Setor sucroenergético

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Usinas fecham safra com dívida de R$ 100 bi

Embora o valor seja considerado alto, o endividamento total do setor já foi bem maior.

As usinas de açúcar e álcool devem encerrar a atual safra 2016/17 devendo um faturamento do setor, estimado em cerca de R$ 100 bilhões, de acordo com estimativas preliminares feitas por Antonio de Padua Rodrigues, diretor da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Única), a pedido do Estado.

Das 80 usinas desativadas nos últimos anos, Única acredita que poucas têm chance de voltar a operar.

Embora o valor seja considerado alto, o endividamento total do setor já foi bem maior, segundo Rodrigues. Nas últimas duas safras, por exemplo, disse o executivo, as indústrias sucroalcooleiras iniciaram seus ciclos devendo cerca de 110% da receita total do setor. “A redução do endividamento do setor reflete a melhora dos preços do açúcar”, afirmou.

No ano passado, importantes grupos do setor fizeram reestruturações de suas dívidas. Foi o caso da Odebrecht Agroindustrial, que no segundo semestre de 2016 renegociou cerca de R$ 7 bilhões de dívidas com os principais bancos credores, como Bradesco, Santander, BNDES, Itaú e Banco do Brasil. A empresa se comprometeu a fazer uma capitalização de R$ 6 bilhões, dos quais R$ 2 bilhões serão com aporte de ativo e R$ 4 bilhões em injeção financeira. A indiana Renuka, que tem quatro usinas no País e está em recuperação judicial desde outubro de 2015, está tentando leiloar uma de suas usinas de São Paulo, para tentar abater sua dívida, estimada em R$ 2 bilhões.

Segundo Rodrigues, da Unica, das 80 usinas desativadas nos últimos anos, poucas são as chances delas voltarem a operar.

Segundo ele, nem todos os grupos e estão investindo em renovação de canavial. A produtividade recuou na safra 2016/17. Na região Centro-Sul, ficou em torno de 77 toneladas por hectare. “Teria potencial para chegar a 85 toneladas por hectare. Daria para aumentar a produção de cana em 80 milhões de toneladas com as unidades atuais” A colheita é estimada em 650 milhões de toneladas no País. (O Estado de São Paulo 12/01/2017)

 

Após ‘boom’ de investimentos, setor sucroalcooleiro sai do radar das múltis

Com novas usinas e aportes de R$ 15 bi entre 2003 e 2010, setor mudou de cara com forte ajuda do capital estrangeiro, que hoje tem 30% da produção de cana; agora, em dificuldades, muitos grupos só não deixam o Brasil por falta de comprador, dizem fontes.

As multinacionais reduziram seu apetite no setor de açúcar e álcool no Brasil. Responsáveis por ajudar a impulsionar a expansão do setor entre 2003 e 2010, período marcado pela retomada do consumo de etanol com os carros flex e a promessa de que o combustível renovável se tornaria uma commodity global, tradicionais indústrias do País e novos investidores fizeram aportes estimados em cerca de R$ 15 bilhões para construção de usinas, fusões e aquisições nesse segmento.

Empolgadas com o potencial mercado que se abria para o consumo do etanol, grandes produtoras de grãos, como as tradings ADM, Bunge, Cargill e Louis Dreyfus, fizeram pesadas apostas e inflacionaram o setor com a compra de usinas e a construção de novas unidades, incentivando outros grupos estrangeiros a investir no setor no País, como a indiana Shree Renuka, uma das maiores produtoras de açúcar da Índia, fundos de investimentos e até petroleiras gigantes, como Shell (sócia da Cosan), BP e a própria Petrobrás.

Até então, dominado por tradicionais usineiros do País, o setor mudou de mãos e abriu novas fronteiras fora de São Paulo, maior Estado produtor. O capital estrangeiro responde por uma participação relevante da produção de cana do País, cerca de 30%, mas deve reduzir esse porcentual, uma vez que o setor continua mergulhado em uma forte crise, que provocou o fechamento de 80 unidades produtoras levou boa parte das usinas a pedir recuperação judicial.

Os estrangeiros estão presente direta ou indiretamente em metade dos dez maiores grupos em operação no País (ver quadro).

Frustração

“O boom de investimentos deu um novo fôlego e cara nova ao setor. Mas muitos investidores estrangeiros acharam que poderiam importar a gestão de suas matrizes para o negócio e se deram mal”, disse Júlio Maria Martins Borges, sócio consultoria JOB Economia.

“As tradings de grãos e gigantes petroleiras vieram com a promessa de expansão, que não se concretizou. A americana ADM (que vendeu sua usina e projetos para duas unidades em 2016) saiu, a indiana Renuka entrou em recuperação judicial (e não tem interessados no leilão de sua usina) e a petroleira BP estagnou”, afirmou Borges.

Fontes do mercado financeiro afirmaram ao Estado que grandes grupos só não saem do negócio porque não há comprador, citando a Bunge e a Louis Dreyfus, dona da Biosev no País. “As duas estão entre as maiores tradings globais, mas não tiveram o resultado esperado na produção de açúcar e etanol”, disse uma fonte de banco.

Para Plinio Nastari, da Datagro, outra importante consultoria do setor, enquanto não houver transparência de competitividade do etanol com a gasolina, esse segmento não vai ter o retorno esperado.

Antonio de Pádua Rodrigues, diretor da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), disse que há perspectivas de melhora para o setor com a recuperação dos preços internacionais do açúcar. No entanto, lembrou que 50% da safra de cana do País é destinada à produção de etanol, que precisa de uma política que garanta estabilidade ao negócio. “O programa Renova Bio (lançado pelo governo federal em dezembro) promete dar um fôlego”, disse.

Com a crise que já perdura há pelo menos cinco anos, a expectativa era de que os preços dos ativos no setor recuassem atraindo novos investidores. “De fato, o valor das usinas caiu, mas ainda ninguém se arrisca a entrar no setor”, afirmou um executivo que reestrutura empresas no País. “Podemos ver a entrada de fundos especializados em empresas problemáticas, mas grandes negócios serão raros no curto prazo”.

A mais recente transação envolvendo o aumento de participação de grupo estrangeiro ocorreu em dezembro, com a venda da fatia da Petrobrás na Guarani, do grupo francês Tereos. A estatal também fez uma reestruturação societária para sair do grupo São Martinho. O grupo alemão Suedzucker informou em novembro que o Brasil é alvo de possível aquisição, mas ainda não fez movimento nesse sentido. “A chinesa Cofco (que incorporou as usinas da Noble Group após uma aquisição global) também poderá expandir, mas não é o momento”, disse outra fonte.

Procurada, a Bunge reiteirou a declaração dada pelo presidente global da companhia, Soren Schroder, em dezembro. Segundo ele, “a venda dos negócios de açúcar no Brasil não é o caminho certo, embora o setor esteja entrando num ciclo ascendente”. A Dreyfus informou, em nota, que “não tem planos de vender a Biosev”. Já a BP disse que o Brasil é estratégico, continua investindo em suas usinas e entende que os biocombustíveis têm papel fundamental dentro da matriz energética. A Cofco não retornou os pedidos de entrevista. (O Estado de São Paulo 12/01/2017)

 

Açúcar tem leve alta na bolsa de Nova York, fechando a 20,56 cents/lb

Os contratos futuros de açúcar na ICE se firmaram nesta quarta-feira. Apesar disso, o spread do prêmio do açúcar bruto para março ante maio ficou próximo da mínima de 10 meses atingida na sessão anterior, potencialmente indicando menores preocupações com a oferta no curto prazo.

O açúcar bruto para março subiu 0,08 centavo, ou 0,4 por cento, e fechou a 20,56 centavos por libra-peso, com o prêmio sobre maio a 0,17 centavo, perto da mínima de 10 meses de terça-feira.

O contrato do açúcar branco para março encerrou em alta de 2,70 dólares, ou 0,5 por cento, a 539,10 dólares por tonelada. (Reuters 12/01/2017)

 

Justiça bloqueia até R$ 4 milhões do ministro Blairo Maggi e mais 8

Maggi e outros são acusados de comprar vaga no TCE-MT para deputado.

Juiz ainda determinou o afastamento de conselheiro do cargo.

A Justiça de Mato Grosso determinou, nesta terça-feira (9), o bloqueio de até R$ 4 milhões em bens do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, e de outras oito pessoas acusadas de usar dinheiro público para comprar uma vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para beneficiar o ex-deputado estadual Sérgio Ricardo, que também é reu na ação. A decisão tem caráter liminar e é cabível de recurso.

O ministro disse, em nota, ter ficado surpreso com a decisão, pois não houve nenhum fato novo no processo que tramita na esfera federal, no qual era investigado pela mesma nomeação, e alegou consciência tranquila. "Estou pronto para prestar todos os esclarecimentos à Justiça e, recorrer da medida, por entender não ter sido justa a decisão proferida, ainda que liminarmente", declarou.

Na mesma decisão, o juiz da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular, Luiz Aparecido Bertolucci Júnior, determinou o afastamento de Sérgio Ricardo do cargo de conselheiro do TCE-MT. Sérgio Ricardo e o TCE-MT informaram, por meio de assessoria, que ainda não foram notificados da decisão.

Acusado de improbidade administrativa e dano ao erário, Blairo Maggi teria participado das negociações com o então conselheiro Alencar Soares para que ele se aposentasse e abrisse espaço para que Sérgio Ricardo pudesse assumir o cargo que é vitalício, em maio de 2012, de acordo com o Ministério Público Estadual (MPE-MT). Alencar Soares também é réu no processo, sob acusação de ter recebido R$ 4 milhões para se aposentar antes do prazo.

Na sentença, o juiz cita trechos da ação sobre a participação de Blairo Maggi no esquema. "[Ele] concordou com a pretensão espúria de Éder Moraes e Sérgio Ricardo, participou de reuniões e ordenou devolução de dinheiro, tendo também ordenado pagamentos, retardando e depois concretizando compra de vaga do TCE, inicialmente segurando e depois forçando a aposentadoria antecipada de Alencar Soares, com o firme propósito de abrir a oportunidade de ingresso de protegidos, em negociata realizada na surdina", destacou. O então secretário de estado, Eder Moraes, também teria a pretensão de ocupar uma vaga no órgão.

Segundo o magistrado, quando governador, Maggi também teria supostamente ordenado o então secretário de estado, Eder Moraes, a fazer um acerto imoral, "através de repasses extraídos da 'conta corrente', ou seja, de conta alimentada e mantida com recursos públicos desviados, oriundos de esquema montado e alimentado com dinheiro público", alvo da Operação Ararath, deflagrada em 2013 pela Polícia Federal.

O pagamento da vaga teria sido feito por meio de uma factoring do empresário Júnior Mendonça, tido como operador de um esquema de lavagem de dinheiro desviado dos cofres estaduais. Mendonça firmou acordo de delação premiada com a Justiça e, em um dos depoimentos prestados durante as investigações, disse que a negociação da vaga entre Maggi e Soares teria ocorrido durante uma viagem dos dois à África do Sul, em 2009.

Além de Blairo Maggi, o bloqueio atinge Sérgio Ricardo, Alencar Soares, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), que está preso desde 2015, o ex-conselheiro do TCE-MT e ex-deputado, Humberto Bosaipo, o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), José Geraldo Riva, o empresário Gércio Marcelino Mendonça, o Júnior Mendonça, Leandro Valoes Soares, filho de Alencar Soares, e o ex-secretário de estado, Eder Moraes. Os nove são réus nessa ação.

A defesa de Eder Moraes informou que o cliente ainda não foi notificado da decisão e que irá apresentar defesa no prazo legal. Já o advogado de Júnior Mendonça alegou que ainda não tomou ciência da decisão e alegou que, como colaborador premiado, ele vem cumprindo integralmente todas as condições impostas pela Justiça. Por sua vez, a defesa de Silval Barbosa informou que só se manifestará sobre o caso após ter conhecimento da decisão. O G1 não conseguiu manter contato com José Riva, Humberto Bosaipo, Alencar Soares e Leandro Soares até a publicação desta reportagem.

Inicialmente, conforme o magistrado, a vaga, que estava reservada para alguém indicado pela Assembleia Legislativa, teria sido negociada por R$ 12 milhões. No entanto, houve comprovação do pagamento de R$ 4 milhões, segundo a decisão.

Para o magistrado, Sérgio Ricardo lesou o erário público ao colaborar e causar a perda do patrimônio público com desvio e apropriação indevida de dinheiro público. "[Sérgio Ricardo] comprou a vaga (cadeira) do TCE-MT (lugar ocupado por Alencar Soares), com o pagamento de propina, estando comprovada a transferência para ele, (...) tudo para forçar a aposentadoria antecipada de Alencar Soares, atendendo a seus interesses e em cumprimento a decisão espúria tomada em reunião com autoridades do alto escalão de governo", diz trecho da sentença.

Negociações

No começo de 2009, segundo a decisão, houve uma reunião com autoridades do alto escalão do governo para tratar do preenchimento de duas vagas no TCE, sendo definido que uma seria de Sérgio Ricardo e outra de Eder Moraes. Teriam participado da reunião Maggi, Riva, Silval, Sério Ricardo, Humberto Bosaipo e Éder Moraes, conforme o magistrado.

Outras reuniões foram realizadas com o conselheiro do TCE, Alencar Soares, e o filho dele, Leandro Soares.

A pedido de Blairo Maggi, Eder teria supostamente providenciado o pagamento de R$ 4 milhões ao conselheiro Alencar para que este devolvesse ao deputado Sérgio Ricardo o valor por ele pago, servindo o restante para complementar o pagamento de uma das vagas que seriam abertas.

Tanto que, certa vez, conforme a ação, Eder Moraes e Júnior Mendonça foram até o gabinete do conselheiro Alencar Soares para honrar o compromisso do governador, entregando-lhe um cheque de R$ 2,5 milhões, da Amazônia Petróleo, uma das empresas de Júnior Mendonça.

Além disso, a pedido de Alencar Soares, o cheque foi substituído por três transferências bancárias e depósito de vários cheques em favor de uma empresa indicada pelo então conselheiro do TCE-MT, o que, segundo o magistrado, pode ser constatado por meio de comprovantes de transferências e extratos bancários.

O acordo foi selado, no entanto, no início de 2010, quando foi repassado mais R$ 1,5 milhão a Alencar Soares, totalizando R$ 4 milhões. Numa reunião para pôr fim à questão, ficou esclarecido que a vaga destinada a Sérgio Ricardo seria a do conselheiro Alencar Soares.

Operação Ararath

A nomeação de Sérgio Ricardo no cargo foi investigada no âmbito da Operação Ararath, na qual a Polícia Federal investigou um suposto esquema de lavagem de dinheiro oriundo de crimes financeiros e corrupção, que teria movimentado cerca de R$ 500 milhões nas contas de factorings e empresas de fachada de integrantes da quadrilha. O dinheiro ilícito teria sido usado para financiar campanhas eleitorais e comprar a vaga no TCE.

Após o cumprimento de diversos mandados de busca e apreensão, segundo  a decisão, foi identificado o envolvimento do ex-secretário Eder Moraes, de várias empreiteiras e empresas prestadoras de serviço ao estado de Mato Grosso, tanto durante o governo de Blairo Maggi quanto no de Silval Barbosa, como consta da decisão.

Conforme o Ministério Público Estadual, Blairo Maggi estimulou e permitiu a utilização de factoring como forma de levantar recursos para fazer frente às despesas públicas, o que, segundo o órgão, teve continuidade no governo de Silval Barbosa (PMDB), que era vice de Blairo e assumiu o cargo em 2010 após a renúncia de Maggi para concorrer a uma vaga no Senado.

Até agora já foram realizadas mais de 10 fases da operação e presos políticos e empresários do estado. A primeira delas foi em 2013. Mais de 50 pessoas foram e ainda são investigadas.

Blairo Maggi foi um dos investigados, mas o processo contra ele foi arquivado em maio do ano passado pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido de arquivamento foi feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. (G1 11/01/2017)

 

Executivo da Dedini colabora com livro sobre 40 anos do Proálcool

Convidado como colaborador na produção do livro “Proálcool 40 anos”, o engenheiro de produção e consultor da Dedini Indústrias de Base, José Luiz Olivério ressalta a oportunidade de revisitar a história de implantação e desenvolvimento do Proálcool (Programa Nacional do Álcool), um dos mais importantes programas bioenergéticos de todo o mundo. O organizador do livro, professor Luís Augusto Barbosa Cortez, e Olivério serão entrevistados sobre o tema no programa JC Debate, que vai ao ar no dia 12 de janeiro, quinta-feira, das 12h30 às 13h, na TV Cultura.

O livro, lançado no final do ano passado, foi organizado por Luís Augusto Barbosa Cortez, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro da coordenação do Programa Fapesp de Pesquisa em Bioenergia (Bioen). Apresenta informações sobre a saga brasileira de produção e uso de etanol veicular e destrincha o Proálcool.

Vice-presidente de Tecnologia e Desenvolvimento do Grupo Dedini até 2015, Olivério atuou e acompanhou muito de perto o Proálcool desde o seu nascimento até cada uma das fases vividas pelo programa, boas ou nem tanto. A Dedini foi uma das protagonistas do programa e as informações fornecidas ajudaram nesse raio X escrito por vários pesquisadores ligados ao Bioen, com o auxílio de profissionais que participaram dessa história.

Criado por decreto governamental no Brasil em novembro de 1975, o Proálcool contribuiu para impulsionar a produção de bioenergia no país nas últimas quatro décadas e representa uma das maiores realizações genuinamente brasileiras baseadas em ciência e tecnologia.

A principal motivação da criação do programa foi diminuir a dependência brasileira do petróleo, cujo preço disparou subitamente em 1973, quando ocorreu o chamado primeiro choque do petróleo.

Com o passar dos anos, se observou que, além das vantagens econômicas, o etanol da cana-de-açúcar apresentava uma grande vantagem do ponto de vista ambiental para o país, porque emitia menos carbono para a atmosfera em comparação com a gasolina e outros combustíveis, contribuindo para reduzir a poluição do ar nos grandes centros urbanos, além de trazer importantes benefícios sociais ao gerar emprego e renda na atividade agroindustrial.

“A Dedini teve um papel muito relevante na implantação e no desenvolvimento do Proálcool, ao ajudar a implantar centenas de destilarias autônomas no início do programa – hoje chamadas de usinas de etanol, com tecnologia totalmente brasileira”, disse José Luiz Olivério.

SERVIÇO

O livro “Proálcool 40 anos” está disponível para acesso livre em openaccess.blucher.com.br/article-list/proalcool-universidades-e-empresas-40-anos-de-ciencia-e-tecnologia-para-o-etanol-brasileiro-310/list#articles

O JC Debate é um programa diário, apresentado ao vivo pela jornalista Andresa Boni das 12h30 às 13h, na TV Cultura. (Brasil Agro 11/01/2017)

 

Nematoides e o desafio da produtividade na cultura da cana-de-açúcar

Quando falamos especificamente sobre os nematoides que afetam a cana-de-açúcar, podemos destacar quatro espécies: Meloidogyne javanica, Meloidogyne jncognita, Pratylenchus jrachyurus e Pratylenchus zeae, sendo essa última a mais corriqueira. Cada uma delas apresenta diferentes graus de infestação e severidade de danos à cultura e são responsáveis por reduzir a produtividade dos canaviais em cerca de 10%, podendo chegar a 50%.

Os sintomas da praga não são facilmente perceptíveis durante o desenvolvimento da cana, mas as irregularidades na lavoura podem indicar a presença de nematoides. Se o produtor perceber a redução da produtividade em sua lavoura, o ideal é que ele colete amostras de raízes e de solo da área, e envie para análise em laboratório para comprovar sua desconfiança em relação aos nematoides.

Esses parasitas, geralmente, já estão presentes na área que será utilizada para o cultivo, por isso, embora o produtor não consiga prevenir, existem algumas medidas que podem auxiliar na contenção da disseminação dos nematoides como: um bom terraceamento que evite a erosão do solo, o cuidado na limpeza dos maquinários e a utilização de mudas de qualidade.

Quando o solo já apresenta sinais de contaminação e o objetivo é diminuir a população de nematoides, o produtor pode fazer o uso de nematicidas químicos seguindo as boas práticas de aplicação. Atualmente, o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) está buscando variedades de cana-de-açúcar tolerantes aos nematoides para auxiliar o agricultor a atingir todo o potencial produtivo da cana-de-açúcar. (IAC 12/01/2017)

 

Produção de etanol nos EUA aumenta 0,6% na semana, para 1,049 milhão de barris/dia

A produção média de etanol nos Estados Unidos foi de 1,049 milhão de barris por dia na semana passada, volume 0,6% maior do que o registrado na semana anterior, de 1,043 milhão de barris por dia.

Os números foram divulgados nesta quarta-feira pela Administração de Informação de Energia do país (EIA, na sigla em inglês). Os estoques do biocombustível aumentaram 7% na semana encerrada no dia 6 de janeiro, para 20 milhões de barris.

Os números de produção de etanol nos Estados Unidos são um importante indicador da demanda interna por milho. No país, o biocombustível é fabricado principalmente com o cereal e a indústria local consome cerca de um terço da safra doméstica do grão. (Down Jones 11/01/2017)