Setor sucroenergético

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Guizo no gato

O mercado está querendo saber por que a Raízen, de Rubens Ometto Silveira Mello, emitiu US$ 500 milhões em bônus ontem, 12-jan-17, a terceira emissão externa apenas nesta semana.

Estão planejando comprar o que? (Blog Direto da fonte com Sonia Racy - O Estado de São Paulo 13/01/2017)

 

Raízen capta US$ 500 mi

A Raízen fechou uma captação de US$ 500 milhões em bônus de dez anos, segundo fonte.

A companhia conseguiu reduzir a taxa proposta inicialmente e fechou a operação com retorno ao investidor de 5,3% ao ano.

O rendimento estimado inicialmente era de cerca de 5,75%.

A Raízen, que possui grau de investimento pelas agências S&P e Fitch, conseguiu taxa nelhor do que a Fibria, que captou US$ 700 milhões na véspera, com retorno de 5,7% em títulos de dez anos.

A produtora de celulose também tem grau de investimento.

A Raízen atraiu uma demanda de US$ 4 bilhões, segundo uma fonte.

A operação foi liderada por Bank of America Merrill Lynch (BofA), Bradesco BBI, Citi, J.P. Morgan e Santander. (Valor Econômico 13/01/2017)

 

Terminais sem rumo

A decisão da Rumo, de Rubens Ometto Silveira Mello, de devolver a concessão de dois portos secos no Rio Grande do Sul está provocando um bate cabeças no governo.

O Ministério dos Transportes diz que o problema é da ANTT; a agência empurra o abacaxi de volta para o Ministério. (Jornal Relatório Reservado 12/01/2017)

 

Usina da Renuka encalha sobre o balcão

Os credores da Renuka do Brasil encabeçados pelo Banco Votorantim e pelo Itaú, já discutem alternativas para a Usina Madhu, localizada em Promissão (SP).

Uma das hipóteses é assumir o empreendimento, reestruturá-lo e vendê-lo mais à frente.

Colocar para dentro de seus balanços uma moedora de cana-de-açúcar está longe de ser a solução ideal para os bancos.

O problema é que, por ora, ainda não surgiu qualquer candidato no leilão da unidade sucroalcooleira, que foi prorrogado até o dia 23 de janeiro.

Na primeira tentativa, no último dia 20 de dezembro, também não houve lances pela usina, avaliada em R$ 700 milhões.

A negociação é fundamental para o abatimento da dívida com os bancos. Em recuperação judicial, a Renuka, de origem indiana, tem um passivo total superior a R$ 2 bilhões.

Procurada, a companhia confirmou que, até agora, não "apareceram interessados".

Como desta vez não haverá preço mínimo, a Renuka espera que a venda da usina "seja concluída no leilão". (Jornal Relatório Reservado 13/01/2017)

 

Açúcar: Cenário incerto

As incertezas sobre a situação no mercado indiano de açúcar continuam a gerar volatilidade nos futuros da commodity na bolsa de Nova York.

Os papéis com vencimento em maio fecharam ontem a 20,52 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 14 pontos.

Embora o consumo no país seja estimado em até 26 milhões de toneladas e a produção na atual temporada deva alcançar entre 22,5 milhões e 23,5 milhões de toneladas, as autoridades locais têm descartado a necessidade de importar açúcar, alegando estoques suficientes.

Ainda assim, os preços locais já subiram mais de 10% no último mês, refletindo a escassez de açúcar no mercado interno.

No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 89,11 a saca de 50 quilos, alta de 0,19%. (Valor Econômico 13/01/2017)

 

Cade aprova operação entre Petrobras e São Martinho

O grupo São Martinho incorporará os 49% de participação da petroleira na empresa Nova Fronteira Bioenergia

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou operação entre a Petrobras e a São Martinho no ramo de biocombustíveis. A aprovação, sem restrições, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira, 12.

Pela operação, o grupo São Martinho, um dos maiores produtores de açúcar e álcool do País, incorporará os 49% de participação da petroleira na empresa Nova Fronteira Bioenergia.

Em troca, a Petrobras receberá 6,59% do capital total da São Martinho. As ações devem ser vendidas pela estatal em mercado “de maneira estruturada”, de acordo com comunicado divulgado no início de dezembro.

O acordo começou a ser discutido há mais de um ano e faz parte do movimento da Petrobras de sair de negócios que não são considerados estratégicos pela empresa. O valor da transação é avaliado em cerca de US$ 133 milhões.

Petrobras Biocombustíveis e São Martinho formaram a joint venture em 2010 e criaram a Nova Fronteira, controladora da Usina Boa Vista (GO). (Agência Estado 12/01/2017)

 

Agrishow lamenta visão distorcida do produtor rural

 “Os promotores da Agrishow, maior feira do agronegócio no Brasil, manifestam seu apoio às preocupações das principais entidades do setor e à proposta de uma reação coletiva de instituições, empresas e empresários rurais ao samba-enredo da Escola Imperatriz Leopoldinense, para o desfile do Carnaval do Rio de Janeiro 2017.

Motivo de orgulho para o país, o agricultor brasileiro possui uma série de responsabilidades, ao garantir o abastecimento de alimentos no mundo, por meio da aplicação de técnicas e tecnologias de ponta, de práticas sustentáveis e da integração entre suas mais diversas atividades. Em 2016, a comunidade agrícola foi a única atividade econômica a fechar o ano com saldo positivo na geração de empregos e na manutenção da balança comercial superavitária.

Dessa maneira, um enredo, que utiliza a palavra “monstro” para definir o produtor rural, e alas, como “fazendeiros e seus agrotóxicos”, apresentam uma imagem distorcida, inverídica e injustamente generalizada do agricultor brasileiro e demonstram a falta de conhecimento de suas atividades e de sua importância social e econômica para o país e para a sociedade.

Compreendemos a relevância do tema, que busca exaltar a comunidade indígena e sua contribuição para a cultura e a história de nosso país. No entanto, de maneira alguma, pode-se concordar com a divulgação de uma mensagem preconceituosa em relação aos nossos produtores e, também, de uma visão de que haja um antagonismo entre o segmento do Agro e a comunidade indígena. (Diretoria da AGRISHOW 12/01/2017)

 

Fila de navios para embarcar açúcar diminui de 17 para 16 na semana

O total de navios que aguardam para embarcar açúcar nos portos brasileiros diminuiu de 17 para 16 na semana encerrada na quarta-feira, 11, segundo levantamento da agência marítima Williams Brazil. O relatório considera embarcações já ancoradas, aquelas que estão ao largo esperando atracação e também as que devem chegar até o dia 25 de janeiro.

Foi agendado o carregamento de 464,59 mil toneladas de açúcar. A maior quantidade será embarcada no Porto de Santos (SP), de onde sairão 230,62 mil toneladas, ou 50% do total. Paranaguá responderá por 28% (132,80 mil toneladas); Maceió, por 11% (52,42 mil toneladas); Suape, por 6% (26,25 mil toneladas); e Recife, por 5% (22,50 mil toneladas). Em Santos, o terminal da Copersucar deve embarcar 72,02 mil toneladas. No da Rumo, são 158,60 mil toneladas.

A maior parte do açúcar a ser embarcado é da variedade VHP, açúcar bruto de alta polarização, com 414,54 mil toneladas. Outras 50,05 mil toneladas são de refinado A-45, carregado ensacado. (Agência Estado 12/01/2017)