Setor sucroenergético

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Usina Santa Adélia não se pronuncia sobre condenação por terceirização

A Usina Santa Adélia, grupo sucroenergético com três usinas no Estado de São Paulo, informou nesta quinta-feira, 2, ao Broadcast Agro, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, que "não se pronunciará" sobre a condenação pela Vara do Trabalho de Taquaritinga (SP) ao pagamento de R$ 500 mil por terceirizar os serviços de plantio, colheita e manutenção de cana-de-açúcar, consideradas atividades-fim.

Em nota, a empresa disse que "o processo ainda encontra-se sub judice". O valor deverá ser revertido em benefício de projetos, iniciativas e/ou campanhas voltados aos trabalhadores abrangidos pela Vara do Trabalho do município. As informações são do Ministério Público do Trabalho (MPT), que moveu a ação. (Agência Estado 03/03/2017)

 

Propina redefiniu a petroquímica

O pagamento de propina de US$ 4,3 milhões permitiu à Braskem ser escolhida sócia da Petrobras em uma fábrica de polipropileno, uma das três principais resinas termoplásticas, e tirou da disputa a antiga Polibrasil, uma sociedade da Suzano Petroquímica e da Basell, que era a maior produtora da matéria-prima na América Latina. A confissão da Braskem a respeito do crime consta do acordo de leniência firmado com as autoridades do Brasil, Estados Unidos e Suíça na esteira da Operação Lava-Jato.

Inaugurada em abril de 2008, em Paulínia (SP), a unidade marcou a chegada da Braskem à Região Sudeste, maior mercado consumidor do país. Para a Suzano, que dois anos depois de perder a disputa foi comprada pela Petrobras e mais tarde viu os ativos serem incorporados à Braskem, esse episódio representou um revés em seu plano de expansão no setor.

Em junho de 2005, a Suzano Petroquímica anunciou a compra dos 50% da Basell (associação entre Basf e Shell) na Polibrasil por US$ 240 milhões. Em agosto de 2007, o braço petroquímico do grupo Suzano foi comprado pela Petrobras por R$ 2,7 bilhões. Considerando­se valor de venda mais dívidas, a operação foi fechada a um múltiplo de 12 vezes o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), transação questionada por analistas à época pelo valor muito elevado. (Valor Econômico 03/03/2017)

 

Açúcar: Incertezas na Índia

A potencial abertura do mercado indiano para a importação de açúcar este ano tem colaborado para a volatilidade das cotações da commodity na bolsa de Nova York.

Os papéis com vencimento em julho fecharam ontem a 19,46 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 12 pontos.

Com um déficit estimado em 4 milhões de toneladas na oferta interna, os analistas acreditam que as autoridades indianas só deliberarão sobre o assunto após as eleições parlamentares, marcadas para este mês.

Produtores e usinas, no entanto, já se manifestam contra a medida.

Segundo a Associação Indiana de Usinas de Açúcar, há 7 milhões de toneladas de açúcar em estoque no país.

Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal ficou em R$ 80,86 a saca de 50 quilos, alta de 0,12%. (Valor Econômico 03/03/2017)

 

Exportação de açúcar cai 32,6% em fevereiro ante mesmo mês de 2016

O Brasil exportou em fevereiro 1,823 milhão de toneladas de açúcar bruto e refinado, volume 17,6% menor que os 2,212 milhões de toneladas embarcadas em janeiro e 32,6% inferior ante os 2,703 milhão de toneladas registradas em igual mês de 2016.

Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) divulgados nesta quinta-feira, 2, mostram que do total embarcado no mês passado, 1,541 milhão de toneladas foram de açúcar demerara e 281,7 mil toneladas, de refinado.

A receita obtida com a exportação total de açúcar em janeiro último foi de US$ 790,7 milhões, 17,2% menor que a registrada em janeiro (US$ 955,4 milhões) e 1,2% abaixo ante os US$ 800,4 milhões computados em fevereiro de 2016.

No acumulado de 2017, o volume exportado atinge 4,036 milhões de toneladas (-3,9%), com receita de US$ 1,746 bilhão (+41,6%). (Agência Estado 02/03/2017

 

Estudo tenta viabilizar palha da cana sem queima para geração de energia elétrica

 Pesquisadores de Campinas (SP) estão desenvolvendo um estudo que utiliza a palha da cana-de-açúcar sem queima para aumentar a produção de energia elétrica dentro das usinas, e com baixa emissão de gases do efeito estufa.

Os responsáveis pelo levantamento querem provar que este procedimento é mais limpo do que a biomassa, que é a mistura da palha com o bagaço da cana.

A estimativa é que a produção energética possa aumentar em sete vezes com o uso da palha sem queima.

"Se a gente pegasse hoje toda a palha no centro sul do país e colocasse para queimar, isso corresponderia aproximadamente uma Itaipu [usina hidrelétrica binacional que produziu 8,74 milhões de MWh em janeiro]", disse Gonçalo Pereira, pesquisador do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), do Cento Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais (CNPEM).

De acordo com os especialistas, as usinas paulistas tentam há 20 anos utilizar a palha, mas não tem equipamentos adequados e nem o conhecimento logístico para por em prática.

"A palha é uma espécie de sol no estado sólido. Então, além de você desperdiçar e deixar a palha no campo tem a possibilidade de insetos e fungos se alojarem na palha. E ao longo do tempo, ela acaba virando CO2 e outros gases do efeito estufa. Deixar a palha no campo é péssimo para o meio ambiente", completa o pesquisador Gonçalo Pereira.

Os especialistas lembram ainda que a palha é importante para a qualidade do solo, e não pode ser retirada totalmente. O estudo leva em conta ainda qual é o equilíbrio ideal.

"Pelo menos sete toneladas de massa seca de palha por hectare devem ser mantidas todo ano no campo para manter o equilíbrio", ressalta o pesquisador do CTBE João Carvalho.

O próximo passo da pesquisa do CTBE é identificar como transportar a palha sem contaminá-la. (Portal G1 02/03/2017)

 

Comercialização de hidratado sobe na usina; preço cai pela 11ª semana

O volume de etanol hidratado negociado no spot paulista aumentou no final de fevereiro. Segundo pesquisadores do Cepea, além do aquecimento da demanda por parte de distribuidoras por conta do carnaval, usinas mostraram maior interesse de venda, diante da proximidade do início da nova safra (2017/18) na região Centro-Sul, previsto já para março em algumas unidades, e das sucessivas quedas de preços.

Na última semana, a entrada de etanol de outros estados, especialmente de Mato Grosso do Sul e Goiás, reforçou a pressão sobre as cotações no mercado paulista. De 20 a 24 de fevereiro, o Indicador Cepea/Esalq do hidratado foi de R$ 1,5846/litro (sem ICMS e sem PIS/Cofins), recuo de 4,9% em relação à semana anterior, já são 11 semanas seguidas de baixa.

Para o anidro, em queda há sete semanas, o Indicador Cepea/Esalq foi de R$ 1,7142/litro (sem PIS/Cofins), variação negativa de 2,2%. Para o etanol hidratado posto Paulínia (SP), o Indicador Esalq/BM&FBovespa fechou a R$ 1.644,00/m3 (sem impostos) nessa quarta-feira, 1º, queda de 1,4% sobre a quinta anterior. (Cepea / Esalq 02/03/2017)

 

Nomeado de Trump já defendeu açúcar e etanol do Brasil

Escolhido por Donald Trump para ocupar o cargo de representante comercial americano, o advogado Robert Lighthizer defendeu nos anos 80 os interesses da indústria brasileira de açúcar e álcool nos EUA. Como a legislação proíbe que a função seja ocupada por alguém que tenha atuado como lobista de governos estrangeiros, ele precisará de um "perdão" do Congresso para tomar posse.

Além do Brasil, Lighthizer também defendeu a China em uma disputa comercial com os EUA. Apesar disso, é um crítico de Pequim e acredita que as atuais regras da Organização Mundial do Comércio são insuficientes para prevenir ou punir práticas comerciais do país asiático que considera desleais.

"Em um nível puramente intelectual, como a permissão para que a China manipule constantemente o comércio a seu favor promove o objetivo conservador de fazer com que os mercados sejam mais eficientes?", escreveu em artigo publicado em 2010 sob o título "Donald Trump não é um liberal em comércio".

Cana

Considerado um protecionista, Lighthizer foi contratado em 1985 para representar o extinto Instituto do Açúcar e do Álcool em uma disputa comercial com os EUA. Na época, produtores americanos de etanol à base de milho pediram a abertura de investigação da prática de dumping pelo Brasil e de eventuais concessões de subsídios à produção de etanol de cana-de-açúcar pelo governo brasileiro. (Agência Estado 02/03/2017)

 

Irã abre processo para compra de 60 mil t de açúcar do Brasil

A agência estatal de compras do Irã abriu licitação para comprar 60 mil toneladas de açúcar bruto do Brasil, em mais um sinal de que o país busca elevar estoques, disseram operadores europeus nesta quinta-feira.

Na semana passada, fontes do mercado disseram que importadores privados no Irã haviam comprado 250 mil toneladas de açúcar bruto do Brasil, na primeira compra do gênero em meses.

Operadores disseram que a licitação da agência estatal iraniana, conhecida pela sigla em inglês GTC, deverá fechar em 14 de marco, com carregamento entre 15 de abril e 15 de maio. As entregas deverão ocorrer nos portos de Bandar Imam Khomeini ou Bandar Abbas, dois dos principais terminais de carga do país.

"Esta é a primeira compra que vemos da GTC neste ano e eles parecem estar elevando estoques", disse uma fonte do mercado.

Operadores disseram que antes das compras da semana passada, a última vez que compradores iranianos haviam ido ao mercado internacional havia sido no terceiro trimestre do ano passado.

As importações anuais de açúcar bruto do Irã giram na média de 900 mil toneladas.

As celebrações de ano novo no país em março são um período de grande consumo de açúcar.

Sanções internacionais impostas ao Irã foram retiradas um ano atrás, após um acordo sobre o programa nuclear do país, mas Teerã continua a enfrentar dificuldades para acessar o sistema bancário internacional, o que afeta sua capacidade de realizar negócios no exterior. (Reuters 02/03/2017)

 

Volume e preços fazem exportação de commodities subir 42% no bimestre

As receitas com as exportações dos produtos básicos somaram US$ 14,2 bilhões no primeiro bimestre deste ano, 42% mais do que em igual período do ano passado.

Essa expansão das receitas se deve tanto a um aumento do volume como dos preços das principais commodities exportadas pelo Brasil.

A soja, com o ritmo mais forte da colheita nas primeiras semanas do ano, puxa o volume de exportação de grãos no mês passado. Foram 3,4 milhões de toneladas, com aumento de 82% em relação a fevereiro de 2016.

O açúcar, outro produto que vem aumentando participação na balança comercial, perde no volume exportado, mas ganha no preço, quando comparados os números de fevereiro deste ano com os de igual período do ano passado.

As carnes também foram definitivas para o aumento das exportações dos básicos. O país continua aumentando o volume e obtendo preços melhores. O destaque fica para a carne suína, cujas exportações aumentaram 32% na comparação dos meses de fevereiro.

Com o aumento das exportações de soja, o milho praticamente deixou de ir para os portos. Saíram do país apenas 487 mil toneladas no mês passado, 90% menos do que em 2016.

A celulose também perdeu ritmo nas exportações deste ano. O volume do mês passado ficou 25% inferior ao de fevereiro de 2016, enquanto os preços caíram 8% no período, segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

Mas não são apenas os produtos agrícolas que estão com desempenho melhor neste ano. As exportações de petróleo, por ora o líder da balança comercial, somaram US$ 3,8 bilhões nos dois primeiros meses do ano, 183% mais do que no primeiro bimestre do ano passado.

No mesmo período, as receitas com minério de ferro, produto que está com elevação de preços no mercado externo, aumentaram 125%. (Folha de São Paulo 03/03/2017)