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Raízen sai de prejuízo para lucro líquido de R$ 302 milhões no 3º tri

A Raízen Energia registrou lucro líquido de R$ 302,3 milhões no terceiro trimestre de 2016, ante prejuízo líquido de R$ 175,6 milhões em igual trimestre de 2015. O resultado é o atribuído aos sócios da empresa controladora, base para a distribuição de dividendos, segundo demonstrações financeiras divulgadas na noite desta quinta-feira no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A receita líquida da companhia avançou 19,2% no terceiro trimestre de 2016, para R$ 3,1 bilhões, ante receita de R$ 2,6 bilhões um ano antes.

O custo de vendas da companhia subiu 12,9%, para R$ 2,4 bilhões no terceiro trimestre de 2016, ante R$ 2,1 bilhões no mesmo trimestre de 2015.

O lucro bruto da empresa recuou 47,3% no terceiro trimestre de 2016, para R$ 700,6 milhões, ante R$ 475,3 milhões no mesmo período de 2015.

A despesa operacional da companhia avançou 4,4% no terceiro trimestre deste ano, para R$ 350,6 milhões, ante R$ 335,5 milhões um ano antes. O lucro operacional cresceu 151% no terceiro trimestre de 2016, para R$ 350,0 milhões, ante R$ 139,8 milhões um ano antes.

A Raízen teve receita financeira líquida no terceiro trimestre de 2016, de R$ 72,3 milhões, ante despesa financeira líquida de R$ 460,8 milhões um ano antes. (Valor Econômico 10/11/2016 às 23h: 38m)

 

Cosan vai participar de leilão da usina Guararapes, da Unialco

A empresa brasileira de energia e infraestrutura Cosan informou nesta quinta-feira que participará de um leilão que busca possíveis investidores para a usina de cana Guararapes, que será vendida como parte de uma reestruturação da dívida do grupo Unialco, em recuperação judicial.

A Cosan, parceira da Shell na empresa de açúcar e etanol Raízen, afirmou em teleconferência com investidores que aumentou os investimentos na Raízen para elevar a produção de açúcar, já que os preços do adoçante estão próximos dos maiores níveis em quatro anos. (Reuters 10/11/2016)

 

Para Abag, eleição de Trump desperta medo de protecionismo

A eleição de Donald Trump para a Presidência dos Estados Unidos precisa ser analisada friamente para evitar julgamentos precipitados sobre seus efeitos sobre o agronegócio, apontou o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Carlos Corrêa Carvalho, em entrevista ao Broadcast Agro antes do evento Fórum Estadão - A Importância do Cacau para o Agronegócio.

"Se analisarmos todo o período Obama, para o Brasil de fato não aconteceu nada", apontou Carvalho. "A única coisa mais efetiva foi a ratificação da COP 21, que é um primeiro ponto que eu não sei se o novo presidente faria." Carvalho assinalou ainda que nem sempre o que é dito na campanha significa a realidade do futuro governo, se referindo às declarações de Trump sobre proteção da economia norte-americana.

"Mas é um discurso que, de alguma forma, se relacionava com uma nova realidade que a gente está vivendo, que é o protecionismo. A preocupação maior é que, se ele abraçar uma causa dessas, ele carrega com ele a liderança dos EUA, que tem uma posição importante no mundo. E é óbvio que não é positivo para o Brasil", assinalou.

"Mas eu não posso adiantar nada ou imaginar que isso é real. É um receio, mas eu acho que a gente tem de esperar." Sobre o fórum, o presidente da Abag ressaltou que a associação tem tentado resgatar commodities importantes para a história econômica brasileira e que ainda são relevantes para o agronegócio no mundo. Ele destacou a liderança da África no setor de cacau e assinalou que é preciso atrair investimento externo para recuperar a produção brasileira.

"O Brasil passou de exportador para importador e segue importador", apontou. "O cacau tem uma geração de empregos muito boa, potencial de renda positivo para o agricultor e uma cadeia produtiva interessante. Tem um mercado interno e externo excepcional.". (Agência Estado 10/11/2016)

 

Presidente da Biosev elogia política de preços adotada pela Petrobras

O presidente da Biosev, Rui Chammas, elogiou a nova política de formação de preços da Petrobras, durante teleconferência com analistas e investidores. "A queda no valor da gasolina diminui a competitividade do etanol, mas isso é algo menor perto da previsibilidade dada pela Petrobras", disse.

Na terça-feira, 8, a estatal cortou em 10,4% o valor do diesel e em 3,1% o da gasolina, ambos nas refinarias. A companhia informou que, se o ajuste definido for integralmente repassado ao consumidor final, o diesel pode cair 6,6%, cerca de R$ 0,20 por litro. No caso da gasolina, concorrente direto do etanol hidratado, a diminuição no preço final pode ser de 1,3%, ou R$ 0,05 por litro.

Em outubro, a empresa já havia reduzido desses produtos em 2,7% e 3,2%, respectivamente. Segundo Chammas, a decisão da petroleira tende a ter reflexos positivos para a Biosev, caso a queda no diesel seja repassada. Conforme ele, a companhia consome 100 milhões de litros do óleo. (Agência Estado 11/11/2016)

 

São Martinho aposta no açúcar: “Não temos como vocação fazer trading de etanol”

O diretor Financeiro e de Relações com Investidores do Grupo São Martinho, Felipe Vicchiato, disse nesta quinta-feira, 10, durante teleconferência com analistas e investidores, que a companhia não pretende importar etanol para atender eventuais compromissos e o mercado em geral. "Não temos como vocação fazer trading de etanol", destacou.

Devido à quebra da safra de cana e à preferência do setor como um todo pela produção de açúcar, mais remunerador, a fabricação de álcool neste ano foi menor, o que acarretou em disparada de preços.

Conforme o relatório mais recente de acompanhamento de safra da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), na parcial da temporada, iniciada em abril, até outubro, a fabricação de etanol hidratado somava 12,3 bilhões de litros, 9% a menos na comparação anual.

Na quarta à noite, o Grupo São Martinho, com quatro usinas de cana-de-açúcar nos Estados de São Paulo e Goiás, reportou lucro líquido de R$ 68,91 milhões no segundo trimestre do ano-safra 2016/17, correspondente aos meses de julho, agosto e setembro. O montante é 184,7% maior na comparação com o de R$ 24,20 milhões de igual período do ano passado. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 368,70 milhões (mais 15,6%).

Déficit de açúcar

O diretor Financeiro e de Relações com Investidores do Grupo São Martinho afirmou ainda que as projeções da companhia apontam para um déficit de açúcar de 5 milhões de toneladas na safra global 2016/17, iniciada em outubro.

"Cobrir esse déficit dependerá da resposta do Brasil em aumentar a produção do alimento", acrescentou. Déficits de oferta registrados tanto neste quanto no próximo ano respondem pela disparada de quase 50% do açúcar na Bolsa de Nova York.

Nova política de preços para combustíveis

O diretor disse que a queda no preço da gasolina, anunciada pela Petrobras em outubroe também nesta semana, "prejudica" a vantagem do etanol.

Mesmo assim, ele elogiou a nova política da estatal para definir as cotações. "Isso dá uma boa previsibilidade. Agora sabemos que, quando o petróleo subir, a gasolina também vai subir, e nossos ativos vão ganhar competitividade", afirmou.

Ainda conforme ele, a redução no valor do diesel na refinaria pode acarretar em uma economia de até R$ 20 milhões para a companhia por ano. "Temos um volume de diesel de R$ 200 milhões por ano. É um volume bastante relevante. Fazendo uma conta, essa queda de 10% (anunciada pela Petrobras) representaria uma economia de R$ 20 milhões", disse.

Parceria com a Petrobras

Vicchiato comentou que ainda não há nenhuma informação sobre uma eventual saída da Petrobras da joint venture na usina Boa Vista, em Quirinópolis (GO). "Quando tivermos, prontamente responderemos ao mercado por meio de comunicado", afirmou.

Ele fez referência ao novo plano de negócios da estatal de petróleo, que prevê deixar o setor de biocombustíveis. Anunciado em setembro, esse novo plano afeta, principalmente, o Grupo São Martinho e as sete usinas da Guarani, empresa com a qual a Petrobras também tem joint venture para fabricação de etanol.

Ainda de acordo com o executivo, a colheita de cana pela usina Boa Vista deve se encerrar "nos próximos dias". (Agência Estado 11/11/2016)