Setor sucroenergético

Notícias

Açúcar: Correção em NY

Os contratos futuros do açúcar demerara apresentaram leve alta ontem na bolsa de Nova York após quatro sessões consecutivas de queda.

Os papéis com vencimento em maio fecharam a 19,23 centavos de dólar a libra-peso, com avanço de 8 pontos.

A correção nos preços da commodity acontece em meio ao vencimento dos papéis de primeira posição e ao enfraquecimento das negociações devido o feriado de Carnaval no Brasil.

Segundo o banco Société Générale, cerca de 1,4 milhão de toneladas de açúcar foram entregues com o vencimento dos contratos de primeira posição ontem.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 81,34 a saca de 50 quilos na última sexta-feira, com queda de 0,83%. (Valor Econômico 01/03/2017)

 

Moagem de cana da safra 16/17 atinge 594,73 mi de ton no Centro-Sul

No acumulado de 1º de abril de 2016 a 16 de fevereiro de 2017, o total processado de cana de açúcar no Centro-Sul atingiu 594,73 milhões de toneladas, segundo dados divulgados hoje pela Unica-SP. Com esse resultado, a produção acumulada de açúcar alcançou 35,27 milhões de toneladas, enquanto a fabricação de etanol totalizou 25,08 bilhões de litros (10,55 bilhões de anidro e 14,53 bilhões de hidratado).

No acumulado da safra 2016/17 a produção de etanol de milho totaliza 189,97 milhões de litros.

Nesses primeiros 15 dias de fevereiro, duas unidades que haviam concluído a safra no final de 2016 voltaram a processar cana-de-açúcar e a expectativa é que até o final do mês outras 5 usinas irão retornar.

Dessa forma, foram contabilizadas 12 usinas em atividade no Centro-Sul no período, sendo seis no Mato Grosso do Sul, três em São Paulo, uma em Goiás, uma em Minas Gerais e uma no Paraná.

As vendas de etanol pelas unidades produtoras da região CS somaram 934,40 milhões de litros na 1ª quinzena de fevereiro, sendo 22,53 milhões de litros destinados à exportação e 911,87 milhões de litros ao mercado doméstico.

No mercado interno, tanto o volume comercializado de etanol anidro como o de hidratado apresentaram contração ante a 2ª quinzena de janeiro. O anidro registrou 455,22 milhões de litros, com redução de 2,88%, e o hidratado somou 456,65 milhões de litros, queda de 0,98%. (Unica 24/02/2017)

 

INTL FCStone projeta novo déficit global de açúcar para a safra 2017/1

Estoques globais do adoçante devem cair para 63,1 milhões de toneladas no final da safra, o menor nível desde 2011/12.

Apesar do ritmo mais rápido de aumento na produção na safra 2017/18, o mercado de açúcar deve continuar em déficit, estimado em 462 mil toneladas pela consultoria INTL FCStone. Com isso, os estoques globais do adoçante devem cair para 63,1 milhões de toneladas no final da safra 2017/18, o menor nível desde a safra 2011/12. A relação estoques/uso, por sua vez, deve cair para 33,8%, a menor desde o ciclo 2010/11, quando o preço docontrato contínuo na ICE/NY registrou média de US¢28/lb.

Novamente, o principal determinante deve ser a Índia. Com aumento da área plantada em Maharashtra e Karnataka, somado à perspectiva de monções mais próximas à média histórica, a consultoria espera incremento significativo na produção do país. Na Tailândia também espera-se que parte da queda observada nos últimos anos seja revertida no próximo ciclo, principalmente considerando que, ao contrário do que ocorreu na Índia, a área plantada no país continuou crescendo de maneira contínua. Nos dois casos, entretanto, a recuperação ainda depende de bons resultados para a temporada chuvosa.

Outro player que será crucial para a continuidade no aumento da produção global é a Europa. O bloco passará por liberalização do mercado de açúcar, o que significará o fim das cotas de produção e exportação, que hoje limitam a expansão da área plantada em vários países. Com o objetivo de aumentar a exportação, vários grupos açucareiros do continente vêm solicitando que seus produtores de beterraba aumentem significativamente a área plantada, em alguns casos em até 30%.

É duvidoso, entretanto, até que ponto os agricultores responderão a este chamado, já que a política de preço mínimo para a beterraba será abolida e muitas usinas vêm oferecendo preço de compra inferior ao observado nos anos anteriores. Além disso, a safra do continente está sujeita a muitos riscos climáticos, sendo que alguns produtores já têm indicado preocupação com a baixa umidade dos solos. Mesmo diante destes riscos, a INTL FCStone espera que a produção do bloco aumente em mais de 15%, uma vez que muitas usinas são competitivas para a exportação considerando o nível atual de preços.

A projeção para a produção global na safra 2017/18 está em 186,3 milhões de toneladas, 5,6% acima da safra corrente. “O ritmo de crescimento da demanda, por sua vez, deve continuar caindo, uma vez que os maiores preços internacionais tendem a impactar o consumo nos países emergentes e o consumo per capita na maioria dos países desenvolvidos vem apresentando trajetória estável ou decrescente”, avaliou a INTL FCStone em relatório. A demanda mundial foi estimada em 186,8 milhões de toneladas, apenas 1% superior a 2016/17. (INTL FCStone 27/02/2017)

 

Biosev e Ridesa desenvolvem variedades de cana adaptadas ao solo do nordeste

Apesar das dificuldades de chuva e solo, o sertão nordestino não desiste da cana-de-açúcar. A cultura, que já reinou na região até o fim do século XIX, antes do Sudeste passar a apostar no cultivo, e projetou o Brasil com a maior produção de açúcar do mundo, vem recebendo atenção da iniciativa privada. Em parceria com a Ridesa (Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético), a Usina Biosev, braço da multinacional Louis Dreyfus, está apostando no desenvolvimento de novas variedades adaptadas às terras secas e ácidas do Nordeste, onde a empresa possui duas unidades de processamento e mais de 40.000 hectares próprios de cultivo.

Em uma área de 2 hectares próxima a Natal (RN), a Biosev plantou 25 mil mudas de cana. Cada planta foi originada de dois genitores diferentes, um pode ter resistência a doenças e outro alto índice de produtividade, por exemplo. Cada cruzamento rende 12 indivíduos irmãos e geneticamente distintos. A localização de cada muda nos mais de 20 blocos de cultivo plantados está catalogada e o desenvolvimento da plantação é acompanhado diariamente. O plantio do canavial foi mecanizado, simulando exatamente o método de trabalho da multinacional em suas áreas comerciais.

O experimento é o primeiro passo de um plano que tem o objetivo de gerar variedades tipicamente nordestinas dentro de até dez anos. “Temos de fazer hoje pensando no futuro. O nordeste do Brasil planta basicamente duas variedades, que são as mesmas cultivadas na maior parte do país”, diz Rui Chammas, presidente da Biosev.

Isso representa um risco à atividade. “Se um problema sério (de praga ou doença) atingir um canavial, toda a área com aquela variedade estará ameaçada”, afirma Chammas. Confiante no trabalho que vem sendo conduzido pelos pesquisadores da Ridesa, o executivo espera que o tempo para se ter uma nova cana nordestina possa ser inferior a uma década. “Se alguém tivesse feito no passado o que estamos fazendo hoje, talvez não teríamos o quadro atual, com número tão limitado de variedades cultivadas”, diz.

A colheita da área experimental, também mecanizada, está programada para o primeiro trimestre de 2017, quando os técnicos passarão uma nova “peneira” no lote, selecionando o que deu certo e analisando as mudas menos interessantes.

“A partir da rebrota é que avaliamos a qualidade do material. O melhorista entra para ver as variedades que sofreram ataques de pragas e outros tipos de problemas”, explica Ricardo Lopes, diretor agrícola da Biosev. A estimativa dos técnicos é de que sejam feitas ao menos quatro seleções de materiais até se chegar à escolha de uma variedade que, em seguida, será multiplicada e plantada comercialmente na região.

A maior dificuldade da pesquisa no desenvolvimento de uma nova planta de cana está relacionada às condições climáticas do nordeste brasileiro, diz Djalma Eusébio Simões Neto, coordenador do programa de melhoramento de cana da Ridesa na Universidade Rural de Pernambuco. “O desafio é desenvolver variedades com solos muito ácidos, extremamente arenosos e com distribuição irregular de chuvas. Aqui elas se concentram em quatro ou cinco meses por ano. Ou seja, ficamos com um déficit hídrico muito grande, e às vezes em diferentes épocas, durante boa parte do ano”, afirma.

926 mil hectares é o tamanho do cultivo de cana no nordeste do Brasil, enquanto no centro-sul a área da lavoura é de 7,9 milhões de hectares

A instituição coordenada por Djalma é responsável pelos trabalhos de pesquisa em seis Estados do Nordeste e já lançou mais de 90 variedades em 25 anos.

Mesmo com rendimentos muito abaixo do potencial e inferiores às médias do Sudeste, o coordenador da Ridesa comemora os ganhos de produtividade na região desde a criação da rede.

“Em condições normais, a gente tinha aqui em torno de 40 toneladas por hectare e 90 quilos de ATR (quantidade de açúcar disponível por hectare). Hoje, esses índices estão em 70 toneladas por hectare e 135 quilos, em média, respectivamente”, conta.

Irrigação em alta

Em paralelo ao desenvolvimento de novas variedades, cresce o número de canaviais irrigados no nordeste do Brasil. A estratégia, apesar de exigir altos investimentos, tem rendido bons frutos à região, que na última safra aumentou o espaço dedicado à cultura, conforme dados oficiais. A estimativa da Ridesa de Pernambuco é que ao menos 33% dos canaviais localizados nos chamados Tabuleiros Costeiros, região que abrange a costa do litoral nordestino até o Sudeste, contam com algum tipo de irrigação. Um dos métodos mais recentes e que tem ganhado espaço no campo é a irrigação por gotejamento.

A Biosev investiu R$ 6,8 milhões para viabilizar o sistema em 400 hectares (R$ 17 mil por hectare). Com água e adubo na dose certa, a empresa ampliou o leque de variedades, plantando sete materiais diferentes numa área com o sistema, que deve render perto de 110 toneladas por hectare, mais que o dobro da média nacional, apontada pela Conab.

A Netafim, empresa israelense líder mundial na tecnologia, implanta a cada ano 7.000 hectares de gotejamento no nordeste do Brasil, 21% são para a cana. (Globo Rural 24/02/2017)

 

MS: Governo revisa incentivos de usinas e etanol pode subir 6,5%

Antecipando a série de medidas para equilibrar as contas públicas do Estado, incluindo a reforma administrativa e o teto de gastos anunciados na semana passada, o governo estadual alterou os incentivos fiscais das usinas para operações dentro do Estado.

A mudança poderá elevar o preço do etanol em até 6,5% para o consumidor final.

Em decreto publicado na edição do Diário Oficial de Mato Grosso do Sul do dia 17, o governo reduziu o incentivo concedido sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para a operações do álcool etílico anidro (misturado à gasolina) e do álcool etílico hidratado (etanol) dentro do Estado – de suspenso, o imposto passou a ser cobrado com 18% de desconto.

Conforme o presidente da Associação dos Produtos de Bioenergia de Mato Grosso do Sul, Roberto Holanda Filho (Foto), até então, as refinarias do Estado tinham alíquota de 25% e crédito presumido de 15,93% para o ICMS do álcool.

Com o novo decreto, o crédito presumido para o álcool anidro reduziu para 7%. “No caso do hidratado, o etanol, o crédito foi zerado e o setor passou a pagar os 25% cheios. Essa alteração terá impacto no setor e isso vai refletor no consumidor”. (Correio do Estado 26/02/2017)

 

Quebra de safra na Índia deve levar a expansão do déficit global de açúcar

Consultoria INTL FCStone aumenta estimativa de saldo negativo em 13,5%, para 8,5 milhões de toneladas.

A safra 2016/17 deve resultar em déficit global de açúcar mais acentuado, em 8,5 milhões de toneladas, puxado principalmente por impactos da Índia. A avaliação é da consultoria INTL FCStone, que em novembro havia estimado déficit em 7,8 milhões de toneladas. “O segundo maior produtor global de açúcar [Índia] vem sofrendo tanto com os efeitos das monções fracas em 2015 sobre a área plantada e a idade média dos canaviais, como com os impactos das chuvas abaixo da média este ano”, explicou a consultoria em relatório divulgado nesta sexta-feira (24).

Das 483 usinas que operaram nesta safra, 191 já haviam encerrado suas atividades até o final de janeiro, levando a produção na segunda metade daquele mês a ficar 41% abaixo do mesmo período na safra passada.

“Mesmo considerando a situação positiva dos canaviais no maior estado produtor, Uttar Pradesh, estimamos a produção total do país em 20 milhões de toneladas (valor branco), 20,3% abaixo da safra passada”, explica o analista de mercado, João Paulo Botelho. Esta queda seria puxada por Maharashtra e Karnataka (segundo e terceiro maiores produtores), que sofreram mais com as monções fracas e para os quais esperamos quebra de 46%.

O Brasil, principal produtor global de açúcar, também teve sua estimativa de produção revisada para baixo. No Nordeste, a safra vem sendo afetada por forte quebra agrícola, causada por chuvas abaixo do normal durante a entressafra e começo da colheita, levando a INTL FCStone a reduzir sua estimativa de produção para 3,2 milhões de toneladas (somando açúcares brutos e refinados), o que ainda representa um aumento de 22% em relação a 2015/16 devido ao ATR relativamente melhor e, principalmente, ao forte aumento no mix açucareiro.

A produção também foi reduzida na América Central, onde problemas na Guatemala devem diminuir a recuperação do grupo, cuja produção ainda deve subir em 7,3% em comparação com 2015/16, para 5,5 milhões de toneladas.

Outros países, entretanto, tiveram suas estimativas para a safra corrente aumentada, suavizando o impacto sobre o saldo. Neste sentido, vale destacar a Rússia, onde as plantações de beterraba apresentaram produtividade 23% superior ao ciclo anterior, o que, juntamente com o aumento de quase 10% na área colhida, levou a produção de açúcar a superar 6 milhões de toneladas (valor branco) pela primeira vez na história. Desta forma, o país, que já foi o maior importador de açúcar do mundo, deve ser um exportador líquido em 2016/17.

No que se refere à demanda global, a consultoria reduziu sua estimativa em 0,4%, para 184,9 milhões de toneladas, ainda assim 1,2% acima da safra anterior. A desaceleração no consumo do adoçante é resultado do maior nível de preços internacionais, que reduz o apetite dos compradores.

“Devemos destacar a Índia, o maior consumidor da commodity e também um dos países que apresenta demanda mais volátil devido, principalmente, à possibilidade de substituição do produto por alternativas mais baratas”, avalia o analista João Paulo Botelho. (INTL FCStone 24/02/2017)

 

Commodities de exportação seguem em alta

Sustentadas por fundamentos e câmbio, as principais commodities agrícolas exportadas pelo Brasil encerraram fevereiro com preços superiores aos registrados no mesmo mês do ano passado nas principais bolsas americanas.

Cálculos do Valor Data baseados nas médias mensais dos contratos futuros de segunda posição de entrega mostram que as maiores ganhos ainda são os das "soft" commodities negociadas em Nova York (açúcar, algodão, suco de laranja e café), mas em Chicago os grãos mais vendidos pelo país no exterior (soja e milho) permanecem com suas cotações firmes.

No caso das "soft", há em comum, pelo lado dos fundamentos, problemas que limitam a oferta, inclusive no Brasil, que lidera as exportações mundiais de açúcar, café e suco de laranja. Nesse contexto, também há um importante "empurrão" cambial, já que, no mês passado, a cotação média do dólar em relação ao real foi quase 22% menor que a média de fevereiro de 2016, queda que tira rentabilidade dos embarques do país.

Esse movimento, que também tem influência sobre o comportamento dos preços em Chicago, é normal. Quando o dólar cai em relação ao real, teoricamente desestimula os embarques brasileiros, o que abre espaço para altas de preços em Nova York, um raciocínio que vale para outros exportadores.

Assim, ainda que tenha perdido força, a cotação média dos contratos de segunda posição do açúcar fechou fevereiro com variação positiva de 53,11% em relação ao resultado do mesmo mês do ano passado. A entressafra no Brasil colabora para manter o atual patamar de preços, e a equação mundial entre oferta e demanda pode estender a fase "altista" por mais algum tempo.

Segundo a FCStone, a demanda global deverá novamente superar a oferta na safra internacional 2017/18, que terá início em outubro próximo. Nos cálculos da consultoria, a produção deverá crescer 5,6% em relação ao ciclo 2016/17, para 186,3 milhões de toneladas, e o consumo deverá aumentar apenas 1%, para 186,8 milhões.

Se confirmadas essas previsões, que já levam em conta a tendência de expansão da produção européia de açúcar de beterraba, os estoques no fim da temporada estarão no menor nível desde 2011/12 (63,1 milhões de toneladas).

O encolhimento dos estoques também está na base das justificativas das altas das cotações de café e suco de laranja, cujas exportações mundiais são igualmente lideradas pelo Brasil. No país, as respectivas produções foram golpeadas por intempéries provocadas pelo El Niño em 2016, e a recuperações não serão plenas neste ano.

Com a demanda mundial ainda fraca, o suco aparentemente parou de subiu em Nova York, mas os contratos futuros de segunda posição de entrega da commodity encerrou fevereiro com valor médio 26,41% superior ao do mesmo mês do ano passado. As cotações do café também perderam ímpeto, mas subiram 24,66% em igual comparação.

O algodão está em ascensão graças a sinais mais otimistas no quadro da demanda mundial e, em relação a fevereiro de 2016, registrou alta de 28,92%. O cacau, por sua vez, permanece em queda, a média de fevereiro foi, 29,98% menor que a do mesmo mês do ano passado, mas em razão da demanda mais restrita.

Na bolsa de Chicago, onde são transacionadas as commodities agrícolas de maior liquidez, movimentos financeiros relacionados a outros mercados ajudam a oferecer sustentação aos contratos de soja, milho e trigo. Os dois primeiros encerraram fevereiro com cotações médias maiores que em fevereiro de 2016, 19,65% e 2,35%, respectivamente, e o trigo com uma queda modesta (3,05%).

Nesses mercados, entretanto, os fundamentos sugerem alguma perda de sustentação nos próximos meses, já que a oferta global continua abundante e não há sinais de problemas expressivos. As primeiras estimativas do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para a produção de grãos no país na próxima safra (2017/18) indicaram que os volumes continuarão fartos. Os americanos lideram a produção mundial de soja, milho e trigo. (Valor Econômico 01/03/2017)