Setor sucroenergético

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Açúcar: Novas perdas

A redução de posições compradas dos fundos segue pressionando as cotações do açúcar na bolsa de Nova York.

Ontem, os papéis com vencimento em maio fecharam a 18,48 centavos de dólar a libra-peso, com recuo de 18 pontos e o menor patamar desde agosto.

"A falta de notícias fundamentalistas positivas, somada à liquidação implacável dos fundos e à desvalorização do real frente ao dólar formam os ingredientes perfeitos para que o mercado possa continuar a cair", afirma a consultoria Archer Consulting, em nota.

Desde o início do outubro, o açúcar já se desvalorizou mais de 20%, refletindo a atuação dos fundos em Nova York.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 93,69 a saca de 50 quilos, queda de 0,68%. (Valor Econômico 06/12/2016)

 

Brasil destaca, na Tailândia, a produtividade e a competitividade da cana

Os avanços no setor sucroenergético mundial começaram a ser debatidos nesta segunda-feira, 5, em Chiang Mai, na Tailândia, no 29º encontro da Sociedade Internacional de Tecnólogos de Cana-de-açúcar (ISSCT, na sigla em inglês), que vai até o dia 8. O Brasil apresenta no evento o Projeto Brazil Sugarcane Bioenergy Solution, com foco no potencial de produtividade e de competitividade da cana-de-açúcar.

Em entrevista ao Broadcast Agro pelo WhatsApp, o diretor executivo do Arranjo Produtivo Local do Álcool (Apla), Flávio Castellari, destacou o potencial produtivo da cana-de-açúcar. "Em condições ideais, ela pode, como a temos hoje, produzir mais de 300 toneladas por hectare. Mas a produção média pelo mundo não passa de 100 toneladas", comentou. "A expectativa é de, nos próximos dias, podermos compartilhar novas visões e informações sobre como melhorar a produtividade e a competitividade do setor com novas tecnologias."

O Projeto Brazil Sugarcane Bioenergy Solution é uma parceria entre o Apla e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). (Agência Estado 06/12/2016)

 

FCStone reduz déficit global de açúcar para 7,5 mi t no ciclo 2016/17

A revisão da consultoria está 2,2 milhões de toneladas abaixo da projeção anterior.

O déficit de açúcar no mundo deve ser menos acentuado na safra 2016/17, segundo revisão da INTL FCStone. A consultoria estima que a carência deva ficar em 7,5 milhões de toneladas, 2,2 milhões de toneladas abaixo da projeção anterior.

Pelo lado da demanda global, o grupo reduziu sua estimativa em 0,3% para 185,6 milhões de toneladas na safra 2016/17, o que ainda representa um aumento de 1,6% na comparação com 2015/16. “Essa diminuição é resultado do impacto dos elevados preços internacionais do açúcar sobre a demanda pelo adoçante”, comenta o analista de mercado da FCStone, João Paulo Botelho.

Apesar da baixa elasticidade da procura, as cotações do produto tendem a impactar a demanda pelo menos marginalmente, o que ocorre principalmente através da substituição por outros adoçantes, como o xarope de milho e adoçantes de alta intensidade (dietéticos).

Já em relação à oferta, a consultoria fechou em 178,08 milhões de toneladas sua projeção global, o que configura aumento de 2,4% em relação à safra 2015/16; número puxado principalmente pelo incremento na produção brasileira, para 38,9 milhões de toneladas, e da América Central, 5,7 milhões de toneladas. Estas expectativas produtivas representam avanço de 24,7% e 12,4%, respectivamente, em relação ao ciclo anterior.

Na América Central, o avanço se deve a aumentos esperados tanto na área plantada como na produtividade dos principais países produtores. No Brasil, destaca-se a rápida reação das usinas à elevação do preço do adoçante nos mercados doméstico e internacional. “Dessa forma, o incremento na produção de açúcar deve se dar à custa do etanol, cujas cotações vêm sendo pressionadas no Brasil pela redução no preço da gasolina”, explica Botelho.

Na Ásia, o país onde a safra apresenta cenário mais negativo é a Índia, que sofreu com monções fracas no ano passado, levando à redução na área plantada e forte aumento na participação de cana-soca. A maior parte da redução na safra indiana, entretanto, foi compensada por aumento da produção estimada para o Paquistão em pouco mais de 400 mil toneladas, para 5,5 milhões de toneladas (valor branco), o que representa um aumento de 8,2% em comparação com o ciclo anterior.

Para a China e Tailândia, foram mantidas as projeções da FCStone para a temporada 2016/17. No primeiro, a expectativa é de que a redução na área plantada seja compensada pelo clima mais favorável em relação aos anos anteriores, levando a aumento de 10,7% na produção. Já na Tailândia, apesar de o clima favorável ao longo deste ano também ter prevalecido, a redução na área plantada devido às chuvas fracas em 2015 deve levar à diminuição na produção em 3,9%.

Ainda que o saldo seja menos negativo, os estoques globais devem cair para 64,5 milhões de toneladas, seu menor patamar desde 2011/12. Já a relação estoque/uso recuará para 34,7%, a menor desde a temporada 2010/11, quando o preço médio do açúcar na bolsa de Nova Iorque registrou mais de US¢28/lb. (INTL FCStone 05/12/2016)

 

Odebrecht Agroindustrial recebe prêmio global na sede da ONU

A Odebrecht Agroindustrial recebeu na última sexta-feira (2), na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o "Global Award for Good Practices in the Employment of Persons with Disabilities". O reconhecimento global foi concedido por indicação da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD), do Governo do Estado de São Paulo, pelo projeto "Acreditar na Diversidade", desenvolvido pelo Programa Energia Social da empresa.

Por meio desta iniciativa, a Odebrecht Agroindustrial formou durante o ano de 2016, em seu Polo São Paulo, com unidades em Teodoro Sampaio e Mirante do Paranapanema (SP), uma turma de 17 alunos no curso de Assistente Administrativo, em parceria com o SENAI.

O objetivo é aumentar as chances de inserção no mercado de trabalho, com cursos que ensinem a rotina das áreas administrativas das empresas, de acordo com as normas técnicas, ambientais, de qualidade, segurança e saúde. As aulas contemplam também planejamento financeiro e inclusão no mundo digital.

"Para nós, é motivo de muita satisfação ter este projeto reconhecido globalmente. Ao disponibilizarmos ferramentas para o desenvolvimento pessoal e profissional das pessoas com deficiência (PCDs), contribuímos para o aumento da autonomia e autoconfiança dos PCDs", afirma Luiz de Mendonça, presidente da Odebrecht Agroindustrial, que representou a empresa na cerimônia. O projeto "Acreditar na Diversidade" será replicado em todos os demais Polos Agroindustriais da empresa, nos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

A entrega do prêmio ocorreu na ONU em comemoração ao 10º aniversário da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. O evento contou com a presença do embaixador brasileiro na ONU, Mauro Vieira, da secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, Linamara Rizzo Battistella, e da secretária da Convenção da ONU sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, Akiko Ito, entre outras autoridades.

Sobre o Programa Energia Social

O Programa Energia Social para Sustentabilidade Local contempla um conjunto de ações e investimentos que estão sendo realizados junto às comunidades onde a Odebrecht Agroindustrial está inserida, visando o desenvolvimento sustentado e a melhoria da qualidade de vida nas localidades de atuação da Empresa. O Programa tem como prioridade atuar nas áreas de Educação, Cultura, Atividades Produtivas, Saúde, Segurança e Preservação Ambiental. O diferencial do Programa é o processo participativo na definição dos investimentos da empresa nos municípios, envolvendo sempre o governo e a comunidade local, por meio da criação de comissões temáticas e do conselho comunitário. Implantado em nove municípios, em quatro Estados, mais de 140 mil pessoas já foram beneficiadas pelas ações e projetos promovidos pelo Programa.

Sobre a Odebrecht Agroindustrial

A Odebrecht Agroindustrial atua de forma integrada na produção de etanol, açúcar e energia elétrica. Com investimento de mais de R$ 10 bilhões, a empresa tem capacidade de produzir 3 bilhões de litros de etanol, 700 mil toneladas de açúcar e 3,1 mil Gwh/ano de energia elétrica a partir da cana-de-açúcar. Consolida seis polos produtivos, localizados nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. (Brasil Agro  05/1220/16)

 

Coplana vence Prêmio nacional SOMOSCOOP

A Coplana - Cooperativa Agroindustrial recebeu, em Brasília/DF (22/11/2016), o Prêmio SOMOSCOOP, realizado pela OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), na categoria Inovação e Tecnologia. Foram seis modalidades, com a participação de 349 projetos, enviados por 221 cooperativas de todo o país.

O Projeto vencedor, nesta espécie de “Oscar” do cooperativismo brasileiro, foi o +Cana - Mais Produtividade no Canavial, uma parceria entre Coplana, IAC (Instituto Agronômico) e Socicana, iniciativa que tem transformado o sistema de produção, a partir do plantio de MPBs, Mudas Pré-Brotadas. O +Cana fez com que a tecnologia, desenvolvida pelos pesquisadores do Instituto, pudesse chegar à ponta da cadeia produtiva, permitindo autonomia ao produtor, sanidade e longevidade ao canavial. No total, 14 Polos Produtores já implantaram a tecnologia.

“Agradecemos ao nosso cooperado pela confiança depositada, às equipes da Coplana e Socicana envolvidas e ao IAC, pela parceria inédita neste projeto. Cabe enaltecer também o papel do Sistema OCB, que através desta premiação, pinça projetos de alta performance dentro do cooperativismo brasileiro”, reconhece José Antonio de Souza Rossato Junior (Na foto ao lado do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues), presidente da Coplana.

Nesta edição, o Prêmio SOMOSCOOP contou com participações especiais: a comissão julgadora foi formada por representantes da Apex, Banco Central, Banco

asil, Caixa Econômica Federal, Embrapa, FAO, FNQ, IICA, Isto é Dinheiro, Ministério da Agricultura, Ministério do Trabalho e Previdência Social, Natura, Observatório do Cooperativismo e Sebrae. Todo o processo foi auditado pela empresa CSS Auditores Independentes.

“Foi uma grata surpresa! Eram muitos participantes de todo o Brasil, e todas as cooperativas ligadas à OCB com excelentes trabalhos, excelentes projetos, concorrendo ao Prêmio. Por isso, ficamos muito honrados”, comemora Igor Vanzela Pizzo, Gerente de Tecnologia e Inovação da Coplana.

Parceria

Para Bruno Rangel Geraldo Martins, presidente da Socicana, o +Cana traz um diferencial necessário para a sustentabilidade do produtor hoje. “A mudança de paradigma precisa acontecer de imediato, como única forma para manter as lavouras canavieiras. Este é um programa de difusão tecnológica e que faz com que maior produtividade e melhores resultados cheguem às mãos do produtor.”

O pesquisador Marcos Landell, diretor do Centro de Cana do IAC/Ribeirão Preto, é categórico ao mencionar a urgência da introdução de novas tecnologias. “Nós, da cadeia produtiva sucroenergética, já não temos muito tempo. Estamos pressionados, desde 2008, passando por uma crise, e nosso tempo é muito pequeno para conseguirmos reagir. Esta aproximação da Coplana e Socicana com o IAC, com certeza, vai dar uma velocidade grande na adoção de novas tecnologias.”

O secretário de Agricultura do Estado, Arnaldo Jardim, tornou-se um defensor do +Cana. “Nós aqui temos um revolucionário sistema de plantio. Isso é decisivo. O produtor recupera seu lado agrícola e passa de novo a ser plantador de cana. Agora, de uma muda pré-brotada, que vai dar mais produtividade, mais cortes e vai fazer com que a rentabilidade avance de uma forma muito significativa. Isso significa mais cana, mais produtividade, mais trabalho, mais renda para o nosso produtor.”

Ao eliminar a distância entre pesquisa e produtor, os custos do plantio também foram reduzidos. “Vai haver o antes e o depois da MPB. É um marco divisório! Não há como voltar atrás. Se a pessoa se dedicar, vai ter resultado, sim!”, descreve Rogério Consoni, Produtor de Pradópolis, proprietário da Fazenda Santa Maria, onde o +Cana foi lançado, em 2015.

“Fazer parte do projeto com Coplana, IAC e Socicana, entidades referência no setor, nos deu segurança. Recebemos assistência técnica de excelente nível, e o principal motivo para fazer parte foi o acesso a novas variedades, com maior potencial produtivo. O treinamento foi excelente, e não é toda hora que podemos ter em nossa propriedade profissionais com o conhecimento dos pesquisadores Marcos Landell, Mauro Xavier [pesquisadores do IAC] e equipe”, afirma Ricardo Bellodi Bueno, Produtor Polo de Jaboticabal.

Sobre o prêmio

O SOMOSCOOP, entregue a cada dois anos, é a nova marca do até então chamado prêmio “Cooperativa do Ano”, que já reconheceu, ao longo dos últimos 12 anos, 81 cooperativas de 17 estados brasileiros. O prêmio é um reconhecimento à criatividade das cooperativas brasileiras e, principalmente, aos bons resultados obtidos. Assim, o Sistema OCB reforça o papel das cooperativas, um modelo de negócio competitivo, gerador de emprego e renda. (Brasil Agro 5/12/2016

 

Reino Unido publica projeto de lei de imposto sobre açúcar

O Reino Unido avançou nesta segunda-feira com seu plano de taxar o açúcar, publicando um projeto de lei confirmando um imposto de duas bandas para refrigentes com adição de açúcar cujo objetivo é combater a obesidade.

Ao optar por um imposto sobre o açúcar, o Reino Unido se une à Bélgica, França, Hungria e México, todos países que já impuseram alguma forma de tributação sobre bebidas com adição de açúcar.

O imposto do Reino Unido, anunciado em março, deverá entrar em vigor em abril de 2018, dando aos produtores de refrigerantes, como a Coca-Cola European Partners e a Britvic, tempo para reduzir o açúcar nos seus produtos.

As companhias, que vendem bebidas da Coca-Cola e da PepsiCo respectivamente, já têm promovido bebidas sem açúcar como a Coca Cola Zero Açúcar e a Pepsi Max cherry, que podem ser isentas do imposto.

O imposto britânico tem dois patamares, um de 0,18 libra esterlina por litro sobre refrigerantes com mais de 5 gramas de açúcar por 100 ml, e outro de 0,24 libra esterlina por litro sobre refrigerantes com mais de 8 gramas por 100 ml.

O projeto de lei foi publicado nesta segunda-feira pelo departamento responsável pela arrecadação de impostos no Reino Unido como parte de um relatório sobre mudanças às leis de impostos que o governo pretende introduzir em seu orçamento para 2017. (Reuters 05/12/2016)

 

Carro elétrico pode eliminar 10% demanda por gasolina até 2035

O boom dos veículos elétricos produzidos por empresas como Tesla Motors poderá eliminar até 10 por cento da demanda global por gasolina até 2035, segundo a consultoria do setor de petróleo Wood Mackenzie.

Embora representem hoje menos de 1 por cento do total de veículos vendidos, os carros e caminhões movidos a bateria deverão disparar após 2025 à medida que os governos tomarem medidas de combate à poluição e que os custos caírem, afirma a empresa com sede em Houston, EUA. Até 2035 os veículos elétricos poderão remover 1 milhão a 2 milhões de barris por dia de demanda por petróleo do mercado -- quantidade semelhante ao corte de produção fechado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados nesta semana para encerrar o excedente de petróleo que dura três anos.

"Tudo o que reduz a demanda em transporte gera impacto no mercado do petróleo", disse Alan Gelder, vice-presidente de mercados de refino, químicos e petróleos da Wood Mackenzie, em entrevista, em Londres. "A dúvida é qual será o tamanho do impacto e em que prazo ocorrerá".

A posição da Wood Mackenzie faz coro com a da Agência Internacional de Energia (AIE), que no mês passado projetou que a demanda global por gasolina havia chegado praticamente ao pico devido à maior eficiência dos carros e à propagação dos veículos elétricos. A agência estima que a demanda total por petróleo continuará crescendo por décadas, impulsionada pela navegação, pelo transporte rodoviário, pela aviação e pelas indústrias petroquímicas.

A projeção é mais conservadora que a da Bloomberg New Energy Finance, que prevê que os veículos elétricos levarão cerca de 8 milhões de barris por dia em demanda até 2035. O montante subirá para 13 milhões de barris por dia até 2040, o que representa cerca de 14 por cento da demanda de petróleo estimada em 2016, afirmou a empresa de pesquisa com sede em Londres. Os carros elétricos estão levando cerca de 50.000 barris por dia em demanda atualmente, afirma a Wood Mackenzie.

Na sexta-feira, Atenas, Madri, Cidade do México e Paris prometeram eliminar gradualmente o uso de veículos a diesel até 2025 para combater a poluição, decisão que poderia estimular mais a demanda por veículos elétricos, que oferecem emissão zero pelos escapamentos.

A regulação e os subsídios do governo, por si só, não serão suficientes para desencadear um boom dos veículos elétricos, disse Gelder. "Se há uma revolução tecnológica, a tecnologia da bateria fica mais barata e os veículos elétricos não precisam de subsídios. Ou seja, tudo se resume à preferência do consumidor. Quando gostam de algo, os consumidores fazem a troca muito mais rapidamente."

A Tesla sozinha não será capaz de produzir veículos elétricos suficientes se a demanda realmente decolar, disse Gelder. Grandes fabricantes de automóveis como Volkswagen e Ford Motor precisarão produzi-los em escala maior. "No momento elas não podem fazê-lo e mudar as linhas de produção é algo que leva tempo". (Bloomberg 05/12/2016)