Setor sucroenergético

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São Martinho aprova mudança em ações

O grupo sucroalcooleiro São Martinho aprovou na última sexta-feira, em assembléia geral extraordinária, o desdobramento de suas ações em três, de modo que cada acionista receberá, para cada ação ordinária que possui, mais dois novos papéis. (Assessoria de Comunicação 12/12/2016)

 

Empresa dos EUA quer produzir etanol de milho em Mato Grosso

A ICM, uma das principais produtoras do biocombustível no mundo, planeja erguer indústria com capacidade de 200 milhões de litros por safra.

A norte-americana ICM, uma das principais produtoras de etanol do mundo, pretende investir em Mato Grosso para fabricar o biocombustível a partir do milho. Os planos foram discutidos na semana passada em reunião entre representantes da empresa e o governador do Estado, Pedro Taques (PSDB), além do secretário de estado de Desenvolvimento Econômico, Ricardo Tomczyk. "Eles disseram que estão dispostos a fazer um investimento bastante significativo em várias plantas de etanol. Isso vai agregar valor à nossa produção, contribuir para o desenvolvimento regional no interior do estado e melhorar o nosso ambiente econômico", afirmou Tomczyk, em nota divulgada pelo governo mato-grossense.

Por ora, a intenção da companhia é levantar uma indústria com capacidade para fabricar 200 milhões de litros de álcool por safra. A intenção de investimento e prazos não foram divulgados. A ICM é a maior empresa provedora de tecnologia para plantas de etanol dos Estados Unidos, respondendo por 80% da produção local, realizada quase que exclusivamente com milho.

Atualmente, Mato Grosso, pioneiro na produção de etanol de milho, conta com três unidades flex (produzem etanol de cana e também de milho), de um total de 10 indústrias. Na atual safra, iniciada em abril, a produção de álcool de milho deve alcançar 137,8 milhões de litros no estado, ante 130,44 milhões no ciclo anterior. (Canal Rural 12/12/2016)

 

Cade considera aquisição da Alesat complexa e pede estudo sobre operação

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) declarou como complexo o ato de concentração relativo à aquisição da Alesat Combustíveis pela Ipiranga, segundo publicação no Diário Oficial da União desta segunda-feira.

Segundo a Ultrapar, o Cade pediu elaboração de estudo quantitativo sobre os impactos concorrenciais da operação e, se julgar necessário, poderá prorrogar em até 90 dias o prazo para análise do processo, de 240 para 330 dias.

Em junho, a Ipiranga, subsidiária da Ultrapar, acertou a aquisição da distribuidora de combustíveis Ale por 2,17 bilhões de reais, a fim de complementar sua rede no Nordeste, onde sua participação é menor. (Reuters 12/12/2016)

 

BrasilAgro pretende aumentar participação na área de cana-de-açúcar

A BrasilAgro avalia o aumento da participação em cana-de-açúcar no próximo ano. Em 2016, a companhia colheu 869 mil toneladas de cana.

“Temos um retorno interessante. Não damos guidance, mas com toda certeza vamos aumentar nossa participação aí”, informou André Guillaumon, presidente da companhia, durante o BrasilAgro Day em São Paulo.

Segundo o executivo, a produtividade observada com a cana-de-açúcar neste ano foi de 95,3 toneladas por hectare, com margem líquida de R$ 1,7 milhão por hectare.

Para o próximo ano, a companhia deve anunciar novas aquisições mesmo em momento de recuperação de caixa. “Estamos em conversas avançadas em alguns negócios. Estamos negociando ativos estressados em banco, que estão com desconto entre 50% e 60%”, afirmou ele, destacando que os novos negócios já iniciam na companhia gerando caixa.

Segundo o executivo, essas novas aquisições deverão estar na área de cana­de­açúcar e grãos. (Valor Econômico 12/12/2016)

 

Etanol de milho: governador do MT se reúne com empresa dos EUA para discutir investimentos em novas usinas

O governador Pedro Taques e o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ricardo Tomczyk, apresentaram o potencial de Mato Grosso na produção de etanol aos representantes da ICM Inc.. A empresa norte-americana pretende atuar mais fortemente no Brasil e quer investir em Mato Grosso para produzir etanol a partir do milho.

No encontro com os norte-americanos, o governador lamentou que a política energética do Brasil nos últimos 10 anos tenha sido voltada ao fortalecimento do petróleo, ante aos combustíveis menos poluentes. Dessa forma, a política de mudança da matriz energética para o etanol foi abandonada.

Segundo Taques, a atual gestão do Estado busca o fortalecimento do setor, com medidas que possam beneficiar a produção do etanol em Mato Grosso. Enquanto isso, os empresários disseram que pretendem, de fato, investir no estado e já na primeira planta pretendem produzir 200 milhões de litros de etanol.

No encontro, o governador Pedro Taques afirmou que o Estado está preparado e de portas abertas para esse tipo de investimento. Com isso, a empresa deve estudar o plano de investimento em Mato Grosso.

“Eles disseram que estão propostos a fazer um investimento bastante significativo em várias plantas de produção de etanol. Isso vai agregar valor à nossa produção, desenvolvimento regional no interior do estado e melhorar o nosso ambiente econômico”, disse o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico.

A empresa

A ICM Inc. é a maior empresa provedora de tecnologia para plantas de etanol dos Estados Unidos e do mundo. Para ter uma ideia, 80% do etanol produzido nos Estados Unidos são deles e, sozinha, produz cerca de 46% do álcool etanol produzido no mundo, que representa mais que toda a produção da América Latina inteira.

A intenção da ICM é investir em plantas de usinas de etanol no Brasil, especificamente em Mato Grosso, junto a conglomerados de produtores de grãos e empresários do segmento agro, para transformar o grão “in natura” em álcool, DDGS (ração animal) e óleo. O plano vem ao encontro dos anseios de Mato Grosso, no intuito de verticalizar a cadeia de alimentos, agregação de valor, bem como promover a industrialização. (SECAM MT 12/12/2016)

 

Nova regra de cobrança de transmissão eleva a oferta de geração por biomassa

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve aprovar até o fim do ano resolução que regulamenta a mudança da forma de cobrança de encargos para o setor de geração de energia a biomassa. A medida, caso aprovada, viabilizará um volume adicional de oferta de energia de usinas movidas principalmente a bagaço de cana-de-açúcar de 500 megawatts (MW) médios, volume que equivale a mais que o dobro do contratado no leilão A­5 este ano, de acordo com a Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen).

A mudança está incluída na Lei 13.299/2016, oriunda da MP 706/2015, que tratou da prorrogação do prazo de assinatura da renovação da concessão de distribuidoras da Eletrobras. Pela regra atual, as usinas a biomassa que produzem até 30 MW médios têm direito a descontos de, no mínimo, 50% nas tarifas de uso dos sistemas de distribuição e transmissão, que, na prática, são o "aluguel" da rede. Quando a produção da usina supera 30 MW médios, a térmica perde o direito ao desconto e é obrigada a pagar as tarifas cheias.

Pela nova regra, que depende apenas da regulamentação pela Aneel, a cobrança do encargo "cheio" será feita apenas para a parcela de energia que superar os 30 MW médios. A regra valerá para usinas que produzirem entre 30 MW e 50 MW médios.

Hoje, as usinas do setor, para evitar o risco de ultrapassar a barreira dos 30 MW médios, acabam produzindo cerca de 27 MW médios. Considerando essa diferença e que o setor possui cerca de 170 usinas do tipo, a Cogen estima que há um potencial de oferta imediata ao sistema de cerca de 500 MW médios.

"A Cogen e a Única [União da Indústria de Cana-de-Açúcar] têm a esperança clara de que algo tão importante para o setor de cogeração possa ser regulamentado, possibilitando dessa forma que geremos em torno de 500 MW médios adicionais ao mercado, sem qualquer necessidade de investimento", explicou Newton Duarte, presidente da Cogen, que participou de reunião com diretores da autarquia na semana passada, em Brasília, para discutir o assunto.

Segundo Duarte, a medida terá outro benefício ao sistema. Esse montante adicional de energia a biomassa contribuirá para compor a oferta de energia necessária para atender ao crescimento da demanda no mercado livre, devido ao movimento de migração intensa de novos consumidores.

O perfil dos novos consumidores do mercado livre, em geral, é formado por empresas e indústrias de pequeno e médio porte, com demanda entre 500 kW e 3 MW, que obrigatoriamente precisam contratar energia de projetos de fontes incentivadas (eólica, pequenas centrais hidrelétricas e térmicas a biomassa).

"Existe uma demanda enorme em função de um fluxo de mais de mil novos consumidores que estão no mercado livre e que necessitam dessa energia incentivada. Então uma ação dessas da Aneel agora, regulamentando a questão de forma correta, seria muito bom para todos nós", afirmou o executivo.

A Cogen, segundo Duarte, estima um início de recuperação da economia, e da demanda no setor elétrico, na segunda metade de 2017. Superada a questão da cobrança de encargos para as térmicas a biomassa, a entidade vai se concentrar em dois temas no próximo ano: o desenvolvimento de projetos de geração distribuída (GD) de maior porte, para complementar a intermitência da geração eólica no Brasil, e projetos de GD voltados ao mercados de distribuidoras, por meio de chamada pública. (Valor Econômico 13/12/2016)