Setor sucroenergético

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Biosev teve lucro líquido de R$ 42,7 milhões no 3º tri da safra 2016/1

A sucroalcooleira Biosev, controlada pela Louis Dreyfus Company e dona de 11 usinas no Brasil, reportou hoje um lucro líquido de R$ 42,7 milhões no terceiro trimestre da safra 2016/17, encerrado em dezembro. Trata-se de um desempenho melhor do que em igual trimestre da safra anterior, quando a companhia teve um prejuízo de R$ 96,2 milhões.

Afetada pela ausência de exportações de etanol e pela queda das vendas de subprodutos (levedura seca, melaço em pó, bagaço, entre outros), a receita líquida da Biosev diminuiu 11% no terceiro trimestre da safra 2016/17, totalizando R$ 1,5 bilhões.

No período, a receita da empresa com as exportações de açúcar cresceu 24,6%, somando R$ 628,5 milhões. No mercado interno, as vendas de açúcar renderam R$ 185,3 milhões, queda de 4,1%. Com isso, a receita total com as vendas de açúcar aumentou 16,7%, para R$ 813,9, o equivalente a 52% da receita líquida da companhia n o terceiro trimestres.

No caso do etanol, a receita com as vendas caíram 30,1%, para R$ 473,2 milhões, em razão principalmente da ausência de exportações no período. No mercado doméstico, as vendas de etanol renderam R$ 473,2 milhões para a Biosev, queda de 4,8% na comparação anual. No mercado externo, porém, não houve receita. No terceiro trimestre do ciclo anterior (2015/16), a Biosev havia registrado uma receita de R$ 179,8 milhões.

No terceiro trimestre da safra 2016/17, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado da Biosev totalizou R$ 395,7 milhões, queda de 9,6% ante os R$ 437,6 milhões do mesmo intervalo da safra anterior.

Nesse cenário, a margem Ebitda ajustada da companhia caiu 0,3 pontos, para 25,5%. Em relatório que acompanha o balanço, a Biosev informou que a queda do Ebitda decorre da redução no volume de vendas e também do aumento do custo do produto vendido (CPV).

Na área financeira, a Biosev encerrou o terceiro trimestre da safra 2016/17 com uma dívida líquida de R$ 5,3 bilhões, aumento de 3,7% ante os R$ 5,1 bilhões do fim do segundo trimestre, em setembro. O índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda em doze meses) ficou praticamente estável, saindo de 3 vezes em setembro para 3,1 vezes em dezembro. (Valor Econômico 09/02/2017)

 

R$ 1,03 bilhão da dívida total da São Martinho é de curto prazo (12 meses)

O diretor Financeiro (CFO) e de Relações com Investidores (RI) do Grupo São Martinho, Felipe Vicchiato, informou nesta quinta-feira, 9, em teleconferência com analistas e investidores, que R$ 1,03 bilhão da dívida total da companhia é de curto prazo (12 meses).

Desse total, 57% são em reais e 43%, em dólar. Ainda dentro do cronograma de amortização, outros R$ 1,08 bilhão são de dívidas de um a dois anos, enquanto R$ 993 milhões, de dois a três anos.

Há também R$ 337 milhões do endividamento para três a quatro anos, R$ 130 milhões para quatro a cinco anos e R$ 212 milhões para cinco anos em diante.

A dívida bruta total do grupo São Martinho atingia R$ 3,79 bilhões em 31 de dezembro. Já a dívida líquida alcançava R$ 2,90 bilhões. (Agência Estado 09/02/2017)

 

São Martinho: capacidade de moagem vai a 24 milhões de toneladas

A capacidade de moagem do Grupo São Martinho será de 24 milhões de toneladas na safra 2017/18. O volume leva em consideração a expansão da Usina Santa Cruz e a incorporação da Nova Fronteira Bioenergia (NFB), em dezembro, que operava a Usina Boa Vista, em Quirinópolis (GO). A informação foi repassada nesta quinta-feira, 9, pelo diretor Financeiro (CFO) e de Relações com Investidores (RI) da companhia, Felipe Vicchiato, em teleconferência com analistas e investidores. Atualmente, a capacidade instalada é de cerca de 20,5 milhões de toneladas.

Na temporada 2016/17, iniciada em abril e marcada por adversidades climáticas, o Grupo São Martinho moeu 20,02 milhões de toneladas (-3,7%), com nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) de 130,3 kg por tonelada de matéria-prima moída (+1,1%). A produtividade agrícola foi de 78,7 toneladas de cana por hectare (-8,4%). Quanto aos produtos, foram fabricados 1,3 milhão de toneladas de açúcar (+5,8%), 398 milhões de litros de etanol anidro (-10,5%) e 269 milhões de litros de hidratado (-12,1%).

"Esperamos que a safra 2017/18 (que se inicia em abril) seja um pouco maior do que foi esta. Isso porque o regime de chuvas está dentro da normalidade e o desenvolvimento dos canaviais está adequado", destacou Vicchiato, sem divulgar estimativas.

Na quarta à noite, o Grupo São Martinho reportou lucro líquido de R$ 55,8 milhões no terceiro trimestre do ano safra 2016/17. O montante é 29,5% menor na comparação com igual período da temporada 2015/16. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado recuou 17,1%, para R$ 341,6 milhões.

O guidance da empresa é fechar a safra com Ebitda ajustado de R$ 1,4 bilhão a R$ 1,5 bilhão. A estimativa, porém, não leva em consideração a incorporação da NFB e os 100% da Usina Boa Vista.

O Grupo São Martinho possui quatro usinas: São Martinho, em Pradópolis (SP); Iracema, em Iracemápolis (SP); Santa Cruz, em Américo Brasiliense (SP); e a Boa Vista. Juntas, essas unidades têm capacidade para processar até 22 milhões de toneladas de cana por safra.

Transação da Nova Fronteira com Petrobras será concluída dia 23

A transação com a Petrobras Biocombustível para incorporação da Nova Fronteira Bioenergia (NFB) e detenção de 100% da Usina Boa Vista, em Quirinópolis (GO), será concluída em 23 de fevereiro, informou nesta quinta-feira, 9, o diretor Financeiro (CFO) e de Relações com Investidores (RI) da empresa, Felipe Vicchiato, em teleconferência com analistas e investidores.

O anúncio da incorporação foi feito em dezembro. Conforme Vicchiato, a estrutura de transação, via troca de ações, "reforça o compromisso de desalavancagem da empresa".

Com a incorporação dos ativos, o endividamento líquido do grupo deve encerrar a temporada 2016/17, em 31 de março, entre R$ 2,6 bilhões e R$ 2,7 bilhões, com a alavancagem em 1,6 vez, acrescentou.

Considerando-se 100% da Usina Boa Vista, o Grupo São Martinho teve lucro líquido no terceiro trimestre do ano safra 2016/17 (outubro a dezembro) de R$ 86,8 milhões. O montante é 55,5% maior que o de R$ 55,4 milhões efetivamente reportado e que ainda leva em conta uma participação de 50,95% do São Martinho na unidade industrial.

No caso do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, este foi de R$ 865,9 milhões com 100% da Usina Boa Vista, 22,9% superior ao de R$ 341,6 milhões considerando-se a participação menor. (Agência Estado 09/02/2017)

 

Governo oficializa mudança no cálculo do preço spot da energia a partir de maio

O governo oficializou nesta quinta-feira uma mudança na metodologia de cálculo do preço spot da energia elétrica que deverá entrar em vigor a partir de maio, de acordo com portaria do Ministério de Minas e Energia publicada no Diário Oficial da União com os detalhes técnicos da nova fórmula.

Os preços spot, ou Preços de Liquidação das Diferenças (PLD), são utilizados no mercado de curto prazo de eletricidade, mas também influenciam os preços para contratos de fornecimento de energia no mercado livre, em que grandes consumidores negociam contratos diretamente com geradores e comercializadoras.

De acordo com a portaria, os novos parâmetros de aversão a risco dos modelos computacionais que calculam o PLD terão efeito a partir da primeira semana operativa de maio.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deverá tomar as providências para cumprir o cronograma.

A portaria também afirma que, para o planejamento da expansão do setor elétrico, os novos parâmetros de aversão a risco passam a ser adotados imediatamente. (Reuters 09/02/2017)

 

Licht prevê excedente global de açúcar na safra 2017/18

O mercado mundial de açúcar deverá ter excedente na safra 2017/18 com expectativas de alta na produção da União Europeia, Tailândia e Índia, disseram analistas da F.O. Licht nesta quarta-feira.

A Licht disse que sua primeira projeção para a safra 2017/18 (outubro/setembro) mostrou um excedente de 2 milhões de toneladas, ante déficit de 5,5 milhões na safra anterior.

"Nosso primeiro indicativo do balanço de açúcar 2017/18 mostra que os dois anos de déficit deverão ser seguidos de um retorno ao excedente", disse a Licht.

"Isso está sendo ajudado por melhoras nas condições climáticas e especialmente chuvas melhores na Ásia nos últimos meses", disse Licht, acrescentando que uma alta significativa na produção da União Europeia já era certa após a abolição de cotas de produção.
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A Licht disse que o excedente global seria "claramente baixista para os preços globais mais adiante, que, por isso, poderão ficar mais baixos assim que a safra 2017/18 aparecer mais proeminentemente na mente dos observadores de mercado". (Reuters 08/02/2017

 

Credores decidem futuro da Usina São Fernando em março

Assembléia geral, dia 9 de março, será fundamental para definir se indústria de açúcar e álcool continuará operando em Dourados.

O futuro da Usina São Fernando, em recuperação judicial desde 12 de abril de 2013, será decidido pelos credores da empresa no dia 9 de março, quando acontece a Assembleia Geral determinada pelo juiz Jonas Hass da Silva Júnior, da 5ª Vara Cível da Comarca de Dourados. Os credores vão se reunir a partir das 9h no Cerrado Brasil, na Avenida Albino Sotolani, 2480, para decidir, entre outras coisas, se aceitam uma proposta de venda da empresa.

No plano de recuperação judicial estão presentes as empresas São Fernando Açúcar e Álcool Ltda; São Fernando Energia I Ltda; São Fernando Energia II Ltda; São Marcos Energia e Participações Ltda; São Pio Empreendimentos Participações Ltda e Vinicius Coutinho Consultoria e Perícia S/A Ltda, esta última administradora do processo por ordem da Justiça.

A assembleia de credores já havia sido convocada para o dia 17 de novembro de 2016, quando iria decidir os rumos da usina que está mergulhada em dívidas que já beiram os R$ 3 bilhões em juros e empréstimos bancários, encargos trabalhistas, fiscais, com fornecedores e com parceiros em arrendamento de terras para o cultivo da cana-de-açúcar. No entanto, um dos credores conseguiu cancelar a assembleia através de um Mandado de Segurança e uma nova data foi marcada, agora para o dia 9 de março.

A situação da empresa está cada vez mais complicada porque a São Fernando, de propriedade da família Bumlai, está no olho da Operação Lava Jato, sobretudo em virtude da facilidade que encontrou no governo de Luiz Inácio Lula da Silva para receber gigantescos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), hoje o principal credor da empresa.

Especialista no setor sucroenergético ouvidos pela reportagem afirmam que a situação da usina é insustentável. Pedindo para não ser identificado, um desses especialistas, que mantém negócios com a São Fernando, explicou que a usina soma hoje dívida de cerca de R$ 3 bilhões, enquanto seria possível instalar uma plataforma do mesmo nível com investimentos de R$ 1 bilhão, ou seja, o valor da dívida equivale a três vezes o preço de mercado da Usina São Fernando.

A mesma fonte revela que no auge da produção, a usina chegou a cultivar 50 mil hectares com cana-de-açúcar e hoje planta menos de 30 mil hectares. Os mais de 20 mil hectares se perderam depois que parceiros em contrato de arrendamento bateram às portas do Judiciário em busca de liminares de reintegração de posse, já que a empresa não paga os contratos de arrendamento. "Somente com os parceiros, a dívida da São Fernando está entre R$ 45 e R$ 50 milhões", explica um dos proprietários de terra que tem elevada soma para receber da usina.

Com capacidade de moagem de 20 mil toneladas dia, a São Fernando está moendo hoje entre 6 e 7 mil toneladas, gerando receita suficiente apenas para pagar os trabalhadores. No auge da produção, a usina empregava cerca de 3.500 pessoas e hoje emprega menos de 1.500 trabalhadores. "O maior problema é que a usina está sendo sucateada, já que não sobra dinheiro para investimentos e, tampouco, para manutenção da estrutura existente", revela a fonte que pediu anonimato. "É comum a usina ficar dias sem moer porque precisa fazer reparos no maquinário ", completa. Ainda segundo esta fonte, o mesmo ocorre com a máquinas de colheita e com os caminhões de transporte de cana. "Tudo está sucateado e operando com capacidade mínima para não gerar mais danos", finaliza. (O Progresso 08/02/2017)

 

Presidente do Fórum Sucroenergético terá reunião com Meirelles sobre RenovaBio

O presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Rocha, se reunirá na sexta-feira, 10, com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em Brasília. O encontro será na sede da Pasta, às 11 horas. Entre os assuntos a serem discutidos estão políticas econômicas e tributárias para o setor de biocombustíveis dentro do RenovaBio, que vem sendo preparado pelo Ministério das Minas e Energia.

Ainda em fase de elaboração, o RenovaBio é um programa do governo federal que tem como horizonte o ano de 2030. A intenção é permitir ao Brasil cumprir suas metas de redução de 43% das emissões de gases do efeito estufa até aquele ano, tendo por base 2005.

Entre as premissas consideradas pelo programa estão quatro principais eixos: definição do papel dos biocombustíveis dentro da matriz energética, quais são as regras de comercialização desses produtos, a sustentabilidade ambiental e o desenvolvimento de novos biocombustíveis. (Agência Estado 09/02/2017)

 

Venda de usinas do Grupo João Lyra em MG é adiada para final de abril

A abertura dos envelopes com propostas de venda das usinas Triálcool e Vale do Paranaíba, do Grupo João Lyra, localizadas em Minas Gerais, foi adiada mais uma vez. Marcada para o dia 20 de fevereiro, a audiência foi remarcada para 28 de abril, às 9h, em Coruripe, Alagoas.

A venda das duas usinas seria o suficiente para quitar os direitos trabalhistas dos ex-funcionários do usineiro João Lyra, em Alagoas e Minas Gerais, que giram em torno de R$ 150 milhões. Caso a negociação seja concretizada, a Massa Falida pode receber cerca de R$ 430 milhões.

O motivo do adiamento seria para a administração judicial obedecer aos trâmites necessários, como publicar nota em jornal de grande circulação um mês antes e realizar uma ampla divulgação da audiência. (Jornal Extra AL 09/02/2017)

 

Dedini: Venda de terreno será destinado ao pagamento de ex-trabalhadores

Dinheiro da venda do terreno da Dedini será destinado ao pagamento das verbas rescisórias dos ex-trabalhadores

Após muita luta, protesto, manifestação e uma união que se deu entre Sindicato e ex-trabalhadores do Grupo Dedini, os R$ 15,8 milhões (hoje estimado em R$ 21 milhões e 500 mil) da venda do terreno do estacionamento do Shopping Piracicaba, estão para serem revertidos para o pagamento das verbas rescisórias dos ex-funcionários.

O juiz Marcos Douglas Veloso Balbino da Silva, condutor do processo da recuperação judicial, da 2ª Vara Cível de Piracicaba, deu parecer favorável e irá destinar o dinheiro aos ex-trabalhadores. A decisão foi anunciada após o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), ter negado o recurso da União, que solicitava que o dinheiro fosse direcionado para o pagamento das dívidas trabalhistas da empresa.

O juiz está no aguardo da lista com os dados de todos os ex-funcionários, que deverá ser entregue pela Dedini, para que os pagamentos sejam feitos. A estimativa é que até o final do mês de fevereiro, o pagamento seja realizado. Ele também irá decidir a homologação ou não do processo de recuperação judicial da empresa.

A partir da homologação, a Dedini terá até 12 meses para realizar o pagamento de todos os ex-trabalhadores habilitados na recuperação judicial. Ao todo 1200 funcionários de Piracicaba, Sertãozinho e Maceió, estão inscritos no processo.

Na assembleia realizada (08/02), o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Piracicaba e região reuniu os ex-trabalhadores no Clube da entidade, e explicou alguns procedimentos a serem tomados, principalmente em relação a conta bancária, pois o pagamento será realizado somente em depósito. Por exemplo, que não tem conta no banco, deverá abrir uma. A conta também deve estar no nome do trabalhador.

Para João Carlos Ribeiro, Jipe, diretor do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Piracicaba e região, “a angústia dos ex-trabalhadores da Dedini está perto do fim. A liberação deste dinheiro irá contribuir para resolver grande parte deste impasse das verbas rescisórias dos trabalhadores.

Em caso de dúvidas, os trabalhadores devem entrar em contato com os diretores do Sindicato pelo telefone (19)3417-8140 ou na sede da entidade (Rua Prudente de Morais, 914, Centro). (Mundo Sindical 09/02/2017)