Setor sucroenergético

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Usineiros: Ao pé do ouvido de Temer

Grandes usineiros paulistas foram ao presidente Michel Temer pedir que o governo freie as importações de etanol anidro. Embora a produção de cana esteja na entressafra, as usinas ainda dispõem de expressivos estoques.

Com o aumento das importações, os preços do etanol anidro já caíram quase 5% desde dezembro. (Jornal Relatório Reservado 06/03/2017)

 

Nova safra de cana-de-açúcar derruba preço do etanol na usina

Aos poucos, o etanol hidratado volta a ganhar competitividade em relação à gasolina no Estado de São Paulo. Após a disparada no último trimestre do ano passado, os preços atuais já são 18% inferiores aos daquele período.

A aceleração nos valores do álcool no final da safra 2016/17, puxada pela preferência das indústrias na produção de açúcar, mais rentável, fez o combustível perder competitividade e espaço para a gasolina.

Com a chegada da entressafra, o litro de etanol hidratado foi negociado a R$ 1,91 na usina no final de outubro. Na semana passada, o valor era de R$ 1,57, com queda de 18% no período. Já o anidro, que atingiu R$ 2,11 em novembro, esteve a R$ 1,67 na semana passada, 21% menos, aponta o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

Os preços caem na porta das usinas devido à chegada da nova safra, a 2017/18, que se inicia em abril próximo.

As indústrias que ainda têm etanol aumentaram a oferta no mercado para não carregar esses estoques para o próximo mês, quando a oferta de produto aumenta.

Antonio de Pádua Rodrigues, diretor da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) alerta, no entanto, para o fato de que a queda de preços do etanol nas usinas ainda não chega ao consumidor.

A R$ 1,5662 por litro, o etanol hidratado deveria estar com percentual de 67% do preço da gasolina, mas está a 75% em São Paulo.

Pesquisas indicam que, quando o etanol fica com margem de 70% ou menos em relação à gasolina, é vantagem para o consumidor a utilização do derivado de cana nos carros com motor flex.

Parte da queda dos preços nas usinas ainda está embutida nas margens de distribuidoras e de postos, segundo Pádua. A redução no volume vendido de combustíveis provoca a manutenção de margens maiores.

Mas, em algumas cidades do Estado, já há transferência da queda de preços das usinas para o consumidor. Ribeirão Preto é uma delas, segundo o diretor da Unica.

O etanol já tem preços mais competitivos do que a gasolina desde a semana retrasada nessa cidade. Na semana passada, pelo menos mais uma dezena de outras cidades entraram na lista.

A safra 2016/17, que se encerra neste mês, terá uma moagem de 605 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

Recorde

A safra de soja no Brasil deverá atingir 110 milhões de toneladas, prevê a consultoria Céleres, de Uberlândia (MG). Essa é a maior estimativa de produção nacional para a oleaginosa já divulgada.

Abaixo

A AgRural, de Curitiba, também divulgou projeções para a produção de soja nesta safra 2016/17, mas aponta um número menor. Os analistas da agência acreditam que a safra fique em 107 milhões de toneladas.

Produtividade

A Céleres estima a área de produção em 33,9 milhões de hectares, com uma produtividade média de 3,23 toneladas cada um. O maior crescimento de produtividade ocorre no Nordeste, onde a evolução será de 39%.

Renda

Diante desses números e dos preços atuais, a Céleres prevê que o produtor tenha rendimento médio de R$ 1.036 por hectare nesta safra na margem operacional.

Também recordes

A AgRural estima que a produtividade média fique em 3,18 toneladas por hectare e que a área semeada tenha sido de 33,6 milhões de hectares.

Milho

A Céleres também prevê um bom ano para o milho, elevando a produção do cereal para 98 milhões de toneladas na safra 2016/17. A safra de inverno, com crescimento de 42%, poderá chegar a 64 milhões de toneladas.

Produtividade

A AgRural prevê uma produção total de 91 milhões de toneladas de milho. Desse volume, 62 milhões virão da segunda safra. Já a produtividade média prevista pela Céleres para a safra de inverno é de 5,65 toneladas por hectare. (Folha de São Paulo 07/03/2017)

 

Açúcar: Entrega recorde

A entrega de um volume recorde de açúcar após o contrato futuro da commodity para março expirar continua movimentando o mercado.

Os papéis com vencimento em julho fecharam ontem a 19,04 centavos de dólar, queda de 29 pontos.

Na última semana, uma única trading recebeu cerca de 1,2 milhão de toneladas de açúcar, bem acima da média para o contrato, de 480 mil toneladas.

"Um volume dessa magnitude entregue no período de entressafra do Centro-Sul denota que o mercado físico de açúcar estava (ou ainda está) à deriva e o melhor comprador era (ou ainda é) mesmo a bolsa", destacou a consultoria Archer Consulting, em nota.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 80,44, alta de 0,09%. (Valor Econômico 07/03/2017)

 

Setor sucroenergético brasileiro retoma crescimento em 2017

País é referência mundial nos estudos de combustíveis renováveis a partir da cana-de-açúcar .

O setor sucroenergético brasileiro deve se recuperar e retomar seu crescimento em 2017. Indicativos do mercado do açúcar apontam que o preço do composto deve se manter em alta como aconteceu em 2016. “É um produto de grande demanda em todo o planeta, ainda mais com o crescimento da população”, afirma o professor Octávio Valsechi (Foto), docente do Departamento de Tecnologia Agroindustrial e Socioeconomia Rural (DTAiSER) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

O mercado do álcool também está em alta. A Cúpula do Clima de Paris (COP 21) aprovou em 2015 o primeiro acordo de extensão global para frear as emissões de gases do efeito estufa e para lidar com os impactos da mudança climática. Ou seja, todos os países terão que usar combustíveis renováveis e o álcool é o melhor exemplo na substituição de combustíveis fósseis, como a gasolina. “Pessoas do mundo inteiro vêm para o Brasil estudar o que nós fizemos. Esse compromisso de diminuir as emissões é um grande impulso para a valorização do álcool e uma fantástica vitrine para o país. É uma nova fase para o setor, que deve ser encarada com uma nova mentalidade”, acredita Valsechi.

Para o docente da UFSCar, o que está salvando o Brasil da crise é o setor agropecuário, com destaque para a cana-de-açúcar que está sempre no topo dos produtos que mais arrecadam impostos. Só no agronegócio do Estado de São Paulo, atualmente, a cana representa a metade do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma em valores monetários de todos os bens e serviços finais produzidos.

Com a valorização dos produtos da cana, uma parte maior do setor estará, neste ano, com o caixa mais equilibrado, o que permitirá mais investimentos e a contratação de novos profissionais. Um dos reflexos diretos do indicativo dessa retomada é o alto número de procura pela 13ª turma do programa de Master of Technology Administration (MTA) em Gestão Industrial Sucroenergética, oferecido pela UFSCar, instituição que, hoje em dia, detém a expertise da tecnologia da produção de cana de açúcar no mundo, contribuindo com a consolidação do etanol no Brasil.

A pós-graduação, que está completando 10 anos, é referência na área. Durante o curso, são abordados desde o manejo e o desenvolvimento de variedades de cana-de-açúcar, passando pelo mercado industrial, até o desenvolvimento de projetos e inovação. “As pessoas estão tendo consciência que uma melhor qualificação oferece maiores chances de boas posições no mercado de trabalho”, afirma Valsechi, que também é coordenador do curso.

Os interessados podem se inscrever até o dia 9 de março, preenchendo a ficha de inscrição disponível em www.mta.ufscar.br. O formulário deve ser enviado junto com o Curriculum Vitae para o e-mail mta@cca.ufscar.br. Há poucas vagas disponíveis. A seleção dos candidatos será feita por meio de análise curricular. As aulas serão ministradas em Sertãozinho (SP), nas dependências da Universidade Corporativa do Setor Sucroenergético (Uniceise), em encontros quinzenais, que ocorrem aos sábados.

O curso, com duração de 1 ano e 8 meses, tem a parceria do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (Ceise-BR) e a gestão da FAI.UFSCar (Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Universidade Federal de São Carlos). (Brasil Agro 06/03/2017)

 

Sem quórum, assembléia de credores da Renuka do Brasil não é instalada

A assembléia de credores da Renuka do Brasil para deliberar um novo plano de recuperação judicial não foi instalada nesta segunda-feira, 6, em razão da falta de quórum. Assim, um novo encontro será realizado no dia 13 de março, independentemente do número de participantes.

O aval para a realização da assembléia foi dado pela 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e ocorre após o leilão da Usina Madhu, em Promissão (SP), marcado para 23 de janeiro, ter sido suspenso a pedido do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O objetivo na próxima assembléia de credores é trabalhar em um plano de recuperação que ainda considere a venda da usina como uma Unidade Produtiva Isolada (UPI), sem pendências para o comprador. Com dívida estimada em R$ 2 bilhões, a Renuka do Brasil entrou com pedido de recuperação judicial em outubro de 2015. Além da Usina Madhu, a empresa também administra a Revati, em Brejo Alegre, no interior paulista.

Ambas as unidades podem processar mais de 10,5 milhões de toneladas de cana por safra. Juntamente com a Renuka Vale do Ivaí, que tem duas usinas no Paraná, a Renuka do Brasil é controlada pela indiana Shree Renuka Sugars, que tem capital aberto na bolsa de Mumbai, no país asiático. (Agência Estado 06/03/2017)

 

Etanol segue em queda nas usinas de SP; hidratado tem menor valor em 6 meses

Os preços médios do etanol no Estado de São Paulo, maior produtor e consumidor brasileiro, mantiveram uma sequência de queda e atingiram o menor valor em vários meses na semana passada, com produtores realizando vendas para liberar espaço nos tanques antes do início da nova safra.

O etanol hidratado, concorrente da gasolina, caiu mais de 1 por cento na semana passada, para 1,5662 real/litro (sem ICMS e PIS/Cofins), segundo o indicador Cepea/Esalq, o menor valor nominal desde 2 de setembro, quando fechou a semana a 1,5609 real/litro.

No acumulado do ano, o etanol hidratado recuou cerca de 16 por cento, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

"No mercado paulista, algumas unidades produtoras seguem ofertando volumes significativos, visando liberar os tanques para a nova temporada (algumas usinas até já iniciaram a moagem). Além disso, distribuidoras vêm trabalhando com estoques adquiridos anteriormente e/ou com produto negociado por meio de contratos", afirmou o Cepea em análise nesta segunda-feira.

Além da questão da proximidade da nova safra, o etanol hidratado está sofrendo pressão da gasolina, que atingiu na semana passada o menor valor em dez semanas nos postos do país, segundo levantamento do órgão regulador (ANP), com a nova política de preços da Petrobras de ajustes mais frequentes nas cotações das refinarias, de acordo com variáveis com o câmbio e o valor do petróleo.

Desde que a nova política de preços da Petrobras entrou em vigor em outubro de 2016, a estatal já reduziu os preços em quatro oportunidades, manteve em uma ocasião e reduziu em outra.

Já o etanol anidro, misturado na gasolina, recuo de 2,38 por cento em relação à semana anterior, para 1,6734 reais/litro na usina (sem PIS/Cofins), o menor valor desde 22 de julho de 2016, quando atingiu 1,6222 real/litro.

No acumulado do ano, o recuo na cotação do anidro é de cerca de cerca de 20 por cento.

Na última semana, ressaltou o Cepea, o movimento de queda dos preços observado em São Paulo também ocorreu em outros Estados do centro-sul, região que responde por cerca de 90 por cento da produção de cana do país.

Houve aumento do fluxo de etanol de Estados dessa região, especialmente de Goiás, para bases paulistas, refletindo na queda de 3,1 por cento entre 24 de fevereiro e 3 de março no preço do Indicador Esalq/BM&FBovespa (etanol hidratado posto Paulínia).

AÇÚCAR TAMBÉM CAI

Os preços médios do açúcar cristal negociado no mercado paulista seguem em baixa, movimento que vem sendo observado desde a primeira semana de novembro 2016, quando o indicador Cepea/Esalq cor Icumsa entre 130 e 180 chegou a fechar acima dos R$ 100,00/saca de 50 kg, disse o Cepea em análise nesta segunda-feira.

De 24 de fevereiro a 3 de março, o açúcar cristal caiu 1,2 por cento, fechando a sexta-feira a 80,37 reais/saca de 50 kg, informou o Cepea.

"Algumas usinas de São Paulo devem iniciar a moagem da cana-de-açúcar da nova safra 2017/18 já nos próximos dias, fortalecendo, assim, a resistência de compradores em pagar preços mais elevados pelo cristal. Nesse cenário, é pouco provável uma reversão de tendência para alta de preços no curto prazo". (Reuters 07/03/2017)

 

Tereos prevê aumento de 30% em volume do varejo da Guarani em 2017

A Tereos Açúcar e Energia do Brasil prevê aumento superior a 30% nas vendas de açúcar da sua marca de varejo Guarani no ano-safra 2017/2018, a ser iniciado em abril. A companhia espera comercializar 200 mil toneladas, ante 150 mil em 2016/2017. No atual período, encerrado este mês, a companhia fechará com um avanço de 40% no volume movimentado e ainda no faturamento, que chegará a R$ 400 milhões no mercado interno de açúcar.

Com uma série de ações para fortalecer a marca e ampliar a rede de distribuição, a Tereos viu o market share da Guarani sair de 6,5% para 10% em menos de um ano. O mercado de açúcar brasileiro ainda tem como líder a marca União, do Grupo Camil, com 39%, seguida da Caravelas, do Grupo Colombo, com 16%. Com os 10% de fatia, a Guarani assumiu o terceiro lugar, superando a Alto Alegre, do grupo homônimo, que tem 9%.

De acordo com o gerente de Varejo da Guarani, Gustavo Segantini, a estratégia da companhia para ampliar as vendas no mercado interno começou com uma campanha modesta por meio das redes sociais para fortalecer a marca. Em seguida, o foco foi crescimento dos pontos de venda do açúcar, hoje em 5 mil.

“Além de entender o consumidor, crescemos na distribuição, pois não estávamos presentes em grandes redes supermercados e atacados”, disse o executivo. Entre as grandes redes que passaram a comercializar o açúcar, cristal e refinado da Guarani, Segantini cita Pão de Açúcar/Assaí, Carrefour/Atacadão, Tenda, Guanabara e o Dia%.

Segantini admite que a saída da Petrobras da sociedade com a Tereos, formalizada recentemente com a compra da fatia da petroleira brasileira pela francesa, facilitou o setor de varejo, com o aumento da oferta do açúcar produzido pela empresa, com sete usinas sucroenergéticas, para o mercado interno. “A Petrobras tinha pressão de fornecimento do etanol e, sem essa pressão, conseguimos aumentar o mix açucareiro para a Guarani”, disse. “O preço do açúcar favorável e um mercado interno menos volátil que o externo também ajudaram a direcionar o produto ao varejo”.

O investimento nessa fase inicial para ampliar as vendas no varejo somou R$ 1 milhão e teve como foco ainda ações pontuais de marketing, como a participação no programa “Master Chef”, além das feitas nas redes sociais. Para crescer mais 30% este ano, a Guarani pretende concentrar as ações junto ao consumidor com a estratégia de, segundo Segantini, mostrar que “existe uma vida saudável no açúcar”. Além de pregar o uso do açúcar balanceado com outros alimentos, a companhia pretende fomentar as práticas esportivas, com o patrocínio e a criação de eventos do setor.

O próximo passo da Guarani, segundo o gerente, é ampliar o leque de produtos da empresa no varejo, com outros tipos de açúcar, como o demerara e o orgânico, além de alguns com sabores, que já são vendidos pela Tereos na Europa. (Agência Estado 06/07/2017)

 

Forte demanda deve manter os preços do açúcar em alta, diz agência australiana

Uma "forte demanda" irá apoiar os preços mundiais do açúcar, segundo a agência oficial de commodities da Austrália, a Abares.

A Abares aponta que a previsão para a média de preços da commodity nos futuros da Bolsa de Nova York é de 21,0 cents/lb, 1 cent/lb acima da previsão anterior.

Os preços ainda podem subir ainda mais na próxima temporada, a uma média de 22,0 cents/lb, antes de caírem para 20,8 cents/lb em 2018/19.

Crescimento de produção versus consumo

Para a Abares, a perspectiva reflete uma expectativa de que o consumo mundial de açúcar deve crescer mais rápido do que a produção, reduzindo as relações entre o estoque e o uso.

A agência considera que os estoques mundiais terão uma baixa de 15,7 milhões de toneladas em 2017/18. Para 2018/19, no entanto, deverá haver um aumento em 2018/19.

As projeções são fundamentadas em um aumento esperado da área plantada de cana-de-açúcar e também de beterraba no Brasil, China, Índia, Tailândia e também na União Europeia.

O consumo, por sua vez, deverá crescer 2,3% ao ano (contra 1,6% da produção), mas deve permanecer estancado na próxima temporada devido aos altos preços.

As expectativas de expansão a médio prazo são baseadas no crescimento contínuo da demanda de açúcar nos países em desenvolvimento, impulsionada pela rápida expansão das indústrias de alimentos e bebidas.

Preocupação com a saúde

Nos mercados desenvolvidos, como União Europeia e Estados Unidos, há uma expectativa de diminuição do consumo por conta da desaceleração do crescimento populacional e também por mudanças na dieta com base no aumento da preocupação com a saúde.

O Reino Unido, por exemplo, deve introduzir um imposto sobre o açúcar no próximo ano para reduzir o consumo entre a população. Fabricantes dos locais citados também trabalham em medidas para a redução do uso da commodity em seus produtos. (Agrimoney 06/07/2017)

 

ChemChina diz que governo chinês aprovou compra da Syngenta

A ChemChina disse nesta segunda-feira que o governo chinês aceitou seu pedido de aprovação regulatória para sua aquisição de 43 bilhões de dólares da Syngenta no mês passado.

Mais cedo, Gao Hucheng, que se aposentou como ministro do Comércio chinês há menos de duas semanas, disse que o governo não recebeu um pedido formal para a maior aquisição no exterior já realizada pela China.

Ao falar à Reuters nos bastidores da reunião anual do Parlamento, Gao também disse que o Ministério do Comércio (MOFCOM) não iria começar a considerar nenhum pedido até que reguladores em outros países dessem o aval ao acordo.

Respondendo aos comentários, o porta-voz da ChemChina, Ren Kan, negou e disse por telefone que a empresa enviou o pedido e que este foi aceito pelo ministério.

Uma segunda autoridade da empresa, que não tem autorização para falar com a imprensa, disse que o órgão antitruste do governo aceitou o pedido em 9 de fevereiro.

Não está claro se Gao, que deixou o cargo e foi substituído por seu vice em 23 de fevereiro, não teve acesso a informações mais recentes sobre o negócio.

Representantes de imprensa do Ministério de Comércio não estavam disponíveis para comentários imediatamente e a Syngenta não respondeu imediatamente a uma solicitação de comentário.

No mês passado, o presidente da Syngenta não confirmou se o Ministério do Comércio da China havia aceitado oficialmente o pedido, mas disse estar confiante de que o negócio seria aproado sem grandes atrasos.

A transação tem chamado atenção dos investidores em um momento em que a aquisição da Monsanto pela Bayer e a fusão da Dow Chemical com a DuPont passam pelo crivo de reguladores ao redor do mundo. (Reuters 07/03/2017)

 

Chinesa CCCC e Banco Modal estudam investimentos em ferrovias no Brasil

Depois da parceria com o CCCC (China Communications Construction Company) na área de portos, o Banco Modal projeta novos investimentos chineses na área de ferrovias no Brasil.

"Estamos expandindo nossa presença também para o financiamento de empresas da China no país", diz Eduardo Centola, sócio do banco.

"Há interesse na Ferrogrão [do Mato Grosso ao Pará], que talvez entre no PPI, e na Norte-Sul [entre Tocantins e São Paulo], que também já consta do programa federal de concessões."

O Modal fez uma joint venture, a MDC, com a CCCC e o australiano Macquarie Capital. Há um primeiro projeto de R$ 1,5 bilhão em uma usina hidrelétrica na Colômbia. Na MDC, os estrangeiros têm cerca de 42%, e o Modal, 16%.

"Estão em estudo vários investimentos na área de energia." No Brasil, o banco é também assessor financeiro exclusivo da CCCC, como na compra de 80% da Concremat -por R$ 350 milhões-, e no Porto São Luís, operações em que a gigante chinesa investirá sozinha R$ 1,7 bilhões.

"Ainda faltam algumas condições para o fechamento do negócio, mas um dos objetivos desse projeto é que a CCCC faça o investimento no ativo, com financiamento também seja chinês e que seja o primeiro de outros."

Outra parceria do Modal relacionada a China e infraestrutura é com o fundo americano TPG, que anunciou fechamento do escritório no Brasil em dezembro.

Ao mesmo tempo, o TPG lançou um novo fundo de infraestrutura de US$ 4 bilhões, baseado na China, para aportes em emergentes.

"Um dos primeiros alvos que estudam são os ativos da Abengoa no Brasil", afirma o sócio do banco. (Folha de São Paulo 07/03/2017)

 

OIA corta estimativa de produção de açúcar na Índia em 2016/17 para 21 mi de t

A Organização Internacional do Açúcar (OIA) cortou nesta segunda-feira, 6, sua projeção para a produção de açúcar na Índia na safra 2016/17, de 23,5 milhões de toneladas estimadas em novembro para 21 milhões de toneladas agora. A revisão para baixo, divulgada em relatório mensal da entidade, leva em consideração as adversidades climáticas enfrentadas pelo país asiático, o segundo maior produtor e principal consumidor global do alimento.

Caso se confirme, o volume seria 16,6% inferior ao de 25,2 milhões de toneladas registrado na temporada 2015/16.

Até 28 de fevereiro, a produção de açúcar na Índia alcançava 16,2 milhões de toneladas, ante 19,9 milhões de toneladas em igual momento do ciclo anterior. A safra no país asiático vai de 1º de outubro a 30 de setembro.

Ao todo, são 257 usinas ainda em operação, abaixo das 390 de um ano antes. No Estado de Maharashtra, um dos principais produtores, por exemplo, a quebra de produção é de mais de 40%, com apenas 17 usinas funcionando, ante 102 um ano atrás.

Para a OIA, a Índia poderá ter de mexer nas taxas de importação de açúcar, a fim de estimular as compras externas e garantir o abastecimento interno. Atualmente, a tarifa é de 40%, e há quem defenda zerar essa alíquota.

Pelos cálculos da própria OIA, o país precisará importar mais 500 mil toneladas, além das compras de 1,5 milhão de toneladas já previstas, para que os estoques finais permaneçam em torno de 7 milhões de toneladas. (Agência Estado 06/07/2017)