petróleo e gás.

Os líderes das companhias devem detalhar os planos de criação de um veículo de investimento que irá se concentrar no desenvolvimento de tecnologias para reduzir as emissões e aumentar a eficiência de motores e combustíveis, de acordo com fontes envolvidas nas conversas que não quiseram ser identificadas.

O tamanho e a estrutura do fundo não ficaram claros.

O fundo também irá focar em maneiras de reduzir os custos da tecnologia de captura e armazenamento de carbono (CCS, na sigla em inglês), que diz respeito à captação de emissões de dióxido de carbono produzidas por usinas que queimam combustíveis fósseis e sua reinjeção em cavernas subterrâneas.

OGCI, Shell, Total e BP não quiseram comentar. (Reuters 03/11/2016)

 

ADM espera receber propostas para suas destilarias nos EUA até fim do ano, diz CEO

A trading norte-americana Archer Daniels Midland (ADM) espera receber até o final de 2016 propostas consolidadas envolvendo suas destilarias de etanol nos Estados Unidos, disse o CEO da companhia, Juan Luciano, reforçando que está conversando com uma pequena lista de partes interessadas. A empresa colocou o negócio sob avaliação estratégica no início deste ano.

Apesar disso, Luciano não revelou se a empresa vai vender uma participação no negócio, aliená-lo ou buscar outra opção. A ADM, que é uma das maiores produtoras de etanol dos EUA em termos de capacidade, vem obtendo margens mais fracas no negócio nos últimos anos. Embora o resultado tenha melhorado em 2016, a ADM tem direcionado mais investimentos para setores com margens maiores.

No começo deste ano, a companhia fechou acordo para vender suas operações de etanol em Limeira do Oeste, no Estado de Minas Gerais, para a JFLim Participações S.A. (Down Jones 03/11/2016)

 

Brasil já tem 11,5 milhões de hectares com ILPF

 Um estudo inédito, realizado pela consultoria Kleffmann Group, revela que o Brasil já tem 11,5 milhões de hectares com a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e que são os pecuaristas que estão adotando a tecnologia com mais rapidez. Até então, imaginava-se que o país tinha algo em torno de 3,5 milhões de hectares cultivados com a técnica e que os criadores de gado seriam os mais resistentes à novidade.

O trabalho foi encomendado pela Rede de Fomento ILPF (grupo formado por seis empresas do agronegócio - Cocamar, Dow AgroSciences, John Deere, Parker e Syngenta) e coordenado pela Embrapa Meio Ambiente, de Jaguariúna (SP). GLOBO RURAL mostra a pesquisa com exclusividade na reportagem de capa da edição de novembro que já está nas bancas.

Para se ter uma ideia do tamanho da área, ela é sete vezes e meia a área da Grande São Paulo ou nove vezes a da cidade do Rio de Janeiro. O número mostra, também, um dado importantíssimo para o Brasil, o cumprimento, com folga, de uma das metas internacionais estabelecidas no documento chamado Contribuições Nacionalmente Determinadas Pretendidas (INDC, sigla em inglês), assinado durante a Conferência do Clima de Paris (COP21), em dezembro do ano passado. No documento, o país se compromete a incorporar 5 milhões de hectares com ILPF até o ano de 2030.

O estudo deve ser apresentado, nesta semana, na Conferência do Clima de Marrakesh (COP22), segundo o ministro da agricultura Blairo Maggi. “A ILPF é uma tecnologia que pode revolucionar a produção de alimentos e o Brasil sai na frente porque tem todas as condições para integrar a lavoura, a pecuária e a floresta”, afirmou o ministro. “Aliás, quase nenhum outro grande produtor de alimentos tem essa possibilidade, nós a temos”. (Globo Rural 03/11/2016)

 

Prejuízo da Amyris diminui 74% no 3º trimeste, para US$ 19,70 milhões

A norte-americana Amyris, que atua no ramo de produtos renováveis, registrou prejuízo líquido de US$ 19,70 milhões, ou US$ 0,08 por ação, no terceiro trimestre de 2016. O prejuízo foi 74,3% menor que o verificado em igual período do ano passado, de US$ 76,66 milhões, ou US$ 0,55 por ação.

 O prejuízo líquido ajustado, que exclui itens não recorrentes, foi de US$ 16,5 milhões, ou US$ 0,07 por ação. A receita no trimestre totalizou US$ 26,5 milhões, um aumento de 208% na comparação anual. O desempenho foi impulsionado um crescimento de 61% nas vendas de produtos, principalmente no segmento de cuidados pessoais.

 Especificamente para o segmento de renováveis, a Amyris registrou vendas de US$ 5,430 milhões, um crescimento de 28,5% ante os US$ 4,22 milhões reportados há um ano. (Agência Estado 03/11/2016)

 

Maggi defende preferência no mercado global a produtos sustentáveis

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, sugeriu que os países do Conselho Agropecuário do Sul (CAS) cobrem preferência para seus produtos no mercado global de alimentos como recompensa por ações ambientais. Durante a 32ª Reunião Ordinária do CAS, nesta quinta-feira, 3, em Assunção, o ministro disse que o Brasil superou em 5 milhões de hectares o compromisso que havia firmado de ter, em 2015, 6 milhões de hectares no programa Integração Lavoura-Pecuária-Floresta.

O programa promove a recuperação de áreas de pastagens degradadas agregando sistemas produtivos, como os de grãos, fibras, carne, leite e agroenergia. O CAS é formado por Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai. Em nota distribuída por sua assessoria, Blairo Maggi disse que seus colegas do bloco devem participar dos fóruns mundiais ambientais, a fim de que as políticas ambientais sejam decididas de forma conjunta, e não apenas por ministros de Meio Ambiente.

"Quem deve reivindicar isso somos nós mesmos. Se não fizermos isso, ninguém nos oferecerá espaço para debate." O ministro divulgou números sobre a ocupação da terra no Brasil, observando que 61% do território nacional está preservado. "Apenas 8% são usados para agricultura e outros 19% para a pecuária." Isso mostra, assinalou, que a conta ambiental não pode continuar sendo cobrada somente dos agricultores, vistos sempre como vilões pelos ambientalistas.

Além da questão ambiental, na reunião do CAS foram abordados temas como a agricultura, situação sanitária regional e segurança alimentar. (Agência Estado 03/11/2016)

 

Astronautas usam plástico brasileiro feito de cana em estação espacial

Os astronautas que estão na Estação Espacial Internacional começaram a usar plástico brasileiro feito de cana-de-açúcar, para criar ferramentas no espaço. A matéria-prima chegou ao espaço por meio de uma parceria entre a Braskem, produtora de plásticos, e a Made in Space, uma empresa americana que é fornecedora da Nasa.

Os astronautas usam o plástico para construir peças diversas a partir de uma impressora 3D que opera em gravidade zero. Por meio dessa tecnologia, a equipe de estação espacial pode receber um e-mail com o design digital das peças e imprimi-las no espaço.

Há mais de um ano, a Braskem e a Made in Space desenvolvem a tecnologia para uso no espaço. O primeiro lote de plásticos foi enviado à estação espacial em março em um foguete que partiu da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, nos Estados Unidos. A primeira peça com o material foi produzida em setembro - um conector de tubos para irrigação de vegetais.

Plástico verde

O chamado “plástico verde” é feito a partir de um subproduto do etanol, combustível feito de cana de açúcar. O produto é exclusivo da Braskem e começou a ser fabricado em escala industrial em 2010 na unidade de Triunfo, no Rio Grande do Sul.

A intenção da Braskem é usar a experiência no espaço para buscar novas aplicações para o seu produto, focadas especialmente na tecnologia de impressão 3D. “A tecnologia tem o potencial de impactar a cadeia do plástico, por meio da viabilização de novas aplicações e da personalização em massa feita com uma matéria-prima de fonte renovável”, afirma Gustavo Sergi, diretor de Químicos Renováveis da empresa. (G1 03/11/2016)

 

Caso Petrobrás começa a ser julgado nos EUA

PetrobrásO Tribunal Federal de Apelações de Nova York para o Segundo Circuito não deu um prazo determinado para decidir sobre os rumos de uma bilionária ação coletiva aberta por investidores dos Estados Unidos contra a Petrobrás. Ontem foi realizada a primeira audiência do caso, e a empresa brasileira argumentou que é difícil determinar o tamanho do grupo de aplicadores em papéis e bônus da companhia no mercado norte-americano.

A audiência durou 50 minutos e foi realizada em uma sala lotada, com vários presentes tendo de ser acomodados em outra sala, acompanhando por um vídeo. A Petrobrás foi a última de seis audiências marcadas para a manhã de ontem na Corte. Três juízes ouviram os advogados da Petrobrás, dos bancos que cuidaram da emissão de papéis da empresa no mercado internacional e do representante dos fundos que processam a empresa brasileira, acusada de divulgar informações “falsas e enganosas” sobre a corrupção na empresa investigada pela Operação Lava Jato.

Dificuldade

Os advogados da Petrobrás e dos bancos argumentaram na audiência sobre a dificuldade de se processar a empresa como uma classe, na medida em que a Petrobrás é uma companhia internacional e vende papéis em várias partes do mundo, por vários meios. Assim, é complicado quantificar quem adquiriu um bônus da empresa nos Estados Unidos. Pela ação coletiva, somente quem comprou papéis no mercado americano pode fazer parte do processo.

É preciso saber com antecedência quem está dentro e quem está fora da classe, ressaltou o advogado da empresa. Segundo ele, o juiz responsável pelo caso, Jed Rakoff (Foto), conseguiu identificar apenas uns poucos investidores que claramente compraram os papéis da petroleira no mercado doméstico e, com base nisso, “especulou” que outros também teriam feito o mesmo, passando a permitir a certificação de classes.

O advogado que representa os bancos que cuidaram das emissões, e que também são réus na ação coletiva, disse que os títulos da Petrobrás são vendidos em mercados de balcão, em plataformas eletrônicas e outros mecanismos. Por isso, é complicado determinar se o comprador é um “investidor doméstico” americano.

Já o advogado que representa os fundos, Jeremy Lieberman, do escritório Pomerantz, minimizou essa dificuldade, ressaltando que mais de 90% dos compradores de bônus da empresa são grandes investidores institucionais qualificados, facilmente identificáveis. “É possível identificar a classe como em qualquer outra ação de classe”. (O Estado de São Paulo 03/11/2016)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Recuo em Nova York: Após registrarem alta na quarta-feira, os contratos futuros do açúcar retomaram a trajetória de queda ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em maio fecharam a 21 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 16 pontos. Além da decisão da China, maior importador mundial do adoçante, de iniciar a liquidação de parte de seus estoques para conter a alta nos preços no mercado interno, o crescimento na produção de açúcar em meio ao menor volume de moagem de cana no Centro-Sul do Brasil, segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), também tem dado fôlego à desvalorização da commodity ao longo nos últimos dias. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 100,22 a saca de 50 quilos, queda de 0,48%.

Café: Temor com oferta: A perspectiva de uma menor oferta de café arábica no Brasil na safra 2017/18 continua a dar sustentação aos contratos futuros na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em março fecharam ontem a US$ 1,692 a libra-peso, avanço de 275 pontos. Além da bienalidade negativa das lavouras, o que deve derrubar a produção na safra 2017/18 mesmo com condições climáticas ideais para o cultivo, o Espírito Santo, principal Estado produtor de café conilon (robusta), continua sofrendo com a seca, o que deve causar uma nova quebra de safra. Com a escassez do produto, os preços no mercado doméstico já superam o do arábica, elevando a demanda pelo grão. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o arábica ficou ontem em R$ 547,52 a saca de 60 quilos, alta de 1,60%.

Algodão: Demanda fraca: O fraco desempenho das vendas externas de algodão pelos EUA pressionou os contratos da pluma ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em março fecharam a 68,68 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 45 pontos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o país negociou a venda de 34,9 mil toneladas da pluma na semana encerrada no dia 27. Apesar de representar alta de 24% em relação à semana anterior, na comparação com a média das últimas quatro semanas houve queda de 25%. O clima bom para a colheita nos EUA e para a maturação das lavouras na Ásia também ajudou a pressionar as cotações. No mercado interno, o preço médio ao produtor na Bahia foi de R$ 84,90 a arroba, segundo a associação de agricultores local, a Aiba.

Trigo: Vendas menores: O recuo nas vendas semanais de trigo dos EUA pressionou as cotações do cereal nas bolsas americanas ontem. Em Chicago, o grão com entrega em março fechou a US$ 4,2975 o bushel, recuo de 4,75 centavos. Em Kansas, os papéis com o mesmo vencimento fecharam a US$ 4,285 o bushel, queda de 4,75 centavos. De acordo com o Departamento de Agricultura do país (USDA), fora vendidas 234,9 mil toneladas de trigo da safra 2016/17 na semana encerrada no dia 27, queda de 64% na comparação com o período anterior. A desvalorização foi puxada ainda pela decisão do Egito, maior consumidor mundial, de liberalizar o câmbio no país, o que deve tornar mais cara a importação do cereal. No Paraná, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 633,70 a tonelada, alta de 1,08%. (Valor Econômico 04/11/2016)