Setor sucroenergético

Notícias

Pedro Mizutani estará no Giro Business da BAND

O Giro Business da BAND estará apresentando nesta semana Pedro Mizutani, vice-presidente da Raízen Energia S/A.

O tema será Indústria Sucroalcooleira.

Os vídeos também serão informados neste mailing list.

Acesse:

http://bandnewstv.band.uol.com.br

 

Exportação de máquinas agrícolas crescem 10% em novembro

No momento em que o câmbio dá uma leve repicada, os fabricantes de máquinas agrícolas estão salvando um pouquinho da lavoura.

As exportações neste mês devem ficar 10% acima das registradas em novembro do ano passado, índice quase igual ao registrado em outubro. (Jornal Relatório Reservado 28/11/2016)

 

Déficit de gasolina do Brasil é oportunidade para etanol, diz presidente da Petrobras

O presidente da Petrobras disse nesta segunda-feira que o crescente déficit na capacidade de refino de gasolina do país é uma oportunidade para as usinas de etanol do Brasil.

Durante fala em conferência de açúcar e etanol da associação industrial Unica, Pedro Parente, disse que esperava que o déficit entre a demanda e a capacidade da Petrobras de refino de gasolina alcançasse de 3 bilhões a 10 bilhões de litros por ano até 2030. (Reuters 28/11/2016)

 

Investimento em renovação de canavial é caso à parte no setor, diz BNDES

Executivos de biocombustíveis do banco afirmam que indústria sucroenergética se concentra em reduzir endividamento.

O setor de açúcar e etanol tem concentrado neste final de ano a demanda de recursos do Prorenova, a linha de crédito voltada para a renovação de canaviais. Foi o que afirmou, nesta segunda-feira (28/11), Carlos Eduardo Cavalcanti chefe do departamento de biocombustíveis do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), instituição que libera os recursos.

“As empresas estão financiando as negociações com os bancos e agentes repassadores e esses pedidos estão entrando na carteira do banco”, disse Cavalcanti, sem detalhar qual seria essa demanda de fim de ano.

Durante o Unica Forum, promovido pela União da Indústria de Cana-de-açúcar, em São Paulo (SP), Cavalcanti explicou que esse movimento é considerado normal. Segundo ele, apesar dos recursos estarem disponíveis durante todo o ano, as empresas acabam concluindo suas negociações entre novembro e dezembro, o que aumenta o fluxo de projetos nessa época.

O BNDES reservou para este ano um orçamento de R$ 1,5 bilhão para o Prorenova, linha de crédito que financia a substituição de plantas no canavial. As empresas têm até o dia 31 de dezembro para apresentar seus projetos para a instituição para terem acesso a esses recursos.

Cavalcanti reconheceu, no entanto, que investimentos na parte agrícola, como renovação de canaviais, têm sido um “caso à parte” no setor. O chefe do departamento de biocombustíveis do BNDES avaliou que as empresas têm se concentrado na redução do nível de endividamento.

“O financiamento agrícola é uma necessidade das empresas, que ano após ano precisam renovar seu canavial. A despeito do setor estar procurando um menor endividamento, o investimento agrícola é sempre necessário”, disse. Na avaliação dele, ainda é muito cedo para falar em aumento de capacidade produtiva na cadeia de açúcar e etanol.

O gerente do departamento de biocombustíveis do BNDES, Artur Yabe Milanez, acrescentou que, mesmo depois de reduzir a alavancagem, a indústria de cana deve, em um primeiro momento, avaliar oportunidades de acrescimento olhando o que já existe no mercado. Segundo ele, há empresas com ativos à venda e que podem ser adquiridos.

“Vai ter o movimento de desalavancagem, passando por aquisição de ativos. Esgotadas as possibilidades, vamos ver novos investimentos”, afirmou Milanez. (Globo Rural 29/11/2016)

 

Açúcar: Suporte cambial

A queda do dólar ante o real em meio ao agravamento da crise política no Brasil segue dando fôlego às cotações do açúcar demerara na bolsa de Nova York.

Os papéis com vencimento em maio fecharam ontem a 19,36 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 10 pontos.

A moeda americana mais fraca tende a desestimular as exportações brasileiras, dando sustentação aos preços em Nova York.

Os preços, no entanto, seguem pressionados pela forte atuação dos fundos, que realizam lucros nesse mercado.

Apesar de registrar altas pontuais, a commodity encerrou a semana passada com desvalorização de 1,5%, a sétima queda semanal consecutiva.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 95,38 a saca de 50 quilos, alta de 0,35%. (Valor Econômico 29/11/2016)

 

Glencore apresenta oferta mais alta em leilão por usina de cana em crise

A trading de commodities Glencore apresentou a oferta mais alta em leilão para a venda de uma usina de cana brasileira em crise e está bem posicionada para assumir o controle da unidade, disse uma fonte com conhecimento direto sobre o processo nesta segunda-feira.

A gigante suíça de commodities ofereceu cerca de 350 milhões de reais (103 milhões de dólares) pela unidade, superando ofertas de cinco companhias que participaram do leilão para a usina de Guararapes, atualmente controlada pela empresa local Unialco, que está em processo de recuperação judicial.

Segundo a fonte, a segunda maior oferta foi feita pela Raízen, uma joint venture entre a Cosan e a Royal Dutch Shell, de 280 milhões de reais.

Credores devem se encontrar em 9 de dezembro para decidir sobre a oferta.

A usina localizada no principal cinturão de cana-de-açúcar no Estado de São Paulo tem capacidade instalada para processar 2,5 milhões de toneladas de cana por ano.

A Unialco tem cerca de 700 milhões de reais em dívidas.

A Glencore não quis comentar e autoridades da Unialco não estavam disponíveis para comentário imediatamente. (Reuters 28/11/2016)

 

Indústria de açúcar do Brasil não vê fim próximo para escassez global

O Brasil não deve ajudar a diminuir o déficit global de açúcar no próximo ano, uma vez que a produção de cana-de-açúcar do maior exportador mundial do adoçante está prevista para, no melhor cenário, igualar-se aos números de produção desta temporada, disseram líderes do setor nesta segunda-feira.

O mundo está enfrentando seu segundo ano de déficit global de açúcar, mas a Organização Internacional de Açúcar (ISO, na sigla em inglês) disse na última semana que a escassez poderia estar perto do fim, à medida que outros países aumentam sua produção em resposta aos preços mais altos.

O Brasil, no entanto, não deve estar entre estes países.

"No geral, a tendência é de zero crescimento na produção de cana do Brasil", disse o presidente do conselho da Copersucar, Luis Roberto Pogetti, durante conferência em São Paulo promovida pela União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).

Os preços futuros de açúcar caíram desde outubro, mas ainda estão próximos de máximas de quatro anos devido aos apertados estoques do adoçante.

Um dos fatores que tem limitado a safra de cana do Brasil é a falta de investimento pelas usinas endividadas. Replantar de 15 a 20 por cento de suas safras de cana que estão envelhecendo é o maior investimento anual que as usinas enfrentam se querem manter a produtividade.

"Estamos mantendo nossos investimentos (capex), mas nós sabemos que algumas companhias estão tendo dificuldades em fazer investimentos nos campos", disse Rui Chammas, presidente da Biosev, o braço de açúcar e etanol da Louis Dreyfus no Brasil. "Então eu acho que vamos continuar a ver déficit por algum tempo e um prêmio sobre os preços do açúcar."

A maioria dos analistas projeta a safra de cana do Brasil em 2017/18 inalterada ou ligeiramente menor, em comparação com cerca de 600 milhões de toneladas para a região centro-sul neste ano. A falta de investimento no replantio dos campos de cana e o clima seco ao longo de 2016 deve limitar a quantidade de cana colhida por hectare no próximo ano.

Mas as usinas deverão focar na produção de açúcar, inclusive aumentando-a levemente em detrimento do etanol, que oferece menor retorno às usinas do que as vendas de açúcar.

Chammas acredita que essa perspectiva vai continuar positiva para os preços e não vê os futuros do açúcar bruto recuando no curto prazo.

A Biosev já fixou 50 por cento de seu açúcar da safra 2017/18, cuja moagem começará entre março e abril. O presidente da empresa diz que os futuros estão claramente atraentes, então vender antecipadamente continua sendo uma boa estratégia. (Reuters 28/11/2016)

 

Governo do Brasil ouvirá setor de biocombustíveis para lançar plano, diz ministro

O governo federal pretende lançar um plano de longo prazo para o desenvolvimento dos biocombustíveis no Brasil, principalmente o etanol e o biodiesel, o que será discutido em uma reunião com os agentes do setor agendada para 13 de dezembro no Ministério de Minas e Energia, disse a jornalistas nesta segunda-feira o ministro da pasta, Fernando Coelho Filho.

O ministro disse que o objetivo do plano RenovaBio -Biocombustíveis 2030, atualmente em estudo no governo, é dar "tranquilidade, estabilidade e previsibilidade" para os investidores do setor.

Ele afirmou ainda que os planos do governo para os biocombustíveis visam tirar o país da atual situação de "interrogação" sobre o futuro do segmento para um papel de protagonista. Isso seria feito, segundo ele, com ações para assegurar condições de investimento para o setor privado, sem grande intervencionismo estatal nas políticas setoriais.

"Que o Brasil possa sair dessa interrogação, se vai para a frente, se não vai, e possa ocupar de fato seu lugar de destaque na liderança, não só no volume mas na detenção da tecnologia dos combustíveis verdes", afirmou Coelho Filho, que falou com jornalistas durante evento da União da Indústria da Cana-de-Açúcar em São Paulo. (Reuters 28/11/2016)

 

Rumo é a maior beneficiada, avalia mercado

A Rumo foi considerada pelo mercado a principal beneficiária da Medida Provisória (MP) das Concessões, a de nº 752, publicada na sexta­feira. Ontem, o papel da transportadora ferroviária encerrou o pregão com a segunda maior alta do Ibovespa, cotado a R$ 6,60, variação de 6,80%. A avaliação geral é de que a MP dá segurança jurídica para o governo promover a prorrogação antecipada da Malha Paulista, já prevista no contrato original.

Trata-se da concessão que integra o "corredor Norte" da empresa, ligação entre Rondonópolis (MT) e o porto de Santos, principal porta de saída de grãos e açúcar brasileiros. A concessão vence em 2028 e a Rumo se compromete a investir a soma de R$ 7,2 bilhões só nos primeiros cinco anos em troca da extensão do prazo até 2058. Contudo, o montante será bem maior ao longo desse período subsequente.

Em relatório a investidores divulgado ontem, o Credit Suisse destaca a consequência direta para a prorrogação. A MP estabelece algumas condições, entre elas, que as concessionárias precisam demonstrar o cumprimento das metas de produção e de segurança em três dos últimos cinco anos anteriores ao pedido de renovação. "Acreditamos que a probabilidade de a audiência pública desse processo ser lançada entre um e três meses fica maior agora", pontua o relatório do Credit Suisse.

Na mesma linha, o Morgan Stanley declarou que a MP tem implicações favoráveis para a Rumo e aumenta a perspectiva de renovação da concessão. A MP afirma claramente que as concessões ferroviárias podem ser prorrogadas antecipadamente sujeitas a certos requisitos, "o que entendemos que a Rumo já cumpriu", diz o relatório.

"Isso cria mais segurança jurídica, aumentando a probabilidade de que o TCU [Tribunal de Contas da União] e o agente regulador irão assinar a renovação", diz o Morgan. Além disso, o banco menciona que um possível obstáculo à prorrogação da Malha Paulista ­ a exigência de um inventário de ativos, que atrasaria o processo ­ não prosperou no texto final da MP.

A Rumo afirmou que a MP é positiva ao trazer segurança jurídica aos processos de renovação das concessões e possibilitar "um novo ciclo de investimentos no setor". Declarou também que segue os trâmites legais em busca da renovação antecipada da Malha Paulista. "A MP estabelece procedimentos e requisitos para as antecipações de prorrogação dos contratos de concessão, conferindo segurança jurídica ao processo e trazendo medidas adicionais de caráter regulatório e institucional que permitirão um melhor gerenciamento de ativos na busca de eficiência operacional", informou em nota. (Valor Econômico 29/11/2016)

 

Entressafra de cana será curta no Centro-Oeste

Enquanto a maior parte das usinas sucroalcooleiras localizadas em São Paulo e em outros Estados do Sudeste e do Sul do país deverá ter uma entressafra mais longa que a passada, as unidades do Centro-Oeste caminham no sentido contrário, já que a região registrou chuvas acima da média em alguns períodos da temporada que contribuíram para o atraso do cronograma de processamento de cana.

É o caso da CerradinhoBio, dona de uma destilaria em Chapadão do Céu (GO). A previsão é que a unidade fique parada para manutenção por apenas 40 dias, afirmou ao Valor Luciano Fernandes, presidente do conselho da companhia, durante evento promovido pela União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica) ontem na capital paulista.

O "descanso" previsto é semelhante ao da safra passada. A moagem da usina na temporada atual (2016/17) está programada para se estender até o dia 20 de dezembro. A cana que "sobrar" da safra em curso será suficiente para permitir que a unidade antecipe a moagem para o início de fevereiro e fique abastecida até o fim de março.

Segundo Fernandes, em alguns momentos as chuvas acima da média interromperam a moagem, o que atrasou o calendário deste ciclo, isso além da escassez de oferta de alguns fornecedores na região, o que também provocou suspensões temporárias das atividades. A moagem da CerradinhoBio na safra atual deverá somar 4,9 milhões de toneladas, volume que poderá subir para 5,4 milhões na próxima temporada.

Em Mato Grosso do Sul algo semelhante tende a ocorrer. As lavouras do Estado receberam chuvas acima da média entre abril e maio, o que atrasou o início da moagem nesta safra, de acordo com Roberto Holanda, presidente da Associação dos Produtores de Bioenergia do Mato Grosso do Sul (Biosul), que também participou do evento.

Por esse motivo, o processamento na maior parte das usinas de Mato Grosso do Sul deverá se alongar até o fim de dezembro. O clima deverá favorecer o avanço da moagem nas próximas semanas, já que a previsão é de tempo "mais seco que o normal", afirmou Holanda. O início da moagem da próxima safra também deve ser antecipada no Estado. Segundo o presidente da Biosul, todas as unidades sul mato-grossense estão programadas para iniciar suas atividades em 2017/18 já em março.

Holanda disse que a estimativa inicial para a colheita no Estado ­ de um crescimento de 7% ante a safra passada, para 52 milhões de toneladas, está mantida, mas é possível que o aumento seja menor. Atualmente, quatro das 24 usinas instaladas no Estado não estão operando, e elas deverão continuar paradas na próximo ciclo.

Dona de três usinas em Mato Grosso do Sul, a Biosev, controlada pela Louis Dreyfus Company, prevê encerrar as atividades em todas as suas unidades do Centro-Sul em "meados de dezembro", embora cada unidade da companhia tenha um cronograma diferente, afirmou Rui Chammas, presidente da empresa, que também esteve no evento de ontem. Para as duas usinas da companhia no Nordeste (uma na Paraíba e outra no Rio Grande do Norte), o processamento desta safra deverá terminar apenas em meados do primeiro trimestre do ano que vem.

Até o fim de outubro, 55 usinas do Centro-Sul já haviam paralisado suas atividades na safra atual, ante 37 na mesma época do ano passado, conforme o último levantamento da Única. A previsão era que mais 40 unidades paralisariam suas operações na primeira metade de novembro. Com isso, um quarto de todas as usinas em operação já teria encerrado a safra. (Valor Econômico 29/11/2016)

 

Corte de preço de combustível não é permanente, diz Parente

O fato de a Petrobras ter feito duas reduções de preços de combustíveis não significa que esse será "um comportamento permanente", disse ontem Pedro Parente, presidente da estatal, em apresentação durante evento em São Paulo promovido pela União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica).

O executivo da estatal voltou a afirmar que o comportamento dos preços de combustíveis depende dos preços internacionais do petróleo ­ a referência da estatal é o Brent, que ontem fechou cotado a US$ 48, 24 o barril, alta de 2,11%, e do comportamento do câmbio, "variáveis que estão fora do nosso controle". Desde a eleição de Donald Trump a presidência dos EUA, o dólar apresentou forte alta.

A Petrobras reduziu os preços de gasolina e diesel em outubro e no início de novembro, nas reuniões mensais que estão sendo feitas para avaliar o comportamento dos preços internacionais. O foco da estatal é buscar a "paridade" com os preços internacionais de petróleo e derivados, destacou Parente.

Na apresentação, o executivo destacou acontecimentos recentes que podem ter efeito sobre os preços do petróleo, como a eleição presidencial nos Estados Unidos.

Parente voltou a defender a meta de venda de US$ 15,1 bilhões em ativos no biênio 2015 e 2016. Até agora, a Petrobras já anunciou a venda de cerca de US$ 11 bilhões em ativos. "Precisamos anunciar, mas não depende só da empresa, depende também das outras partes", disse. (Valor Econômico 29/11/2016)

 

Trump nos EUA pode reduzir políticas de incentivo a biocombustíveis, diz Unica

A presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, afirmou nesta segunda-feira, 28, que a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos tende a "reduzir o ritmo" das políticas globais voltadas aos biocombustíveis.

A executiva, contudo, avalia ser difícil um retrocesso nesse sentido. "(A eleição de) Trump ficou como uma sombra, mas a agenda ambiental de biocombustíveis está e continuará andando", disse antes da abertura do Unica Fórum 2016, realizado nesta segunda-feira em São Paulo.

O evento, em sua primeira edição, reúne representantes e lideranças para discutir o futuro do setor sucroenergético brasileiro. Estavam previstas, inicialmente, as presenças de autoridades políticas, como o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, mas eles não puderam comparecer. Para Elizabeth, essas ausências não prejudicam os debates. "A discussão está preservada", destacou. (Agência Estado 29/11/2016)

 

Compra de terras por estrangeiros deve ser autorizada em 2017, diz MB Agro

A compra de terras brasileiras por estrangeiros deve ser autorizada em 2017, na opinião do analista e agrônomo da MB Agro, Alexandre Mendonça de Barros. "Vão ter regras. Fundos soberanos, por exemplo, não devem ter aceso", disse ele, durante o Encontro de Analistas da Scot Consultoria, realizado nesta sexta-feira, 25, em São Paulo.

Barros acrescentou que a mudança na legislação brasileira sobre a compra de terras não deve ter influência significativa para os preços dos ativos. "Apetite tem, movimento e interesse, mas não vamos imaginar também que vai explodir", afirmou. Ele lembrou que existem atualmente outros fatores influenciando o mercado de terras. Como exemplo ele citou a forte recuperação do setor sucroenergético no interior de São Paulo, "que não é desprezível".

Durante o debate, Guilherme Belloti de Melo, do Itaú BBA, afirmou que a abertura deve aumentar o nível de liquidez do mercado de terras. Ele ponderou que a percepção que se tinha anteriormente de que a mudança iria estimular empresas e impulsionar os preços está um pouco diferente. "Essa precificação não é mais óbvia", afirmou.

O professor e pesquisador, Sérgio de Zen, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) lembrou, ainda, que a expansão de terras agrícolas no mundo é limitada. "A África seria uma possibilidade, mas lá a questão política é um impeditivo", disse. Ele ressaltou que, historicamente, quando a produtividade da agropecuária brasileira aumenta, o preço das terras diminui. (Agência Estado 28/11/2016)

 

La Niña será curto, mas ainda pode interferir na safra 2016/2017

O final da safra de 2016/17 deve ser sob o domínio do fenômeno La Niña, de fraca intensidade, segundo informações do Climatempo. O fenômeno não é forte e será curto, deixando de existir no fim do verão.

De forma geral, a perspectiva em relação à chuva e à temperatura no país é favorável para o bom desempenho da agricultura de forma geral no país. A chuva deve se espalhar pelo país, chegando inclusive a região de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, que nos últimos dois anos sofreram com a presença do fenômeno El Niño.

No Sul, em geral, há um grande receio em relação ao fenômeno La Niña, pois às vezes ocorre seca na Região, mas isso não deve acontecer neste ano. De acordo com o Climatempo podem ocorrer alguns períodos curtos de estiagem, como o observado neste mês de novembro, por exemplo. Mas isso não deve se repetir nos próximos meses.

Cana-de-açúcar

De acordo com o meteorologista Alexandre Nascimento, a redução da chuva no sul de Mato Grosso do Sul e no centro-oeste de São Paulo no mês de novembro favoreceu a colheita e a moagem da cana. No próximo ano deve chover bastante no leste nordestino e no Espírito Santo e essa boa disponibilidade de umidade vai voltar a favorecer o desenvolvimento da à cana nestas regiões depois de anos secos.

Soja e milho

Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, o meteorologista espera por uma redução da chuva durante o mês de fevereiro o que pode causar alguns transtornos para a agricultura. Mas depois a chuva volta no final do período úmido caindo com forte intensidade de forma prolongada em março e no início de abril. “Os produtores devem ficar atentos, pois isto pode atrapalhar os trabalhos no período da colheita da soja e do milho. Essa é uma condição normal para anos com La Nina”, lembra Nascimento.

Café

Depois de dois anos muito secos, as principais áreas cafeeiras do país voltaram a ter chuva o que vai favorecer a próxima safra. A expectativa de chuvas regulares em dezembro e janeiro garante o desenvolvimento dos cafezais. Segundo Nascimento, os cafeicultores devem ficar atentos para perspectiva de redução da chuva em fevereiro na Região Sudeste. (Clima Tempo 28/11/2016)

 

Engenheiros agrônomos são fundamentais para o desenvolvimento do agronegócio paulista

O engenheiro agrônomo tem o dever de desenvolver e implantar projetos para fomentar e orientar a execução de trabalhos relacionados ao agronegócio, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social. Esse foi o destaque do secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, durante a abertura do Encontro da Engenharia Unida, realizado em Barra Bonita, no dia 24 de novembro de 2016.

O titular da Pasta ressaltou que a Agronomia, como segmento da engenharia tem uma função primordial para a retomada do crescimento econômico. Em um País de economia fortemente agropecuária como o Brasil, o engenheiro agrônomo é peça-chave para esse desenvolvimento”, afirmou.

Na Secretaria de Agricultura e Abastecimento, existem cerca de 830 engenheiros agrônomos, de um universo de 25.709 profissionais registrados pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (CREA-SP), que atuam na extensão rural, orientando o produtor para executar trabalhos relacionados à produção agropecuária, que pesquisam e aplicam conhecimentos científicos e técnicos de manejo e práticas para aumentar a produtividade no campo, e que atuam para garantir a sanidade agropecuária em todo o território paulista.

“O agrônomo está presente em todos os processos de produção de alimentos de origem vegetal e animal, visando diminuir o custo de produção, melhorar a qualidade e incrementar a produtividade, atendendo às diretrizes do governador Geraldo Alckmin de diminuir a distância entre o conhecimento e o campo; garantir a saudabilidade dos alimentos; e apoiar o pequeno e médio produtor”, disse Arnaldo Jardim.

Para o presidente da Federação Nacional dos Engenheiros, Murilo Celso de Campos Pinheiro, a qualificação do engenheiro agrônomo é muito ampla, pois ele trabalha com a interação de todos os elos da cadeia produtiva, sendo capaz de planejar e executar serviços relativos à produção e exploração dos recursos naturais, pesquisas e inovações tecnológicas que contribuem diretamente para o nosso propósito que é unir os setores da categoria para impulsionar a retomada do crescimento do Brasil”, afirmou.

Na opinião do engenheiro agrônomo, João André Miranda de Almeida Prado, a engenharia é o “motor do desenvolvimento da sociedade, e a agronomia participa ativamente dessa etapa, pois cuida dos recursos primordiais para o crescimento da sociedade, como o alimento e a preservação do meio ambiente”, destacou.

O encontro seguirá até o dia 26 de novembro debatendo ações e medidas para a categoria enfrentar a crise econômica do País. (Secretaria da Agricultura de São Paulo 29/11/2016)

 

Colheita da Biosev no Centro-Sul deve se encerrar em meados de dezembro

O presidente da Biosev, Rui Chammas, reafirmou nesta segunda-feira, 28, que a companhia espera encerrar as atividades de colheita de cana-de-açúcar no Centro-Sul do País em "meados de dezembro". A declaração foi dada a jornalistas durante rápida entrevista nos bastidores do Unica Fórum, em São Paulo.

Conforme balanço divulgado no início do mês, as usinas da companhia moeram 1,2% mais cana no segundo trimestre da temporada 2016/17 (julho a setembro), com 12,22 milhões de toneladas.

Braço sucroenergético da Louis Dreyfus Company (LDC), a empresa nasceu em 2009, a partir da fusão da LDC Bioenergia com a Santelisa Vale. Trata-se de uma das maiores companhias nacionais na produção e processamento de cana-de-açúcar. Ela é a segunda maior processadora de cana do mundo, com 11 unidades industriais localizadas em quatro polos agroindustriais no Brasil. A capacidade total de moagem é de cerca de 36 milhões de toneladas por safra. (Agência Estado 28/11/2016)

 

Pesquisa da USP diz que plantação de cana causa danos à biodiversidade

Monocultura canavieira reduz o número de espécies, aponta estudo. Biólogo de Piracicaba diz que expansão canavieira é risco para natureza.

Uma pesquisa da USP Piracicaba (SP) mostra que a monocultura canavieira causa impacto danoso à biodiversidade de aves. De acordo com o estudo do biólogo Eduardo Roberto Alexandrino, onde há o predomínio de grandes plantações de cana de açúcar há uma ocorrência menor de espécies de aves em comparação a locais onde há pequenas propriedas agrícolas.

Durante um ano, Alexandrino colheu informações mensalmente sobrea aves ocorrentes em oito áreas localizadas no interior de pastagens e canaviais, e também em oito áreas florestais inseridas em cinco paisagens agrícolas (cada paisagem com 16 km², ocupado predominantemente por pasto ou cana-de-açúcar e com algumas áreas florestais) da Bacia do Rio Corumbataí, no estado de São Paulo.

Foram registradas 132 espécies no meio das pastagens enquanto que apenas 72 nos canaviais, sendo que tanto a riqueza geral quanto a abundância relativa de alguns grupos de aves foram explicadas pela variação na heterogeneidade da paisagem, avalia o pesquisador.

“Muitas pastagens existentes na parte norte desta bacia hidrográfica estão localizadas dentro de pequenas propriedades familiares, e lá existem diferentes elementos estruturais, como árvores isoladas, construções rurais, pequenos jardins. Tudo isso ajuda a criar uma paisagem agrícola mais heterogênea e diversa, favorecendo a presença de uma grande quantidade de aves. Essa situação não é facilmente encontrada na paisagem agrícola dominada por grandes canaviais”, comenta Alexandrino.

Risco ambiental

Com este resultado, o biólogo alerta que se uma expansão canavieira ocorrer, substituindo demais culturas, o impacto à biodiversidade de aves poderá ser elevado, por conta do atual manejo e ordenação territorial do setor canavieiro. “Este é um risco potencial já que existem clamores em esfera mundial pelo o uso de biocombustíveis”, diz.

A pesquisa também constatou que dois métodos obtidos por meio dos dados de aves, como a riqueza de espécies e índice de diversidade, não funcionavam como parâmetros para avaliações de impacto ambiental em áreas florestais.

“Todos estes resultados são chocantes, já que as atuais legislações ambientais, paulista e nacional, solicitam que estes métodos analíticos sejam empregados em estudos de impactos ambientais de empreendimentos que visam obter as licenças ambientais necessárias para seu funcionamento. Ou seja, é bem provável que vários empreendimentos já instalados, tenham avaliado erradamente os fragmentos florestais que tiveram que sofrer intervenções ou corte por conta da chegada do empreendimento”, alerta o pesquisador. (G1 28/11/2016)

 

Brasil propôs memorando de entendimento à Tailândia sobre açúcar, diz Unica

O diretor executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Eduardo Leão de Sousa, comentou nesta segunda-feira, 28, que o governo brasileiro propôs às autoridades tailandesas um memorando de entendimento sobre os subsídios ao açúcar no país asiático.

A reunião entre as partes se deu no início de novembro. "Esperamos que eles o assinem até o começo de dezembro", disse Leão de Sousa nos bastidores do Unica Fórum, em São Paulo.

As discussões sobre os subsídios na Tailândia começaram no ano passado, mas foi em fevereiro último que a Câmara de Comércio Exterior (Camex) autorizou o Ministério das Relações Exteriores a trabalhar em um contencioso junto ao Órgão de Solução de Controvérsias da Organização Mundial de Comércio (OMC). Após a fase de consultas, os próximos passos são a abertura do painel, já considerado pelo Brasil, ou uma solução entre as partes.

O Brasil afirma que a Tailândia elevou em 2014 o valor pago pela tonelada de cana, incentivo válido para cerca de 300 mil produtores e para um total de mais de 100 milhões de toneladas. Também questiona o aumento da área plantada no país asiático nos últimos anos. Por fim, o governo brasileiro pede informações sobre os custos de logística e como são definidos os preços internos do açúcar, por vezes superiores aos praticados no mercado internacional.

Brasil e Tailândia estão entre os maiores produtores mundiais de açúcar. Enquanto o Centro-Sul brasileiro deve fabricar quase 35 milhões de toneladas do alimento neste ano, a nação asiática deve produzir cerca de 10 milhões de toneladas.

Conforme Leão de Sousa, a ideia por trás do memorial de entendimento é "colocar no papel um cronograma" para a revisão da política de subsídios. "Não adianta nada eles demorarem um ano para discutir isso", afirmou.

China

Leão de Sousa afirmou ainda que representantes chineses deverão vir ao Brasil em breve para uma "verificação in loco" dos números de embarques de açúcar ao gigante asiático. A China iniciou no dia 22 de setembro uma investigação de salvaguarda, compreendendo o período de janeiro de 2011 a março de 2016, quando as compras chinesas de açúcar cresceram 663%.

Os países mais afetados são Brasil, Austrália, Tailândia e Coreia do Sul. Em outubro, a Unica disse não reconhecer um surto (disparada) de importações que justifique a aplicação de salvaguardas pela China, posição que se mantém, segundo Leão de Sousa. (Agência Estado 28/11/2016)