Setor sucroenergético

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Trem-pagador: BNDES deve liberar financiamento de R$ 3,5 bi

Sob intenso tiroteio, o BNDES pretende anunciar uma boa nova até junho: a aprovação do financiamento de R$ 3,5 bilhões para a Malha Paulista, leia-se Rumo Logística.

Mas a tal boa nova depende que a ANTT renove antecipadamente a concessão da ferrovia. Por sua vez, a renovação depende que a Rumo encerre a disputa legal com a União e pague cerca de R$ 1 bilhão referente às taxas de concessão da Malha. (Jornal Relatório Reservado 22/03/2017)

 

Tonon Bioenergia sem açúcar e sem afeto

Os sócios da Tonon Bioenergia estão em pé de guerra.

A família Tonon, acionista controladora, com 58% do capital, quer barrar na Justiça a proposta que o fundo Terra Viva, administrado pela DGF Investimentos, tirou da cartola na semana passada.

Tenta evitar, inclusive, que a medida seja votada pela assembleia de credores da companhia.

Dono de 35% do grupo sucroalcooleiro, o fundo propôs converter sua participação societária em créditos extra-concursais.

Na prática, significa dizer que o Terra Viva poderia receber algo em torno de R$ 400 milhões na frente dos demais credores e acionistas da Tonon, que está em recuperação judicial.

Os principais cotistas do fundo são Previ, Petros e Funcef.

O RR fez várias tentativas de contato com a Tonon, mas não obteve retorno até o fechamento da edição. (Jornal Relatório Reservado 23/03/2017)

 

Açúcar: Recuo marginal

Após uma sessão instável na bolsa de Nova York, os contratos futuros do açúcar registraram queda marginal ontem.

Os papéis com vencimento em julho fecharam a 17,29 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 3 pontos.

Cada vez mais analistas prevêem um superávit na oferta mundial de açúcar na próxima temporada, baseados na perspectiva de recuperação das lavouras na Índia e nas chuvas regulares no início deste ano no Brasil.

Os dois países lideram a produção mundial da commodity.

No caso brasileiro, as estimativas privadas apontam produção de 36,8 milhões de toneladas de cana em na safra 2017/18, 3,5% acima do estimado para a safra atual.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 76,92 a saca de 50 quilos, alta de 0,76%. (Valor Econômico 23/03/2017)

 

Endividamento do setor de cana atinge R$ 86 bi em fevereiro; queda anual é de 5,95%

O endividamento total do setor sucroenergético brasileiro atingia, no fim de fevereiro, R$ 86,13 bilhões, de acordo com cálculos da Archer Consulting. O montante é 5,95% inferior ante o registrado em igual momento do ano passado.

Em nota, o diretor da consultoria, Arnaldo Luiz Corrêa, afirmou que "a principal razão para essa queda é a valorização do real frente ao dólar". Segundo ele, a média do fechamento diário da moeda norte-americana em fevereiro deste ano foi de R$ 3,1035, bem abaixo dos R$ 3,9699 anotados em fevereiro de 2016. (Agência Estado 22/03/2017)

 

Açúcar e Etanol

Os preços do açúcar abriram em queda mais uma vez esta semana.Hoje (22) o maio/17 da bolsa de Nova York, a commodity abriu cotada em 17.29 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 41 pontos no comparativo com a véspera. No lote julho/17, caiu 37 pontos, vendida a 17.32 centavos de dólar por libra-peso e no vencimento outubro/17, estava com baixa de 32 pontos.

Em Londres, os preços acompanharam a bolsa norte americana e também caíam. No lote maio/17, os negócios foram firmados em US$ 485,90 a tonelada, retração de 9,80 dólares. Na tela agosto/17, a queda foi de 8,90 dólares e a comercialização fechou em US$ 482,30 a tonelada. Nos outros vencimentos, a desvalorização oscilou de 5,20 a 6,80 dólares.

Mercado doméstico

No mercado interno, os preços do açúcar voltaram a subir nesta terça-feira após quatro sessões em queda. De acordo com os índices do Cepea/Esalq, da USP, a saca de 50 quilos do tipo cristal foi negociada a R$ 76,34, alta de 0,07%.

Etanol diário

Os preços do etanol também seguem em alta. Conforme a Esalq/BVMF, os negócios foram firmados em R$ 1.610,00 o metro cúbico, uma valorização de 0,47% em relação à véspera. (UDOP 22/03/2017)

 

Para Itaú BBA, competitividade limitará investimento de produtores de açúcar e etanol

A melhora no faturamento e na geração de caixa livre das companhias sucroenergéticas desde o ano passado deve fazer com que o cenário financeiro do setor tenha uma melhor saúde em 2017/2018, segundo o Itaú BBA. No entanto, de acordo com a avaliação da instituição financeira, a baixa competitividade de empresas produtoras de açúcar, etanol e bioenergia, sem investimentos para o aumento de produtividade e ainda o uso de recursos para amortizar dívidas, limitará o crescimento e a entrada de dinheiro novo no setor.

Segundo e instituição, a relação dívida líquida sobre a cana processada pelas companhias clientes do Itaú BBA deve ficar praticamente estável na safra 2016/2017 ante 2015/2016, em R$ 128/tonelada e recuará para R$ 105/tonelada no estimado para a safra 2017/2018, período que se inicia em 1º de abril. Já a relação de dívida líquida sobre o Ebitda (lucro antes de juros impostos, depreciação e amortização) deve ficar em 2 vezes em 2017/2018, ante 2,7 vezes em 2016/2017 e 3,5 vezes em 2015/2016.

"Há uma melhora faturamento, uma melhora no Ebitda, na geração do caixa livre, mas a maior parte disso foi utilizada para pagar juros, com aumento de despesas financeiras", disse Guilherme Pessini Carvalho, gerente sênior de Agronegócios do Itaú BBA. A instituição acompanha 57 grupos sucroenergéticos do Centro-Sul, que processam 411 milhões de toneladas das 605 milhões de toneladas de cana moídas na região neste ciclo.

Durante seminário de abertura da safra, organizado pela Datagro e pelas corretoras de seguros Marsh e AD, em Ribeirão Preto (SP), Carvalho mostrou dados que apontam uma produtividade estável nos canaviais ao menos desde o início da década e ainda uma taxa de renovação nas lavouras abaixo do ideal nos dois últimos períodos. "Com a produtividade ruim, fica difícil estimular alguém a entrar com dinheiro novo em um negócio que está perdendo competitividade. Basicamente o setor destruiu capacidade de tirar produto da terra que cultiva", criticou.

Com a queda na taxa básica de juros para 8,25% ao ano estimado pelo banco para o final de 2017, e a melhora do cenário econômico brasileiro, o executivo do Itaú BBA avalia que grandes investidores e fundos devem voltar para a renda variável, incluindo o mercado de ações. "Há uma projeção para 25 novos (IPOs) em 2017, contra apenas 3 em 2016", concluiu. (Agência Estado 22/03/2017)

 

Em SP, distribuidoras ampliam as margens nas vendas de etanol

Os preços do etanol vêm caindo nos postos de combustível de São Paulo, maior polo consumidor do país, desde o início do ano, mas a um ritmo mais lento do que nas usinas do Estado, em decorrência do aumento das margens de comercialização das distribuidoras e postos.

Desde a primeira semana do ano, o indicador Cepea/Esalq para o etanol hidratado nas usinas paulistas já recuou 17,8%, enquanto o preço médio do biocombustível nas bombas do Estado recuou 5,9%, conforme a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Cálculos feitos pelo Valor e por analistas indicam que a diferença entre o que os intermediários pagam e o que recebem pelo etanol está sensivelmente maior nesta safra, o que vem gerando incômodo entre as usinas produtoras.

As margens dos postos paulistas, segundo a ANP, ficou em R$ 0,401 o litro no período entre 12 e 18 de março. Em quatro semanas, a margem média foi de R$ 0,360 o litro, um aumento de 7,5% sobre as quatro semanas anteriores.

No caso das distribuidoras, as margens calculadas pelo Valor a partir dos preços nas usinas e nos postos, acrescido da incidência de PIS/Cofins, indica que, em quatro semanas, a margem média ficou em R$ 0,562 o litro, alta de 4,2% sobre o período imediatamente anterior.

É comum que os intermediários adotem margens diferentes ao longo do ano. Durante a entressafra, as margens das distribuidoras costumam ser menores, porque é o período em que os preços do etanol nas usinas costumam subir por causa da oferta reduzida, explica Willian Hernandes, sócio da FG/A.

Nesta entressafra, porém, os valores do etanol vêm recuando nas usinas, em parte porque a queda do consumo em 2016 foi forte o suficiente para permitir a redução dos preços. E também porque houve uma importação acima do esperado no período, de mais de 800 milhões de litros, segundo Hernandes.

Entretanto, analistas notam que as margens dos intermediários têm se mantido mais altas que a média histórica ao longo da safra 2016/17, iniciada oficialmente em abril passado.

De acordo com a FG/A, a margem média das distribuidoras nesta safra 2016/17 até 18 de março está em R$ 0,624 o litro, um aumento de 14,5% na comparação com a temporada anterior. Apenas nas últimas quatro semanas, a diferença na comparação com o mesmo período da safra passada é de 74%.

Outro cálculo, feito por uma companhia do setor, indicou que a margem média apenas das distribuidoras nesta safra até 18 de março está em R$ 0,180 o litro, 34% maior que na safra passada.

O movimento incomoda as usinas, principalmente as que seguraram etanol para vender na entressafra e viram a queda dos preços recebidos enquanto o consumo ainda não reage, já que a correlação com os preços da gasolina nos postos ainda não é vantajosa.

Procurado, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) replicou o posicionamento que adota em relação a questionamentos sobre preços, afirmando que "não tem conhecimento das políticas de preços das suas associadas, até por força das disposições legais a que estão sujeitas as associações".

De acordo com o sindicato, "os preços são livres e determinados pelo mercado, e portanto podem mudar diariamente, para cima ou para baixo, independentemente de ocorrerem ou não reajustes no produtor".

Ao mesmo tempo produtora e distribuidora de etanol, a Raízen (joint venture entre Cosan e Shell) preferiu não responder sobre o represamento do repasse dos preços. A companhia detém 19,5% do mercado de distribuição de etanol no país. Procuradas, BR Distribuidora e Ipiranga (com 20,4% e 19,3% de participação, respectivamente) disseram que não comentam sobre suas políticas comerciais.

Um concorrente da Raízen Energia avaliava uma semana atrás que, se os intermediários estivessem adotando a margem média para esta época, o etanol já estaria sendo comercializado nos postos abaixo de 70% do valor da gasolina, patamar que torna o etanol atrativo para os motoristas. (Valor Econômico 23/03/2017)

 

SONDA lança estratégia para agronegócio

Companhia nomeia nova diretoria e tem como meta apoiar principalmente usinas de açúcar e etanol na evolução rumo às tendências digitais, levando conceitos como Internet das Coisas (IoT), Business Intelligence (BI), Cloud Computing e Big Data.

Após anunciar sua estratégia para mercados verticais, um dos setores-alvo da SONDA, maior companhia latino-americana de soluções e serviços de tecnologia, é o segmento de agronegócio, nicho que representa em média 23% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Para liderar esta frente, a integradora está nomeando uma nova diretoria comercial, comandada por Adalberto Malta, que atua há quatro anos na SONDA e focará seus esforços principalmente no interior de São Paulo. “O setor tem enormes oportunidades de serviços de tecnologia, tais como internet das coisas (IoT), infraestrutura e aplicações tecnológicas. A SONDA, por oferecer soluções de ponta a ponta, adiciona valor ao negócio de nossos clientes, o que nos torna um player competitivo no mercado e nos dá condições de ser referência no setor”, comenta Malta.

Os esforços neste momento estarão voltados às unidades produtoras de açúcar e etanol por conta do cenário positivo, principalmente em função da oferta de etanol no Brasil, que deve promover uma produção de 54 bilhões de litros até 2030, 80% a mais do que os 30 milhões de litros produzidos atualmente, conforme aponta a previsão da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão ligado ao Ministério de Minas e Energia.

Paralelo ao objetivo de fortalecer a sua atuação no segmento do agronegócio, o outro alvo da estratégia da SONDA é aumentar consideravelmente o market share no interior do Estado de São Paulo, local onde estão algumas das principais empresas com maior potencial de crescimento.

Além de investir num time especializado e mapear as soluções mais aderentes ao setor, podendo oferecer tudo de forma integrada, a estratégia da companhia é disponibilizar tecnologia, serviços e condições de comercialização diferenciadas, seja por aquisição, financiamento, aluguel da solução ou na modalidade serviços.

A largada da iniciativa será dada no dia 24 de março durante o congresso do GATUA – Grupo de Tecnologia das Usinas de Açúcar, Etanol e Energia. O encontro tem o intuito de promover o aperfeiçoamento das atividades do setor a partir troca de experiências mutuas entre os profissionais de TI. O evento acontece no Centro de Eventos do JP Hotel, em Ribeiro Preto, interior de São Paulo, com início às 08h30.

Sobre a SONDA (www.sonda.com/br)

A SONDA, maior companhia latino-americana de soluções e serviços de tecnologia, atua em 10 países com mais de 22 mil colaboradores e cinco mil clientes ativos. Em parceria com seus clientes, a SONDA acredita que com o uso de soluções tecnológicas é possível transformar os negócios, permitindo conquistar eficiência e vantagem competitiva. (Brasil Agro 23/03/2017)