Setor sucroenergético

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Preços do açúcar caem novamente no mercado internacional

Os preços do açúcar caíram pela segunda vez esta semana na bolsa de Nova York. Nesta terça-feira (14), o vencimento maio/17 da bolsa americana fechou cotado a 18.16 centavos de dólar por libra-peso, queda de dois pontos no comparativo com o dia anterior. A tela julho/17 caiu seis pontos, com negócios firmados em 18.09 centavos de dólar por libra-peso. Os demais vencimentos fecharam em queda entre dois e sete pontos.

Em Londres, o cenário não foi diferente. O lote maio/17 apresentou baixa de 50 cents de dólar ontem, sendo a commodity comercializada a US$ 512,60 a tonelada. A tela agosto/17 caiu 90 cents de dólar, com cotação de US$ 504,80 a tonelada. O vencimento outubro/17 caiu 80 cents na sessão realizada nesta terça-feira. As telas entre dezembro/17 e maio/18 fecharam em alta.

Mercado doméstico

No Brasil, após uma sequência de quedas, a saca de 50 quilos de açúcar do tipo cristal foi vendida a R$ 77,98 ontem (14), segundo o Cepea/Esalq, da USP. Isso representa uma alta de 0,24% em comparação à cotação anterior.

Etanol

O etanol hidratado segue em alta, de acordo com os índices medidos pela Esalq/BVMF. O biocombustível fechou o dia de ontem comercializado a R$ 1.584,00 o metro cúbico, valorização de 0,38%. (UDOP 15/03/2017)

 

Preços do etanol caem nos postos da maior parte do país

Os preços do etanol hidratado (usado diretamente nos tanques dos veículos) caíram na maior parte do país na última semana, mas ainda não oferecem vantagem econômica em relação à gasolina aos motoristas de nenhum Estado.

Na semana móvel encerrada dia 11, houve queda de preço na bomba em 19 Estados e alta em seis e no Distrito Federal, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Apesar da queda do etanol nos postos, em relação aos preços da gasolina, a desvantagem cresceu em oito Estados e no Distrito Federal e só melhorou em seis.

Em São Paulo, maior pólo consumidor, o preço médio do etanol nos postos caiu 2,06%, para R$ 2,613 o litro. Nesse patamar, o etanol correspondeu a 73% do valor da gasolina, 1 ponto percentual a menos do que na semana anterior. Conforme parâmetro mais aceito no mercado, o etanol passa a ser mais vantajoso do que o combustível fóssil quando seu preço está abaixo de 70% de seu valor.

O Estado em que a relação com a gasolina está menos desfavorável é o Mato Grosso, onde o etanol ficou em 71% do preço médio da gasolina nos postos, a R$ 2,666 o litro. Na semana, esse preço recuou 0,93% no Estado. (Valor Econômico 14/03/2017)

 

Inflação em queda amplia pressão por aumento de imposto na gasolina

Setor sucroenergético insiste em aumento do PIS/Cofins sobre o combustível após retomada da cobrança sobre o etanol.

O processo mais rápido de queda da inflação aumentou a pressão do setor sucroenergético para o governo elevar o PIS e a Cofins da gasolina. A alta do tributo tem potencial de criar um diferencial maior de competitividade para o combustível de cana e, ao mesmo tempo, garantir mais recursos em caixa para o governo cumprir a meta fiscal desse ano. "Estamos conversando todas as semanas. Chegamos a perder as esperanças, mas continuamos a insistir", relatou uma fonte do setor ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. "Persistência", emendou.

Combustível de cana ficaria mais competitivo com aumento de imposto sobre a gasolina

O PIS/Cofins incidente da gasolina é hoje de R$ 0,38 por litro e o do etanol é R$ 0,12. O tributo do etanol foi zerado entre abril de 2013 e dezembro de 2016 e a primeira pressão do setor produtivo de etanol e açúcar junto ao governo ocorreu no final do ano passado. À época, houve a tentativa de que a retomada da cobrança do PIS/Cofins sobre etanol recaísse, ao menos em parte sobre a gasolina. A demanda não foi atendida e, em busca de uma receita estimada em R$ 1,5 bilhão em 2017, o governo retomou a cobrança do tributo sobre o etanol em 1º de janeiro deste ano.

A pressão do setor foi retomada depois que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, declarou que não descarta a possibilidade de aumento de tributos para garantir o cumprimento da meta fiscal deste ano. Além disso, o setor tem uma bancada atuante, voto no Congresso e pode apoiar as propostas importantes, como a Reforma da Previdência.

Embora a possibilidade de alta não tenha chegado à área técnica do Ministério da Fazenda para cálculos do impacto da medida, a demanda já chegou ao governo, segundo apurou o Broadcast. Meirelles tem insistido que não há decisão sobre aumento de imposto e muito menos sobre qual tributo poderia ser elevado em caso de necessidade. Na semana passada, por exemplo, ele negou que o governo esteja estudando aumento do IOF sobre câmbio.

No ano passado, o governo lançou o Renovabio, um programa para incentivar o setor de biocombustíveis, entre eles o etanol. O programa prevê três etapas básicas no caso do etanol: a primeira etapa, que depende apenas de uma canetada do presidente Michel Temer, seria justamente a proposta de aumentar o PIS/Cofins da gasolina, para criar um "diferencial de competitividade" para o combustível de cana-de-açúcar.

A segunda seria um estudo para criar uma taxa de carbono para a gasolina, que demoraria porque seriam necessárias audiências públicas e um escopo legal para sustentá-la, e, a terceira, a criação de um mandato de uso do etanol crescente ano a ano, prevista apenas para 2018. "É possível que Ministério das Minas e Energia (MME) já esteja conversando com o Ministério da Fazenda sobre esse aumento do PIS/Cofins, diante do cenário benigno da inflação, para matarem dois coelhos de uma só vez", disse outra fonte, se referindo ao aumento do imposto sem impactar a inflação e ainda a ajudar a arrecadação. (O Estado de São Paulo 14/03/2017)

 

Usinas acusam varejo de não repassar queda no preço do etanol em MG

No início do ano, o etanol saía da indústria pelo preço de R$1,86, sem impostos, e na semana passada estava a R$1,56, mas a redução não chegou às bombas

A associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig) alerta que a redução no preço do etanol hidratado não tem sido repassada ao consumidor. A entidade afirma que, na produção, o valor do combustível sofreu queda de R$ 0,30, do início de janeiro até o março, mas essa diferença não chegou a algumas bombas.

Segundo o presidente da Siamig, Mário Campos, no início de janeiro, o preço do litro do etanol na indústria era de R$1,86, sem impostos, e na semana passada caiu para R$ 1,56, enquanto que, na bomba, o combustível limpo e renovável estava a R$ 2,91, em janeiro, e na semana passada, a R$ 2,90 o litro, praticamente estável.

“A redução do preço do etanol na indústria se deu em função da baixa demanda do etanol nesse período de entressafra, somada à grande quantidade de importação do produto no início deste ano – somente nos primeiros meses deste ano foram importados 450 milhões de litros –, o que prejudicou a demanda por parte do etanol das usinas produtoras”, esclarece o dirigente da associação.

Em Uberaba, conforme pesquisas de preço realizadas pela Fundação Procon, na comparação do preço médio do etanol em janeiro e em março, houve redução de apenas R$ 0,11. Em postos onde o combustível apresentou o menor preço do mercado, a diferença foi de R$ 0,16, não chegando aos R$ 0,30 de redução na produção.

Vale lembrar que essa variação também deveria chegar, mesmo que em menor valor, ao consumidor de gasolina, visto que desde 16 de março de 2015 o percentual obrigatório de etanol anidro combustível na gasolina comum é de 27%. E a diferença no preço médio foi o mesmo.

Para Mário Campos, a redução na bomba propiciaria um consumo maior do etanol e a orientação do presidente da Siamig é que os consumidores façam a conta do rendimento do próprio veículo, sem se ater somente à convenção de que o etanol é mais rentável se ficar em 70% do preço da gasolina.

“A relação de preço poderia ser ainda melhor para o consumidor se o governo federal não tivesse recomposto o PIS/Cofins no valor de R$ 0,12 por litro de etanol, a partir de 1º de janeiro deste ano, em razão da grande contribuição do etanol para a redução da poluição e do aquecimento global. Algumas usinas em Minas Gerais já vão iniciar a safra este mês e essa demora no repasse da queda dos preços prejudica muito o produtor e, principalmente, o consumidor”, afirma Mário Campos. (JM Online 14/03/2017)

 

El Niño no 2° semestre pode levar chuva acima da média ao Sul; tempo seco ao Nordeste

O segundo semestre do ano poderá ter a ocorrência do fenômeno climático El Niño em intensidade fraca ou moderada, o que poderia levar a chuvas acima da média na região Sul do Brasil, disse nesta segunda-feira o meteorologista Georg Muller, da Thomson Reuters Point Carbon.

Em análise publicada na página Power Brasil do Eikon, o especialista ressaltou, no entanto, que um El Niño teria como potencial também chuvas potencialmente abaixo do normal no Norte e no leste do país.

Se esse cenário se confirmar, pode acentuar problemas hídricos do Nordeste, que enfrenta chuvas abaixo da média há alguns anos, afetando os reservatórios de hidrelétricas e a agricultura.

No início do mês, o órgão de previsão climática do governo dos Estados Unidos afirmou que as condições do fenômeno La Niña desapareceram e projetou a possibilidade de um El Niño se desenvolvendo durante o outono do Hemisfério Norte.

Em março e na maior parte de abril, um cenário de alta pressão deverá ocasionar chuvas abaixo do normal no Nordeste do país, segundo Muller.

Mais adiante, para o início de maio, a influência da alta pressão deve ser menos frequente, o que poderá ajudar em precipitações mais uniformemente distribuídas pelo país. (Reuters 14/03/2017)

 

Distribuidores de açúcar em Camarões temem déficit interno e pedem mais importações

Distribuidores de açúcar em Camarões estão pedindo ao governo do país que libere a importação de volumes maiores do alimento, em meio aos temores de que a oferta interna não seja suficiente para atender à demanda nos próximos meses.

A requisição foi feita ao ministro de Comércio camaronês, Luc Magloire Mbaraga Atangana, após a estatal de agronegócio Société Sucriéré du Cameroun (Sosucam) relatar a possibilidade de déficit de açúcar em razão das adversidades climáticas em 2016.

Naquele ano, a produção de açúcar caiu para 114 mil toneladas, ante 130 mil toneladas em 2015, segundo dados da própria Sosucam. Ainda em 2016, o governo chegou a autorizar a importação de 50 mil toneladas do produto por causa da menor fabricação doméstica. (Down Jones 14/03/2017)

 

Empresas reduzem conteúdo de açúcar em produtos de consumo

Fabricantes mundiais de bens de consumo reduziram em cerca de 20 por cento o conteúdo de ingredientes como açúcar e sal de seus produtos em 2016 porque os consumidores estão comprando marcas mais saudáveis.

Uma pesquisa com 102 empresas, entre elas a Nestlé e a Procter & Gamble, concluiu que 180.000 produtos foram reformulados em 2016, segundo um relatório do Consumer Goods Forum. A cifra foi cerca do dobro da do ano anterior.

“As grandes empresas de consumo estão reagindo às pressões da concorrência”, disse Peter Freedman, diretor administrativo da associação do setor, em entrevista por telefone. “O crescimento da indústria vem de startups pequenas com portfólios de produtos com uma abordagem mais saudável”.

Os maiores produtores estão perdendo participação para marcas menores e localizadas que estão capitalizando a preferência cada vez maior do comprador por produtos mais saudáveis e mais sustentáveis. O crescimento orgânico das empresas globais de consumo caiu para menos de 3 por cento nos últimos três anos, segundo analistas do Credit Suisse. A oferta de US$ 143 bilhões da Kraft Heinz para comprar a Unilever ressaltou a pressão sobre as empresas para reverter o mal-estar do setor.

Além da mudança no gosto do consumidor, soma-se o fato de os governos estarem combatendo os produtos que fazem mal à saúde. Em março, o Reino Unido imitou o México e criou um imposto para bebidas açucaradas na tentativa de reduzir a obesidade. No ano passado, a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) anunciou que as empresas teriam que ter rótulos com informações mais detalhadas sobre o conteúdo de açúcar dos produtos.

Menos açúcar

Depois de não conseguir cumprir as metas internas, a Nestlé disse que encontrou uma maneira de reduzir em até 40 por cento a quantidade de açúcar no chocolate e que diminuirá em 10 por cento a quantidade de açúcar no chocolate e nos doces vendidos pela empresa no Reino Unido e na Irlanda no ano que vem. A Mars disse que 99 por cento de seus produtos agora contêm menos de 250 calorias por porção.

“As forças do mercado estão empurrando as coisas para o caminho certo e mais mudanças virão”, disse Freedman. “Os produtos terão menos sal, menos açúcar e menos calorias.”

O Consumer Goods Forum é uma associação do setor composta por cerca de 400 varejistas, fabricantes e fornecedores de serviços ao consumidor. (Bloomberg 14/03/2017)