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Índia inicia construção de sua primeira planta de etanol celulósico

A companhia estatal indiana Hindustan Petroleum deu o início ontem à construção da primeira fábrica de etanol de segunda geração do país, que será erguida com um aporte de 6 bilhões de rúpias indianas (equivalente a US$ 88 milhões), segundo o jornal indiano The Financial Express. A unidade ficará no distrito de Bhatinda, no Estado de Punjab, no norte do país.

No lançamento da pedra fundamental da planta, o ministro responsável pela área de energia, Sukhbir Singh Badal, declarou que cada distrito de Punjab deve ter uma planta de bioetanol para resolver o problema da poluição provocada pela queima da biomassa. O plano do governo é construir no total 12 unidades por um investimento de 10 trilhões de rúpias indianas (equivalente a cerca de US$ 1,5 bilhão).

“O governo está encorajando a produção de etanol de segunda geração de resíduos agrícolas para fornecer fontes adicionais de remuneração aos produtores, para encaminhar as crescentes preocupações com o ambiente e apoiar o programa Ethanol Blended Petrol [EBP, ou Petróleo Misturado ao Etanol, em livre tradução]”, afirmou o governo.

A planta de Bhatinda terá capacidade de processar até 400 toneladas de biomassa e produzir até 100 mil litros de etanol por dia, o que é suficiente para atender a mistura de 26% do etanol determinada pelo Estado de Punjab. (Valor Econômico 26/12/2016)

 

Venda de combustível cai pelo 2º ano seguido

O mercado brasileiro de combustíveis caminha para fechar 2016 em queda pelo segundo ano consecutivo, depois de recuar 1,9% no ano passado. Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), o consumo de derivados, no Brasil, caiu 2,3% em novembro, na comparação com igual período do ano passado, e acumula retração de 4,5% no ano, num sinal de intensificação da trajetória de redução nas vendas. Ao todo, foram comercializados, no mês passado, 10,982 bilhões de litros, o menor volume para o mês desde 2011.

Historicamente atrelado ao desempenho da economia, o consumo de diesel recuou 3,4% em novembro, para 4,4 bilhões de litros, e acumula uma queda de 5% no ano. Já as vendas de etanol hidratado caíram 28,6% no mês passado. Entre janeiro e novembro, as vendas do biocombustível registraram baixa de 17,6%.

A gasolina C (misturada ao etanol anidro), por sua vez, é um dos destaques positivos do ano, com alta de 14% no mês passado e de 4,3% no acumulado do ano. Esse crescimento reflete a preferência do consumidor pelo derivado, em detrimento do etanol.

As vendas de gasolina estão substituindo parte do declínio do consumo do álcool, cujos preços, nas bombas, têm se mostrado menos favoráveis este ano, na paridade com a gasolina, frente a 2015.

Os números da ANP, contudo, mostram que o consumo maior da gasolina não tem sido suficiente para sustentar o crescimento do mercado chamado Ciclo Otto (veículos leves que consomem gasolina, etanol ou ambos), tradicionalmente atrelado ao comportamento da renda das famílias. Quando somada a comercialização total de gasolina e hidratado, considerando a equivalência energética dos produtos, a queda desse segmento no acumulado do ano é de 0,84%.

Outro destaque positivo do ano é o consumo de gás liquefeito de petróleo (GLP), que subiu 6,4% em novembro e acumula, no ano, alta de 1%. As vendas de óleo combustível, por outro lado, caíram 40% no mês passado. Entre janeiro e novembro, a queda acumulada é de 33,1%, em função do menor despacho termelétrico.

No segmento de aviação, o cenário também é de retração no consumo de derivados, acompanhando a queda na demanda por voos nacionais. Enquanto as vendas de querosene de aviação registram baixa de 9,9% em novembro e de 8,1% no ano, a comercialização de gasolina de aviação caiu 4,3% no mês passado e, em 2016, acumula queda de 11,1%. (Valor Econômico 27/12/2016)

 

China definirá taxa de importação para etanol até final de janeiro, diz autoridade

A China anunciará nova taxa de importação de etanol "em breve", no máximo no fim de janeiro, afirmou um oficial da alfândega nesta terça-feira, em meio a especulações de que o país havia abandonado as tarifas para os Estados Unidos, principal produtor mundial de biocombustível.

Os comentários vieram depois que o Ministério das Finanças informou na sexta-feira que iria ajustar as tarifas para o etanol, sem dar mais detalhes da mudança.

Acompanhando essa declaração, o ministério havia publicado uma lista de mudanças nas tarifas de importação e exportação para o próximo ano para outras commodities, como produtos siderúrgicos e fertilizantes. A lista não incluía etanol.

A ausência do biocombustível na lista agitou a especulação entre os operadores norte-americanos que o governo tinha removido a taxa de 5 por cento para as importações dos EUA. (Reuters 27/12/2016)