Setor sucroenergético

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Nova semente

Blairo Maggi tem se empenhado pessoalmente para que o Congresso aprove até junho o projeto que cria a Embrapatec. Bayer, Syngenta e outros grupos que pretendem se associar ao futuro braço comercial da Embrapa agradecem. (Jornal Relatório Reservado 04/03/2017)

 

Lava Jato, dívidas e, agora, os sem-terra no caminho dos Bumlai

O calvário dos Bumlai parece não ter fim. A usina São Fernando, de propriedade da família, tem sido alvos de invasões de sem-terra. No mês passado, em um entrevero com policiais, os manifestantes chegaram a ameaçar incendiar as instalações da companhia sucroalcooleira.

Comandada pelos filhos de José Carlos Bumlai, Maurício e Guilherme, a São Fernando vive grave crise financeira. Com uma dívida estimada em mais de R$ 1,5 bilhão, teria demitido cerca de 600 trabalhadores no período de um ano. (Jornal Relatório Reservado 03/04/2017)

 

Açúcar: Pressão especulativa

O desmonte de posições dos fundos continua pressionando os contratos futuros do açúcar na bolsa de Nova York.

Os papéis com vencimento em julho fecharam ontem a 16,68 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 20 pontos.

Os fundos têm liquidado suas posições vendidas desde que a Índia descartou a possível autorização da importação do produto para suprir um déficit na oferta local estimado em quase 4 milhões de toneladas.

Além disso, as perspectivas mais otimistas para a produção mundial em 2017/18, quando se espera um superávit de 3 milhões de toneladas na oferta global, também ajudaram a para pressionar as cotações.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 74,22 a saca de 50 quilos, alta de 0,3%. (Valor Econômico 04/04/2017)

 

Exportação de açúcar cai 23,2% em março para 1,596 mi de toneladas

O Brasil exportou em março 1,596 milhão de toneladas de açúcar bruto e refinado, volume 12,5% menor que os 1,823 milhão de toneladas embarcadas em fevereiro e 23,2% inferior ante os 2,078 milhões de toneladas registradas em igual mês de 2016.

Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) divulgados nesta segunda-feira, 3, mostram que do total embarcado no mês passado, 1,144 milhão de toneladas foram de açúcar demerara e 451,7 mil toneladas, de refinado.

A receita obtida com a exportação total de açúcar em março último foi de US$ 734,8 milhões, 7,1% menor que a registrada em fevereiro (US$ 790,7 milhões) e 17,1% acima ante os US$ 627,4 milhões computados em março de 2016.

No acumulado de 2017, o volume exportado atinge 5,632 milhões de toneladas (-10,3%), com receita de US$ 2,480 bilhões (+33,3%). (Agência Estado 03/04/2017)

 

Etanol: Unica cita questões ambientais para taxa de 16% para importação

A elevação de 0% para 16% na taxa de importação de etanol proposta pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) é fundamentada em questões ambientais, informou a própria entidade em nota enviada ao Broadcast Agro (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado).

"É fato que o etanol brasileiro de cana-de-açúcar tem um desempenho superior, com menor emissão de gases de efeito estufa (GEE), sendo reconhecido, inclusive, nos mercados norte-americano e europeu como um biocombustível avançado", destacou a associação.

O pedido de revisão da tarifa foi enviado semana passada à Câmara de Comércio Exterior (Camex) e ocorre após a disparada de mais de 800% nas compras externas de álcool anidro nos meses de janeiro e fevereiro - os dados de março serão divulgados hoje à tarde pela Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Segundo a Unica, os Estados Unidos são atualmente os maiores produtores e exportadores de etanol no mundo e têm o Brasil como principal destino. Por lá, o biocombustível é feito a partir do milho.

"O aumento da importação, como verificado há alguns meses, poderia comprometer os esforços em prol da redução do GEE no contexto do acordo firmado na Conferência do Clima de Paris, em vigor desde novembro de 2016", avaliou a entidade. Ainda segundo a Unica, os 16% se justificam por um cálculo que tem como base o valor necessário para corrigir as externalidades ambientais associadas à emissão de GEE entre etanol importado e o nacional (produzido a partir de cana) e o preço médio do etanol importado nos últimos 12 meses pelo Brasil.

Por fim, a entidade, cujos associados são responsáveis pela produção de 60% de etanol no Brasil, informa que o etanol, hoje em dia, se encontra na Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum do Mercosul TEC (Letec), com tarifa de 0% sobre importações. "Com a revisão para uma tarifa de 16%, o produto será mantido na lista, com base nessa argumentação técnica. Se o etanol não estivesse nessa lista, a tarifa seria de 20%", concluiu a Unica.

A importação de etanol tem levantado diversas críticas por parte dos produtores, já que a maior oferta interna acaba pressionando as cotações do produto. Reportagem do Broadcast Agro veiculada semana passada mostrou que os preços do etanol anidro nas usinas paulistas, sem impostos, caiu quase 20% entre janeiro e março, período de entressafra em que geralmente os valores tendem a se manter firmes por causa da menor disponibilidade de cana. (Agência Estado 03/04/2017)

 

Maior oferta volta a pressionar preço do etanol hidratado

Após subir por duas semanas, os preços do etanol hidratado no mercado paulista voltaram a cair na última, segundo levantamento do Cepea. Mesmo com o interesse relativamente aquecido de algumas distribuidoras, o aumento da oferta, por conta da finalização dos estoques da safra 2016/17 e da entrada de produto da nova temporada, pressionou as cotações do combustível.

Entre 27 e 31 de março, o Indicador Cepea/Esalq do hidratado foi de R$ 1,4842/litro (sem ICMS e sem PIS/Cofins), forte queda de 3,2% em relação ao período anterior.

Para o anidro, segundo pesquisadores do Cepea, agentes focaram os fechamentos de volumes contratados para o abastecimento da próxima safra. O Indicador desse combustível teve média de R$ 1,6798/l (sem PIS/Cofins), ligeira alta de 0,3%.

Nas bombas, o preço médio do hidratado foi de R$ 2,497/l na semana de 26 de março a 1º de abril, correspondendo a 71,3% do valor da gasolina (dados da ANP). (Cepea / Esalq 04/04/2017)

 

Arysta Fly mapeará cerca de 70 áreas de usinas de açúcar e etanol em 2017

Iniciativa da Arysta LifeScience para observação aérea nos canaviais de usina, o projeto Arysta Fly consiste em voos panorâmicos de helicóptero que permitem verificar talhões, fazendas, setores de sucesso ou insucesso no controle das principais plantas daninhas, além de uma observação aérea de problemas de pragas e doenças e das áreas de plantio de 18 meses possibilitando analisar a qualidade do mesmo e tomar providências a tempo, caso necessário.

O resultado é um levantamento claro, confiável e determinante, que gera relatório com imagens em alta resolução do canavial para auxiliar os empresários e fornecedores de cana na tomada de decisões das áreas produtoras das usinas sucroenergéticas.

O projeto é realizado pela Arysta há cinco anos e deve mapear cerca de 70 usinas. Para isso, a empresa programou investimentos 25% superiores ao ano passado. Estão programados sobrevoos para São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Goiás, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Paraíba.

“Nosso objetivo é oferecer aos clientes o mapeamento e o diagnóstico do canavial, proporcionando o completo mapeamento de ervas daninhas de difícil controle, como corda de viola, merremias, mucuna e mamona, entre outras para que seja feito o manejo correto das plantas daninhas infestantes. Além disso, proporcionando um diagnóstico também de pragas possíveis de falhas no plantio. Os agricultores têm melhor visão do todo para decidir onde usar as melhores soluções de herbicidas”, comenta Lucas Rona, gerente de marketing e cana da Arysta LifeScience.

A Arysta LifeScience investe na agricultura brasileira há mais de quatro décadas, comprometendo-se com o desenvolvimento de produtos e serviços que contribuem com o crescimento sustentável da atividade.

Entre os destaques da linha de produtos estão Dinamic, eficaz herbicida para o manejo das plantas daninhas de difícil controle, que interferem na produtividade dos canaviais, e Biozyme, eficiente na redução de falhas de plantio e um dos responsáveis pelo aumento de produtividade em cana-de-açúcar. (Brasil Agro 03/04/2017)

 

Odebrecht Agro processa 2% menos cana em 2016/17

A Odebrecht Agroindustrial, braço sucroenergético do conglomerado empresarial brasileiro, processou 28,6 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2016/17, encerrada oficialmente na sexta-feira, 31. O volume é 2% menor frente aos 29,2 milhões de toneladas de 2015/16 e também ficou aquém dos mais de 30 milhões de toneladas inicialmente esperados. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 3, pela companhia.

Quantos aos produtos, a companhia fabricou 590 mil toneladas de açúcar (+29,7%), 1,28 bilhão de litros de etanol hidratado (-8,6%) e um recorde de 690 milhões de litros de etanol anidro (+7,8%). A empresa também registrou a maior exportação de energia elétrica ao Sistema Nacional, de 2,2 mil GWh, ante 2,1 mil GWh no ciclo anterior.

Durante a temporada foram plantados 60 mil hectares de canaviais, sendo 7 mil hectares de expansão. Em nota, a Odebrecht Agroindustrial destacou que esses resultados em produtos, apesar da moagem menor, deve-se ao ganho de escala e de produtividade conquistado nos últimos anos; à reestruturação da dívida, que deu fôlego à gestão de caixa no curto prazo e também para novos investimentos; e ainda a novas estratégias de mercado, como o programa Parceiros Mais Fortes, voltado à expansão de áreas plantadas com custos competitivos e qualidade na operação.

Atualmente, o programa conta com 31 parceiros agrícolas, cuja produção nessa safra foi de 6,3 milhões de toneladas de cana, o que representa 23% do total da moagem da empresa no período e um crescimento de 28% na comparação com 2015/16. "O programa é uma excelente fórmula para aumentarmos nossa produtividade. Esperamos atingir, em cerca de quatro anos, a nossa capacidade máxima de moagem instalada, que é de 37 milhões de toneladas", afirmou, no comunicado, o presidente da Odebrecht Agroindustrial, Luiz de Mendonça.

Segundo o executivo, a empresa teve um avanço na geração de caixa em 2016/17 da ordem de 70% a 80% frente ao período anterior, quando a receita líquida foi de R$ 3,7 bilhões. De acordo com Mendonça, essa geração já financia os investimentos da companhia. Acrescentou que pelo quarto ano consecutivo a empresa fecha a safra com "resultado positivo".

Para a próxima safra, a Odebrecht Agroindustrial, que tem seis polos produtivos nos Estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, investirá mais de R$ 400 milhões e projeta moer 30 milhões de toneladas de cana. (Agência Estado 03/04/2017)

 

Butamax, de BP e DuPont, adquire empresa de etanol nos EUA

A Butamax, comercializadora de bio-isobutanol controlada pela britânica BP e pela americana DuPont, adquiriu a americana Nesika Energy, que possui uma planta de etanol nos Estados Unidos.

O objetivo da Butamax é transformar a unidade em uma produtora de bio-isobutanol, molécula usada na indústria química e em combustíveis e produzida a partir de fontes renováveis. As misturas elaboradas a partir da molécula podem ser transportadas por meio de oleodutos já existentes e utilizados para combustíveis fósseis. O valor da transação não foi divulgado.

A joint venture manterá a produção de etanol na planta, localizada em Scandia, no Estado do Kansas, e incorporará à estrutura produtiva a produção da molécula. Atualmente, a planta em Scandia possui capacidade para produzir até 37 milhões de litros de etanol por ano a partir de 91,440 mil toneladas de milho.

A Butamax planeja licenciar a propriedade da tecnologia do bio-isobutanol desta unidade em escala global. Quando a planta tiver capacidade de produção da molécula em escala, ela poderá ser usada como unidade de demonstração para licenciamento da tecnologia em operação.

“É uma satisfação podermos presenciar uma molécula desenvolvida a partir de uma fonte renovável dando este importante passo no caminho para a produção em escala comercial”, avaliou Mário Lindenhayn, CEO da BP Biocombustíveis no Brasil, em nota.

A princípio, o bio-isobutanol pode ser produzido a partir do milho, mas alternativas como cana-de-açúcar e biomassa também podem ser usadas como matérias-primas.

A Butamax foi formada pela BP e pela DuPont em 2009, com 50% de participação cada. A joint venture possui uma planta de demonstração no Reino Unido e unidades nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Alemanha e na Índia.

No Brasil, a companhia possui desde 2010 um laboratório de fermentação para desenvolver informações preliminares para dar apoio à produção futura de bio-isobutanol a partir da cana-de-açúcar. (Valor Econômico 03/04/2017 às 17h: 25m)

 

Produtores de cana argentinos estão preocupados com possível abertura de importação proveniente do Brasil

Na Argentina, a Federação Econômica de Tucumán (FET), o Centro de Produtores de Cana de Tucumán (CACTU) e o setor de Economias Regionais da Confederação Argentina da Média Empresa (CAME) expressaram um alto grau de preocupação diante do Governo nacional por conta da possível abertura da importação de açúcar proveniente do Brasil, que é o maior produtor e exportador do mundo.

De acordo com as entidades, essa medida poderia ter efeitos nocivos sobre o nível de atividade econômica da região, da qual a produção sucroalcooleira é a principal fonte de renda no agronegócio.

O setor sucroalcooleiro argentino se recupera, com grande esforço, de uma crise setorial. "Fomos muito castigados pelas políticas macroeconômicas", disse o presidente da FET, Héctor José Viñuales. "O valor artificial do dólar aumentava os custos de produção nessa moeda, reduzindo a competitividade e impossibilitando as exportações de praticamente um quarto da produção habitual".

Na Argentina, o mercado interno sucroalcooleiro tem preços muito inferiores aos custos de produção. Se não forem tomadas medidas protecionistas para potencializar o setor, como fazem todos os países produtores de açúcar, milhares de agricultores poderão ir direto à falência.

Ante a possibilidade da abertura de importação proveniente do Brasil, os produtores de cana relembram um fato histórico que ajuda a mostrar o alcance socioeconômico que teria uma medida semelhante. No ano de 1966, em Tucumán, 11 usinas fecharam suas portas e um quarto dos habitantes da província migrou para outras províncias como Buenos Aires e Santa Fe, em busca de novas oportunidades.

Tucumán gera 64% do total de açúcar do país e conta com mais de 6 mil produtores de cana-de-açúcar, 275 mil hectares cultivados e 15 engenhos, representando 35% do Produto Interno Bruto (PIB) da província. (Infocampo 03/04/2017)

 

Louis Dreyfus vê recuperação após queda do lucro por dois anos

Os resultados da companhia global do agronegócio Louis Dreyfus recuaram pelo segundo ano em 2016, em meio a uma oferta persistentemente elevada de produtos agrícolas, mas a empresa de agricultura disse que uma reorganização das operações deve ajudar os resultados deste ano.

Os grandes estoques, os preços baixos e a volatilidade limitada têm contido as margens nos últimos dois anos para as empresas que compram, transportam e processam grãos como trigo, soja e arroz.

A empresa privada, controlada por Margarita Louis-Dreyfus, informou nesta segunda-feira que o núcleo do lucro operacional de 2016 para seus segmentos caiu para 1,2 bilhão de dólares, ante 1,4 bilhão de dólares em 2015 e 1,8 bilhão de dólares em 2014.

As vendas líquidas caíram para 49,8 bilhões de dólares, ante 55,7 bilhões de dólares em 2015, embora os volumes vendidos tenham permanecido estáveis em 81 milhões de toneladas.

O lucro líquido, no entanto, subiu para 305 milhões de dólares, ante 211 milhões de dólares, apoiado por efeitos fiscais favoráveis.

"Os fundamentos do mercado, incluindo excesso de oferta e crescimento lento da demanda, devem permanecer semelhantes aos de 2016", disse o presidente-executivo, Gonzalo Ramirez Martiarena, em um relatório anual.

"Esperamos que nossa nova estratégia comece realmente a se mostrar em nosso desempenho financeiro em 2017". (Reuters 03/04/2017)

 

NexSteppe fecha parceria para comercializar sorgo biomassa da Embrapa

A NexSteppe, empresa dedicada ao desenvolvimento pioneiro da nova geração de soluções sustentáveis de sementes para as indústrias de bioprodutos, fechou parceria com a Embrapa para comercializar o híbrido de sorgo biomassa BRS 716, criado para cogeração de energia por meio da queima de biomassa. O produto chega ao mercado no mês de setembro de 2017. Com o acordo firmado, a NexSteppe firma-se no mercado como a empresa com acesso ao maior germoplasma de Sorgo Energia no mundo.

A Embrapa, empresa de inovação tecnológica focada na geração de conhecimento e tecnologia para agropecuária brasileira, faz melhoramento genético de sorgo há mais de 40 anos. O BRS 716 foi primeiro híbrido de sorgo biomassa gerado e desenvolvido pela Embrapa para atender o setor de bioenergia no Brasil.

O produto apresenta alto potencial produtivo, superior a 100 toneladas de matéria fresca por hectare para semeio na safra (outubro/novembro). Tem ciclo longo, de 150 a 210 dias, e porte entre cinco e seis metros de altura. É uma solução para o agricultor que trabalha com uma única safra por ano, por problemas de água ou clima. Segundo Maurício Barbosa, diretor de melhoramento genético da NexSteppe, outra vantagem do sorgo biomassa BRS 716 é a boa sanidade, com alta resistência aos principais patógenos da cultura, boa resistência ao acamamento e adaptação ampla a diferentes regiões do Brasil.

“O material pode ser utilizado em usinas termelétricas, como também em indústrias que utilizam caldeiras e geram energia para consumo próprio”, explica Barbosa. “A NexSteppe está posicionada como uma empresa altamente alinhada às estratégias de sustentabilidade do Brasil e o BRS 716 vem suprir essa demanda”, acredita.

O BRS 716 fará parte da linha Sorgo Palo Alto, matéria-prima da NexSteppe também dedicada à produção de biomassa para energia elétrica. O Palo Alto é comercializado desde 2010 e está bem adaptado a regiões de clima tropical seco. Uma de suas vantagens é a de que pode ser utilizado como complemento ao cavaco de madeira e ao bagaço da cana-de-açúcar, ou seja, a indústria pode elaborar um mix de matéria-prima a fim de atender à demanda de biomassa diária de suas caldeiras. Na linha Palo Alto, a NexSteppe disponibiliza híbridos tanto de verão com ciclos entre 110 e 130 dias, quanto de safrinha com ciclos de 90 a 120 dias.

“Acreditamos que matérias primas dedicadas e desenvolvidas especialmente para atender à demanda das indústrias desempenharão um papel fundamental na viabilização do desenvolvimento destas no mercado. O Sorgo Palo Alto e o híbrido de sorgo biomassa BRS 716 são exemplos disso. O portfólio da NexSteppe traz produtos que atendem essa demanda atual do País, fornecendo uma gama de soluções lucrativas e sustentáveis ao mercado de energia em transformação”, finaliza Barbosa. (NexSteppe 03/04/2017)

 

Taxa de importação de etanol: usinas do Nordeste criticam e rejeitam “proposta isolada de São Paulo”

O Sindaçúcar de Pernambuco, através do seu presidente Renato Cunha, enviou nota ao Nova Cana com críticas à proposta da Unica de tarifar em 16% as importações de etanol. O objetivo do Nordeste é uma taxa de 20%.

Enquanto o governo ainda não avaliou se é positivo para o país taxar as importações de etanol, dois pedidos diferentes vindo das usinas foram submetidos para análise.

A nota do Sindaçúcar-PE afirma que a nova proposta da Unica é “uma forma de conturbar e atrapalhar a iniciativa dos 20% realizada pela maioria”.

No texto, o presidente Renato Cunha atacou diretamente a tentativa da Unica de justificar a taxação com um argumento ambiental. Na avaliação dele, esse valor de 16% vem de uma “equação aleatória”. A Unica não apresentou as contas utilizadas para chegar no percentual pretendido.

“É incoerente e não faz sentido essa proposta da associação de São Paulo de entrar com essa nova proposta e menos sentido ainda falarem em barreiras ambientais, quando há quase quatro anos praticam e estimulam importações de etanol de baixa qualidade oriundo do milho”, dispara Cunha.

De acordo com ele, os produtores do Nordeste não vão aceitar essa interferência isolada e irão buscar com base na articulação e mobilização a consolidação do pleito feito por eles na semana passada.

Para Renato Cunha, essa situação atípica e desconfortável deverá ser revertida. “Nós acreditamos que uma proposta isolada, intransigente e destoante não pode ter a força de uma proposta conjunta como foi a nossa”, completa. (Nova Cana 03/04/2017)