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Lauro Jardim: Odebrecht põe à venda seus negócios de açúcar e etanol

Após fazer uma renegociação das dívidas no ano passado, o que incluiu o aporte de R$ 6 bilhões feito pela holding, a Odebrecht Agroindustrial pode estar caminhando para o seu fim. Segundo o jornalista Lauro Jardim, do O Globo: “A Odebrecht está procurando um comprador para todas as suas operações (deficitárias, aliás) de açúcar e álcool no Brasil”.

Mesmo após a renegociação das dívidas, em julho de 2016, rumores afirmavam que a divisão poderia entrar com pedido de reestruturação judicial, o que foi negado pela companhia. Na ocasião, o grupo revelou a existência de um programa de venda de ativos, mas não confirmou se as usinas fariam parte.

Mudança de nome

Neste domingo a Folha de São Paulo revelou que a Odebrecht estuda até mesmo mudar de nome. A reportagem questiona: “O que você faria se tivesse com a reputação no lixo, fosse considerada a empresa mais corrupta do mundo e tivesse que se reerguer em meio à maior recessão da história?”.

Há duas estratégias em discussão dentro da Odebrecht, segundo o jornal: usar uma marca única, e um dos possíveis novos nomes discutidos seria ODB ou criar nomes independentes para cada subsidiária.

Atualmente, a Odebrecht possui nove usinas no país, com capacidade de moagem total de 3,6 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra. Para 2016/17, a meta da companhia era alcançar uma moagem de 30,7 milhões, com produção de 643 mil toneladas de açúcar e de 2,1 bilhões de litros de etanol. (Nova Cana 16/01/2017)

 

Açúcar: Brasil surpreende

A produção de açúcar acima do esperado no Brasil pressionou as cotações futuras do produto refinado na bolsa de Londres ontem, dia sem pregão em Nova York em decorrência do feriado de Martin Luther King.

Os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 536,50 a tonelada em Londres, recuo de US$ 2,00.

Na última sexta-feira, a União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica) apontou que a produção no Centro-Sul do Brasil no acumulado da safra 2016/17 até o fim da primeira quinzena de dezembro foi de 35,077 milhões de toneladas.

O volume é 6% superior ao da temporada passada e ficou acima das estimativas iniciais.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 88,53 a saca de 50 quilos, queda de 0,26%. (Valor Econômico 17/01/2017)

 

Trading Alvean comunica que CEO deixará o cargo

O CEO da Alvean, Ivo Sarjanovic, deixará o cargo após mais de dois anos à frente da trading, uma joint venture entre a Cargill e a Copersucar. O anúncio foi feito pela companhia nesta segunda-feira, 16. “Ivo tem sido CEO desde a formação da Alvean, em 2014, e foi responsável pelo sucesso no trabalho conjunto das operações de trading de açúcar entre a Cargill e a Copersucar”, disse a Alvean, em nota.

A companhia informou também que a mudança faz parte de um plano de transição, mas não deu uma razão para a saída de Sarjanovic. Ele vai permanecer no cargo até o próximo sucessor ser escolhido. (Dow Jones 17/01/2017)

 

Etanol subiu em 21 Estados e no DF e caiu em 5 na semana passada

Os preços do etanol hidratado nos postos brasileiros subiram em 21 Estados e no Distrito Federal e caíram em outros cinco na semana encerrada em 14 de janeiro. No período de um mês, as cotações do produto acumulam alta em 23 Estados e no Distrito Federal e queda na Bahia, Paraíba e Pernambuco. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Em São Paulo, principal Estado produtor e consumidor, a cotação subiu 2,39% na semana, para R$ 2,79 o litro, e no período de um mês acumula alta de 3,83%. Na semana, o maior avanço das cotações foi registrado no Espírito Santo (5,85%), enquanto o maior recuo ocorreu em Pernambuco (1,36%). A maior alta mensal, de 6,67%, também foi no Espírito Santo e a maior queda foi em Pernambuco (1,63%).

No Brasil, o preço mínimo registrado para o etanol foi de R$ 2,397 o litro, em Minas Gerais, e o máximo foi de R$ 4,29 o litro, no Rio Grande do Sul. Na média, o menor preço foi de R$ 2,712 o litro, em Mato Grosso, e o maior preço médio foi verificado no Amapá, de R$ 3,799 o litro.

Competitividade

Os preços do etanol hidratado seguem sem competitividade ante os da gasolina em todo País, pela décima primeira semana consecutiva, de acordo com dados da ANP. A relação é favorável ao biocombustível quando está abaixo de 70%.

Em São Paulo, onde o etanol equivale a 76,86% do valor da gasolina, o produto ficou cotado, em média, a R$ 2,79 por litro. A gasolina, em R$ 3,63 por litro. (Agência Estado 16/01/2017)

 

China cancela importações de etanol por ameaça de alta em tarifa

Compradores chineses cancelaram a compra de até sete cargas de etanol que deveriam chegar ao país no final de março, disseram fontes, no primeiro sinal de que uma provável alta em tarifas de importação ameaça frear a demanda do mercado chinês, líder em expansão global.

Uma vez que a China não incluir uma nova tarifa de importação de etanol no rol de exceções para 2017, há uma expectativa de que a tarifa suba para 30 por cento, ante 5 por cento atualmente, o que tiraria as importações do mercado devido aos preços, segundo duas fontes familiarizadas com o mercado de etanol chinês.

"Alguns transportadores que eram compradores regulares retiraram do mercado seis ou sete cargas para o primeiro trimestre", disse um operador, que pediu para não ser identificado.

Sete carregamentos podem representar entre 266 mil e 443 mil metros cúbicos de etanol. Os embarques de etanol para a China nos primeiros 11 meses de 2016 somaram 765,3 mil metros cúbicos, alta de 51 por cento ante o ano anterior. Em 2015, as importações para o país haviam crescido 2.741 por cento na comparação anual.

Mas o mercado está confuso sobre as tarifas para 2017, após o governo ter dito que iria ajustar a taxa para "proteger" a indústria doméstica, sem dar maiores detalhes.

Como uma lista de produtos com tarifas preferenciais de 5 por cento em 2017 já foi publicada e não incluiu o etanol, surgiram especulações de que as tarifas poderão voltar ao nível normal de 30 por cento. (Reuters 16/01/2017)