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Custo de produção de açúcar não cai na indústria há bastante tempo

Os custos de produção de açúcar no Brasil ainda são altos e aumentaram significativamente nos últimos anos

A tecnologia de produção de açúcar é madura há muito tempo. Os ganhos que se pode obter são mais nos diferenciais de qualidade e no atendimento a clientes específicos. “Podemos produzir, por exemplo, açúcares com faixa grande de diferença de cores e não açúcares, atendendo a mercados específicos. Nisto a tecnologia avançou bastante”, sublinha Jaime Finguerut, assessor técnico do CTC (Centro de Tecnologia Canavieira)..

O custo de produção, porém, não cai na indústria há bastante tempo. De acordo com o assessor técnico do CTC,os custos de produção de açúcar no Brasil ainda são altos e aumentaram significativamente nos últimos anos, ao contrário do que muitos pensam. “Por exemplo, perdemos produtividade de cana por hectare, que é o fator mais importante no custo final. Perdemos quantidade de açúcar produzido por hectare por ano, por causa também da perda de produtividade. Fatores que podem ser melhor enfrentados.”

Finguerut explica que, conforme a tecnologia amadurece, precisa cada vez mais de investimento para ganhos pequenos. Apesar do consumo de açúcar não ser tão ligado a preço, o consumo é crescente. Segundo ele, é mais fácil produzir mais com a mesma tecnologia do que investir para melhorar a tecnologia e fabricar cada vez mais com a mesma matéria-prima.

No processo industrial para a produção do açúcar, Finguerut relata alguns avanços pontuais, como em termos de consumo de vapor, de energia, de água, de sensores, de estabilidade de produção, mas pouco na essência, que é bastante simples: evaporar até que os cristais são formados e separá-los de forma conveniente para que se tenha qualidade no aspecto do cristal ao final, atendendo a requisitos do cliente.

“Acredito que muitas usinas vão investir no aumento de capacidade de produção, de flexibilidade, e também na eliminação de gargalos na produção. Mas não há claramente novas tecnologias à disposição que alterem significativamente como se produz o açúcar hoje”, sublinha Finguerut.

WokimarTeixeira Garcia, consultor e ex-coordenador de Laboratório de Pesquisa do CTC,concorda que a tecnologia para açúcar é bastante consolidada. O que se tem são melhorias sensíveis, como de automação, controles, monitoramento um pouco mais detalhado, “mas nada que quebre paradigmas e faça rupturas”. (Caba Online 24/11/2016)

 

Produção de cana em baixa, preços em alta!

Expectativas apontam que haverá menor disponibilidade de cana para ser processada no Centro-Sul no próximo ciclo

As primeiras expectativas de produção da safra 2016/17 no Centro-Sul apontavam para uma safra “gigante”. As consultorias do setor previam que o volume de cana que seria processado, oscilava entre 615 milhões e 640 milhões de toneladas. Alertaram também que para moer toda essa cana, a safra seria longa. O cenário projetado para o ano era de preços mais altos para o açúcar, que unido a produção recorde no Brasil, permitiria à grande parte do setor recuperar o caixa.

Após períodos de chuvas intensas, estiagens severas, três geadas, pragas, doenças, canavial envelhecido e maior índice de florescimento, a expectativa de moagem na região Centro-Sul para a safra 2016/17 foi desabando a cada novo anúncio de estimativa. E a última previsão da Canaplan, por exemplo, estima que no ciclo 2016/17 serão esmagadas entre 581 a 592 milhões de toneladas. Número menor que a produção final de 2015/16: 617,7 milhões de toneladas.

“A safra se iniciou com uma expectativa otimista que não se concretizou. A grande maioria das indústrias encerrou a moagem com o volume de cana menor que o esperado. A queda de produtividade foi maior nas canas colhidas a partir de agosto, ou seja, na segunda metade da safra”, sublinha Cesar Luiz Gonzalez, gerente técnico da Socicana (Associação dos Fornecedores de Cana de Guariba).

Se por um lado, as estimativas falharam em relação aos números da safra, a expectativa de bons preços para o açúcar não só se concretizou, como viu-se um cenário de quebra de recorde histórico no mercado interno, com a saca do açúcar alcançado os três dígitos, ou seja R$ 100,00. E a libra-peso ultrapassando 23 cents no mercado externo.

No entanto, como este ciclo já está na reta final, chegou a hora de pensar no próximo: a safra 2017/18, que, segundo as primeiras previsões, pode ser analisada sob dois pontos de vista. O primeiro é motivo de entusiasmo para o setor: os preços dos produtos da usina deverão continuar rentabilizando bem. Já o segundo ponto de vista é um dos responsáveis pelo primeiro: haverá menor disponibilidade de cana para ser processada no Centro-Sul no próximo ciclo. (Cana Online 24/11/2016)

 

Açúcar: Estabilidade

Os preços futuros do açúcar refinado ficaram praticamente estáveis ontem na bolsa de Londres, num dia de poucos negócios em decorrência do feriado de Ação de Graças nos EUA.

Os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 516,60 a tonelada, recuo de US$ 0,10.

De um lado, a commodity tem sido pressionada pela melhora da perspectiva de produção na safra 2017/18, quando o déficit na oferta deverá ser zerado, segundo estimativa do Rabobank.

De outro, o açúcar é sustentado pela previsão de aumento no consumo de etanol nos EUA depois de a agência ambiental americana elevar o mandato do biocombustível no país para 3,668 bilhões de litros em 2017.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal ficou em R$ 95,32 a saca de 50 quilos, com queda de 0,6%. (Valor Econômico 25/11/2016)

 

Importações de açúcar da China caem quase 70% em outubro por altos preços globais

As importações de açúcar pela China em outubro caíram cerca de 70 por cento ante o ano anterior, para seu menor nível desde janeiro, a 110 mil toneladas, uma vez que os altos preços globais limitaram as compras.

Isso também ficou acentuadamente abaixo das importações de 500 mil toneladas no mês anterior, mostraram dados aduaneiros nesta quinta-feira.

A China é a maior compradora de açúcar do mundo, mas as importações deste ano caíram dos níveis do ano anterior após a apertada oferta global levar os preços de referência a mais que dobrarem desde o terceiro trimestre do ano passado, alcançando quase 24 centavos por libra-peso no início de outubro.

"Nos últimos dois meses, o preço estava muito, muito alto", disse um operador localizado na China, explicando a queda nas importações de outubro. Ele não quis ser identificado, uma vez que não é autorizado a falar com a imprensa.

As importações devem permanecer baixas no próximo mês, com operadores buscando açúcar chinês.

Pequim recentemente vendeu mais de 300 mil toneladas do adoçante de suas reservas nos primeiros leilões do tipo em cinco anos, impulsionando a oferta nos mercados domésticos. (Reuters 24/11/2016)

 

Avião que usa biocombustível de cana e tecnologias sustentáveis é testado

Aeronave de 35 toneladas fez voos teste pela primeira vez no país. Embraer e Boeing apresentaram o modelo E170 em Gavião Peixoto (SP).

A Embraer e a Boeing testaram pela primeira vez no país o 'avião do futuro', em Gavião Peixoto (SP). A aeronave é abastecida com biocombustível feito a partir da cana-de-açúcar e tem ainda outras tecnologias de ponta que melhoram o desempenho do voo e ajudam a diminuir o impacto no meio ambiente.

O modelo E170, batizado de ecodemonstrador, tem 35 toneladas e parece um avião comum, mas é nos detalhes que se encontram as diferenças. As duas fabricantes testaram as novas tecnologias em 15 voos nas últimas semanas.

Biocombustível de cana

Uma das tecnologias que pode diminuir impactos ambientais é o biocombustível, feito a partir da cana-de-açúcar, que ajuda a reduzir em 80% a emissão de gases causadores do efeito estufa em relação ao combustível fóssil.

“O grande desafio é o ganho de escala. Hoje o combustível é tecnicamente viável, mas o custo ainda não é compatível com o custo do combustível fóssil, mas a esperança é que isso aconteça nos próximos dois anos”, disse o coordenador de pesquisa da Boeing, Onofre Andrade.

Pintura especial

Parte do modelo, com capacidade para 70 passageiros, foi pintada com uma tinta especial, que não deixa insetos ficarem no bico.

“Isso economiza no uso de água durante a lavagem da aeronave. Outro aspecto importante é que em climas frios, onde há formação de gelo, a gente pode minimizar o uso de produtos especiais, que não são tão amigáveis com o meio ambiente, na remoção de gelo da aeronave antes de cada voo”, explicou o gerente de desenvolvimento da Embraer, Luiz Nerosky.

Redução de ruídos

A asa, por exemplo, ganhou uma peça de vidro com isopor para diminuir o barulho nos pousos e decolagens. “O barulho será atenuado para a população que vive próxima aos aeroportos, diminuindo a poluição sonora e ajudando a preservar a vida das pessoas que vivem nessas localidades”, explicou Nerosky.

Sistema para medir velocidade e altitude

Uma janela amarela tem um novo sistema para medir a velocidade e a altitude do avião. A tecnologia conta com a ajuda de um laser, que passa por cabos de fibra ótica e atravessa a atmosfera.

Em todos os testes feitos, o avião apresentou bons resultados. “O que você quer de mais moderno, inovador, que as duas empresas vão colocar nos próximos aviões exatamente. É o avião do futuro”, afirmou Andrade. (G1 24/11/2016)

 

Fila de navios para embarcar açúcar aumenta de 40 para 43 na semana

O total de navios que aguardam para embarcar açúcar nos portos brasileiros aumentou de 40 para 43 na semana encerrada na quarta-feira, 23, segundo levantamento da agência marítima Williams Brazil.

O relatório considera embarcações já ancoradas, aquelas que estão ao largo esperando atracação e também as que devem chegar até o dia 26 de dezembro.

Foi agendado o carregamento de 1,40 milhão de toneladas de açúcar. A maior quantidade será embarcada no Porto de Santos (SP), de onde sairão 884,38 mil t, ou 63% do total.

Paranaguá responderá por 32% (449,25 mil t); Maceió, por 3% (48,30 mil t); e Recife, por 2% (28 mil t). A maior parte do açúcar a ser embarcado é da variedade VHP, açúcar bruto de alta polarização, com 1,27 milhão de toneladas.

Outras 59 mil toneladas são de refinado A-45 e 74,50 mil toneladas, de cristal B-150, ambos carregados ensacados. (Agência Estado 24/11/2016)

 

Justiça permite que João Lyra continue a opinar sobre massa falida de usinas

Os filhos do ex-usineiro João Lyra bem que tentaram, mas ainda não conseguiram afastar o pai da Massa Falida da Laginha.

Segundo decisão do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) desta quarta-feira, 23, Lyra continua a palpitar no processo de falência para o desgosto dos herdeiros Maria de Lourdes Pereira de Lyra e Guilherme José Pereira de Lyra.

Conforme já publicado pelo periódico Extra Alagoas, um dos argumentos dos filhos para a interdição seria o estado de saúde do pai, que estaria o levando a tomar decisões descabidas.

Na semana passada, a abertura dos envelopes com propostas de compra das usinas mineiras Vale do Paranaíba e Triálcool, ambas em Minas Gerais, teve que ser adiada.

Isso devido uma Ação Cautelar também dos herdeiros do ex-usineiro. Desta vez, o pedido de adiamento foi acatado pelo presidente do TJ-AL, desembargador João Luiz Azevedo Lessa.

Os filhos, por meio da ação, ainda levantaram dúvidas sobre a gestão da massa falimentar, que hoje tem como administrador judicial João Daniel Marques Fernandes e como gestor judicial Henrique Cunha.

Com a mudança, a abertura dos envelopes será no dia 16 de dezembro, às 10h, na cidade de Coruripe. (Jornal Extra AL)