Setor sucroenergético

Notícias

Açúcar na Bolsa

A Biosev, braço sucroalcooleiro da Louis Dreyfus, prepara uma oferta de ações.

Espera captar cerca de R$ 1,5 bilhão. (Jornal Relatório Reservado 20/03/2017)

 

Concha fechada

A Shell determinou que a filial brasileira cancele investimentos no setor elétrico.

Com a ordem, a empresa suspendeu um grande negócio que estava prestes a ser assinado, o que, inclusive, causou profundo mal-estar na Aneel. (Jornal Relatório Reservado 20/03/2017)

 

Governo avalia pedido da indústria para taxar importações de etanol no Brasil

O governo brasileiro está avaliando um pedido da indústria de etanol e açúcar do Brasil para que seja restabelecida uma taxa de importação de 20 por cento sobre o etanol, disse o Ministério da Agricultura nesta sexta-feira.

Alguns produtores de etanol do Nordeste do Brasil reclamaram ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi, sobre as crescentes importações de etanol dos Estados Unidos. Eles defendem que as importações estão prejudicando seus negócios em meio ao período de colheita na região, disse uma porta-voz do ministério à Reuters.

O Nordeste do Brasil processa sua safra de cana-de-açúcar em um período diferente do cinturão de cana do Centro-Sul, que está atualmente na entressafra.

O Ministério da Agricultura disse que Maggi pediu ao grupo, composto principalmente por diretores de usinas de açúcar do Nordeste, que apresente um estudo detalhado, incluindo motivos para uma possível taxação sobre as importações de etanol.

O ministério irá avaliar o documento assim que for entregue para decidir se o pedido é justificado e se autoridades do governo deverão considerar o assunto antes de uma mudança na taxa.

Operadores nos Estados Unidos disseram que tal mudança certamente teria um impacto negativo sobre os preços do biocombustível nos EUA, maior produtor do mundo.

O Brasil eliminou o imposto de importação em 2010, em uma medida que o governo chamou de "ação de boa vontade", para fomentar um maior comércio global do biocombustível. (Reuters 19/03/2017)

 

Açúcar: Pressão especulativa

A atuação dos fundos na bolsa de Nova York pressionou os contratos futuros do açúcar na última sexta-feira.

Os papéis com vencimento em julho fecharam a 18,1 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 7 pontos.

A perspectiva cada vez mais remota de abertura do mercado indiano às importações este ano tem reduzido as apostas na alta do açúcar.

Segundo a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês), os gestores de recursos mantinham um saldo líquido comprado de 90.503 papéis na última terça-feira, 24,3% abaixo do registrado uma semana antes.

No acumulado desde fevereiro, essa queda chega a 44,7%.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 77,02 a saca de 50 quilos, queda de 0,85%. (Valor Econômico 20/03/2017)

 

Preços de gasolina, diesel e etanol voltam a registrar queda nos postos, diz ANP

Os preços médios da gasolina, do diesel e do etanol vendidos nos postos do Brasil voltaram a apresentar queda semanal, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), publicados nesta sexta-feira.

O preço médio da gasolina caiu 0,6 por cento, nesta semana ante semana anterior, para 3,678 reais por litro, enquanto o etanol, seu concorrente nas bombas, caiu 1,5 por cento, para 2,744 reais por litro.

Já o diesel caiu 0,5 por cento, no período, para 3,047 reais por litro.

As quedas acontecem após a Petrobras reduzir duas vezes o valor do combustível fóssil vendido nas refinarias, apenas neste ano, como parte de sua nova política de preços. (Reuters 20/03/2017)

 

Assembleia de credores da Usina São Fernando é adiada para 26 de abril

A assembleia de credores da Usina São Fernando, da família do empresário José Carlos Bumlai, foi suspensa nesta quinta-feira e será retomada em 26 de abril.

A suspensão foi votada entre os credores, que pediram mais tempo para analisar o novo plano de recuperação apresentado pela companhia, que prevê sua aquisição pela gestora americana Amerra.

Conforme antecipou o Valor, o Amerra pretende adquirir a usina através de assunção de suas dívidas, mas com desconto. A aquisição se daria em um leilão judicial, em que a Usina São Fernando constituiria uma Unidade Produtiva Isolada (UPI), que poderia incluir, além da usina de cana, as duas unidades de cogeração, a São Fernando e a São Fernando I. (Valor Econômico 17/03/20147 às 17h: 37m)

 

CCCC quer unir porto e ferrovia no Brasil

Gigante chinês, que comprou 80% da Concremat, quer expandir em logística.

Pouco conhecida no Brasil, a gigante China Communications Construction Company, chamada de CCCC, tem planos ambiciosos para o mercado brasileiro. Entrou de maneira modesta no fim do ano passado, com a compra de 80% da construtora Concremat Engenharia, por R$ 350 milhões, mas tem um cheque de R$ 40 bilhões para investir nos diversos setores da infraestrutura, como portos, rodovias e ferrovias, apurou o Estado com fontes a par do assunto.

Na semana que antecedeu o feriado de carnaval, o alto escalão da gigante chinesa, uma das maiores companhias de infraestrutura daquele país, esteve no Brasil para conferir os últimos trabalhos. Com uma lista extensa de ativos sendo analisados para aquisição, essas visitas devem se tornar cada vez mais frequentes.

Com um faturamento global de quase US$ 60 bilhões por ano e mais de 100 mil empregados na China, a CCCC tem feito investimentos pesados fora do país, como projetos imobiliários nos Estados Unidos e de infraestrutura em países asiáticos. Agora, mira o Brasil porque vê a oportunidade de avançar em portos e ferrovias. Há uma certa cautela com as investigações de corrupção em contratos públicos, mas esse fator não impede a companhia chinesa de fechar negócios.

Porto

Nos últimos meses, executivos chineses começaram a caçar ativos e devem anunciar em breve importantes investimentos. Um deles será o do porto multimodal de São Luís (MA), que está sendo feito em parceira com a construtora WTorre. A CCCC pretende fazer um aporte de cerca de R$ 1,7 bilhão no projeto. Procurada, a WTorre não comentou o assunto.

O projeto do porto de São Luís é o primeiro passo que o grupo quer dar para se unir com ferrovias. A CCCC tem interesse na Ferrovia Norte-Sul, na Transnordestina e na Ferrogrão (que ainda não saiu do papel, mas tem o objetivo de escoar a produção de grãos do Centro-Oeste pelos portos da Região Norte). Nenhum contrato foi fechado ainda, mas já há conversas em andamento.

No caso da Transnordestina, que tem a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) como controladora do projeto, representantes da empresa tiveram conversas em Brasília. A ideia seria ter o governo como sócio, mas ainda há uma pendência entre a União e a CSN que precisa ser resolvida primeiro. A companhia de Benjamin Steinbruch está em busca de um parceiro para o negócio.

A CCCC também não descarta entrar como investidora na Malha Sul, que pertence à Rumo ALL, do Grupo Cosan, afirmaram fontes. A Rumo contratou o Bank of America Merill Lynch para assessorar a operação. “A CCCC tem um cheque de R$ 40 bilhões para investir no Brasil. Obviamente, nem todo o dinheiro será usado, mas o grupo tem interesse em vários empreendimentos. A Malha Sul é um deles”, disse uma fonte familiarizada com o tema.

No início de abril, a companhia pretende se apresentar oficialmente ao mercado brasileiro. Vai fazer uma festa para comemorar a aquisição da Concremat Engenharia, uma construtora pequena no mercado brasileiro, que faturou R$ 930 milhões em 2015. No ano passado, a chinesa chegou a flertar com o grupo Camargo Corrêa para comprar uma fatia da empreiteira. As conversas, no entanto, não foram adiante.

A relação do grupo com o Brasil ficou mais estreita em 2014, quando o grupo chinês firmou uma joint venture com o Modal e o banco australiano Macquarie para criar a MDC. Essa empresa tem a finalidade de investir em projetos de infraestrutura na América do Sul.

Internacionalização

No fim do ano passado, o braço de investimento imobiliário do CCCC firmou uma joint venture com o investidor americano Stephen Ross para construir um complexo imobiliário em Los Angeles. Os investimentos devem somar cerca de US$ 950 milhões. Em novembro, a gigante chinesa assinou acordo para investir em ferrovia na Malásia, estendendo seus domínios no continente asiático.

Procurado pela reportagem, Hin Lin não quis comentar os planos da companhia. O Modal também foi procurado, mas preferiu não se manifestar. (O Estado de São Paulo 19/03/2017)

 

Embrapa apresenta proposta de avaliação de desempenho ambiental no RenovaBio

As pesquisadoras da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), Marília Folegatti Matsuura e Nilza Patrícia Ramos, juntamente com o professor Joaquim Eugênio Seabra da Faculdade de Engenharia Mecânica - FEM/Unicamp, participaram hoje (16), de reunião do Programa RenovaBio no Ministério das Minas e Energia em Brasília - DF, para apresentarem uma proposta de Avaliação de Desempenho Ambiental e Certificação de Biocombustíveis no Programa.

O RenovaBio é uma política pública do governo federal que prevê o avanço do setor de biocombustíveis no horizonte ao ano 2030, onde destaca o papel na matriz energética, além de desenvolver uma ideia de apelo à sustentabilidade ambiental e desenvolvimento de novas tecnologias renováveis, como o etanol de segunda geração, biogás/biometano, o biodiesel HVO (óleo vegetal hidrotratado), o diesel de cana-de-açúcar e o bioquerosene.

Se no escopo do Programa há a estratégia de se ampliar a produção de biocombustível até 2030, o etanol é figura de destaque nesse processo. A previsão de que o Brasil produza 54 bilhões de litros em 2030. Atualmente a produção é de cerca de 28 bilhões de litros de etanol por safra.

Além dos representantes presentes na reunião, a proposta ainda contou com a participação do pesquisador André May e do chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, Marcelo Morandi.

Avaliação do ciclo de vida

A Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) é uma ferramenta para a avaliação de impactos ambientais, a partir do processo de produção de materiais e energia consumidos durante uma manufatura de produtos e emissões de meio ambiente durante todo o ciclo de vida do produto, desde uma extração de recursos naturais, processos de transformação, transporte e uso, até seu descarte.

A ACV é, portanto, ferramenta vital para a execução das ações propostas no Programa, onde se pretende adotar protocolos distintos, definidos previamente para os escopos de avaliação de desempenho ambiental, contemplando ações para os diferentes tipos de biocombustíveis, categorias de impactos ambientais e etapas de ciclo de vida dos processos.

O RenovaBio

Lançado em dezembro de 2016, objetiva não somente a expansão da produção desse tipo de combustível, mas ainda garantir o aumento da sustentabilidade ambiental, econômica e social em conformidade com o crescimento do mercado e alinhado com os compromissos assumidos pelo Brasil durante a COP21, com a criação da meta de reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) a patamar 37% abaixo dos níveis de 2005, em 2025, e 43% abaixo dos níveis de 2005, em 2030. (Embrapa 17/03/2017)

 

Dois terminais portuários em Santarém vão a leilão

Uma semana após o leilão de aeroportos, o governo federal se prepara para a segunda investida no setor de transportes. Vão a leilão na quinta-feira, dia 23, dois terminais no porto de Santarém (PA) para movimentação de granéis líquidos, como gasolina, diesel, querosene e etanol.

Contudo, não é certo que a licitação dos portos replicará o resultado do leilão dos aeroportos de Salvador, Fortaleza, Florianópolis e Porto Alegre. Os quatro ativos foram vendidos para gigantes europeus da operação mundial e com ágio de dois dígitos.

Aeroportos tendem a ter mais liquidez porque não existem muitos à venda no mundo e permitem a geração de uma série de receitas além das tarifárias. Já os terminais portuários do Pará são dedicados a um nicho muito específico e considerados de pequeno porte.

Ainda assim, têm características que podem garantir a transferência à iniciativa privada. São áreas "brownfield", já ocupadas. Uma está com contrato vencendo e outra opera por meio de decisão judicial, com término vinculado à licitação. As empresas que lá estão , a Distribuidora Equador e a Petróleo Sabbá, joint venture entre Raízen e IB Sabba, dificilmente vão deixar de entrar na disputa, pois têm interesse em manter o negócio.

Grupos verticalizados, notadamente que já trabalham na cadeia de combustíveis, também são cotados. Conforme o Valor apurou, a Ipiranga, braço de distribuição de combustíveis do grupo Ultra, estaria interessada. Procuradas, a Ipiranga e a Distribuidora Equador não se manifestaram. A Raízen disse que não comenta assuntos relacionados a eventuais investimentos futuros.

Outra questão é que logística portuária para armazenagem de combustíveis é considerada estratégica na região Norte, especialmente devido às importações de derivados de petróleo enquanto o Brasil não aumenta o parque de refino naquela região. Na visão de especialistas, a lacuna entre a crescente demanda de combustíveis no Norte e a pouca oferta de tancagem amplia o valor estratégico do negócio, o que pode atrair empresas eminentemente operadoras.

A licitação dos terminais consta da primeira lista de 34 projetos de infraestrutura divulgada pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) de Michel Temer, em setembro de 2016. No material, o governo afirma que as licitações dos dois terminais "são cruciais para a manutenção da distribuição de combustíveis na região, que teve aumento de 24% no consumo de combustíveis entre 2011 e 2014."

"Não tenho a menor dúvida de que são dois terminais com viabilidade inquestionável. Mas eles só recebem barcaças e não navio de longo curso", pondera Fabrizio Pierdomenico, sócio da consultoria Agência Porto. O planejamento do porto público de Santarém não permite o recebimento de embarcação de longo curso para combustível. Dessa forma, a carga destinada a Santarém transportada nesse tipo de navio tem de fazer um "tombo" a mais: parar em um outro porto e ser transferida para balsas para chegar até Santarém.

As propostas devem ser entregues na BMF& Bovespa, das 10h às 13 h de hoje. As ofertas de preços serão abertas na quinta-feira, também na Bolsa, em sessão pública. Vence quem der o maior valor de outorga não inferior a R$ 1,00. O governo prioriza, com esse critério, os investimentos nos ativos em vez da arrecadação.

Há poucos dias, a Petróleo Sabbá entrou com representação no Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo liminar para suspender a licitação até o julgamento do mérito do pedido de anulação do edital, para revisão dos estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental. A área técnica do órgão considerou a representação improcedente e propôs não conceder a liminar. O relator pode ou não acatar. (Valor Econômico 20/03/2017)

 

Açúcar: Ingredientes na panela - Por Arnaldo Luiz Corrêa

Conceitualmente, volatilidade no mercado de commodities está intimamente ligada à oferta e demanda do produto. Quanto maior a incerteza sobre a disponibilidade de uma matéria prima mais participantes estarão dispostos a pagar mais para se proteger dos efeitos negativos que essa disruptura pode trazer a eles. Igualmente, fatores exógenos podem contribuir para potencializar as oscilações de preços. No mercado de açúcar tem sido fartos os ingredientes cozidos nesse caldeirão.

Uma generosa dose de incerteza vem da Índia quando se analisam as perspectivas de produção e a eventualidade de aquele país importar açúcar. O preço do barril do petróleo abaixo de cinquenta dólares e o real se valorizando em relação à moeda norte-americana são outros componentes que afetam negativamente a paridade do etanol, diminuem a margem de contribuição e empurram as usinas a maximizar a produção de açúcar. Isso combinado com a perspectiva precedente de que o mix de produção da safra 17/18 prioriza a produção de açúcar, deprimem ainda mais os preços no mercado internacional.

Em commodities, é verdade, há momentos em que todos os fatores aparentam ser altistas e em outros, como parece ser o caso agora, em que todos os fatores parecem baixistas. A euforia e o desespero revezam-se no protagonismo sobre esse palco chamado mercado, seduzindo uma horda de abnegados seguidores que ora agem com entusiasmo infantil ora com pessimismo mórbido.

Do mesmo modo que ouvíamos, há alguns meses, teimosos gestores ignorando os altos preços negociados em reais por tonelada que garantiriam um excelente resultado para as empresas (porque acreditavam que o mercado futuro iria ainda mais longe), agora, ouvimos das mesmas bocas, “que tem muito açúcar” e há temor de maiores quedas adiante. Vá entender.

Diante da impossibilidade de adivinharmos o futuro, com exceção daqueles que ainda acreditam em gurus e que procuram médicos que receitam remédios produzidos em suas próprias farmácias, o melhor antídoto para as crises "existenciais" que nos vitimam é usar calculadora e disciplina. Por isso, é reconfortante saber, por exemplo, que várias usinas estão entre 80 e 100% hedgeadas para a safra 2017/2018. E algumas já entraram nas fixações de 2018/2019. Ou seja, fizeram a lição de casa, trataram o negócio com disciplina e dispensaram os conselheiros espirituais.

Preços nos níveis que vimos nesta sexta-feira, com a mínima de 17.50 centavos de dólar por libra-peso negociando no vencimento maio/2017, começa a mudar a abordagem dos produtores europeus. Por exemplo, será que a Europa vai expandir sua exportação como se achava quando o mercado orbitava ao redor dos 22-23 centavos de dólar por libra-peso? Preços baixos do açúcar no mercado internacional estreitam a arbitragem com o etanol e persistindo a pressão lá fora, não faria mais sentido para a usina produzir etanol cujo valor é melhor para o fluxo de caixa imediato da usina? Essas respostas valem ouro.

Em outras palavras, o potencial de queda a partir de agora começa a ser bem menor. Chegamos ao fundo do poço? Mercados de commodities costumam exagerar na alta e na baixa e seria temerário apostar que já vimos o chão, mas os fundos liquidaram bem suas posições e ganharam muito dinheiro com elas. Com base no fechamento da terça passada eles estão apenas 95,000 contratos comprados. NY pode retrair um pouco mais, buscando 16-17 centavos de dólar por libra-peso porque sazonalmente abril-maio-junho-julho tem preços médios menores do que o março, mas vemos uma eventual visita nesses níveis como uma oportunidade de fixação para os consumidores industriais ou mesmo de recompra de hedge para aqueles que tem pressão arterial de um menino de quinze anos.

Os ingredientes são fartos, como dissemos e o resultado dependerá da dose de cada um. A entrega de março foi um ponto de exaustão de um mercado altista. Se chegamos ao fundo ainda vai depender do que vai sair dessa panela.

O fechamento de NY a 18,17 centavos de dólar por libra-peso e o dólar a R$ 3,1010 representam menos de R$ 1,300 por tonelada. E lá se vão mais de R$ 450 por tonelada desde a máxima negociada em outubro do ano passado. Dá uma dor de cotovelo, não dá não? Não se desespere, coloque um CD de bolero bem triste, uma caixa de lenços de papel e tome uma dose de uísque. Vai passar.

O Brasil está no fundo do poço também? Assim esperamos. Treze milhões de desempregados, 7.2% de queda do PIB em dois anos. Herança de um governo de canalhas, corruptos e bandidos. Poucos se salvam nesse lamaçal que virou a vida política nacional. Que pesadelo. Como o refrão que ficou famoso nos anos 80, “se gritar pega ladrão, não fica um”. O Blue Label continua aguardando ser sorvido para comemorar o dia em que o bandido número 1 for preso.

Anote na sua agenda: o XXVIII Curso Intensivo de Futuros, Opções e Derivativos – Commodities Agrícolas (em português) da Archer Consulting, vai ocorrer dias 19 (terça), 20 (quarta) e 21 (quinta) de setembro de 2017, das 09 às 17 horas, em São Paulo-SP, no Hotel Paulista Wall Street (Arnaldo Luiz Corrêa é diretor da Archer Consulting - Assessoria em Mercados de Futuros, Opções e Derivativos Ltda.)