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O fadeout da TPG no Brasil

A californiana Texas Pacifi c Group (TPG) decidiu exercer a opção de converter 12,8 milhões de ações da Rumo Logística em títulos da Cosan e da Cosan Logística, as três empresas são controladas por Rubens Ometto Silveira Melo.

Não significa, no entanto, que a gestora dos norte-americanos Jim Coulter e David Bonderman será sócia das duas companhias.

Cosan e Cosan Logística acertaram com a TPG o pagamento da conversão em dinheiro, ao preço do fechamento médio dos últimos 20 dias.

Nada mais conveniente para o atual momento da gestora no Brasil. Com US$ 56,7 bilhões em ativos, a TPG está em fase de desinvestimento no país. (Jornal Relatório Reservado 09/03/2017)

 

Açúcar: Quinta queda

Os contratos futuros do açúcar apresentaram sua quinta queda consecutiva ontem na bolsa de Nova York.

Os papéis mais negociados, com vencimento em julho, fecharam a 18,02 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 30 pontos e o menor valor desde 23 de dezembro de 2016.

No acumulado da semana, a desvalorização do açúcar já atingiu 131 pontos (6,78%).

A redução nas estimativas de consumo da Índia pela associação de usinas local arrefeceu as especulações sobre uma possível abertura do mercado local para uma importação avaliada em 500 mil toneladas pela Organização Internacional do Açúcar (OIA).

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 78,76 a saca de 50 quilos, queda de 3,17%. (Valor Econômico 09/03/2017)

 

Brasil continuará monitorando políticas para o açúcar na Tailândia

O Brasil e a Tailândia, os dois maiores produtos mundiais de açúcar, realizaram mais uma rodada de consulta bilateral em Genebra nesta semana na tentativa de evitar uma enorme disputa diante dos juízes da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Depois da nova conversa, o Brasil resolveu continuar monitorando o plano de reestruturação do programa de subsídios a produtores de açúcar da Tailândia. O concorrente prevê adotar quatro ao longo do ano.

A expectativa brasileira é de que os tailandeses respeitem as regras internacionais e sobretudo não causem dano às exportações brasileiras em terceiros mercados.

A briga começou no ano passado, quando o Brasil acionou o sistema de disputas da OMC, alegando que os sistemas tailandeses de cotas e preços pagos aos produtores inflam a produção e geram excedentes para exportação, que tornam desleal a concorrência em outros mercados.

Segundo cálculos preliminares da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica), o Brasil perdeu participação de mercado e deixou de faturar mais de US$ 1 bilhão por ano por causa da política tailandesa.

Se o Brasil constatar que, mesmo com a reforma, continuará sendo afetado, terá o direito de pedir na OMC um painel (comitê de especialistas) para examinar o caso. (Valor Econômico 09/03/2017)

 

EUA elevam projeção para importações de açúcar do México em 2016/17

O governo dos Estados Unidos elevou nesta quinta-feira sua projeção para as importações de açúcar do México após notícias nesta semana de que o país vizinho cancelou autorizações de exportação, possivelmente prejudicando as remessas com embarques próximos.

O México deverá embarcar 1,054 milhão de toneladas de açúcar na safra 2016/17 que vai até o final de setembro, disse o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) em uma projeção mensal, elevando sua previsão ante estimativa anterior de cerca de 881 milhões de toneladas.

Essa projeção de oferta e demanda é usada para estabelecer a cota de exportação do México aos Estados Unidos, sob um acordo comercial de 2014 que se tornou motivo de tensão entre os dois países e tem estado sujeito a meses de renegociação e incertezas.

Mais cedo nesta semana, a Reuters apurou que o México cancelou as autorizações de exportação devido à incerteza prolongada quanto aos termos do acordo comercial entre os dois países. As novas autorizações deverão ser emitidas em abril, mas fontes da indústria disseram que isso poderia impactar remessas com saída marcada até o fim de março.

A medida ocorre em um momento de estoques apertados de cana-de-açúcar para refinarias dos EUA, que disseram que as usinas do México estão driblando-as para conseguir vender açúcar refinado no mercado dos EUA. A indústria norte-americana pediu ao governo para cancelar o acordo comercial, a menos que ele possa ser renegociado.

O mercado dos EUA é protegido por uma complexa rede de suporte de preço e cotas de importação. O México é o principal fornecedor estrangeiro do país, contribuindo com cerca de um terço das importações dos EUA. (Reuters 10/03/2017)

 

Shell indica Roberto Setubal, presidente do Itaú, para conselho

O presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, aceitou convite da Shell para assumir vaga no conselho de administração da petroleira, que é hoje a maior parceira da Petrobras no pré-sal.

Sua indicação ao conselho será votada pelos acionistas da Shell em assembleia marcada para o dia 25 de maio. Se aprovada, Setubal assume o cargo no dia 1º de outubro.

Ele já havia anunciado sua saída do comando do banco, que será assumido por Cândido Bracher após assembléia de acionistas no próximo mês.

O presidente do conselho da Shell, Chad Holyday, se disse honrado com o "sim" de Setubal e de Catherine Hughes, executiva com mais de 30 anos de experiência no setor de petróleo, que também foi convidada para compor o conselho.

"Eu acredito que Catherine e Roberto vão trazer grande experiência ao nosso conselho e espero que vocês apóiem suas nomeações", escreveu Holyday, em carta direcionada aos acionistas, que consta de relatório divulgado pela companhia nesta quinta (9).

De acordo com o Itaú, Setubal permanece com assento no conselho de administração do banco, agora como copresidente. Em nota, a instituição disse que uma atividade "não interferirá" na outra.

Após comprar a britânica BG, em 2015, a Shell se tornou a companhia de petróleo estrangeira com maior participação no país.

Em janeiro, extraiu de seus campos brasileiros uma média de 366 mil barris de óleo equivalente (somado ao gás), por dia.

Em seu balanço de 2016, comemora a entrada em operação da terceira fase do projeto parque das Conchas, na Bacia de Campos, e de três novas plataformas no pré-sal da Bacia de Santos, em parceria com a Petrobras.

Além disso, é sócia da Cosan na Raízen, empresa que atua na produção de açúcar e etanol e na distribuição de combustíveis. (Folha de São Paulo 09/03/2017)

 

Estoques de açúcar da UE devem cair mais de 50%, diz comissão

Os estoques de açúcar da União Europeia deverão cair em mais de 50 por cento até o fim da safra 2016/17 à medida que a produção cresce, mas fica abaixo da média de cinco anos, disse a Comissão Europeia nesta quarta-feira.

A produção de açúcar branco foi estimada em 16,7 milhões de toneladas, 12 por cento acima da safra 2015/16, mas os estoques finais foram estimados em 0,9 milhão de toneladas, abaixo das 1,9 milhão de toneladas há um ano e dos 3,9 milhões de toneladas ao fim da safra 2014/15.

"Apesar desse aumento na produção, o balanço para 2016/17 continua apertado", disse a Comissão em um relatório de safra.

A Comissão disse que irá publicar sua primeira projeção para a safra 2017/18, a primeira após a abolição das cotas de produção, na sua edição de verão, e indicou que a semeadura na França está projetada para crescer 20 por cento.

"Já existem sinais claros de um aumento significativo na produção (pós final das cotas) nos principais Estados produtores", disse a Comissão. (Reuters 09/03/2017)

 

Ano de 2016 é ‘para ser esquecido’, diz representante do agronegócio

Para Luiz Carvalho, da Abag, apesar de queda do PIB agropecuário em 2016, este ano será positivo.

O presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Carlos Corrêa Carvalho, afirmou, em entrevista ao Broadcast Agro, sistema de notícias em tempo real do agronegócio da Agência Estado, que o resultado do Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB) no ano passado, com quedas de 3,6% no geral e de 6,6% na agropecuária, mostra que 2016 "é um ano para ser esquecido".

No entanto, segundo ele, o cenário para 2017 é de um resultado positivo, já demonstrado no crescimento de 1% no PIB do setor no último trimestre do ano passado. Carvalho atribuiu à seca durante o ano passado o fator principal para a queda do PIB agropecuário, mas salientou que a estimativa de uma safra recorde este ano deve contribuir para o desempenho positivo do setor em 2017. No entanto, na avaliação do presidente da Abag, a logística para o escoamento da safra ainda continua como "calcanhar de Aquiles" da agropecuária brasileira e pode frear o crescimento no PIB este ano.

Como você avalia o resultado do PIB Brasileiro de 2016, e, especialmente, da agropecuária, que recuou 6,6% no ano?

O resultado foi muito ruim do ponto de vista do PIB da agropecuária e tem muito a ver com problemas de seca, com quebra da produção muito grande, seja na safra de verão, seja na safrinha (de inverno). Além disso, tivemos exportações que foram positivas na balança comercial, como do milho, mas que oneraram as carnes no mercado interno e evitaram uma expansão do mercado interno. Em resumo, 2016 é um ano para ser esquecido.

A alta de 1% no último trimestre do PIB da agropecuária mostra expectativa para 2017 é de recuperação?

Sim. As commodities ainda têm preços sustentados e a expectativa é que será ano bom, com recorde de produção de grãos. Alguns setores que enfrentavam dificuldades melhoraram e seguirão bem, como laranja, café, e madeira (celulose) e cana. Sinto que 2017 será um ano positivo.

Na semana passada, o noticiário foi recheado com os problemas na BR-163, o que prejudica o escoamento de grãos da atual safra. A logística continua como o maior problema do agronegócio brasileiro e ainda pode provocar impacto negativo no resultado do PIB deste ano?

A logística é um calcanhar de Aquiles. O que aconteceu mostra claramente que os gargalos logísticos continuam. A logística de 1980 e a logística agora na mesma estrada são as mesmas. Não aconteceu nada. A logística é a prioridade número um e toda perda vai, obviamente, roubar um pedaço de PIB deste ano.

Com os recursos públicos limitados, há uma linha de pensamento, na qual estão inclusos o ministro Blairo Maggi e o ex-ministro Roberto Rodrigues, de que o crédito agrícola subsidiado e barato seja repensado e reduzido. Qual a sua opinião a respeito?

O momento é delicado, o endividamento de empresas é um freio à expansão e à melhoria da produtividade. Há um encaminhamento de uma participação maior do setor privado no fomento ao crédito, via relacionamento comercial das empresas compradoras. Isso melhora muito a disponibilidade de crédito, mas acho que não é o sintoma mais importante do buraco do Brasil. O problema é a falta de um seguro rural de renda. No mundo, toda agricultura é suportada e, aqui, a ausência desse seguro é suprida pelo crédito (subsidiado). Tirar esse crédito é ainda algo ainda ser pensado sem que haja um seguro de renda. Portanto, não é possível tirá-lo de uma vez. (Agência Estado 07/03/2017)

 

Decreto sobre leilão de descontratação de energia deve sair nos próximos dias

A regulamentação do leilão de descontratação de energia está no forno e a publicação de um decreto sobre o assunto deve ocorrer nos próximos dias. O certame terá como objetivo permitir que empreendedores com graves problemas para tocar a construção de suas usinas possam abrir mão de seus contratos de fornecimento, pagando um prêmio de saída.

O foco seriam usinas solares e eólicas contratadas em leilões de energia de reserva, que visam dar mais segurança ao sistema. Além de dar mais visibilidade ao real crescimento da oferta de energia nos próximos anos, a medida resultaria em uma menor pressão de alta nas contas de luz.

Sobras estimadas

A estimativa governamental é de que o País possui uma sobra estrutural de 8,4 mil megawatts médios (MW) para 2018, e agentes do setor sinalizam que cerca de 2 mil MW médios seriam de energia de reserva. Fontes do mercado questionam, porém, o interesse dos empreendedores em participar do leilão. Mesmo enfrentando problemas, os empreendimentos têm atraído a atenção de potenciais novos investidores e a descontratação significaria abrir mão de uma possível negociação e assumir o prejuízo. (Agência Estado 09/03/2017)

 

El Niño chegaria muito tarde e não afetaria monções na Índia

As monções da Índia poderão escapar dos efeitos de um possível fenômeno El Niño, que pode provocar clima seco no país que é o maior produtor mundial de algodão e o segundo maior produtor de trigo e açúcar.

"Basicamente, isso pode não gerar nenhum impacto nas chuvas porque é provável que o El Niño se desenvolva só no fim deste ano", disse D.S. Pai, chefe da divisão de previsões a longo prazo do Departamento de Meteorologia da Índia. "Por enquanto não há indicação. Teremos mais clareza quando houver mais informações disponíveis, em abril e maio".

Meteorologistas de todo o mundo estão elevando as chances de que o fenômeno El Niño se desenvolva neste ano à medida que as temperaturas do Oceano Pacífico aumentam. O Departamento de Meteorologia da Austrália emitiu um ‘alerta de observação’ do El Niño em 28 de fevereiro, indicando que a probabilidade de o fenômeno se formar neste ano é de cerca de 50 por cento. Seis modelos climáticos sugerem que os limites poderão ser atingidos em julho. O Centro de Previsões Climáticas dos EUA elevou as probabilidades para 50 por cento no fim do ano, enquanto a Malásia atribuiu uma chance de 50 por cento de desenvolvimento entre setembro e novembro. O El Niño de 2015-2016 foi o mais forte desde o evento recorde de 1997-1998.

Com o atraso do El Niño, o fenômeno pode não coincidir com a temporada de monções da Índia, que vai de junho a setembro, responde por mais de 70 por cento das chuvas e molha mais da metade de todas as terras agrícolas do país. O nível de chuva foi normal em 2016 após dois anos de déficit que limitaram a produção de cana-de-açúcar, trigo e leguminosas. A chuva boa das monções incentivou os agricultores a expandirem o plantio e o governo prevê que a safra de grãos da Índia atingirá uma alta histórica com produção recorde de arroz, trigo e leguminosas.

Os agricultores estão observando as projeções para as chuvas e a temperatura, especialmente para as lavouras de trigo, que serão colhidas a partir deste mês. A produção de trigo provavelmente ficará abaixo da projeção do governo, o que ampliará as importações, segundo uma pesquisa da Bloomberg publicada no mês passado.

O Departamento de Meteorologia da Índia informou na semana passada que são esperadas temperaturas acima do normal em toda a Índia de março a maio, depois de 2016 ter sido o ano mais quente desde 1901. Embora as fracas condições do La Niña estejam sendo sentidas no Oceano Pacífico desde julho, as projeções indicam que o fenômeno enfraquecerá e atingirá níveis neutros durante a temporada pré-monções, informou o órgão.

"Qualquer temperatura acima do normal terá uma influência direta na agricultura, seja no norte, seja na região central da Índia", disse G.P. Sharma, ex-presidente da empresa de meteorologia indiana Skymet Weather Services. "A safra precisa de temperaturas mais frias e também de um período de chuvas. A combinação dos dois fatores decide o tamanho do grão e o rendimento".

Há probabilidade de dois dias de chuvas fortes nos estados de Uttar Pradesh, Punjab e Haryana, no norte do país, a partir desta quinta-feira, segundo o Departamento de Meteorologia da Índia. As temperaturas subiram no norte do país na segunda quinzena de fevereiro, segundo o departamento. (Bloomberg 09/03/2017)