Setor sucroenergético

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São Martinho deve comprar participação da Petrobras na Nova Fronteira BioEnergia

Usina Boa Vista, em Quirinópolis (GO), é considerada uma das mais modernas do país.

A São Martinho deverá anunciar nas próximas semanas a compra da participação de 49% da Petrobras na Nova Fronteira BioEnergia, empresa que controla uma das mais modernas unidades de etanol do país, a Usina Boa Vista. A São Martinho já é dona dos outros 51% da companhia e vai exercer seu direito de preferência, estabelecido pela joint-venture.

A estimativa é que Petrobras levante cerca de meio bilhão de reais com o negócio – que faz parte de seu programa de venda de ativos. A estatal também está negociando a venda de suas fatias nas empresas Guarani e Bambuí Bioenergia, caracterizando sua saída definitiva do setor de etanol.

Na safra passada, encerrada em março deste ano, a Nova Fronteira BioEnergia apresentou um lucro líquido de R$ 148,15 milhões. O valor é 204,6% superior ao lucro líquido de R$ 48,63 milhões do período anterior, de acordo com as demonstrações financeiras da companhia.

Para os próximos anos, a expectativa é de novos crescimentos, uma vez que os investimentos seguem fluindo. Em maio, a companhia conseguiu a aprovação, junto ao BNDES, de R$ 20 milhões para investir nos canaviais. Mais recentemente, a Nova Fronteira aprovou a captação de até R$ 70 milhões por meio de uma linha de Custeio Agropecuário Empresarial.

Com capacidade de moagem de quatro milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra, a Usina Boa Vista está entre as 40 maiores do país. Além disso, ela também possui estrutura para a produção diária de 450 mil litros de etanol anidro e 1,55 milhão de litros de etanol hidratado. Já a potência instalada para cogeração é de 80 MW.

Procuradas pela Exame, a São Martinho e a Petrobras não comentaram as negociações. (Exame 06/12/2016)

 

CEO da Imperial Sugar pressiona EUA sobre acordo de açúcar com México

O presidente-executivo da Imperial Sugar, da Louis Dreyfus, Michael A. Gorrell, solicitou ao Departamento de Comércio dos Estados Unidos que estabeleça o prazo final para a renegociação do pacto de açúcar EUA-México até sexta-feira (9), em carta endereçada à secretária do Comércio, Penny S. Pritzker.

No documento, o executivo renovou o pedido ao departamento para encerrar o atual acordo de comércio com o México se um novo acordo não for alcançado até o prazo solicitado.

Ele alertou que a nova safra mexicana poderia "enterrar o mercado de açúcar dos EUA com outra enxurrada de açúcar refinado".

Os Estados Unidos disseram na última semana que precisam de mais tempo para determinar se o atual pacto de açúcar que estabelece preços e cotas de importações do México está ou não funcionando. As negociações entre os dois países sobre o acordo foram reiniciadas na última semana. (Reuters 06/12/2016)

 

Etanol deve ficar mais competitivo

Considerada a prova dos nove da política de preços da Petrobras, a elevação dos preços da gasolina e do diesel anunciada pela estatal na segunda-feira deve garantir um ganho de competitividade para o etanol no curto prazo, segundo analistas e executivos consultados pelo Valor.

A expectativa é de que os preços da gasolina sejam reajustados já nesta semana nos postos, e o reflexo sobre os valores do etanol deve ocorrer em cerca de duas semanas, tornando-o mais vantajoso nesse período. Esse costuma ser o tempo que o preço do etanol, concorrente da gasolina, leva para reagir a alterações nos valores do combustível fóssil, afirma Martinho Ono, presidente da SCA Trading.

Atualmente, os preços do etanol equivalem a 77% do valor da gasolina nos postos paulistas, acima do patamar em que o biocombustível é considerado igualmente competitivo, de 70%. Ono acredita que, nas próximas semanas, essa relação possa ir a 70%, ou o preço do etanol pode voltar a ficar R$ 1 o litro mais barato que a gasolina, o que também atrai os consumidores.

Fábio Venturelli, CEO do Grupo São Martinho, vê possibilidade de aumento da demanda pelo biocombustível neste momento. "Pode ter um impacto, sim, porque a resposta dos dois combustíveis não é necessariamente na mesma velocidade. Um anúncio de aumento de gasolina sempre gera uma demanda um pouco maior de álcool", observou. Ele ponderou que "tudo é muito novo para antecipar impacto imediato".

Segundo Ono, a demora para o preço do etanol acompanhar a gasolina está relacionada à rede de distribuição mais pulverizada e aos estoques que as distribuidoras já têm em mãos do produto.

Como a Petrobras também elevou o preço do diesel, um componente dos custos de produção das usinas, os ganhos dos produtores de etanol tendem a ser menores que a variação dos preços dos combustíveis. Ainda assim, essas alterações podem ter impacto positivo de 3% na receita das usinas, conforme cálculo da consultoria FG/A, a pedido do Valor. (Valor Econômico 07/12/2016)

 

Açúcar: Efeito Petrobras

A elevação de 8,5% no preço da gasolina e de 9,5% no preço do diesel nas refinarias da Petrobras divulgada na noite de segunda-feira deu sustentação aos contratos futuros do açúcar demerara na bolsa de Nova York ontem.

Os papéis com vencimento em maio fecharam a 18,98 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 50 pontos.

A gasolina mais cara tende a elevar a demanda por etanol, o que pode levar a uma redução no volume de cana destinado à produção de açúcar no país.

Segundo a consultoria FCStone, a oferta mundial de açúcar em 2016/17 deve apresentar um déficit de 7,5 milhões de toneladas após uma produção de 178,08 milhões de toneladas.

Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal ficou em R$ 93,73 a saca de 50 quilos, alta de 0,04%. (Valor Econômico 07/12/2016)

 

Setor canavieiro poderá renovar frota na safra 17/18

O próximo ano já é visto com bons olhos pelo produtor rural brasileiro. Clima mais favorável, custos estáveis, aumento da demanda chinesa, créditos para investimentos e a retomada da confiança do produtor rural. Esses fatores devem refletir nos números esperados: crescimento de 0,5% no segmento, e aumento esperado de 24% na renda agrícola brasileira, totalizando R$ 494 bilhões.

No mercado canavieiro, em particular, as expectativas são de uma recuperação gradual: aumento nos preços do açúcar e etanol, safra com começo antes do planejado e maior uso da biomassa como geração de energia são alguns dos aspectos-chave para a projeção de melhora do segmento.

Alguns números esperados para a próxima safra são: 650 milhões de toneladas produzidas de cana-de-açúcar, 134 ATR (açúcar total recuperável) por tonelada e um salto de 21% no potencial da biomassa para consumo energético do País até 2024, segundo a Unica-SP (União das Indústrias de Cana-de-Açúcar-SP).

Um importante player global no setor sucroalcooleiro, o Brasil vê os resultados da melhor condição de preço no açúcar e no etanol começarem a estimular o cenário de operação da indústria, mas o retorno dos investimentos nos canaviais deve começar a refletir em crescimento somente a partir de 2018. Apesar disso, o mercado de máquinas agrícolas no setor canavieiro tem necessidade de renovar a frota. Esse processo deve começar a ser eliminado em 2017. “Muitos clientes que adiaram os investimentos em renovação por conta das dificuldades nos últimos anos já iniciaram o planejamento, e alguns já estão confirmando os pedidos para a próxima safra”, declarou Marco Antônio Gobesso, gerente de marketing de produto cana-de-açúcar da AGCO.

Gobesso destaca ainda a certa “independência” do crescimento na compra de máquinas agrícolas em relação ao desempenho da próxima safra: “O produtor rural compra máquinas por dois motivos: ou porque aumentou a área de plantio ou porque a máquina alcançou o limite. Em 2017, apesar de não ser esperado um crescimento significativo da safra, existe a necessidade de renovação da frota envelhecida. Temos clientes que deixaram de renovar o maquinário por conta da baixa remuneração, e agora que eles estão com a remuneração melhor, a ideia é renovar a frota independente do crescimento no próximo ano”. (Cana Online 07/12/2016)

 

Credores da Aralco criam grupo para fiscalizar cumprimento de plano

Os credores da Nova Aralco, grupo sucroalcooleiro que está em recuperação judicial desde o início de 2014, elegeram hoje em assembléia os membros de um grupo consultivo que fiscalizará a aplicação do plano de recuperação.

Foram escolhidos seis membros de 13 candidatos, dos quais quatro representam os bondholders, além de um representando o Itaú e outro a trading Copersucar. Foram escolhidos Bo Zhang, Frederico Orfila, Henrique Ugino, Ivan Ugino, Jonathan Schwartz e Bruno Melcher.

O grupo consultivo deverá acompanhar as decisões da administração da empresa a respeito do pagamento das dívidas conforme acordado na assembleia que aprovou o plano de recuperação judicial.

A expectativa é que o grupo também pressione a direção da Nova Aralco a definir uma data para a nova emissão de bonds, que serão trocados pelo papéis detidos pelos atuais bondholders, que são os principais credores da companhia, conforme também está previsto no plano. A empresa deixou de cumprir com o plano para pagamento aos bondholders há mas de um ano. A dívida com eles está em US$ 250 milhões.

Estima-se que a Nova Aralco (ex-Aralco) tenha R$ 1 bilhão de dívidas com os credores concursais. A companhia detém quatro usinas sucroalcooleiras em São Paulo, com capacidade total instalada para processar 7,2 milhões de toneladas de cana por safra. (Valor Econômico 06/12/2016)

 

Leilão Usina Madhu – Renuka do Brasil S.A em Recuperação Judicial

O grupo sucroenergético Renuka do Brasil, em recuperação judicial desde setembro de 2015, vai leiloar a usina de açúcar e álcool Madhu como forma de amortizar suas dívidas.

A usina é controlada pelo grupo indiano Shree Renuka Sugars.

A crise no setor sucroalcooleiro abateu o grupo após o investimento em 4 usinas no país. Sendo duas no estado de São Paulo e outras duas no Paraná.

A operação ficou insustentável no ano passado, quando o grupo entrou com o pedido de recuperação judicial em São Paulo.

A consultoria Galeazzi & Associados é responsável pelo processo de reestruturação do Grupo Renuka no país.

A usina Madhu é a maior usina do grupo. Localizada na cidade de Promissão, SP, tem capacidade instalada de moagem de 6 milhões de toneladas de cana e moderno parque de cogeração de 138 MW.

Um possível comprador pode adquirir a usina sem o risco de assumir débitos fiscais e trabalhistas, uma vez que se trata de uma Unidade Produtora Isolada (UPI).

O leilão acontece no site da empresa Mega Leilões com encerramento previsto para o dia 19/12 às 15:00 horas. O lance mínimo é de R$ 700.000.000,00.

Os interessados devem assinar um contrato de confidencialidade além de comprovar capacidade financeira para ter acesso a informações detalhadas do negócio.

Caso não seja concretizada a venda neste leilão, uma segunda tentativa será feita no dia 23 de janeiro. (Informe publicitário 06/12/2016)

 

Mesmo com período de seca, Nordeste brasileiro deve processar mais cana-de-açúcar na safra 2016/17

INTL FCStone aponta tímido avanço na moagem, após canaviais receberem 44% menos chuvas no ciclo atual.

Representando tímido avanço de 1,4% em relação ao ciclo anterior, devem ser processados 50,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra atual do Norte-Nordeste brasileiro, de acordo com relatório da consultoria INTL FCStone. 

Nos principais estados produtores do Nordeste, a precipitação nos canaviais entre maior e setembro ficou em apenas 416 mm entre maio e setembro, uma redução de 43,6% em comparação com o ano passado. “Este período seco prejudicou significativamente o desenvolvimento dos canaviais e, com isso, a recuperação da produtividade agrícola”, destaca o grupo, em relatório.

“Apesar destes últimos meses de baixa precipitação, a maioria das usinas acredita que a melhoria nos tratos agrícolas e que as chuvas nos primeiros meses do ano serão suficientes para manter ou incrementar marginalmente a disponibilidade de cana”, pondera o analista de mercado da INTL FCStone, João Paulo Botelho.

Esse clima seco durante a colheita colaborou para que o Açúcar Total Recuperável (ATR) médio sofresse aumento, já que essa condição tende a concentrar mais os açúcares da cana. Para a média do Norte-Nordeste, são projetados 131,9 Kg/t, 4,8% acima da safra passada.

Para 2016/17, o mix açucareiro estimado é de 52%, o que levaria a produção do adoçante para 3,3 milhões de toneladas, 24,7% acima de 2015/16.

Quanto ao etanol, as usinas devem continuar direcionando a maior parte da matéria-prima para o anidro, uma vez que a demanda por hidratado na região caiu fortemente com a piora na paridade nas bombas. “Projetamos a produção do aditivo em 1,15 bilhão de litros, 12,4% acima da safra 2015/16, já o volume total de hidratado deve cair em 30,5%, para 696 milhões de litros”, explica Botelho. (INTL FCStone 06/12/2016)

 

Falência do Grupo João Lyra: herança da discórdia

O processo de falência do Grupo João Lyra sofreu um novo revés esta semana com a saída do caso do juiz Nelson Fernando Medeiros Martins. É o quarto magistrado a abandonar o caso por desentendimento com gestores da massa falida, com os herdeiros do usineiro, e com o próprio Tribunal de Justiça.

O administrador judicial João Daniel Marques Fernandes é o foco da desavença. Ele está no cargo há mais de um ano por força de liminar concedida pelo desembargador Tutmés Airan, até hoje não julgada pelo Tribunal de Justiça.

João Daniel foi destituído do cargo em setembro de 2015 pelo juiz Kleber Borba Rocha, então titular do processo. Mas ele recorreu ao TJ e mesmo contrariando a vontade do juiz do caso e dos herdeiros, o desembargador Tutmés Airan o manteve no cargo, o que levou Kleber Borba a sair do processo.

“Interesses escusos”

Após ser nomeado como novo titular do caso, o juiz Nelson Fernandes Medeiros Martins determinou a substituição de João Daniel por uma empresa de consultoria, sem ligações com as partes. De novo, Tutmés Airan o manteve no cargo alegando “boa gestão” do administrador judicial, posição oposta à defendida pelo juiz e pelos herdeiros.

Contrariado, o juiz abandonou o processo e admitiu a existência de interesses escusos em torno desse processo. Lembrou que a lei confere ao juiz a prerrogativa de nomear um administrador judicial de sua confiança e que agia em defesa do interesse público. “É imprescindível o mínimo de sintonia na atuação do juiz e do administrador judicial, o que começa por uma relação de plena confiança”, escreveu o magistrado.

No tribunal ninguém explica as razões da desavença, mas no meio da briga, estão mais de 10 mil trabalhadores que perderam seus empregos. (Jornal Extra AL 06/12/2016)

 

ATR PE: Valor líquido sobe 0,51% em novembro

O Sindaçúcar - Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool do estado de Pernambuco divulgou, nesta terça-feira (6), os valores do ATR acumulado referentes ao mês de novembro de 2016. O valor líquido fechou em R$ 0,8763 quilos por tonelada de cana-de-açúcar, com alta de 0,51% quando comparado ao preço praticado em outubro, que ficou cotado em R$ 0,8718 kg/t cana.

Em novembro, o ATR também registrou valorização no valor final, fechando em R$ 0,8561. O preço é 0,51% maior do que os R$ 0,8517 proferido em outubro.

O valor bruto em novembro, posto na esteira, considerando a cana padrão em R$ 119,0063 kg ATR/t de cana, fechou em R$ 104,2852 contra R$ 103,7497 cotados em outubro. (UDOP 06/12/2016)

 

ATR AL-SE: novembro tem alta de 5,81% no preço líquido acumulado

O Sindaçúcar - Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Alagoas - divulgou os valores do ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) dos estados de Alagoas e Sergipe no mês de novembro de 2016. O valor do ATR líquido acumulado fechou novembro em R$ 0,7485 contra R$ 0,7074 do mês de outubro, uma alta de 5,81%.

O preço líquido cana padrão e o preço bruto tiveram aumento de 5,81% e 5,80%, respectivamente, no comparativo entre os meses. O valor líquido cana padrão fechou cotado a R$ 85,3964 contra R$ 80,7073 registrados no mês anterior. Já o valor bruto ficou cotado em R$ 0,7661 contra R$ 0,7241.

O valor do ATR líquido mensal fechou novembro em R$ 0,7903 contra R$ 0,7198 do mês de outubro, uma alta de 9,79%. O valor líquido cana padrão fechou cotado a R$ 90,1653 contra R$ 82,1220 registrados no mês anterior, valorização também de 9,79%. O valor bruto ficou cotado em R$ 0,8089 contra R$ 0,7367, alta de 9,80%.

Em Alagoas e Sergipe, o índice cana padrão é de R$ 114,09 quilos de ATR por tonelada de cana. (UDOP 06/12/2016)