Setor sucroenergético

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Açúcar: Sessão volátil

Em uma sessão marcada pela volatilidade, as cotações do açúcar encerraram a quinta-feira em queda na bolsa de Nova York.

Os contratos futuros com vencimento em julho fecharam a 16,57 centavos de dólar por libra-peso, 17 pontos abaixo da véspera.

O mercado continua instável por conta das incertezas que cercam a safra internacional 2017/18.

Previsões de órgãos privados apontam para um superávit de até 3 milhões de toneladas, por conta da recuperação na produção da Ásia.

Mas uma possível influência negativa do fenômeno El Niño no segundo semestre sobre essa recuperação não está descartada.

No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal negociada em São Paulo caiu 0,18% na quinta, para R$ 73,79. (Valor Econômico 17/04/2017)

 

Regras das PPPs estão entre pedidos da Odebrecht atendidos por Lula

A regulamentação das Parcerias Público-Privadas (PPPs) e a privatização do setor petroquímico, que ajudou a Braskem a se tornar uma gigante, estão entre os pedidos da Odebrecht que foram atendidos por Luiz Inácio Lula da Silva durante a sua presidência, com apoio do então ministro da Fazenda Antonio Palocci. A afirmação foi feita por Pedro Novis, ex-presidente do grupo empresarial, durante a sua colaboração premiada com o Ministério Público Federal no âmbito das investigações da operação Lava-Jato.

A Odebrecht “contribuiu fortemente” com o projeto da lei 11.079/2004, que instituiu as normas para licitação e contratação de parcerias público-privadas pelos governos, de acordo com Novis.

Em relação ao setor petroquímico, Lula, Palocci e Dilma Rousseff, àquela época ministra da Casa Civil e presidente do conselho de administração da Petrobras, apoiaram a venda, pela estatal, do controle acionário da Quattor para a Braskem em 2010, segundo o executivo.

“Eu, como empresário, considero [esse negócio] absolutamente legítimo”, afirmou Novis. “O que nós fizemos não foi contra lei nenhuma. Ao contrário, nós fomos estimulados a fazer o processo de privatização, foi definido que a Petrobras não queria mais participar [do setor].”

Não houve contrapartida específica ao governo pelo suporte a essa empreitada além das contribuições às campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores (PT) em 2002 e 2006.

A Quattor, criada em 2008 a partir da fusão dos ativos petroquímicos da Suzano, da Unipar e da Petrobras, ajudou a Braskem a expandir a sua atuação internacional, explicou o ex-presidente da Odebrecht. Perguntado durante o seu depoimento se, então, o “investimento” em repasses aos políticos havia valido a pena, Novis respondeu: “Nesse sentido, sim”.

Um dos esforços da Odebrecht que não frutificaram durante as duas gestões de Lula como presidente do país diz respeito ao segmento do etanol, afirmou Novis em seu depoimento. “O presidente Lula tinha no etanol uma bandeira brandida mundo afora, até que a Petrobras descobriu o pré-sal. Depois que a Petrobras descobriu o pré-sal, virou a bandeira política dele”, contou o executivo. (Valor Econômico 14/04/2017)

 

Etanol hidratado sobe 2,59% e anidro avança 2,68% nas usinas

O preço do etanol hidratado nas usinas paulistas subiu 2,59% esta semana, passando de R$ 1,4360 o litro para R$ 1,4732, o litro, em média, de acordo com o indicador divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq).

Já o valor anidro avançou 2,68%, de R$ 1,5913 o litro para R$ 1,6339 litro, em média, segundo o Cepea/Esalq (Agência Estado 13/04/2017)

 

Cogen pede preço de referência de R$ 300/MWh para a eletricidade da cana

A Cogen (associação de empresas de cogeração de energia) quer que o valor de referência que remunera as companhias que têm o bagaço da cana como matéria-prima seja maior que R$ 300 pelo megawatt.

"Há valores de referência específicos para outros tipos de geração, mas não biomassa", diz Newton Duarte, presidente da entidade.

Em geral, as renováveis são remuneradas por uma cifra de R$ 100, mas, a essa cotação, não seria interessante para o gerador vender energia para as distribuidoras.

A entidade encomendou estudos e defende que o preço deve ser maior que o atual.

A Cogen levou os números à EPE, que prepara uma nota técnica para apresentar ao Ministério de Minas e Energia.

Há um potencial de 10 GW de geração dessa modalidade instalado, ou 58% do tamanho de Itaipu. (Folha de São Paulo 17/04/2017)

 

Marcelo Odebrecht explica como exercia influência sobre Mantega para favorecer etanol

Um capítulo da delação premiada do ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, à Operação Lava Jato trata da influência do empreiteiro junto ao ex-ministro Guido Mantega (Governo Dilma/Fazenda). O grupo empresarial liderado por ele teria gerado benefícios ao setor de etanol pela atuação de Marcelo Odebrecht. A questão já havia sido levantada no depoimento de Odebrecht ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), divulgado no início de abril.

Agora, o novo relato afirma que a Odebrecht teve participação na redução das alíquotas de PIS/Cofins aos produtores de etanol. Segundo o depoimento, Marcelo Odebrecht teria desaprovado uma versão preliminar do chamado “pacote de etanol”, ao qual teve acesso em reunião com Mantega. Então, ele teria feito a conexão entre o Ministério da Fazenda e a União das Indústrias de Cana-de-açúcar (Unica).

“Vamos supor que a Odebrecht não estivesse no setor do etanol. Provavelmente, por mais legítimo que tenha sido isso aqui, era capaz de sem o acesso que eu tinha a ele, isso aqui não ter saído”, Marcelo Odebrecht

“A gente criou uma relação onde eu tinha acesso a ele, ele atendia a algumas coisas e ele sabia que eu doava. Ao mesmo tempo, eu criava esse compromisso implícito. Esse é um exemplo de como funcionava o governo”, afirma e continua: “Esse acesso que eu tinha a ele era por quê? Porque ele sabia que eu era um grande doador. Se ele não começasse a resolver uma parte dos problemas que eu levava a ele, legítimos ou não, eu ia criar dificuldade na época de eleição. Eu era um dos maiores doadores, ele criaria um buraco para a campanha dela. Apesar de não ser uma coisa implícita, era como funciona a relação de um grande doador com uma pessoa do setor público”.

Os depoimentos de Odebrecht, gravados em áudio e vídeo pela Procuradoria-Geral da República, compõem a base dos 76 inquéritos que o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, mandou abrir porque envolvem deputados, senadores, governadores, ministros e outros políticos que detêm foro privilegiado.

Outras investigações serão abertas em graus inferiores da Justiça – nestes casos, os investigados são ex-políticos ou agentes públicos que não desfrutam do foro especial.

Os vídeos da delação de Marcelo Odebrecht foram liberados pelo STF nesta quarta-feira, 12. Abaixo, assista ao trecho em que Marcelo Odebrecht explicita sua influência das decisões governamentais sobre o setor de etanol.

https://video18.mais.uol.com.br/16189890.mp4?ver=1&r=http://mais.uol.com.br

 

Importação de etanol pelo Centro-Sul alcançou 476,88 milhões de litros

A União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) informou nesta quarta-feira, 12, que a importação de etanol pelo Centro-Sul do Brasil totalizou 476,88 milhões de litros na safra 2016/17, encerrada oficialmente em março. Descontando-se esse montante da exportação total, de 1,35 bilhão de litros, a região obteve na temporada um saldo positivo de embarques de 880,53 milhões de litros.

Em meio às discussões sobre a compra externa do biocombustível, a entidade afirmou que "o volume importado representou apenas 4,73% do total de etanol anidro combustível comercializado pelas unidades produtoras". As declarações, divulgadas juntamente com o relatório final da safra 2016/17, ocorrem após a Unica defender uma taxa de 16% sobre as importações de etanol como forma de controlar a "inundação" do produto estrangeiro no mercado doméstico e a consequente queda de preços.

Só no primeiro trimestre deste ano foram interlaizados cerca de 735 milhões de litros (+413%) por todo o País, um recorde, segundo os dados mais recentes do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). A proposta da entidade, levada à Câmara de Comércio Exterior (Camex), gerou críticas por parte dos produtores, principalmente os do Norte/Nordeste, que defendem uma tarifa de 20%.

Mas, de acordo com a associação, a menor moagem naquela região "exigiu um incremento da importação de etanol para atendimento do consumo". Conforme a Unica, o volume total de etanol armazenado pelas unidades produtoras do Centro-sul no fim de março é suficiente para atender a demanda doméstica e respeita as obrigações estabelecidas pela Resolução ANP nº 67/2011.

"Além do volume de etanol importado, cerca de 49 milhões de litros de etanol hidratado foram convertidos em etanol anidro no período de janeiro a março de 2017. O volume de etanol anidro armazenado nas usinas e a quantidade de produto reprocessada indicam que não houve excesso de importação durante a entressafra. Em verdade, a queda nos preços observada no produto desde o início de janeiro de 2017 está associada principalmente ao restabelecimento no PIS/Cofins cobrado sobre o etanol e à demora no repasse de preços para o consumidor", finalizou a Única.

No trimestre, as cotações do anidro e do hidratado recuaram 14%. (Agência Estado 12/04/2017)

 

Fiscalização apreende defensivos vencidos no RS

Agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Polícia Federal (PF) apreenderam 3.820 litros e mais 81 kg de defensivos agrícolas com data de validade vencida em três fazendas de Cruz Alta, na região noroeste do Rio Grande do Sul.

O flagrante aconteceu durante fiscalização realizada na semana passada dentro da Operação Ceres, que combate a circulação e o contrabando e uso de agroquímicos irregulares.

O produto apreendido pelos agentes estava armazenado em aproximadamente mil embalagens. De acordo com o Ibama, os defensivos vencidos devem ser obrigatoriamente devolvidos às indústrias fabricantes.

Eles não são mais úteis à agricultura e se constituem em risco à saúde e ao meio ambiente.

A manutenção, descarte e uso de agroquímicos vencidos são considerados infrações e crimes ambientais. O descumprimento é passível de multa de até R$ 2 milhões, segundo o Decreto Federal 6.514/2008. As multas aplicadas pelo Ibama aos três proprietários rurais de Cruz Alta ultrapassaram R$ 500 mil. (Gazeta do Povo 13/04/2017)

 

Bendine recebeu ‘comissão’ de R$ 17 mi para liberar empréstimo do BB

Ex-presidente da estatal teria recebido 'comissão' por um empréstimo negociado à Odebrecht Agroindustrial quando presidia o Banco do Brasil.

Delatores da Odebrecht disseram que o ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendine usou sua influência assim que assumiu o comando da petroleira, em fevereiro de 2015, para “achacar” executivos da Odebrecht em troca de uma "comissão" de R$ 17 milhões, referente a um empréstimo concedido a uma das empresas do grupo quando ele ainda presidia o Banco do Brasil.

MAIS: Delatores dizem que Bendine se apresentou como 'interlocutor da presidente'

O relato está na petição da Procuradoria Geral da República (PGR) para investigar Bendine, encaminhada à Justiça Federal do Paraná pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. A petição se baseia nos depoimentos do ex-presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, e do ex-presidente e fundador da Odebrecht Agroindustrial, Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis.

Dívida com o Banco do Brasil

Segundo o documento, os delatores afirmam que, entre os anos de 2014 e 2015, foram procurados por Bendine, quando era presidente do BB, pedindo vantagem indevida para conceder um empréstimo à Odebrecht Agroambiental (unidade de açúcar e etanol do grupo).
Segundo Marcelo Odebrecht, Bendine pediu a Reis uma comissão de 1% para reestruturar uma dívida de R$ 1,7 bilhão do Banco do Brasil com a Odebrecht Agroindustrial, quando ainda era presidente do banco, em 2014. O pedido teria sido feito por intermédio do publicitário André Gustavo Vieira.

Em seu depoimento, Reis disse que Vieira indicou que Bendine antes só recebia as ordens para “fazer as coisas”. A intenção era criar um novo canal direto com Bendine para as negociações, dizem os delatores.

Marcelo relata ter negado o pedido. “Não concordei, achei que não era o caso. A gente nunca tinha visto isso no Banco do Brasil”, disse o delator. O empréstimo foi liberado sem o pagamento de propina depois de alguns meses, com atraso, segundo Reis, quando Bendine já estava à frente da Petrobras.

Nomeação na Petrobras

Pelos depoimentos de Reis e Odebrecht, a coisa “mudou de figura” quando Bendine foi confirmado para assumir a presidência Petrobras em meio à crise desencadeada pela operação Lava Jato, em janeiro de 2015 (no vídeo acima, veja a partir dos 3’05”). Ele assumiu o lugar de Graça Foster com a missão de salvar a reputação da empresa, desestruturada pelas denúncias de corrupção.

“[Com a Petrobras] a agenda da Odebrecht era mais densa e sensível, principalmente pelos efeitos da Lava Jato”, relata Reis.

À época, os executivos dizem que passaram a ser procurados por Bendine, que os chamou para uma reunião. Segundo o relato de Reis, o novo presidente da Petrobras disse ter sido encarregado pela presidente Dilma como “interlocutor do governo” para tratar de questões com o empresariado a fim de atenuar os efeitos da Lava Jato.

De acordo com Reis, Bendine falou de questões da Petrobras e menciou ao final da reunião que seria importante os executivos reconhecerem o trabalho feito pelo BB quanto ao crédito da Odebrecht Agroindustrial.

“Uma coisa eu sabia era a capacidade dele de incomodar a gente com um empréstimo no Banco do Brasil que tinha embasamento técnico. Outra coisa era a Petrobras”, relata Odebrecht no vídeo, mencionando o fato de que tudo mudou quando Bendine se tornou um dos interlocutores com as empresas envolvidas na Lava Jato. “Imagine a situação”.

Pagamento em 3 parcelas

Marcelo conta que após ter resistido ao que chamou de “achaque” por parte de Bendine, autorizou um pagamento bem menor que os R$ 17 milhões solicitados, de três parcelas de R$ 1 milhão. Duas delas teriam sido feitas quando ele já estava preso, em junho de 2015.

A petição número 6.646 cita que o pagamento foi feito pela equipe de Hilberto Silva, apontado na Lava Jato como integrante do setor de propinas da construtora. “A gente estava cedendo por conta da posição dele como presidente da Petrobras, nada a ver com o Banco do Brasil ou a Odebrecht Agroindustrial”, diz Marcelo.

Após os três pagamentos, Reis relata que o publicitário ligado a Bendine o convidou para almoçar com ele em São Paulo para dar um “abraço de solidariedade”. Ao fim do encontro, foi comentado com o publicitário que os pagamentos não poderiam ser reativados, em um momento em que o departamento de “propinas” da Odebrecht já havia sido desativado em meio à Lava Jato.

Procurado pelo G1, Bendine não se pronunciou. Ele presidiu o BB durante 2009 e 2015, quando assumiu a presidência da Petrobras, e renunciou ao cargo em maio de 2016 (G1, 14/4/17)

 

Açúcar: Encruzilhada - Por Arnaldo Luiz Corrêa

Existe a sensação por parte dos participantes do mercado de açúcar que estamos diante de uma encruzilhada. Não é algo novo, mas que se repete em todos os mercados de commodities que vão de um extremo a outro com muita rapidez. A desorientação faz com que fiquemos mais altistas na alta (lembre como tinha gente achando que o mercado ia para 60 centavos de dólar por libra-peso em 2010 quando alcançara 36 centavos de dólar por libra-peso) e mais baixistas na baixa (quando o mercado bateu 10 centavos em agosto de 2015 e tinha gente dizendo que ia para 8 centavos).

O mercado fechou a 16.60 centavos de dólar por libra-peso na semana encurtada pelo feriado de sexta. Foi um fechamento negativo, o nono nas últimas dez semanas, com o vencimento maio/2017 perdendo 17 pontos (3.75 dólares por tonelada) enquanto que os demais meses de negociação experimentaram variações negativas de 4 a 23 pontos.

Para onde pode ir o mercado é a pergunta que todos fazem. Estamos atravessando o período (abril até julho) em que sazonalmente os preços médios mais baixos ocorrem. A sensação é parecida àquela de estar numa montanha russa. Em pouco mais de 100 pregões o mercado pulou de 16.03 para 23.90 centavos de dólar por libra-peso (de 11 de maio a 6 de outubro passado). E, após atingir o ápice, escorregou ladeira abaixo em 125 pregões, de volta aos 16.05 centavos de dólar por libra-peso (de 6 de outubro até 5 de abril). Dá uma labirintite danada.

Acreditamos que o preço médio de NY para abril deva ficar em torno de 17 centavos de dólar por libra-peso (hoje está 16.52 centavos de dólar por libra-peso em 9 pregões) e em maio uma queda de 50 pontos no máximo. No entanto, como modelos falham, pode ser que o mercado já tenha antecipado esse quadro previsto para maio.

Muitas dúvidas acerca dos fundamentos deixam o mercado mais nervoso e mais volátil. O tamanho da safra do Centro-Sul, cuja estimativa de várias consultorias varia entre 582 e 612 milhões de toneladas de cana. O tamanho da safra indiana a partir de outubro (fala-se em 25 milhões de toneladas de açúcar) e mesmo a disponibilidade de açúcar no Centro-Sul (números próximos de 37 milhões de toneladas)

Qual o chão desse mercado, com tanta notícia ruim para os produtores, afinal? O etanol (hidratado) hoje negocia ao equivalente açúcar VHP a 13.86 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o anidro é um pouco melhor: 14.59 centavos de dólar por libra-peso. Esse poderia ser considerado o chão do mercado. Por outro lado, se a Petrobras seguir a política de formação de preços da gasolina seguindo o mercado internacional, o preço da gasolina na bomba sofreria uma queda, pois o preço justo hoje é de R$ 2.9650 o litro. O que colocaria o hidratado a R$ 2.0750 o litro.

Curiosamente, um volume razoável de opções foi feito em NY com a venda de puts (opções de venda) ao preço de exercício de 15 centavos de dólar por libra-peso e concomitantemente a compra de calls (opções de compra) a 20 centavos de dólar por libra-peso. Ou seja, alguém apostando que abaixo de 15 não vai. Como não poderia ser de outra forma, a volatilidade das opções subiu. Maior volatilidade é sinônimo de maior incerteza. E, por essas e outras razoes, estamos todos nos sentindo um pouco desorientado.

O Professor Marcos Fava Neves fez um comentário sobre o recente episódio de importação de etanol que, segundo ele, “prejudicou principalmente as Usinas no Nordeste e levou uma parcela do setor a pedir uma taxa entre 15% a 20% de tributos sobre o combustível importado”. E conclui “. Eu sou a favor do livre comércio, portanto contra levantar tributos como forma de barreira ao acesso a mercados. Lógico que se o produto tem subsídio na origem, aí não estamos falando de concorrência justa e uma equalização de entrada é justificável. Não é o caso. ”
A título de curiosidade, nas últimas dez safras, o preço médio do açúcar negociado em NY no mês de maio foi inferior àquele negociado em abril em sete ocasiões. Excluindo os extremos, a queda média é de 3%.

Os fundos têm estado muito ativos no mercado futuro e os volumes negociados comparativamente a janeiro, fevereiro e março, mostram isso. Se existe algum alento para as usinas é o fato de o volume de fixação para maio e julho estar bem alto e terá pouco peso no início da safra.

Com a estarrecedora revelação de que a construtora Odebrecht mantinha uma poupança milionária para atender aos caprichos daquele que é o mais sujo de todos os políticos da história da República do Brasil, responsável pelo maior roubo aos cofres públicos da história da humanidade, só nos resta aguardar com muita alegria o dia que se aproxima. A prisão desse criminoso infame. A política brasileira é uma latrina sem fundo. Quantas gerações serão necessárias para que o país possa recuperar a autoestima, a ética e a cidadania apesar do esgoto fétido em que se transformou com a máfia que se instalou no estado brasileiro? Página triste da nossa história.

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