Setor sucroenergético

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Açúcar continua a dominar moagem de cana, diz Unica

O açúcar continua sendo a vedete da safra canavieira 2016/17 do Centro-Sul do Brasil, apesar da redução da produtividade agrícola nas lavouras identificada nas últimas semanas e das usinas terem começado, paulatinamente, a encerrar suas atividades neste ciclo.

Desde o início oficial da safra, em abril, até metade de outubro, a produção de açúcar da região já alcançou 30 milhões de toneladas, 18,6% a mais do que o total produzido no mesmo período da temporada passada, segundo levantamento da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica).

Apenas na primeira metade do mês passado, a produção foi de 2,2 milhões de toneladas, 6,8% acima do volume do mesmo período do ano passado. Esse aumento ocorreu em um período em que a moagem de cana na região caiu 11,9%, para 31,9 milhões de toneladas.

De acordo com a Unica, 13 usinas pararam de moer durante a quinzena, e, com isso, até agora 31 unidades que já encerraram as atividades. Segundo analistas, esse foi um forte motivo para a redução do processamento da cana, já que o clima jogou a favor da colheita e do processamento.

Além disso, um levantamento do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) identificou que a colheita de cana na primeira quinzena de outubro teve uma produtividade 13,1% menor que no mesmo período da última safra.

Apesar da menor disponibilidade de cana na quinzena, as usinas foram beneficiadas pelo melhor rendimento industrial e aproveitaram para direcionar uma parte maior desse caldo de cana para a produção da commodity. A quantidade de açúcares totais recuperáveis (ATR) identificada na moagem foi de 48,30 quilos por tonelada de cana na primeira quinzena de outubro, um avanço de 5,9%.

Segundo a Unica, 49,6% do caldo da cana moída no período foi destinado à produção de açúcar, mais de seis pontos percentuais acima do "mix" açucareiro da primeira metade de outubro do ano passado. Desde o início da safra, a produção de açúcar já consumiu 46,5% do caldo da cana processada até o momento, quase cinco pontos percentuais a mais do que no acumulado do ciclo passado.

Em contrapartida, essa preferência das usinas pela produção de açúcar voltou a golpear a oferta de etanol na última quinzena, principalmente a de hidratado (que abastece diretamente os automóveis). Na primeira metade de outubro, a produção de etanol hidratado foi 27,88% menor do que a registrada no mesmo período da safra passada, somando 740 milhões de litros.

No acumulado da temporada 2016/17 até a primeira quinzena de outubro, a queda na produção de etanol hidratado só não foi maior porque o volume de cana processado até o momento continua superando o da safra anterior. Desde 1º de abril até 15 de outubro, saíram das usinas do Centro-Sul 12,346 bilhões de litros de etanol, redução de 9,14%. (Valor Econômico 01/11/2016)

 

Açúcar: Mais liquidações

As liquidações de posições vendidas dos fundos no mercado futuro de açúcar voltaram a pressionar as cotações ontem na bolsa de Nova York.

Os papéis com vencimento em maio fecharam a 21,11 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 51 pontos. Trata-se da sexta desvalorização seguida da commodity.

De acordo com a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês), os gestores de recursos já reduziram em mais de 10% suas posições líquidas compradas desde o início de outubro, reduzidas a 57.536 contratos no último dia 25.

Os dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) de produção no Brasil também ajudaram a pressionar as cotações.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em $ 100,88 a saca de 50 quilos, queda de 0,04%. (Valor Econômico 01/11/2016)

 

Projeto Brazil Sugarcane Bioenergy promove ações na Argentina

Resultado de imagem para logo Projeto Brazil SugarcaneO setor sucroenergético da Argentina segue em crescimento após elevação da mistura de etanol à gasolina para 12%. Esse aumento deu-se em abril deste ano e, as usinas localizadas no País buscam novas tecnologias para potencializar a produção de etanol e de açúcar.

De olho nessa oportunidade de mercado, o Projeto Brazil Sugarcane Bioenergy Solution, parceria entre o Apla (Arranjo Produtivo Local do Álcool) e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) promove nos dias 7, 8 e 9 de novembro, em Tucuman, ações de incentivo à exportação da tecnologia, soluções, máquinas e equipamentos brasileiros para setor sucroenergético.

O diretor executivo do Apla, Flavio Castellari, observa que as empresas nacionais têm muito interesse e estão preparadas para atender a demanda de usinas da Argentina. “A expansão do setor na Argentina, principalmente após o aumento do uso de biocombustíveis mostra uma chance de obtermos novos negócios e atrair divisas para o Brasil, por isso esperamos resultados positivos para o evento em novembro”, avalia.

A Argentina, um dos maiores produtores mundiais de alimentos, possui um déficit energético que pode ser parcialmente aliviado com o uso dos biocombustíveis. Os produtores de açúcar e milho passaram a serem fornecedores de etanol no País.

O Projeto Brazil Sugarcane vai levar 31 empresas brasileiras para o evento em Tucuman. Na programação, além das rodadas de negócios, os fornecedores participarão de visitas técnicas em usinas e acompanharão palestras ministradas pelos especialistas Guilherme Nástari, da Datagro Consultoria, Sérgio Mattar, do CTC Brasil e Henrique Amorim, da Fermentec Brasil.
De acordo com decreto publicado pelo governo argentino, a medida de aumento da mistura de etanol à gasolina deu-se pelo fato de proporcionar mais segurança energética e para garantir a estabilidade no fornecimento biocombustíveis.

A produção atual de etanol da Argentina está em torno de 800 mil metros cúbicos anuais, o equivalente a 800 milhões de litros. Do total, 60% são de milho e outros 40% de cana. A nova mistura é direcionada especialmente para a indústria de cana, como forma de compensar os efeitos dos atuais preços internacionais do açúcar sobre o setor. (Brasil Agro 01/11/2016)

 

Fapesp e entidade britânica financiam pesquisas sobre biocombustíveis

As pesquisas para o desenvolvimento de biocombustíveis de segunda geração no Brasil vão receber um investimento de 5 milhões de liberas esterlinas (aproximadamente R$ 19 milhões) para dois projetos de pesquisa colaborativa para a obtenção de biocombustíveis avançados envolvendo diferentes abordagens em biorrefinaria, complexos industriais que produzem combustível, eletricidade e produtos químicos a partir de biomassa.

Os projetos receberão em conjuto investimento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Biotechnology and Biological Sciences Research Council (BBSRC), um dos sete Conselhos de Pesquisa do Reino Unido (RCUK, na sigla em inglês).

Do investimento total, 3,5 milhões de libras (cerca de R$ 14 milhões) ficarão a cargo do BBSRC, e 1,5 milhão de libras (algo em torno de R$ 5 milhões) serão financiados pela Fapesp. O valor investido nos dois projetos representa um dos maiores volumes de recursos já aplicados pela Fapesp em uma chamada conjunta de propostas.

Um dos projetos visa desenvolver enzimas e novos microrganismos fermentativos, melhorar as características da biomassa de plantas (palha, bagaço de cana, sorgo e resíduos de eucalipto) para produzir biocombustíveis avançados e produtos químicos, além de explorar novas rotas tecnológicas e avaliar sua viabilidade industrial e comercial.

O outro projeto tem como objetivo desenvolver novas rotas biotecnológicas para valorizar a lignina (particularmente de cana-de-açúcar e trigo), utilizada sobretudo para queima e fornecimento de energia para processos biotecnológicos, a partir do uso de microrganismos, desenvolvidos por engenharia metabólica, em produtos químicos. (Valor Econômico 31/10/2016)

 

Atualização quinzenal da safra 2016/2017 - 1ª quinzena de outubro

Moagem quinzenal

A moagem pelas unidades produtoras da região Centro-Sul atingiu 32 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na primeira metade de outubro, retração de 11,9% em relação à quantidade de cana processada na mesma quinzena da safra anterior e de 24,3% em relação à 2ª quinzena de setembro deste ano.

Produção quinzenal de açúcar e etanol

Com esse resultado, a produção quinzenal de açúcar somou 2,25 milhões de toneladas e o volume fabricado de etanol totalizou 1,40 bilhão de litros, dos quais 740 milhões de litros de hidratado e 664,7 milhões de litros de anidro.

Produtividade agrícola

Em relação à produtividade agrícola, dados preliminares apurados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) indicam queda de produtividade de 13,09% na primeira metade de outubro deste ano em comparação ao mesmo período de 2015. A maior quebra agrícola foi registrada em Goiás (20,91%). Os dados efetivos para o mês de outubro serão confirmados no próximo release.

Moagem e produção acumuladas

No acumulado desde o início da safra até 16 de outubro, o volume processado de cana-de-açúcar totalizou 505,54 milhões de toneladas, com uma produção de 30,02 milhões de toneladas de açúcar e 21,27 bilhões de litros de etanol (8,92 bilhões de litros de etanol anidro e 12,35 bilhões de litros de etanol hidratado).

Encerramento da safra

Na primeira quinzena de outubro, 13 unidades produtoras encerraram a safra 2016/17. Dessa forma, até o momento são 31 empresas com safra encerrada no Centro-Sul. Deste total, 10 empresas estão localizadas em São Paulo, 9 em Goiás, 4 em Minas Gerais, 3 no Mato Grosso, 2 no Espírito Santo e Rio de Janeiro e 1 no Rio Grande do Sul.

Resultados parciais

As 31 unidades com safra encerrada apresentaram uma redução de 16,4% na moagem quando comparada ao resultado observado no ciclo 2015/2016, quando processaram 28,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar (cerca de 4,5% de 617 milhões de toneladas processado na safra 2015/2016)

Evolução do ATR

O teor de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) na primeira quinzena de outubro no Centro-Sul atingiu 148,30 kg por tonelada ante 140,02 kg por tonelada apurada em 2015/2016, alta de 5,92%.

Comercialização de etanol

As unidades produtoras da região Centro-Sul comercializaram no mercado interno 983,42 milhões de litros nos primeiros 15 dias de outubro e 31,37 milhões de litros foram direcionados para o mercado externo. Do total vendido domesticamente, as vendas de etanol anidro somaram 391,52 milhões de litros e as de hidratado 591,90 milhões de litros, com queda de 8% e 15,94%, respectivamente, em relação à última quinzena de setembro.

Diminuição nas vendas

A retração nas vendas internas de etanol na primeira quinzena de outubro se deve: a) ao menor número de dias úteis no período; b) à redução nas transferências para o Norte-Nordeste devido ao início da safra e as importações de etanol naquela região; e c) a uma possível retração no consumo devido ao aumento no preço relativo etanol hidratado/gasolina na bomba. (Unica 31/10/2016)

 

Representantes da Opep aprovam nova estratégia de longo prazo do grupo

Representantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) aprovaram nesta segunda-feira um documento que define a estratégia de longo prazo do grupo exportador.

O documento havia sido adiado por diferenças sobre se o grupo deveria focar em um controle mais rígido do mercado de petróleo, disseram duas fontes da Opep.

O conselho de governantes da Opep, que vem discutindo uma atualização da estratégia de longo prazo desde 2015, reuniu-se mais cedo nesta segunda-feira em Viena para discutir a mais nova versão.

"Está aprovada", disse uma das fontes, acrescentando que a reunião correu tranquilamente.

Uma diferença de opinião entre a Arábia Saudita e o Irã, sobre se o grupo deveria afirmar que mira o gerenciamento de produção, havia contribuído com o atraso. (Reuters 31/10/2016)