Setor sucroenergético

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Achar planta daninha no canavial virou raridade

Alion®, o novo herbicida da Bayer, impede o desenvolvimento de plantas daninhas de folhas largas e folhas estreitas
Em Batatais, no interior de São Paulo, o produtor Henrique Ferraresi cedeu um campo para demonstração de Alion®, o novo herbicida da Bayer para cana-de-açúcar, produto com ação pré-emergente que impede o desenvolvimento de plantas daninhas de folhas largas e folhas estreitas.
Ferraresi está entusiasmado com o desempenho do produto. Tanto que, sempre que visita a área, faz questão de entrar no canavial tratado com o Alion® para ver se encontra alguma planta daninha. “Não é fácil encontrar, mas quando avisto alguma planta daninha, não tenho dificuldade de arrancá-la porque não se desenvolveu direito e tem o sistema radicular muito superficial.”
De acordo com ele, esta ação sobre a planta daninha, conhecida como “Efeito Alion”, é a que mais chama a atenção. “Notei que este herbicida é diferente dos que estou acostumado a trabalhar. Ele inibe o crescimento das raízes das plantas daninhas, que apodrecem e somem. As plantas que brotam ficam com raiz superficial e podem ser tiradas facilmente, inclusive na bordadura das ruas. Quando chega a primeira estiagem, estas daninhas já morrem. Nunca tinha visto um produto com essa ação”, confidencia o produtor de cana.
Para ele, os efeitos do Alion deverão diminuir bastante a mato-competição sofrida pela cana, permitindo que o canavial ganhe em vigor e, consequentemente, em produtividade. “Até porque o tempo de residência do produto é grande. Visualmente, depois de muito tempo de aplicado, as áreas estão limpas. Já as ervas que aparecem não se desenvolvem normalmente, e as que surgem praticamente não grudam mais no chão e muitas vezes morrem com o tempo. Parece até que são plantas soltas sobre a terra.”
O produto tem se mostrado eficiente sobre todas as daninhas incidentes na área, tanto folhas largas como estreitas, de acordo com o produtor. “Inclusive sobre uma daninha que nos traz muito problema na fazenda, que é a soja perene.”
Valerá a pena o produtor investir em Alion®?
Para Ferraresi, deve-se levar em conta se o custo do produto por hectare for próximo dos outros herbicidas. “Se sim, com certeza vou optar por ele.” Mas para fazer este cálculo, todos os benefícios devem ser colocados na ponta do lápis. Inclusive o fato de Alion® , reduzir o banco de sementes ao longo dos ciclos e permitir o fechamento do canavial no limpo. “Com certeza, esse benefício permite grande economia em produto, mão de obra, maquinário e por evitar o estresse causado ao canavial caso tenha que entrar para um repasse na área”. (Cana Online 08/12/2016)
 

Fitch revisa para positiva perspectiva do setor de açúcar e etanol

A agência de classificação de risco Fitch revisou para positiva, ante negativa, a perspectiva para o setor de açúcar e etanol da América Latina em 2017, segundo novo relatório desta quarta-feira.
O rating do setor de açúcar e etanol também foi revisado de negativo para estável.
"O risco sistêmico diminuiu devido ao aumento dos preços internacionais do açúcar. Embora as previsões apontem para fundamentos positivos para os preços do açúcar para as próximas duas temporadas, uma abordagem mais seletiva por parte dos bancos e dos mercados de capitais no Brasil deverá concentrar o financiamento em empresas bem administradas", disse Claudio Miori, diretor associado. (Reuters 07/12/2016)
 

Südzucker confirma interesse em investir no Brasil

A alemã Südzucker, maior produtora de açúcar da Europa, confirmou ao Valor que recentemente manteve tratativas com companhias sucroalcooleiras brasileiras de olho em uma eventual aquisição. A empresa garantiu que não tem nada para anunciar no momento, mas reafirmou seu interesse em ter maior participação no segmento no Brasil.
A companhia alemã não especificou o período em que ocorreram as conversas com as indústrias brasileiras. O certo é que seu CEO, Wolfgang Heer, tem repetido na imprensa europeia sua disposição em fazer aquisições no Brasil e em outros países, e não apenas na área de açúcar.
De acordo com fontes do mercado açucareiro, o movimento da Südzucker tem sentido, pois todos os grandes grupos europeus do segmento buscam uma diversificação geográfica de suas operações. Nesse contexto, o Brasil, maior produtor mundial, é uma fronteira inevitável.
Além disso, os ativos no Brasil estão baratos e os europeus sabem que muitas usinas do país estão com dívidas elevadas. Ou seja, o momento é propício a uma aquisição. Também pesa favoravelmente para isso o fato de a maior parte dos analistas projetar déficit global no balanço de oferta e demanda na safra 2017/18.
Ao mesmo tempo, a Europa se prepara para o fim do regime de cotas de produção de açúcar, em setembro de 2017. A partir de então, as empresa européias ficarão livres para produzir e exportar os volumes que quiserem. Produtores franceses de açúcar de beterraba, por exemplo, poderão aumentar em 20% sua área plantada, na expectativa de novos negócios no exterior com a desregulamentação do mercado.
A Comissão Européia prevê uma queda quase pela metade das importações da União Européia, para algo em torno de 1,5 milhão a 1,7 milhão de toneladas de açúcar. E avalia que a competição ficará complicada para países que não tem acesso ao mercado europeu sem a incidência de tarifas, como é o caso do Brasil.
Atualmente, o Brasil tem uma cota para exportar à União Europeia de 300 mil toneladas com alíquota de € 98 por tonelada, ainda alta, mas bem menor do que a tarifa cheia de importação, que é de € 339 por tonelada.
O banco Société Générale prevê que, com o fim do regime de cotas, os preços da commodity poderão cair na Europa. Mas a representante da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) em Bruxelas, Géraldine Kutas, vê muitas incertezas pela frente.
"Na frente das exportações, a volta do açúcar europeu ao mercado mundial pode impactar o preço internacional para baixo, mas tampouco vai ser interessante para os europeus deprimir os preços mundiais", diz ela. Para Géraldine, o preço europeu tanto pode cair, para perto da média mundial, como seguir mais elevado, o que manteria o espaço aberto para o produto brasileiro.
Para ela, o certo é que essa reforma na Europa torna ainda mais urgente a conclusão do acordo comercial entre Mercosul e UE. (Valor Econômico 08/12/2016)
 

Açúcar: Mais ganhos

Os contratos futuros do açúcar demerara ampliaram, ontem, os ganhos registrados na terça-feira, quando o anúncio de reajuste nos preços da gasolina e do diesel nas refinarias pela Petrobras deu sustentação às cotações.
Os papéis com vencimento em maio fecharam a 19,12 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 14 pontos.
Os ganhos, no entanto, foram limitados pela liquidação de posições vendidas dos fundos.
Entre 27 de setembro e o último dia 29, os gestores de recursos já haviam reduzido em mais de 41% seu saldo líquido comprado nos papéis da commodity, segundo a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 93,58 a saca de 50 quilos, recuo de 0,16%. (Valor Econômico 08/12/2016)

 

 

 

Fitch revisa para positiva perspectiva do setor de açúcar e etanol da América Latina

A agência de classificação de risco Fitch revisou para positiva, ante negativa, a perspectiva para o setor de açúcar e etanol da América Latina em 2017, segundo novo relatório desta quarta-feira.
O rating do setor de açúcar e etanol também foi revisado de negativo para estável.
"O risco sistêmico diminuiu devido ao aumento dos preços internacionais do açúcar. Embora as previsões apontem para fundamentos positivos para os preços do açúcar para as próximas duas temporadas, uma abordagem mais seletiva por parte dos bancos e dos mercados de capitais no Brasil deverá concentrar o financiamento em empresas bem administradas", disse Claudio Miori, diretor associado. (Reuters 07/12/2016)
 

Consultoria Job corta projeções de safra de cana 16/17 e de produção de açúcar e etanol

A consultoria Job Economia reduziu suas estimativas de safra de cana do centro-sul do Brasil na temporada 2016/17 e também as projeções de produção de açúcar e etanol no período, com as lavouras sendo atingidas por pragas e doenças, disse nesta quarta-feira o analista Julio Borges.
"O efeito da maior infestação de pragas e doenças no campo, conforme informações divulgadas recentemente, foi incorporado em nosso modelo com um impacto negativo de 2,5 por cento", afirmou Borges, por e-mail.
A projeção de safra foi reduzida em cerca de 16 milhões de toneladas, para 602 milhões de toneladas, ficando assim 15,7 por cento abaixo da temporada passada.
Até meados do mês passado, a Job ainda acreditava que a safra atual seria recorde, superando ligeiramente o ciclo 2015/16.
Já a produção de açúcar do centro-sul foi estimada em 34,8 milhões de toneladas, 800 mil toneladas abaixo da previsão anterior, mas ainda um aumento de 3,6 por cento na comparação com a safra passada, com usinas maximizando a produção do adoçante para aproveitar os bons preços.
A produção de etanol foi estimada em 25,4 bilhões de litros, ante 26,2 bilhões na estimativa anterior, o que representa uma queda de 2,8 por cento ante 15/16.

A produção de etanol anidro (misturado à gasolina) vai ficar em 10,7 bilhões de litros, praticamente estável ante temporada passada, enquanto a fabricação de etanol hidratado (usado por veículos flex) terá queda de 2,9 por cento na comparação anual, para 14,7 bilhões de litros. (Reuters 07/12/2016)