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Empresa japonesa vai aproveitar bagaço de cana tailandês para produzir etanol

Japão vai construir na Tailândia uma das maiores fábricas para processar o bagaço da cana-de-açúcar, que será utilizado na produção de biocombustível

A Toray Industries planeja utilizar os resíduos da cana-de-açúcar na Tailândia para produzir matéria-prima para o biocombustível, uma fonte de rendimento que se enquadra aos planos de expansão da empresa.

A fabricante japonesa de fibras sintéticas planeja gastar até 6 bilhões de ienes (aproximadamente R$ 165 milhões) na construção de uma das maiores fábricas para processar o bagaço, o resíduo fibroso obtido a partir da moagem de cana-de-açúcar que extrai o caldo para a produção de açúcar.

A fábrica na província de Udon Thani, cujas operações poderão ter início em agosto de 2018, terá capacidade para produzir 1.400 toneladas de celulose anualmente para o bioetanol, juntamente com 450 toneladas de oligossacarídeos e 250 toneladas de polifenóis para alimentos e forragem.

A Toray é conhecida como uma fabricante de fibras sintéticas, mas se ampliou para incluir usos para fibras de carbono. A empresa está agora expandindo seus negócios com membranas e filtros para tratamento de água e purificação de ar e vê os biocombustíveis como uma fonte de rendimento de próxima geração potencializando essas tecnologias.

A empresa considera a Tailândia um grande mercado para os biocombustíveis. O país é o maior produtor de cana-de-açúcar da Ásia e o 4º maior do mundo. (Portal Mie 23/01/2017)

 

Açúcar: Depois da queda

Os contratos futuros do açúcar encerraram a última semana estáveis na bolsa de Nova York, após registrarem queda de quase 4% na quinta-feira.

Com isso, os papéis com vencimento em maio encerraram a sexta-feira a 20,22 centavos de dólar a libra-peso.

A desvalorização observada na quinta-feira foi reflexo de um ajuste de posições diante do cenário mais positivo para a oferta no Brasil.

De acordo com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), o país produziu 35,077 milhões de toneladas no acumulado da safra 2016/17 até a segunda quinzena de dezembro, 6% acima do observado em 2015/16.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 87,37 a saca de 50 quilos, queda de 0,5%. (Valor Econômico 23/01/2017)

 

Em 10 anos, preço do litro do etanol mais que dobra

O litro de etanol nos postos de combustíveis custa mais que o dobro, atualmente, do que há dez anos. Levantamento do TODODIA com base em dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) indicou que, na comparação entre janeiro de 2007 e janeiro deste ano, a variação é de 102,94%, na região, acima da média do Estado de São Paulo, que, no período, foi de 99,27%.

O preço médio passou de R$ 1,36 para R$ 2,76. O custo está acima da inflação acumulada do período, de 82,62%, indicada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
O levantamento considerou as 11 cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas) que têm histórico de preço médio do etanol, em janeiro de 2007, disponível no site da ANP.

Em Americana, onde houve o maior aumento, o valor médio subiu de R$ 1,33, em janeiro de 2007, para R$ 2,85, em janeiro deste ano o que significou uma diferença de 114,29%. Nesse mesmo período, o custo também mais que dobrou em Campinas: foi de R$ 1,36 para R$ 2,80; aumento de 105,88%. Em seu arquivo, o TODODIA encontrou imagens de postos com preços abaixo de R$ 1 em 2007.

"O que determina o preço do etanol são alguns componentes, como preço do petróleo, do açúcar, a procura por combustíveis e as condições do País", resumiu o professor de economia Antonio Carlos Lobão, da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de Campinas.

O docente comentou que o valor do açúcar é definido pela taxa de câmbio. "Os produtores de cana podem escolher se vão produzir cana ou etanol. Se o dólar estiver com um preço melhor, a tendência é vender açúcar para o mercado externo, o que diminui a quantidade de produto nas bombas e pode aumentar o preço", considerou.

Das 11 cidades, quatro tiveram crescimento abaixo da média estadual.

São elas: Cosmópolis (97,78%); Hortolândia (95,56%); Paulínia (97,83%) e Valinhos (94,16%).

O frentista José Mario Ferreira dos Santos, 52, reclamou do preço do etanol e disse que o aumento pesou no seu bolso e o fez trocar de combustível.

"Não compensa abastecer com álcool. Hoje é melhor com gasolina, porque rende mais. O álcool é bom para usar na pista, mas quem vai andar em área urbana é melhor gasolina. Tem que fazer a conta do quilômetro por litro e ver o que compensa", resumiu Santos. (UOL 230/01/2017)

 

‘Taquaritinga murchou, ficou mais pobre’

Elbo Gibertoni, de 90 anos, natural de Taquaritinga (SP), assistiu a todo o processo de transformação da cidade: do café à goiaba

Elbo Gibertoni, de 90 anos, é a testemunha das transformações que ocorreram na cidade de Taquaritinga (SP), que nos anos 1980 ganhou o posto de capital da laranja.

“Era uma maravilha: tinha muito serviço, muitos colhedores, empreiteiros e caminhões para puxar laranja”, lembra o ex-citricultor.

Na época, Gibertoni plantava laranja numa área de 40 alqueires no município. “A maior parte da área hoje tem cana, arrendei para usina. Eu cultivo também limão e goiaba por conta”, diz o ex-citricultor, que está aposentado. Atualmente, quem toca a fazenda é o filho.Segundo ele, as processadoras de suco foram ganhando dinheiro e comprando terras. Agora eles têm a própria produção de laranja e a safra dos pequenos citricultores foi recusada. Isso provocou uma profunda mudança no perfil da cidade. “Taquaritinga murchou, ficou mais pobre”, diz ele.

É que, com a laranja, circulava muito dinheiro no município por causa do grande número de trabalhadores, uma vez que a colheita é manual “O pessoal vinha colher laranja e gastava o dinheiro aqui.”Com a chegada da cana, que substituiu boa parte da laranja, a mão de obra 
foi dispensada, porque a roça é mecanizada, do plantio à colheita. No caso da goiaba, Gibertoni diz só na época da colheita emprega bastante gente. Na goiaba usa-se muito herbicida, roçadeira. “No limão é a mesma coisa, só paga para colher.” Nas contas do ex-citricultor, a goiaba emprega 10% da mão de obra que era usada no cultivo da laranja.

Transformação

Não é a primeira vez que há uma mudança no perfil da cidade. Em 90 anos, Gibertoni, sentado no banco da praça de Taquaritinga, lembra que presenciou muitas transformações na agricultura da região e no perfil da cidade.“Quando eu era bem criança, o que predominava aqui era o café”, diz ele. Com a decadência da cafeicultura no Estado de São Paulo, o plantio do algodão avançou na região. Depois disso, veio a época das roças de tomate, vendido para a indústrias como Cica, Etti e Peixe.

O auge da laranja ocorreu nos anos 1980, com as fortes geadas nos pomares da Flórida (EUA), que puxavam os preços do suco e encheram o bolso dos citricultores. Agora é a vez da cana, da goiaba, da manga e do limão. (O Estado de São Paulo 22/01/2017)

 

São Fernando: Tribunal de Justiça revoga liminar de grupo de credores

Segundo nota da EXM Partners, assessora da Usina São Fernando no processo de recuperação judicial, nesta última quarta-feira (18), o Tribunal de Justiça do MS revogou a liminar do grupo de credores representados pelo BNP Paribas que suspendia a assembleia geral marcada anteriormente para 23 de novembro e 1 de dezembro do ano passado.

Com esta reconsideração, fica autorizada a realização da assembleia que será marcada nos próximos dias pelo Administrador Judicial. (Brasil Agro 23/01/2017)