Setor sucroenergético

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Canaplan realizará 1ªreunião de previsão de safra 2017/2018 em 28 de abril

A consultoria Canaplan realizará, no dia 28 de abril, no Hotel JP, em Ribeirão Preto (SP), a primeira reunião com as perspectivas para a safra de cana-de-açúcar 2017/2018 no Centro-Sul do Brasil. Além da primeira estimativa para o ciclo, a consultoria realizará avaliações para o cenário agrícola e para a produção de etanol e açúcar com representantes de Rabobank, LMC Internacional, Bioagência, Sucden, dentre outros. (Agência Estado 27/03/2017)

 

Além de competirem nas bombas, Ipiranga e Raízen disputarão no mercado de CRAs

A Ipiranga e a Raízen, que já concorrem nas bombas dos postos de combustíveis, vão disputar também investidores para captar recursos no mercado de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA). Ambas já anunciaram emissões, com as quais pretendem levantar, cada uma, um mínimo de R$ 750 milhões. Em meio a isso, porém, a leitura no mercado é de que o processo da Ipiranga deve ser um sucesso, visto que a empresa é estreante e a opção de diversificar sempre atrai investidores. A Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, já tem R$ 2,2 bilhões de CRAs. (O Estado de São Paulo 08/03/2017)

 

Açúcar: Recuo marginal

As previsões divergentes para o mercado indiano de açúcar levaram a oscilações marginais no valor dos contratos futuros da commodity na bolsa de Nova York ontem.

Os papéis com vencimento em julho fecharam a 17,68 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 1 ponto.

Embora a imprensa local afirme que o país poderá reduzir o imposto de importação em breve para suprir o déficit na oferta local, a perspectiva de recuperação da produção em 2017/18 pressiona as cotações.

Segundo o Departamento de Meteorologia local (IMD), mesmo um eventual retorno do El Niño este ano não deverá comprometer a safra.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 75,54 a saca de 50 quilos, queda de 1,01%. (Valor Econômico 28/03/2017)

 

Comissão Europeia aprova fusão de DuPont e Dow Chemical, mediante venda de ativos

A Comissão Europeia autorizou nesta segunda-feira (27), com condições, a fusão entre os grupos americanos Dow Chemicals e DuPont, cujo valor na Bolsa alcançaria 130 bilhões de dólares.

“Com a decisão de hoje velamos para que a concentração entre Dow e DuPont não afete a concorrência de preços para os pesticidas existentes, nem a inovação”, afirmou a comissária europeia da Concorrência, Margrethe Vestager.

A autorização de Bruxelas está condicionada à “cessão de uma parte importante da atividade mundial da DuPont no setor dos pesticidas, incluindo sua estrutura mundial de Pesquisa e Desenvolvimento”, destacou a Comissão.

Além disso, a Dow cederá ativos de sua atividade petroquímica, na qual os dois grupos são “atores importantes”, “com o objetivo de preservar uma concorrência efetiva”.

O Executivo comunitário estava preocupado com o impacto da operação para os agricultores, ante uma eventual redução da oferta, em um setor de grande concentração.

Bruxelas deve se pronunciar ainda sobre a aquisição por parte do grupo chinês ChemChina da suíça Syngenta até 12 de abril. A oferta da alemã Bayer pela americana Monsanto ainda não foi comunicada à Comissão. (Agência France-Presse 27/03/2017)

 

São Paulo é o estado com o combustível mais barato do país

Levantamento foi feito pelo Índice de Preços Ticket Log; Rio Grande do Sul tem o Etanol mais caro.

Pesquisa foi feita em todos os estados do país.

O estado de São Paulo foi o mais simpático com o bolso dos consumidores quando o assunto foi abastecer. Segundo o Índice de Preços Ticket Log (IPTL), os preços médios dos combustíveis no estado foram, em fevereiro, os menores do País. Quem usou etanol, por exemplo, desembolsou R$ 2,73 por litro. Quem preferiu a gasolina acabou pagando R$ 3,65 de preço médio.

No outro lado da tabela, o estado com o etanol mais caro foi o Rio Grande do Sul (R$ 3,848/l) e a gasolina mais salgada é a do Acre (R$ 4,324).

Considerando todo o território nacional, o preço médio do litro de etanol ficou na casa dos R$ 3,367 e o da gasolina na faixa de R$ 3,904. (O Estado de São Paulo 27/03/2017 às 16h: 48m)

 

Disparada no preço spot da energia já inviabiliza migração de consumidores para mercado livre

Uma disparada neste ano nos preços spot de energia elétrica, ou Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), já tem inviabilizado a migração de alguns consumidores para o mercado livre de energia, onde grandes consumidores podem negociar contratos de suprimento diretamente com geradores ou comercializadoras.

O preço spot é utilizado para negociações de curto prazo, mas influencia as cotações de contratos de maior duração no mercado livre. Neste ano, o PLD do Sudeste saltou 132 por cento desde uma mínima registrada na segunda semana de janeiro, enquanto o PLD do Nordeste subiu 208 por cento na mesma comparação.

Com isso, empresas que se preparavam para migrar para o mercado livre, mas ainda não tinham garantido a contratação de energia estão voltando atrás, disse à Reuters o diretor da comercializadora de eletricidade Energética, Laudenir Pegorini.

"Cerca de 20 por cento desses consumidores estão pedindo às distribuidoras para postergar a migração porque o preço está muito alto", disse.

Como alternativa, segundo Pegorini, a Energética tem tentado convencer os clientes a entrar no mercado livre com contratos mais longos, de até cinco anos, que são menos sujeitos a subir por influência do PLD.

O presidente da comercializadora Comerc, Cristopher Vlavianos, também avalia que não está valendo a pena migrar neste momento.

"Se você pegar um preço desse de energia (patamares atuais) não vale a pena migrar. Começa a valer a pena migrar ano que vem, aí o preço vai dando uma reduzida. Você não faria uma migração para começar em 2017 com esses preços de energia que estão no mercado", disse Vlavianos.

O executivo disse que em 2016, quando o consumo de eletricidade estava em queda, os preços no mercado livre chegaram a cair tanto que a migração proporcionava descontos de 30 a 40 por cento em relação ao custo da eletricidade na distribuidora.

"É um mercado cíclico, aquele foi o momento ideal de migração. Algumas empresas que estão entrando agora no mercado já fizeram a contratação de energia, mas hoje você não tem mais a mesma condição de preço, tem uma diferença muito grande", afirmou Vlavianos.

Bandeira vermelha

Os preços spot da eletricidade também influenciam o custo para os consumidores cativos, atendidos pelas distribuidoras, uma vez que PLDs elevados levam ao acionamento de bandeiras tarifárias amarela ou vermelha, que elevam o custo das contas de luz.

Atualmente, a bandeira está amarela, mas ela poderá ficar vermelha se a projeção ao final desse mês for de PLD acima de 422 reais por megawatt-hora em qualquer região do Brasil.

Os preços spot do Nordeste já estão há duas semanas em quase 427 reais por megawatt-hora para os patamares de carga médio e pesado.

"A gente acredita fortemente que vai ter pelo menos bandeira amarela nos próximos três meses, podendo ter bandeira vermelha já em abril", disse Pegorini.

O diretor de Regulação da comercializadora Safira, Fabio Cuberos, avalia que o cenário de chuvas fraco no período úmido, que termina no final de março, vai pressionar as bandeiras.

"Está bem no limiar. Não me espantaria se saíssemos de amarela e fôssemos para vermelha já em abril. Em maio, sim, aí realmente já é esperado que haja bandeira vermelha, a não ser que abril venha muita chuva, o que não é a expectativa". (Reuters 28/03/2017)

 

Sem-Terra invadem novamente a Usina São Fernando, de Bumlai

Grupo de trabalhadores rurais ligados ao MSTB (Movimento Sem-Terra do Brasil) invadiram na manhã desta segunda-feira (27) a Usina São Fernando, em Dourados, distante 233 km de Campo Grande e de propriedade dos filhos do pecuarista José Carlos Bumlai, condenado na Operação Lava Jato.

A usina integra o patrimônio da Fazenda São Marcos, de produção de cana-de açúcar, destinada à fabricação de álcool, com área de 5,5 mil hectares, localizada na BR-463.

No último dia 16 de março, assembleia de credores foi realizada para decidir o destino da usina e os membros do MSTB protestaram por não poderem participar da reunião, alegando ter interesse na aquisição da área, caso não seja destinada à Reforma Agrária.

Nesta manhã, uma das integrantes do movimento, que não teve o nome revelado, informou à reportagem do Campo Grande News que os manifestantes estão ao lado da caldeira e caso a polícia tente retirá-los do local, colocarão fogo em tudo.

No último dia 20, a fazenda de Bumlai foi invadida pelo grupo, com cerca de 270 famílias, que instalaram barracos na área. Foi a terceira ocupação desde dezembro de 2015.

Plano de recuperação judicial

A princípio, a decisão dos credores da Usina São Fernando sobre o plano de recuperação judicial da indústria, que enfrenta vários pedidos de falência e acumula dívida de pelo menos R$ 1,5 bilhão, ficou para o dia 26 de abril deste ano.

De acordo com a administradora judicial Vinicius Coutinho Consultoria e Perícia S/A Ltda., com sede em Campo Grande, a usina São Fernando tem proposta de modificação do plano de recuperação judicial que tramita na 5ª Vara Cível de Dourados. Por isso, pediu a suspensão da assembleia, originalmente marcada para 16 de março, para que os credores tenham tempo de analisar as mudanças.

As alterações não foram detalhadas pela administradora, mas não estariam relacionadas a uma eventual proposta de venda da indústria.

O processo de recuperação judicial da São Fernando começou em abril de 2013. São centenas de credores, entre eles empresas e produtores locais de Dourados, fornecedores e cooperativas de outros estados e bancos, como o BNDES, Banco do Brasil, Bradesco, Pine e Bonsucesso.

Em fevereiro deste ano, a gestora americana de fundos Amerra fez uma nova proposta para comprar a São Fernando. Ao BNDES, um dos principais credores da indústria e autor de um dos pedidos de falência, a Amerra propôs quitar a dívida que a usina tem com o banco e parcelar o restante a pagar, quase R$ 270 milhões, por 17 anos pela TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo TJLP).

A proposta inclui ainda o pagamento de aproximadamente R$ 50 milhões que a usina tem em atraso com o Banco do Brasil e mais R$ 50 milhões referente à primeira parcela renegociada com os demais credores. A Amerra também se compromete a investir R$ 50 milhões para plantar cana-de-açúcar no primeiro ano. (Campo Grande News 27/03/2017)