Setor sucroenergético

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Brasil exporta menos açúcar em volume, mas recebe mais em dólares

O Brasil colocou menos açúcar no mercado externo neste primeiro bimestre do ano, mas recebeu mais pelo produto.

As exportações somaram 4 milhões de toneladas, inferiores aos 4,2 milhões de igual período de 2016.

As receitas, no entanto, subiram para US$ 1,75 bilhão, ante US$ 1,23 bilhão em igual período de 2016.

Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, que aponta Bangladesh como o principal mercado para o Brasil nesses dois primeiros meses do ano.

O país desbanca a China, que vinha liderando as compras do produto no Brasil.

De janeiro a fevereiro de 2016, os chineses haviam importado 376 mil toneladas do produto brasileiro. Esse volume recuou para 252 mil neste ano.

A Índia, um dos grandes produtores mundiais, mas que teve problemas com sua safra, também veio ao mercado brasileiro e levou 333 mil toneladas do produto de janeiro a fevereiro.

Após um período de superávit mundial, a oferta de açúcar fica abaixo da demanda. A Organização Internacional do Açúcar prevê um déficit de 5,9 milhões de toneladas no período de 2016/17.

Esse volume fica abaixo das perspectivas anteriores, quando a previsão indicava 6,2 milhões de toneladas, segundo a GO Associados.

O deficit mundial de açúcar poderá não ser tão intenso como se previa, mas os preços continuarão pressionados devido à redução dos estoques.

Para a GO Associados, o posicionamento das principais empresas do setor sucroenergético do Brasil será o de aumentar a produção de açúcar, sanear a saúde financeira das usinas e buscar um aumento de produtividade. (Folha de São Paulo 09/03/2017)

 

Açúcar: Novas perdas

A mudança de perspectiva para o mercado indiano de açúcar voltou a pressionar os contratos futuros da commodity na bolsa de Nova York ontem.

Os papéis com vencimento em julho fecharam a 18,38 centavos de dólar a libra-peso, com recuo 3 pontos.

Na última terça-feira, a Associação Indiana de Usinas de Açúcar estimou que os estoques finais do país serão suficientes para cobrir a demanda interna até novembro.

Segundo o Commerzbank, a normalização do regime de chuvas no país no segundo semestre deve elevar a produção para os patamares de 2015/16, quando foram produzidas 25 milhões de toneladas de açúcar no país.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 79,08 a saca de 50 quilos, queda de 0,93%. (Valor Econômico 09/03/2017)

 

Etanol e açúcar: comportamento do mercado de frete em fevereiro

Fevereiro se iniciou com movimentações tímidas de açúcar para exportação, porém, na segunda metade do mês, o mercado voltou a aquecer, com grandes volumes escoados e reajustes positivos no valor dos fretes. Os dados foram coletados pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística (Esalq-LOG), da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo relatório assinado por Gabriel Detoni, o elevado escoamento de açúcar se deve principalmente à necessidade das usinas de finalizar os estoques remanescentes da safra 2016/17, uma vez que muitas companhias pretendem voltar a moer cana-de-açúcar em breve. As principais regiões foram Pradópolis, Ribeirão Preto e Araçatuba.

O principal destino desse volume foi o Porto de Santos, via modal rodoviário direto que, de acordo com o documento, apresentou um line up ‘satisfatório’ para o mês de fevereiro quando se trata da movimentação de açúcar. Assim, os terminais de transbordo mais utilizados durante o mês foram o de Itirapina e Votuporanga. “Outros terminais como Jaú, Pradópolis e Ribeirão Preto foram poucos utilizados por conta da falta de vagões decorrente da competição com o mercado de grãos”, completa o relatório.

Ainda segundo o Esalq-LOG, o comportamento do frete foi semelhante em todas as regiões analisadas, com reajustes positivos em Araçatuba, Piracicaba, São José do Rio Preto e Ribeirão Preto. “Isso se deve principalmente pela competição com o início da safra de soja que está atraindo uma grande massa de caminhoneiros para regionais como Goiás e Mato Grosso”, afirma.

Além disso, o documento ainda aponta a predominância de reajustes positivos no valor dos fretes, principalmente na região norte e leste de São Paulo. O motivo seria a competição com o mercado de grãos e a necessidade das usinas de pressionar o frete para conseguir garantir a retirada do estoque.

Das regionais analisadas pelo grupo, a que apresentou uma variação positiva menor foi a região de Piracicaba por conta do nível de preços já se apresentar alto na região nos meses anteriores.

Frete do etanol

Por sua vez, os volumes negociados de etanol permaneceram estáveis ao longo das semanas. O motivo seria o pequeno número de vendedores ativos no mercado spot e o fato de que grande parte das distribuidoras se abasteceram por meio de contratos.

De acordo com relatório assinado por Luiza Tosoni Mazzafera, o mês foi caracterizado pelas usinas encerrando seus estoques, principalmente de etanol hidratado. “As usinas também continuaram registrando consecutivas quedas nas cotações do preço do etanol, visando finalizar estoques e incentivar a venda do hidratado devido à concorrência com a gasolina”, aponta.

Dessa forma, a oferta de veículos foi satisfatória durante o mês, o que fez com que os fretes, no geral, permanecessem estáveis. Algumas rotas específicas sofreram reajustes negativos devido à alta disponibilidade de caminhões no mercado e ao baixo volume movimentado.

Na segunda quinzena do mês, o preço do renovável da cana recuperou um pouco da sua competitividade frente à gasolina, apesar do preço do produto continuar desvantajoso para o consumidor nas bombas quando se considera o conceito comercial de paridade energética em 70%. “Esse cenário favoreceu as movimentações de hidratado e representou uma grande oportunidade para as vendas no mercado”, complementa o Esalq-LOG.

Além disso, a maior parte do etanol transportado foi destinado ao mercado interno, com o restante exportado principalmente pelos portos de Santos, Paranaguá e Itajaí. Já as movimentações de etanol com origem em Goiás e Mato Grosso foram destinadas principalmente às bases de distribuição em Paulínia, Ribeirão Preto e Campo Grande.

Essas regiões foram os principais estados em que os fretes permaneceram estáveis ou sofreram reajustes negativos. O principal fator que influenciou a queda dos fretes foi a alta oferta de caminhões para transportar etanol.

No estado do Mato Grosso do Sul, perto de Campo Grande, os fretes variaram positivamente devido à necessidade de retirar rapidamente os estoques.

Expectativa para março

Para o mês de março, o Esalq-LOG espera a manutenção do patamar elevado de frete para o açúcar, uma vez que as usinas precisam finalizar o adoçante armazenado.

“Algumas usinas em São Paulo já estimam o início da safra para o final de março, sendo o mix voltado para etanol no início, por conta da maior liquidez e, posteriormente, retornando ao mix açucareiro”, analisa. (Esalq-LOG 08/03/2017)

 

Tereos inaugura armazém e confirma aporte de R$ 60 mi em unidade de Tanabi

A Tereos Açúcar & Energia Brasil confirmou nesta quarta-feira, 8, que investirá R$ 60 milhões para a ampliação da unidade processadora de cana-de-açúcar de Tanabi (SP). O investimento será detalhado no sábado, 11, durante a inauguração do novo armazém de açúcar na usina da companhia de origem francesa, cerimônia que deverá ter a presença do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Com 6.156 metros quadrados, o armazém açucareiro recebeu investimento de R$ 25 milhões e tem capacidade para 80 mil toneladas de açúcar.

No fim do ano passado, a Tereos assinou o acordo de compra e venda com a Petrobras para adquirir a participação de 45,97% detida pela petroleira na Guarani, por US$ 202 milhões. A companhia, que já possuía 54,03% do capital social do grupo, assumiu 100%, e a Guarani foi renomeada Tereos Açúcar & Energia Brasil. A operação ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Na safra 2016/2017, a Tereos processou 20 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, produziu 1,6 milhão de toneladas de açúcar, 630 milhões de litros de etanol e comercializou mais de 1 GWh de bioeletricidade.

A companhia possui sete unidades produtoras de açúcar e etanol (Andrade, Cruz Alta, São José, Severínia, Mandu, Tanabi e Vertente) e duas refinarias (Cruz Alta e Andrade), todas localizadas no Estado de São Paulo. (Agência Estado 08/03/2017)

 

Justiça faz nesta 5ª assembleia de credores de usina da família Bumlai

Suspensa duas vezes por um dos credores, assembleia pode aprovar plano de recuperação judicial da São Fernando.

 Está confirmada para esta quinta-feira (9), às 9h, a assembleia geral de credores da Usina São Fernando. A reunião será em um local de eventos na Avenida Guaicurus, em Dourados, cidade a 233 km de Campo Grande e onde fica a sede da indústria que pertence à família do pecuarista José Carlos Bumlai, condenado na Operação Lava Jato.

Suspensa duas vezes no ano passado, a assembleia vai tentar aprovar o plano de recuperação da empresa, que tem R$ 1,5 bilhão em dívidas e enfrenta vários pedidos de falência.

Ontem (6), trabalhadores rurais que estão acampados na fazenda São Marcos, também de propriedade da família Bumlai, protestaram em frente à usina para cobrar a desapropriação das terras.
O juiz da 5ª Vara Cível de Dourados, Jonas Hass Silva Junior, que cuida do processo de falência da São Fernando, determinou que se a assembleia não acontecer quinta-feira, será adiada para 16 de março. Uma atendente da 5ª Vara informou que por enquanto a assembleia está confirmada.

Os controladores da São Fernando pretendem aprovar a constituição de uma unidade produtiva isolada (UPI) a ser leiloada judicialmente. Até o momento, apenas a gestora de fundos Amerra, dos Estados Unidos, formalizou proposta.

Liminar

A assembleia dos credores tinha sido marcada pelo juiz Jonas Hass Silva Junior para o dia 17 de novembro, mas o BNP Paribas entrou com um agravo de instrumento requerendo a falência da usina. O tribunal deferiu a liminar e suspendeu a assembleia até o julgamento do agravo. Em janeiro deste ano, o próprio TJMS alterou a decisão e liberou a realização da assembleia.

Foi a segunda vez que o BNP Paribas pediu a falência da Usina São Fernando. A assembleia de credores marcada para maio de 2016 também foi suspensa após o banco entrar com mandado de segurança.

O BNP alegou que a usina não apresentou documentos necessários para o andamento do processo de recuperação judicial. Na avaliação do banco, não é possível ter uma nova assembleia de credores, pois a empresa já estava sujeita ao cumprimento do plano de recuperação aprovado em anteriormente.

O banco representa um grupo de credores que tem pelo menos R$ 80 milhões a receber da São Fernando. Fazem parte do grupo o ABN Amro, o Israel Discount Bank of New York, o Banco de Crédito e Inversiones S.A. Miami Branch, o Credit Europe Bank N.V., o BNP Paribas e o BNP Paribas Brasil SA.

Proposta

A Amerra fez uma nova proposta ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), um dos principais credores da usina, se comprometendo em quitar a dívida em atraso que a usina de açúcar e etanol tem com o banco e parcelar o restante a pagar, quase R$ 270 milhões, por 17 anos pela TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo TJLP).
A proposta inclui o pagamento de aproximadamente R$ 50 milhões que a usina tem em atraso com o Banco do Brasil e mais R$ 50 milhões referente à primeira parcela renegociada com os demais credores. A Amerra também se compromete a investir R$ 50 milhões para plantar cana-de-açúcar no primeiro ano. A transação deve demorar e depende de todos os credores da usina. (Campo Grande News 07/03/2017)

 

Designado novo administrador judicial para massa falida da Laginha

Os magistrados Leandro de Castro Folly, Phillippe Melo Alcântara e José Eduardo Nobre Carlos determinaram, nesta terça (7), a substituição do administrador judicial João Daniel Marques Fernandes pela pessoa jurídica especializada Lindoso e Araújo Consultoria Empresarial Ltda., representada por José Luiz Lindoso da Silva, para atuar no processo referente à massa falida da Usina Laginha Agroindustrial S/A, do empresário João Lyra.

Designados pelo Tribunal de Justiça (TJ/AL) para analisar e julgar o processo referente à massa falida, os juízes também afastaram o gestor judicial Henrique da Silva Cunha e o perito Joel Ribeiro dos Santos.

Na decisão, os juízes explicaram que o administrador e o gestor judicial, além do perito, “tiveram a oportunidade de demonstrar sua capacidade ao longo do tempo em que exerceram as funções (3/8/2015) e não lograram, sequer, a realização de parte do pagamento dos créditos oriundos da relação de trabalho, o que já se afigura razão mais do que suficiente para a quebra da confiança ensejadora da sua substituição”.

“Desde que o juiz Leandro de Castro Folly foi designado para responder por este processo, em 16 de dezembro de 2016, em nenhum momento foi procurado pelo administrador ou pelo gestor judicial para que expusessem as questões pendentes e urgentes, bem como para prestar contas, pessoalmente, de suas condutas até então restringindo-se ao pedido de uma audiência em requerimento escrito datado de 3 de março do corrente ano, o que revela, no nosso entender, falta de comprometimento com o resultado útil do processo”, completaram.

A nomeação da pessoa jurídica especializada implicará economia para a massa falida, já que a remuneração do administrador judicial substituto deverá ser mantida, eliminando as despesas com gestor judicial e com o perito.

Após dez dias da apresentação das contas pelo administrador substituído e demais auxiliares afastados, o novo administrador judicial deverá apresentar relatório circunstanciado acerca da situação dos bens da massa falida, bem como as questões pendentes e dar cumprimento as determinações pendentes.

Administrador judicial

O administrador judicial é um órgão ou agente auxiliar da Justiça, criado a bem do interesse público e para a consecução da finalidade do processo da falência. Age por direito próprio em seu nome, no cumprimento dos deveres que a lei lhe impõe.

Os magistrados destacaram a importância da confiança na competência dos órgãos auxiliares do juízo de falências, notadamente o administrador judicial, e que antes de tomarem qualquer outra decisão nesse processo, foi necessária a deliberação acerca da permanência ou não dos atuais auxiliares.

Nos últimos anos, o administrador judicial designado finalizou as recuperações judiciais das empresas N. Ladim (Farmácia dos Pobres), Usina Bom Jesus S.A., Mobília Ltda. (Lojas Hermol), FRT Tecnologia Eletrônica Ltda. e Qualimar – Comércio Importação e Exportação Ltda. (Jornal Extra AL 08/03/2017)

 

Produção de etanol dos EUA recua 1,2% na semana, para 1,022 milhão de barris/dia

A produção média de etanol nos Estados Unidos foi de 1,022 milhão de barris por dia na semana passada, 1,2% menor do que a registrada na semana anterior, de 1,034 milhão de barris/dia. Os números foram divulgados nesta quarta-feira, 8, pela Administração de Informação de Energia do país (EIA, na sigla em inglês).

Os estoques do biocombustível diminuíram 0,9% na semana encerrada no dia 3 de março, para 22,9 milhões de barris.

Os números de produção de etanol nos Estados Unidos são um importante indicador da demanda interna por milho. No país, o biocombustível é fabricado principalmente com o cereal e a indústria local consome cerca de um terço da safra doméstica do grão. (Down Jones 08/03/2017)

 

El Niño chegaria muito tarde e não afetaria monções na Índia

As monções da Índia poderão escapar dos efeitos de um possível fenômeno El Niño, que pode provocar clima seco no país que é o maior produtor mundial de algodão e o segundo maior produtor de trigo e açúcar.

"Basicamente, isso pode não gerar nenhum impacto nas chuvas porque é provável que o El Niño se desenvolva só no fim deste ano", disse D.S. Pai, chefe da divisão de previsões a longo prazo do Departamento de Meteorologia da Índia. "Por enquanto não há indicação. Teremos mais clareza quando houver mais informações disponíveis, em abril e maio".

Meteorologistas de todo o mundo estão elevando as chances de que o fenômeno El Niño se desenvolva neste ano à medida que as temperaturas do Oceano Pacífico aumentam. O Departamento de Meteorologia da Austrália emitiu um ‘alerta de observação’ do El Niño em 28 de fevereiro, indicando que a probabilidade de o fenômeno se formar neste ano é de cerca de 50 por cento. Seis modelos climáticos sugerem que os limites poderão ser atingidos em julho. O Centro de Previsões Climáticas dos EUA elevou as probabilidades para 50 por cento no fim do ano, enquanto a Malásia atribuiu uma chance de 50 por cento de desenvolvimento entre setembro e novembro. O El Niño de 2015-2016 foi o mais forte desde o evento recorde de 1997-1998.

Com o atraso do El Niño, o fenômeno pode não coincidir com a temporada de monções da Índia, que vai de junho a setembro, responde por mais de 70 por cento das chuvas e molha mais da metade de todas as terras agrícolas do país. O nível de chuva foi normal em 2016 após dois anos de déficit que limitaram a produção de cana-de-açúcar, trigo e leguminosas. A chuva boa das monções incentivou os agricultores a expandirem o plantio e o governo prevê que a safra de grãos da Índia atingirá uma alta histórica com produção recorde de arroz, trigo e leguminosas.

Os agricultores estão observando as projeções para as chuvas e a temperatura, especialmente para as lavouras de trigo, que serão colhidas a partir deste mês. A produção de trigo provavelmente ficará abaixo da projeção do governo, o que ampliará as importações, segundo uma pesquisa da Bloomberg publicada no mês passado.

O Departamento de Meteorologia da Índia informou na semana passada que são esperadas temperaturas acima do normal em toda a Índia de março a maio, depois de 2016 ter sido o ano mais quente desde 1901. Embora as fracas condições do La Niña estejam sendo sentidas no Oceano Pacífico desde julho, as projeções indicam que o fenômeno enfraquecerá e atingirá níveis neutros durante a temporada pré-monções, informou o órgão.

"Qualquer temperatura acima do normal terá uma influência direta na agricultura, seja no norte, seja na região central da Índia", disse G.P. Sharma, ex-presidente da empresa de meteorologia indiana Skymet Weather Services. "A safra precisa de temperaturas mais frias e também de um período de chuvas. A combinação dos dois fatores decide o tamanho do grão e o rendimento".

Há probabilidade de dois dias de chuvas fortes nos estados de Uttar Pradesh, Punjab e Haryana, no norte do país, a partir desta quinta-feira, segundo o Departamento de Meteorologia da Índia. As temperaturas subiram no norte do país na segunda quinzena de fevereiro, segundo o departamento. (Bloomberg 08/03/2017)

 

Estoques de açúcar da UE devem cair mais de 50%, diz comissão

Os estoques de açúcar da União Europeia deverão cair em mais de 50 por cento até o fim da safra 2016/17 à medida que a produção cresce, mas fica abaixo da média de cinco anos, disse a Comissão Europeia nesta quarta-feira.

A produção de açúcar branco foi estimada em 16,7 milhões de toneladas, 12 por cento acima da safra 2015/16, mas os estoques finais foram estimados em 0,9 milhão de toneladas, abaixo das 1,9 milhão de toneladas há um ano e dos 3,9 milhões de toneladas ao fim da safra 2014/15.

"Apesar desse aumento na produção, o balanço para 2016/17 continua apertado", disse a Comissão em um relatório de safra.

A Comissão disse que irá publicar sua primeira projeção para a safra 2017/18, a primeira após a abolição das cotas de produção, na sua edição de verão, e indicou que a semeadura na França está projetada para crescer 20 por cento.

"Já existem sinais claros de um aumento significativo na produção (pós final das cotas) nos principais Estados produtores", disse a Comissão. (Reuters 08/03/2017)