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Bônus da Raízen

A Raízen Fuel Finance contratou bancos para preparar encontros com investidores nos Estados Unidos e na Europa a partir da segunda-feira, de acordo com uma fonte.

Pelo cronograma, as reuniões acontecerão em Los Angeles e Londres, na segunda-feira; em Boston, na terça-feira; e em Nova York, na terça e na quarta.

O roadshow pode ser seguido por uma oferta de bônus, dependendo das condições de mercado.

A expectativa é que a empresa levante pelo menos US$ 500 milhões e que os títulos tenham prazo intermediário, o que pode chegar a dez anos.

Os bancos contratados são Bank of America Merrill Lynch, Citi, J.P. Morgan, Santander e Bradesco.

 agência de classificação de risco S&P Global Ratings atribuiu a nota "BBB-" para a proposta de emissão. A S&P não espera impacto nas métricas de alavancagem da companhia. (Valor Econômico 06/01/2017)

 

Açúcar: Instabilidade

A instabilidade nos preços do barril do petróleo limitou os ganhos do açúcar na bolsa de Nova York ontem.

Os papéis com vencimento em maio fecharam o pregão a 20,43 centavos de dólar a libra-peso, leve alta de 2 pontos.

O petróleo mais caro tende a elevar a demanda por etanol, reduzindo a produção de açúcar no médio prazo e dando sustentação aos contratos.

O combustível fóssil, no entanto, oscilou fortemente ao longo do dia de ontem em meio ao aumento dos estoques de gasolina nos EUA e à confiança do mercado na capacidade da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de reduzir a produção em 1,2 milhão de barris por dia.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal ficou em R$ 88,99 a saca de 50 quilos, desvalorização de 0,45%. (Valor Econômico 06/01/2017)

 

Índia deverá produzir menos açúcar que o esperado em 2016/17

A produção de açúcar da Índia em 2016/17 deverá cair para 22 milhões de toneladas, recuo de 4,3 por cento na comparação com uma estimativa anterior, com usinas em importantes Estados produtores encerrando a safra mais cedo devido à falta de cana-de-açúcar, disse uma importante associação do setor à Reuters.

Uma queda de produção abaixo do volume de consumo, de cerca de 25 milhões de toneladas, pode elevar os preços locais e estimular o país, segundo maior consumidor mundial da commodity, a permitir importações isentas de tarifas, sustentando os preços globais do adoçante.

Nos dois últimos anos, secas prejudicaram os canaviais do Estado de Maharashtra, principal produtor de açúcar do país.

"O impacto da seca foi muito mais severo em Maharashtra do que se pensava", disse à Reuters o presidente da Associação das Usinas de Açúcar do Oeste da Índia (Wisma, na sigla em inglês), B.B. Thombre.

A Wisma projetava anteriormente que o país iria produzir 23 milhões de toneladas de açúcar na safra 2016/17, que começou em 1º de outubro.

Thombre ressaltou que à medida que os dados sobre Maharashtra forem revisados, a produção total da Índia poderá cair para 22 milhões de toneladas. (Reuters 05/01/2017)

 

Anfavea prevê alta de 13% na venda de máquinas agrícolas

Após as vendas de máquinas agrícolas terem superado as expectativas iniciais da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) em 2016, a entidade apresentou ontem projeções mais otimistas para 2017. Segundo a Anfavea, as vendas no mercado doméstico devem crescer 13% neste ano em relação a 2016, alcançando a 49,5 mil unidades. Os dados incluem as vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias e também as de colhedoras de cana-de-açúcar, que passam a fazer parte das estatísticas neste ano.

No ano passado, a produção nacional de máquinas agrícolas caiu 4,1%, para 53 mil unidades. As vendas no mercado doméstico recuaram 4,8%, somando 42,8 mil unidades. E as exportações tiveram queda de 5,7%, para 9,5 mil unidades. (ver infográfico) Embora tenha havido retração, as quedas foram menores do que a entidade previa inicialmente.

De acordo com Ana Helena de Andrade, vice-presidente da Anfavea, a melhora nas expectativas dos produtores rurais deve levar ao crescimento das vendas este ano. "Essa confiança, aliada à expectativa de maior produção neste ano e à disponibilidade de recursos para poder financiar a aquisição das máquinas, vai propiciar um ano de 2017 melhor que 2016", afirmou a jornalistas.

O Moderfrota, principal linha de crédito para máquinas agrícolas, já atingiu R$ 4,2 bilhões em financiamentos de um total de R$ 5 bilhões disponibilizados pelo Plano Safra. Essa grande demanda levou o governo a negociar um aporte de mais R$ 2,5 bilhões para o programa, remanejando recursos do Plano Safra.

"Não houve a necessidade de acessar esse montante adicional em dezembro, mas esse valor garante que não haverá interrupção de recursos para os primeiros meses do ano", disse ela.

A Anfavea divulgou também os resultados do último mês de 2016. As vendas em dezembro somaram 4.093 unidades, 84% acima de igual mês do ano anterior. De acordo a associação, o avanço expressivo também é reflexo da fraca base de comparação. "Não tivemos uma escassez de recursos no fim do ano passado como no fim de 2015", acrescentou.

Para a vice-presidente da Anfavea, a queda vista em 2016 pode ser explicada pela crise de confiança que afetou os produtores. "Embora as vendas tenham superado nossa estimativa inicial, essa queda só pode ser explicada pela falta de confiança. A agricultura brasileira foi bem em 2016, mas o agricultor estava receoso de fazer novos investimentos", disse. (Valor Econômico 06/01/2017)