Setor sucroenergético

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Açúcar: Consolidação

Após terem subido mais de 2% na última terça-feira, os contratos futuros do açúcar demerara registraram leve queda ontem em meio à consolidação das cotações.

Os papéis com vencimento em maio fecharam a 20,68 centavos de dólar a libra-peso, recuo marginal de 6 pontos.

Esta semana, a Organização Internacional do Açúcar (OIA) revisou negativamente suas estimativas para os estoques finais da safra 2016/17.

Segundo o órgão, a relação estoques-uso ao final da atual temporada deverá ser a mais apertada desde a temporada 2010/11, de 43,78%, com 76,265 milhões de toneladas armazenadas em todo o planeta.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 81,96 a saca de 50 quilos, alta de 0,12%. (Valor Econômico 23/02/2017)

 

Cana: Banco Pine corta previsão de safra 2017/18 no Centro-Sul em 10 mi/t

O Banco Pine cortou nesta quarta-feira sua projeção para a safra 2017/18 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil em 10 milhões de toneladas, de 585 milhões de toneladas estimadas em novembro para 575 milhões de toneladas agora. Caso se confirme, o volume do próximo ciclo, que se inicia oficialmente em abril, será quase 5% menor se comparado ao de 603,8 milhões de toneladas considerado para a temporada vigente, a 2016/17.

Em relatório, o analista da instituição, Lucas Brunetti, diz que nova projeção leva em conta a idade avançada dos canaviais, que acarreta menor produtividade. Pelos cálculos do banco, a média de idade das plantações passará de 3,4 anos em 2016/17 para 3,6 anos em 2017/18. Outro fator mencionado foram as baixas temperaturas durante a primavera no ano passado, em especial no "Paraná e em partes de Mato Grosso do Sul e de São Paulo".

Segundo Brunetti, o clima mais frio retardou o desenvolvimento das plantações. Já em relação ao clima global, "as previsões das agências indicam que o efeito meteorológico El Niño retornará no segundo semestre deste ano", afirmou o analista. O fenômeno, caso ocorra, provocará mais chuvas no Centro-Sul do Brasil, prejudicando a colheita de cana e, consequentemente, a moagem e fabricação de produtos, explica.

Conforme o Pine, as usinas e destilarias da região produzirão 35,1 milhões de t de açúcar em 2017/18, ligeiramente abaixo dos 35,3 milhões de t de 2016/17. No caso do etanol, a expectativa é de queda de 6,6%, para 23,8 bilhões de litros, dos quais 11,5 bilhões de litros de anidro e 12,3 bilhões de litros de hidratado.

Tal previsão leva em conta um mix de 47,7% da oferta de matéria-prima para açúcar e de 52,3% para etanol, além de uma quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) de 134 kg por tonelada de cana (+0,5%). De acordo com o Pine, também devem ser fabricados 26 milhões de litros de etanol de milho, ante 21 milhões de litros em 2016/17. Apesar dos problemas que podem prejudicar a temporada 2017/18, Brunetti afirma que o principal risco acabou não se concretizando: o La Niña.

"Esse efeito meteorológico, que foi bastante alardeado nos últimos meses, é associado a estiagens no Centro-Sul do Brasil. Isso poderia prejudicar a produtividade agrícola de maneira generalizada. No entanto, o La Niña não chegou a ser sentido, e as chuvas foram muito próximas da média histórica", concluiu. (Agência Estado 22/02/2017)

 

Vendas da divisão de agronegócio da Bayer ficou estável em 2016

A divisão de agronegócio da alemã Bayer fechou 2016 com vendas de 9,92 bilhões de euros, queda de 0,1% em relação a 2015. Segundo o CEO da empresa, Werner Baumann, o ambiente de negócios para a divisão chamada CropScience permaneceu fraco no ano passado, principalmente na América Latina.

O declínio considerável de 6,9% nas vendas da América Latina foi compensado pelo ganho em outras regiões, como América do Norte, com alta de 3,9%; Ásia e Pacífico, com crescimento 2,7%; e a divisão Europa, África e Oriente Médio, com avanço de 1,8%.

A subdivisão de sementes teve um desempenho melhor que a de defensivos, com aumento de 8,3% nas vedas. Dentro dos defensivos e proteção a culturas, as vendas de fungicidas cresceram 4% e as de produtos para tratamento de sementes, 4,1%. Em contrapartida, as vendas do setor de inseticidas tiveram uma queda de 13,3% e as vendas de herbicidas caíram 2,2%. O segmento de ciências ambientais registrou ganho de 4,5% no ano.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da CropScience ficou em 2,42 bilhões de euros, apenas 0,6% superior ao de 2015. Segundo o balanço financeiro, um efeito cambial positivo de 140 milhões de euros e os preços elevados de alguns produtos compensaram os menores volumes de vendas e os gastos com pesquisa e desenvolvimento.

As vendas totais da Bayer somaram 46,77 bilhões de euros no ano passado, com crescimento de 1,5%. (Valor Econômico 23/02/2017)

 

Estoques baixos sustentam preços em NY

Os preços do açúcar dispararam ontem na bolsa de Nova York depois que a Organização Internacional do Açúcar (OIA) estimou que, embora a produção deva superar o consumo na próxima safra internacional (2017/18), os estoques finais da temporada corrente ainda sinalizaram oferta apertada. Os contratos com vencimento em maio subiram 48 pontos, para 20,74 centavos de dólar a libra-peso, o maior valor desde o dia 6.

A OIA avaliou que deverá haver um "modesto superávit" na safra 2017/18. Para o ciclo atual, a estimativa foi revisada para baixo, para 5,9 milhões de toneladas. Diante disso, a relação entre estoques e uso deverá cair para 43,78%, a mais apertada desde 2010/11. Em volume, os estoques finais desta safra foram projetados em 76,3 milhões de toneladas. A estimativa para o consumo global foi elevada para 174,2 milhões, superando a previsão para a produção, que ficou em 168,3 milhões.

Para o Brasil, a produção foi estimada em 38,8 milhões de toneladas, e a exportação, em 27,6 milhões. Quanto à Tailândia, segundo maior exportador mundial, a estimativa é que os embarques fiquem em 7 milhões de toneladas e a produção, em 9,5 milhões. Ontem, o governo tailandês, que responde a um questionamento do Brasil na OMC, disse que vai parar de subsidiar a produção e deixará de controlar os preços ao consumidor até o fim do ano. A União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica) aprovou a decisão, mas disse que há outras medidas a serem alteradas, como o sistema de cotas e subsídios aos canavieiros. (Valor Econômico 22/02/2017)

 

Postos interditados pela ANP em São Paulo vendiam etanol com mais de 90% de metanol

Três postos revendedores de combustíveis foram interditados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) esta semana (20 a 22 de fevereiro) por venderem etanol com mais de 90% de metanol, produto altamente tóxico, durante a força-tarefa que fiscaliza o mercado de combustíveis em São Paulo.

Segundo a ANP, na terça-feira (21), em testes realizados em campo pela Agência, foram identificados indícios de metanol nos postos Portal do Horto Com. e Serviços Automotivos Ltda. e no Auto Posto F458 Itália Ltda. Nos exames de laboratório realizados no Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT), na USP, o percentual de metanol encontrado no Posto do Horto foi 94,9%. No F458, chegou a 98,7%.

Na segunda-feira (20), a ANP já havia interditado o Posto Jardim Ubirajara, cujos testes de laboratório confirmaram 93,8% de metanol no etanol.

Além disso, o Auto Posto de Serviços Elimai foi interditado com a colocação de malotões da Prefeitura por não ter autorização da ANP para funcionar. O Ipem interditou dois postos, um na Vila Simone e um no Jardim Ipanema por bomba baixa (que fornece volume inferior ao marcado).

A ANP também vai autuar um posto em São Miguel, que estava fechado, por não funcionar no horário mínimo obrigatório. Ao todo, foram fiscalizados oito estabelecimentos, na Vila Simone, Jardim Ipanema, Vila Matilde, Vila Carrão, Vila Antonieta, São Miguel, Tatuapé e Vila Formosa.

Ações de fiscalização

De acordo com a ANP, as ações de fiscalização estão sendo intensificadas. “[Estamos] planejando-as cada vez mais a partir de vetores de inteligência, com destaque para denúncias recebidas pelo Centro de Relações com o Consumidor (CRC) e dos resultados obtidos pelo Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC), além de informações repassadas por outros órgãos públicos e pela área de inteligência a ANP”, afirma a agência.

A ANP ainda informou que, desde 2013, empenha-se em criar parcerias com órgãos de diferentes esferas da administração pública, o que resultou na instituição de forças-tarefa. Em 2016, foram realizadas 139 forças-tarefa em todo o País. “As ações conjuntas entre órgãos públicos fortalecem a participação do Estado na fiscalização do setor e restringem o emprego de práticas irregulares pelos agentes econômicos”, completa.

Por sua vez, a força-tarefa, que teve início na segunda-feira, é formada pela ANP, Procon, Ipem (Instituto de Pesos e Medidas), Governo do Estado, Polícia Civil e Prefeitura de São Paulo, por meio do Contru (Departamento de Controle do Uso de Imóveis, da Secretaria da Habitação e Desenvolvimento Urbano). (ANP 23/02/2017)

 

Açúcar: Consolidação

Após terem subido mais de 2% na última terça-feira, os contratos futuros do açúcar demerara registraram leve queda ontem em meio à consolidação das cotações.

Os papéis com vencimento em maio fecharam a 20,68 centavos de dólar a libra-peso, recuo marginal de 6 pontos.

Esta semana, a Organização Internacional do Açúcar (OIA) revisou negativamente suas estimativas para os estoques finais da safra 2016/17.

Segundo o órgão, a relação estoques-uso ao final da atual temporada deverá ser a mais apertada desde a temporada 2010/11, de 43,78%, com 76,265 milhões de toneladas armazenadas em todo o planeta.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 81,96 a saca de 50 quilos, alta de 0,12%. (Valor Econômico 23/02/2017)

 

Cana: Banco Pine corta previsão de safra 2017/18 no Centro-Sul em 10 mi/t

O Banco Pine cortou nesta quarta-feira sua projeção para a safra 2017/18 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil em 10 milhões de toneladas, de 585 milhões de toneladas estimadas em novembro para 575 milhões de toneladas agora. Caso se confirme, o volume do próximo ciclo, que se inicia oficialmente em abril, será quase 5% menor se comparado ao de 603,8 milhões de toneladas considerado para a temporada vigente, a 2016/17.

Em relatório, o analista da instituição, Lucas Brunetti, diz que nova projeção leva em conta a idade avançada dos canaviais, que acarreta menor produtividade. Pelos cálculos do banco, a média de idade das plantações passará de 3,4 anos em 2016/17 para 3,6 anos em 2017/18. Outro fator mencionado foram as baixas temperaturas durante a primavera no ano passado, em especial no "Paraná e em partes de Mato Grosso do Sul e de São Paulo".

Segundo Brunetti, o clima mais frio retardou o desenvolvimento das plantações. Já em relação ao clima global, "as previsões das agências indicam que o efeito meteorológico El Niño retornará no segundo semestre deste ano", afirmou o analista. O fenômeno, caso ocorra, provocará mais chuvas no Centro-Sul do Brasil, prejudicando a colheita de cana e, consequentemente, a moagem e fabricação de produtos, explica.

Conforme o Pine, as usinas e destilarias da região produzirão 35,1 milhões de t de açúcar em 2017/18, ligeiramente abaixo dos 35,3 milhões de t de 2016/17. No caso do etanol, a expectativa é de queda de 6,6%, para 23,8 bilhões de litros, dos quais 11,5 bilhões de litros de anidro e 12,3 bilhões de litros de hidratado.

Tal previsão leva em conta um mix de 47,7% da oferta de matéria-prima para açúcar e de 52,3% para etanol, além de uma quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) de 134 kg por tonelada de cana (+0,5%). De acordo com o Pine, também devem ser fabricados 26 milhões de litros de etanol de milho, ante 21 milhões de litros em 2016/17. Apesar dos problemas que podem prejudicar a temporada 2017/18, Brunetti afirma que o principal risco acabou não se concretizando: o La Niña.

"Esse efeito meteorológico, que foi bastante alardeado nos últimos meses, é associado a estiagens no Centro-Sul do Brasil. Isso poderia prejudicar a produtividade agrícola de maneira generalizada. No entanto, o La Niña não chegou a ser sentido, e as chuvas foram muito próximas da média histórica", concluiu. (Agência Estado 22/02/2017)

 

Vendas da divisão de agronegócio da Bayer ficou estável em 2016

A divisão de agronegócio da alemã Bayer fechou 2016 com vendas de 9,92 bilhões de euros, queda de 0,1% em relação a 2015. Segundo o CEO da empresa, Werner Baumann, o ambiente de negócios para a divisão chamada CropScience permaneceu fraco no ano passado, principalmente na América Latina.

O declínio considerável de 6,9% nas vendas da América Latina foi compensado pelo ganho em outras regiões, como América do Norte, com alta de 3,9%; Ásia e Pacífico, com crescimento 2,7%; e a divisão Europa, África e Oriente Médio, com avanço de 1,8%.

A subdivisão de sementes teve um desempenho melhor que a de defensivos, com aumento de 8,3% nas vedas. Dentro dos defensivos e proteção a culturas, as vendas de fungicidas cresceram 4% e as de produtos para tratamento de sementes, 4,1%. Em contrapartida, as vendas do setor de inseticidas tiveram uma queda de 13,3% e as vendas de herbicidas caíram 2,2%. O segmento de ciências ambientais registrou ganho de 4,5% no ano.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da CropScience ficou em 2,42 bilhões de euros, apenas 0,6% superior ao de 2015. Segundo o balanço financeiro, um efeito cambial positivo de 140 milhões de euros e os preços elevados de alguns produtos compensaram os menores volumes de vendas e os gastos com pesquisa e desenvolvimento.

As vendas totais da Bayer somaram 46,77 bilhões de euros no ano passado, com crescimento de 1,5%. (Valor Econômico 23/02/2017)

 

Estoques baixos sustentam preços em NY

Os preços do açúcar dispararam ontem na bolsa de Nova York depois que a Organização Internacional do Açúcar (OIA) estimou que, embora a produção deva superar o consumo na próxima safra internacional (2017/18), os estoques finais da temporada corrente ainda sinalizaram oferta apertada. Os contratos com vencimento em maio subiram 48 pontos, para 20,74 centavos de dólar a libra-peso, o maior valor desde o dia 6.

A OIA avaliou que deverá haver um "modesto superávit" na safra 2017/18. Para o ciclo atual, a estimativa foi revisada para baixo, para 5,9 milhões de toneladas. Diante disso, a relação entre estoques e uso deverá cair para 43,78%, a mais apertada desde 2010/11. Em volume, os estoques finais desta safra foram projetados em 76,3 milhões de toneladas. A estimativa para o consumo global foi elevada para 174,2 milhões, superando a previsão para a produção, que ficou em 168,3 milhões.

Para o Brasil, a produção foi estimada em 38,8 milhões de toneladas, e a exportação, em 27,6 milhões. Quanto à Tailândia, segundo maior exportador mundial, a estimativa é que os embarques fiquem em 7 milhões de toneladas e a produção, em 9,5 milhões. Ontem, o governo tailandês, que responde a um questionamento do Brasil na OMC, disse que vai parar de subsidiar a produção e deixará de controlar os preços ao consumidor até o fim do ano. A União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica) aprovou a decisão, mas disse que há outras medidas a serem alteradas, como o sistema de cotas e subsídios aos canavieiros. (Valor Econômico 22/02/2017)

 

Postos interditados pela ANP em São Paulo vendiam etanol com mais de 90% de metanol

Três postos revendedores de combustíveis foram interditados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) esta semana (20 a 22 de fevereiro) por venderem etanol com mais de 90% de metanol, produto altamente tóxico, durante a força-tarefa que fiscaliza o mercado de combustíveis em São Paulo.

Segundo a ANP, na terça-feira (21), em testes realizados em campo pela Agência, foram identificados indícios de metanol nos postos Portal do Horto Com. e Serviços Automotivos Ltda. e no Auto Posto F458 Itália Ltda. Nos exames de laboratório realizados no Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT), na USP, o percentual de metanol encontrado no Posto do Horto foi 94,9%. No F458, chegou a 98,7%.

Na segunda-feira (20), a ANP já havia interditado o Posto Jardim Ubirajara, cujos testes de laboratório confirmaram 93,8% de metanol no etanol.

Além disso, o Auto Posto de Serviços Elimai foi interditado com a colocação de malotões da Prefeitura por não ter autorização da ANP para funcionar. O Ipem interditou dois postos, um na Vila Simone e um no Jardim Ipanema por bomba baixa (que fornece volume inferior ao marcado).

A ANP também vai autuar um posto em São Miguel, que estava fechado, por não funcionar no horário mínimo obrigatório. Ao todo, foram fiscalizados oito estabelecimentos, na Vila Simone, Jardim Ipanema, Vila Matilde, Vila Carrão, Vila Antonieta, São Miguel, Tatuapé e Vila Formosa.

Ações de fiscalização

De acordo com a ANP, as ações de fiscalização estão sendo intensificadas. “[Estamos] planejando-as cada vez mais a partir de vetores de inteligência, com destaque para denúncias recebidas pelo Centro de Relações com o Consumidor (CRC) e dos resultados obtidos pelo Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC), além de informações repassadas por outros órgãos públicos e pela área de inteligência a ANP”, afirma a agência.

A ANP ainda informou que, desde 2013, empenha-se em criar parcerias com órgãos de diferentes esferas da administração pública, o que resultou na instituição de forças-tarefa. Em 2016, foram realizadas 139 forças-tarefa em todo o País. “As ações conjuntas entre órgãos públicos fortalecem a participação do Estado na fiscalização do setor e restringem o emprego de práticas irregulares pelos agentes econômicos”, completa.

Por sua vez, a força-tarefa, que teve início na segunda-feira, é formada pela ANP, Procon, Ipem (Instituto de Pesos e Medidas), Governo do Estado, Polícia Civil e Prefeitura de São Paulo, por meio do Contru (Departamento de Controle do Uso de Imóveis, da Secretaria da Habitação e Desenvolvimento Urbano). (ANP 23/02/2017)

 

Mercedes-Benz testa etanol celulósico E20 em automóveis

Combustível de resíduos agrícolas tem boa queima sem consumo adicional.

 Uma pequena frota de automóveis da Mercedes-Benz testou por um ano na Alemanha o uso de etanol celulósico Sunliquid 20, combustível obtido a partir de resíduos agrícolas, em parceria com a Clariant, empresa do ramo químico e responsável pela produção do combustível, e com a Haltermann Carless, do Grupo HCS.

O etanol celulósico utilizado no teste foi produzido na planta da Clariant em Straubing, município do centro-oeste alemão, onde a cada ano cerca de 4,5 mil toneladas de resíduos agrícolas, como palha de cereais ou de milho, são convertidas em etanol celulósico. Já a mistura de 20% acontece na fábrica da Haltermann Carless, em Hamburgo, onde o bioetanol é misturado com componentes selecionados para criar o combustível cujo composto utilizado é o E20, conteúdo de 20% de etanol celulósico.

O resultado se mostrou promissor: apresentou propriedades de combustão muito boas, com alto grau de eficiência e consumo idêntico ao combustível padrão atual E10. Devido à densidade de energia inferior do E20 em comparação com o E10, esperava-se um consumo de combustível ligeiramente mais alto, sob as mesmas condições operacionais. Os testes realizados em laboratório demonstraram uma variação no consumo, com índice de 0 a 3% a mais. Além da performance, o teste mostrou uma melhora nas emissões de material particulado em cerca de 50% com relação ao combustível de referência da UE, o Euro 5.

O etanol celulósico também permite a redução nas emissões de gás de efeito estufa de até 95% ao longo de toda a cadeia e sem competir com a produção de alimentos ou a utilização de terrenos agrícolas. Além disso, o E20 dá ao combustível um número de octanas (RON) significativamente maior, acima de 100. Com seu uso generalizado, os motores poderiam ser adaptados no futuro de forma que a vantagem da qualidade do combustível poderia ser usada para melhorar a eficiência dos motores e, assim, reduzir ainda mais o consumo e as emissões.

“Desenvolver e trazer ao mercado soluções para uma mobilidade mais sustentável é uma das tarefas mais importantes no setor de transportes hoje. Estamos muito satisfeitos pela comprovação da alta qualidade do Sunliquid 20 no teste de campo, com a mesma autonomia e o mesmo conforto na direção”, afirma Martin Vollmer, chefe de tecnologia da Clariant. “O etanol celulósico feito a partir de resíduos agrícolas é um combustível neutro em carbono com grande potencial, que pode ser economicamente produzido e utilizado nos dias de hoje. Para que a transição de energia possa ser bem-sucedida no setor de transportes, precisamos urgentemente de um quadro estável de condições, como, por exemplo, a taxa de mistura obrigatória de biocombustíveis avançados que está sendo discutida pelos países membros da União Europeia”, relembra.

“Esta é mais uma prova de que a Alemanha é uma pioneira tecnológica na pesquisa e no desenvolvimento de combustíveis especiais sustentáveis. Como uma empresa de especialidades e parceira de pesquisas industriais, estamos muito satisfeitos por produzir um combustível com especificações e propriedades ambientais espetaculares, que pode demonstrar a sua utilidade em motores existentes, com a infraestrutura existente, sem quaisquer problemas”, enfatiza o Bruno Philippon, vice-presidente sênior de combustíveis de alta performance na Haltermann Carless. (Automotive Business 21/02/2017)