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Justiça exige resposta de Petrobras, Ipiranga e Raízen sobre etanol adulterado

A juíza Luciana Losada Albuquerque Lopes, da 13ª Vara da Fazenda Pública do Rio de Janeiro, deu cinco dias para Petrobras Distribuidora, Ipiranga e Raízen (Shell) se manifestarem sobre a acusação de venda de etanol adulterado.

Ministério Público

A ANP detectou 16 milhões de litros de etanol adulterado, com a presença de metanol, em postos da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, comercializadores de combustíveis dessas distribuidoras. No dia 9 de fevereiro, o Ministério Público do Rio entrou com três ações contra essas empresas pedindo a cassação da inscrição estadual, ou seja, o fechamento dessas empresas no Rio de Janeiro, e o cancelamento dos benefícios fiscais concedidos pelo governo fluminense às três distribuidoras.

Multas

De acordo com o despacho da juíza, expedido na quinta-feira (16), as empresas têm até a próxima sexta-feira, 24, para se manifestar. Um processo administrativo corre na ANP, o que poderá resultar em multas de R$ 20 mil a R$ 5 milhões para essas empresas. (O Estado de São Paulo 18/02/2017)

 

Cosan prevê desempenho mais forte em 2017

A Cosan projeta melhora do resultado operacional consolidado em 2017, com expectativa de alta do indicador em todos as operações. Para este exercício, ela estima resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) proforma entre R$ 4,75 bilhões e R$ 5,25 bilhões, comparável a R$ 4,5 bilhões em 2016.

Para a receita líquida proforma, a expectativa é a de que o número final se situe no intervalo de R$ 45 bilhões a R$ 48 bilhões, frente aos R$ 47 bilhões apurados no ano passado.

A Raízen Combustíveis deve ter Ebitda ajustado anual de R$ 2,7 bilhões a R$ 3 bilhões, comparável a R$ 2,8 bilhões em 2016. Os investimentos podem subir para R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão, frente a R$ 797 milhões no ano passado.

A Cosan registrou lucro líquido de R$ 178,3 milhões no quarto trimestre, queda de 70,9% na comparação anual. O ganho líquido, consolidando 50% da Raízen, joint venture com a Shell, somou R$ 1,04 bilhão, alta de 78,6%. (Valor Econômico 17/02/2017)

 

Cosan segue com visão positiva sobre preços de açúcar e etanol em 2017/18

A empresa brasileira de energia e infraestrutura Cosan mantém uma visão positiva em relação aos preços de açúcar e etanol em 2017/18, disse em teleconferência nesta sexta-feira a diretora de Relações com Investidores da companhia, Paula Kovarsky.

Ela afirmou também que ainda é cedo para uma projeção mais concreta sobre a moagem de cana da temporada 2017/18, mas ressaltou que um bom volume de chuvas tem ajudado a safra, que começa a ser colhida oficialmente em abril.

Na véspera, a Cosan indicou que a moagem da sua joint venture com a Shell, a Raízen, poderá crescer na temporada 2017/18 para 63 milhões de toneladas de cana.

Sobre combustíveis, a diretora disse esperar uma pequena recuperação do mercado neste ano, dependendo do desempenho da economia. Ela também comentou que a nova política de preços da Petrobras vai criar maiores dificuldades para a previsão de preços dos combustíveis neste ano. (Reuters 17/02/2017)

 

Cana: Cofco Agri estima queda de 3% na safra no Centro-Sul

A Cofco Agri, controlada pela estatal chinesa Cofco e dona de quatro usinas de cana-de-açúcar no Estado de São Paulo, projetou que as unidades produtoras do Centro-Sul do Brasil processarão 575 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2017/18, que se inicia em abril. Caso se confirme, o volume seria 3% menor na comparação com o de 595 milhões de toneladas esperado para o ciclo vigente, o 2016/17. As estimativas foram feitas pelo presidente da divisão de açúcar da empresa, Marcelo de Andrade.

Para o executivo, algumas projeções mais otimistas, superiores a 600 milhões de toneladas, levam em consideração um clima favorável ao longo de todo o ano. "A safra brasileira é longa. É muito cedo para projetarmos que tudo será perfeito", afirmou, lembrando que a produção pode ser comprometida por precipitações ou secas fora de época.

Andrade também avaliou que a Índia deverá importar de "2 milhões a 4 milhões" de toneladas de açúcar neste ciclo. Muitos analistas têm comentado que o país asiático deverá remover a tarifa de importação de 40% incidente sobre o alimento justamente para elevar a oferta interna após uma quebra de produção local. (Dow Jones Newswires 17/02/2017

 

Importação de etanol anidro e oferta de hidratado derrubam preços nas usinas

O preço do etanol hidratado nas usinas paulistas recuou 2,98% nesta semana, de R$ 1,7172 o litro para R$ 1,6661 o litro, em média, de acordo com o indicador divulgado na última sexta-feira (17) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq). Já o valor do anidro caiu 6,22%, de R$ 1,8686 o litro para R$ 1,7524 litro, em média, segundo o Cepea/Esalq.

A pesquisadora Carla Luciane dos Santos, do Cepea/Esalq, atribuiu a forte queda dos preços do etanol nas usinas nesta semana à importação do anidro, para ser misturado à gasolina, e também ao aumento da oferta do hidratado por grandes companhias do setor que voltaram ao mercado. A elevação coincide com o período de entressafra de cana, quando o combustível não é produzido.

De acordo com a pesquisadora, uma oferta grande de anidro vindo dos Estados Unidos chegou ao País durante a semana e pressionou o preço deste tipo de etanol. “As usinas compraram e ainda tinham etanol (da safra brasileira) nos tanques e isso aumentou muito a oferta. O preço esteve firme na segunda-feira, mas de terça-feira para frente cedeu bastante”, disse Carla.

No caso do hidratado, grandes usinas voltaram ao mercado e aumentaram a oferta do produto com a expectativa de que a safra de cana-de-açúcar seja antecipada e que o volume de etanol cresça a partir de março. “Além disso, a demanda esteve pequena”, concluiu a pesquisadora. (Agência Estado 20/02/2017)

 

Odebrecht planeja resgatar ações da Braskem em breve

Já há destino certo para o dinheiro que entrará no caixa da Odebrecht quando a venda de sua empresa de saneamento for concluída.

Os R$ 2,8 bilhões que a Brookfield irá pagar pela Odebrecht Ambiental irão para um grupo de bancos em troca do resgate de ações da petroquímica Braskem, que foram dadas como garantia de um empréstimo.

Com a construtora abalada pela Lava Jato, a petroquímica tornou-se a principal fonte de dinheiro do grupo. Por isso, ter de volta os papéis é fundamental para o futuro do conglomerado baiano.

Para salvar sua empresa de etanol, a Agroindustrial, a Odebrecht fechou um acordo com Banco do Brasil, BNDES, Bradesco, Itaú e Santander para alongar dívidas, mas precisou entregar toda a sua participação na petroquímica como garantia de dinheiro novo injetado na empresa.

Agora, com o recurso da venda da companhia de saneamento, com previsão de entrar no caixa da empresa em março, cerca de metade dessas ações será liberada.

A Odebrecht possui 38,3% do capital total da Braskem e 50,1% das ações com direito a voto. A Petrobras divide o controle da companhia, que possui ainda ações na Bolsa.

PARA BANCOS

O movimento de transferência de recursos aos bancos deve se repetir ao longo dos próximos meses caso a empresa tenha sucesso em seu plano de venda de ativos.

Os R$ 12 bilhões que o grupo pretende levantar com a venda de parte do conglomerado até o fim do ano serão usados para quitar dívidas, não há espaço para usá-lo em investimentos, dizem executivos a par dos números.

A dívida total do grupo hoje é de cerca de R$ 76 bilhões. É o menor valor desde 2010, mas preocupa ainda a companhia, que enfrenta uma grave crise de reputação e viu suas receitas caírem.

Ao repassar projetos, o grupo não só levanta dinheiro para pagar a credores mas livra-se de ter de investir nesses ativos e transfere aos novos donos obrigações com assumidas com bancos.

Ao menos R$ 6 bilhões em dívidas serão limadas caso a empresa se desfaça do que está atualmente em negociação com potenciais compradores.

Enquanto isso não acontece, o grupo trabalha para renegociar prazos e condições de pagamentos para outros R$ 19 bilhões em financiamentos, especialmente da Odebrecht Óleo e Gás e da Odebrecht Transport, responsável por administrar concessões. (Folha de São Paulo 19/02/2017)

 

ATR SP: Preços no acumulado sobem 0,87% em janeiro

O Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Consecana-SP) divulgou nesta sexta-feira (17) os dados referentes ao ATR - Açúcares Totais Recuperáveis do mês de janeiro de 2017.

Em comparação ao mês de dezembro, os preços subiram 0,87% no acumulado, fechando em R$ 0,6879 contra R$ 0,6819 do mês anterior. Já o valor mensal teve retração de 4,89%, passando de R$ 0,7839 para R$ 0,7473.

Os contratos de parceria baseados no índice de cana campo foram cotados em R$ 75,11 a tonelada contra R$ 74,46 do mês de dezembro, alta de 0,87%. O preço da cana esteira em janeiro fechou também com valorização de 0,87%, com contratos firmados em R$ 83,90. (UDOP 17/02/2017)

 

Produção mundial de etanol deve atingir quase 100 bilhões de litros, diz GRFA

A Aliança Global de Combustíveis Renováveis (GRFA, na sigla em inglês) projetou nesta sexta-feira que a produção mundial de etanol deverá totalizar 97,80 bilhões de litros neste ano, praticamente estável na comparação com o observado em 2016.

Os dados, levantados em conjunto com a F.O. Licht, mostram "resiliência" desse setor em meio às mínimas registradas pelo petróleo nos últimos anos, destacou a entidade. "Essa previsão mais recente reafirma a competitividade do etanol e o papel crescente que esse biocombustível tem nos esforços globais de redução de emissão de gases do efeito estufa", afirmou, em nota, o presidente da GRFA, Bliss Baker.

O objetivo da entidade é elevar a participação do etanol no setor de transportes, que atualmente representa 25% a 30% de todas as emissões globais. "Enquanto a comunidade internacional trabalha para desenvolver planos para expandir o uso de energia renovável no setor de transporte, o GRFA e seus integrantes esperam trabalhar com os governos para ajudá-los a desenhar políticas que lhes permitam alcançar seus objetivos", afirmou Baker.

A GRFA é uma organização sem fins lucrativos, voltada justamente a políticas para os biocombustíveis. Seus participantes, incluindo a brasileira União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), representam mais de 90% da produção global de biocombustíveis, /com a participação de 45 países. (Agência Estado 17/02/2017)

 

Governistas se dividem e venda de terras a estrangeiros pode atrasar

Apesar da intenção do presidente Michel Temer em dar celeridade à liberação de terras para estrangeiros, por meio de proposta no Congresso este ano, uma série de divergências internas de governo e vindas da bancada ruralista nos últimos dias fizeram crescer as resistências a uma medida provisória que vinha sendo conduzida pela Casa Civil nos últimos dias. E até uma disputa entre deputados da base aliada de Temer pela relatoria da proposta de lei já começou, numa grande falta de consenso ao redor da questão.

Na avaliação de uma fonte do governo que vem participando das negociações, o assunto está longe de ser ponto pacífico. E o próprio presidente Michel Temer terá que arbitrar sobre pelo menos três pontos polêmicos: se haverá ou não limites para empresas com controle estrangeiro comprarem ou arrendarem terras no Brasil; se essas companhias terão que solicitar algum tipo de autorização prévia do governo federal ou não; e como será feito o controle de empresas de capital aberto. Nada disso ainda foi definido, nem mesmo se a nova lei será por MP ou projeto de lei.

Diante das resistências, a Casa Civil vem sendo pressionada a abandonar a ideia de uma MP que, de acordo com minuta que já circula em Brasília, daria ao presidente da República o poder de até definir por decreto os limites de tamanho de terra que as empresas estrangeiras poderiam adquirir no Brasil.

A idéia é criar o mínimo possível de restrições ou limites para a aquisição e o arrendamento de terras por essas companhias, na grande maioria multinacionais ou fundos de investimento dos setores de papel e celulose, açúcar e etanol e grãos.

O esboço dessa MP aproveita pontos de um projeto de lei (4059/2012), de autoria da Comissão de Agricultura da Câmara, que libera a compra e o arrendamento de terras a empresas brasileiras com maioria de capital estrangeiro, sem limites, desde que não detenham mais que 25% do território de um município. Proíbe que fundos soberanos, ONGs com sede no exterior e fundos soberanos estrangeiros comprem terras no Brasil e que empresas ou cidadãos estrangeiros arrendem terras por tempo indeterminado no Brasil.

Há vários grupos governistas com visões divergentes sobre o tema. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) defende que o governo foque seus esforços para aprovar na íntegra esse projeto, parado no plenário da casa em regime de urgência desde setembro de 2015.

Na próxima semana, integrantes da bancada ruralista terão uma reunião com o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Moreira Franco, para cobrar apoio a esse projeto. Os ruralistas ainda tentam obter apoio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM­RJ), para pautar o projeto.

"O que nos cabe agora é convencer as bancadas dos partidos a abraçarem esse projeto e a mostrar para o governo que esse caminho é mais rápido", disse Marcos Montes (PSD­MG). Ele não concorda em fixar travas por tamanho de propriedade.

Temer tem feito questão de apoiar demandas dos ruralistas, que integram sua base de aliados no Congresso, e até compareceu recentemente à cerimônia de posse do novo presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o deputado Nilson Leitão (PSDB­MT).

O presidente terá hoje em São Paulo outro evento público com o meio do agronegócio, na Federação da Agricultura e Pecuária do Estado, junto com o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) e o ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

A questão de terras para estrangeiros é uma das grandes prioridades da FPA, de quem Temer cobra apoio para aprovar reformas duras e de interesse do governo como a da Previdência e a trabalhista.

O Valor apurou que o Planalto ainda viu nascer nas últimas duas semanas discórdias dentro do próprio governo. O Incra levanta preocupações de que a liberação da compra de terras a estrangeiros, sem limites, pode sobrevalorizar o preço de terrenos no país a ponto de inviabilizar futuras desapropriações para fins de reforma agrária.

As Forças Armadas se preocupam com a ameaça à soberania nacional em regiões de fronteira com outros países, sobretudo com a crescente onda migratória pelo mundo desencadeada por refugiados.

Apesar de concordar com uma certa revisão da atual lei, de 1971, que prevê limites brandos à compra por estrangeiros, Blairo Maggi também defende que as aquisições de terras por estrangeiros deveria obedecer a limites de tamanho somente em áreas destinadas à produção de grãos (soja, milho, algodão). Isso, em sua visão, afastaria o abandono de áreas por algumas multinacionais que comprarem terras para produção mas eventualmente decidam não plantar soja, milho ou algodão em determinada safra. "Deverá ser por projeto de lei, mas não há nada ainda decidido no governo", disse o ministro da Agricultura ao Valor.

Por último, o deputado Newton Cardoso Junior (PMDB­MG) também vem buscando junto ao ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, apoio para um projeto de lei de sua autoria, que estabelece limite de 100 mil hectares para compra e mais 100 mil hectares para arrendamento por empresas estrangeira. (Valor Econômico 20/02/2017)

 

Açúcar: Só se algo extraordinário ocorrer - Por Arnaldo Luiz Corrêa

O mercado futuro de açúcar em NY fechou a semana praticamente inalterado, com ligeira queda nos primeiros meses de negociação e ligeira alta nos meses com vencimentos mais longos. Dubai foi um não-evento no sentido de mudança na trajetória de preços. Os negócios de exportação continuam ocorrendo em câmera lenta e o marasmo até mesmo desestimula os fundos cuja posição liquidada na semana (até terça) se iguala ao volume que adicionaram na semana anterior. Quanto menor a oscilação, menor o interesse por parte dos fundos uma vez que volatilidade menor diminui rentabilidade. Enfim, um mercado muito chocho, sem vida.

Mercados assim, como dissemos aqui, estão prontos para um choque. A recomendação é se proteger seja qual for o lado em que se está no mercado. Consumidores industrias, por exemplo, podem vender puts (opções de venda) e comprar calls (opções de compra), talvez entre o preço de exercício de 17-18 centavos de dólar por libra-peso no caso da primeira e 19-20 centavos de dólar por libra-peso, no caso da segunda.

O fato é que o mercado vai precisar de uma renovação dos fundamentos para que consiga permanecer acima dos 20 centavos de dólar por libra-peso. A média de 50 dias dos fechamentos está em 19.94 centavos de dólar por libra-peso. A última vez que o mercado quebrou a média de 50 dias, no final de outubro, dez dias após assistimos a uma desvalorização de 150 pontos, chegando a 200 em 20 pregões. Sem vocação para pitonisa, é bom se prevenir.

Real se fortalecendo é um daqueles eventos impensáveis se discutido há três meses quando estava em 3.4700. O efeito na exportação FOB de açúcar foi sentido. Caímos de R$ 1.545 por tonelada quando o dólar estava 3.4700 para R$ 1.440 por tonelada agora no fechamento de sexta. Ou seja, você não vai encontrar ninguém arrependido de ter fixado em reais. Alguns economistas acham que se as reformas da previdência e trabalhista prosperarem, o dólar pode voltar a ter o algarismo 2 na frente e, nesse caso, dado ao mercado de petróleo que não decola, veremos uma pressão extraordinária de fixação de preços em NY e um mix de produção da cana mais propenso ao açúcar. O volume de fixação das usinas (veja mais detalhes a seguir) que devem se concentrar nos vencimentos maio e julho/2017 podem atrasar a pressão de preços mencionada.

Resumindo a ópera, uma mudança extraordinária nos fundamentos será necessária para mandar o mercado acima dos 21 centavos de dólar por libra-peso. No mesmo script, se o mercado continuar andando de lado, os fundos podem começar a sair de suas posições compradas (185.000 contratos) e buscarem a felicidade noutras paragens.

Normalmente os preços médios negociados na bolsa de açúcar em NY durante os meses de abril até junho são menores do que o preço médio negociado durante o mês de março. De 2000 para cá, inclusive, isso só não ocorreu no próprio ano 2000 e em 2009 e 2016. Ou seja, quero crer que março ainda podemos ver um pico de preços (nada substancial), mas depois disso, só algum movimento de extrema e importante magnitude pode mudar isso. Façam suas apostas, senhoras e senhores.

Fechamos o consumo de combustíveis em 2016, em gasolina equivalente, com uma queda de 0.71%. Foi um desempenho bastante razoável haja vista a queda de 3.5% no PIB. O consumo de hidratado caiu 18.8% em relação ao ano de 2015; enquanto anidro subiu 6.59% e gasolina subiu 3.88%.

Curiosamente, fechamos o ano de 2016 com o consumo dividido entre 45.5% de etanol e 54.5% de gasolina, exatamente o oposto de 2019 quando estávamos em 54.5% e 45.5%, respectivamente. Credite-se essa perda de mercado aos governos do Partido dos Trabalhadores. Essa quadrilha provocou perdas para o setor sucroalcooleiro em pelo menos R$ 100 bilhões, que é um valor próximo da dívida do setor.

A oitava estimativa de fixação de preços de exportação das usinas no mercado futuro de açúcar em NY, para a safra 2017/2018 mostra, de acordo com o modelo desenvolvido pela Archer Consulting, que até o final de janeiro de 2017, 12,1 milhões de toneladas já haviam sido fixadas (45.8% da exportação estimada). O preço médio apurado foi de 17.54 centavos de dólar por libra-peso. Em safras anteriores, o percentual máximo de fixação acumulada até o mês de janeiro foi de 44% em 2016/2017.

O valor médio de fixação foi de R$ 1.538.98 por tonelada FOB incluindo o prêmio de polarização e considerando as NDFs (contratos a termo de dólar com liquidação financeira). Esse valor é ligeiramente inferior às médias obtidas nos últimos dois meses em função de uma menor taxa de câmbio, uma vez que o real tem se valorizado em relação à moeda norte-americana. O preço médio acumulado é de 66,99 centavos de reais por libra-peso, sem prêmio de polarização, representando um aumento de 21.6% em relação ao preço médio da safra 2016/2017 e de 62% comparado à safra 2015/2016.

Anote na sua agenda para não perder o XXVIII Curso Intensivo de Futuros, Opções e Derivativos, Commodities Agrícolas da Archer Consulting, a se realizar dias 19 (terça), 20 (quarta) e 21 (quinta) de setembro de 2017, das 09 às 17 horas, em São Paulo-SP, no Hotel Paulista Wall Street. Para entrar na lista de espera em caso de desistência entre em contato conosco: priscilla@archerconsulting.com.br (Arnaldo Luiz Corrêa é diretor da Archer Consulting - Assessoria em Mercados de Futuros, Opções e Derivativos Ltda.)