Setor sucroenergético

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Recuperação das usinas de cana levará ainda alguns anos, avalia Santander

O superintendente executivo de Agronegócios do Santander, Carlos Aguiar, avaliou nesta terça-feira, 2, que o processo de desalavancagem das usinas de cana-de-açúcar está apenas começando, processo este "que levará ainda alguns anos". A declaração foi dada durante coletiva de imprensa no estande da instituição na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).

"As usinas estão se desalavancando. Estamos com preços historicamente altos e também tivemos uma produção razoável, mas ainda falta muito para melhorar após dez anos de crise. Estamos no início de um processo de recuperação", afirmou.

Em fevereiro, a dívida do setor sucroenergético, penalizado nos últimos anos pela queda dos preços do açúcar e pela perda de competitividade do etanol ante a gasolina, atingia R$ 86 bilhões, conforme estimativa da Archer Consulting. No auge da crise, o endividamento beirou R$ 100 bilhões. (Agência Estado 02/05/2017)

 

Açúcar: Ladeira abaixo

Os contratos futuros do açúcar voltaram a registrar queda ontem na bolsa de Nova York, pressionados pela atuação dos fundos diante das previsões de superávit na oferta mundial em 2017/18.

Os papéis com vencimento em outubro fecharam a 16,15 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 25 pontos.

Segundo a Comissão de Negociações de Futuros de Commodities (CFTC), o saldo líquido comprado dos fundos somava 13.656 papéis no dia 25, queda semanal de 56,47%.

No último mês, a retração chega a cerca de 76%. "Estamos assistindo a uma superabundância de notícias baixistas que se acumulam, potencializando a queda", afirma a Archer Consulting, em nota.

Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal ficou em R$ 77,04 a saca de 50 quilos, alta de 0,68%. (Valor Econômico 03/05/2017)

 

Menor oferta de açúcar de qualidade mantém preço em alta nas usinas de SP

Apesar do início da safra 2017/18 em várias usinas do estado de São Paulo, os preços da saca de 50 kg do açúcar cristal seguem em alta. De 25 de abril a 2 de maio, o Indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal, cor Icumsa entre 130 e 180, subiu 3% fechando a terça-feira, 2, a R$ 77,04/saca de 50 kg.

Segundo pesquisadores do Cepea, as chuvas da última semana em boa parte do estado interromperam a produção em algumas usinas, limitando ainda mais a oferta de açúcar da nova safra, em especial a dos tipos de melhor qualidade (Icumsa 150), que está baixa desde o início da moagem. Além disso, usinas têm priorizado a entrega dos contratos. (Cepea / ESALQ 03/05/2017)

 

SRB manifesta posição contrária à taxa de importação de etanol em carta a Maggi

A Sociedade Rural Brasileira (SRB) enviou carta ao Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, nesta segunda-feira, 1º de Maio, para manifestar posicionamento contrário à imposição de uma tarifa de importação sobre o etanol advindo dos Estados Unidos. Na correspondência, o presidente da entidade, Marcelo Vieira, afirma que a defesa do livre acesso a mercados de produtos do agronegócio é uma “política essencial para garantir o acesso da produção brasileira ao mercado internacional”.

A discussão sobre o imposto de importação do biocombustível ganhou força nos últimos dias com a recomendação do Ministro Blairo Maggi, pela alteração da alíquota, para atender ao pleito de produtores brasileiros para limitar a forte alta nas importações do mercado americano, registradas no primeiro trimestre de 2017.

Na avaliação da SRB, a imposição de uma tarifa, que pode chegar a 20%, deve representar implicações para o Brasil, que se tornou o maior fornecedor externo de etanol para os EUA após o fim da cobrança da taxa de importação, em 2010. “Nosso produto é reconhecido como biocombustível avançado e, por isso, recebe prêmios adicionais de preço em relação ao produto local naquele mercado”, afirma Vieira.

Em relação ao avanço das importações americanas, o presidente da entidade menciona na carta que, para ajustar oferta e demanda, o Brasil precisa criar melhor regulamentação para que os importadores fiquem sujeitos aos mesmos encargos aplicados aos produtores brasileiros.

Confira a íntegra da carta da SRB ao Ministro Blairo Maggi, abaixo:

Caro Ministro,

A Sociedade Rural Brasileira vem se posicionar contra a imposição de uma tarifa de importação sobre o etanol norte americano. Temos por princípio defender o livre acesso a mercados de produtos do agronegócio, política essencial para garantir o acesso da produção brasileira ao mercado internacional. Somos hoje o maior exportador líquido de alimentos para o mercado mundial, e temos grande potencial de expansão de nossa produção para atender à crescente demanda deste mercado.

No caso especifico do etanol, temos livre acesso ao mercado norte americano do qual somos o maior supridor externo desde 2010 quando retiramos nosso imposto de importação, sendo inclusive nosso produto reconhecido como bicombustível avançado e por isso recebe prêmios adicionais de preço em relação ao produto local.

Na última entressafra tivemos um volume maior de importações em função de desajustes momentâneos entre nossa oferta e demanda, e o que precisamos é de uma melhor regulamentação destas importações para que os importadores fiquem sujeitos aos mesmos encargos dos produtores brasileiros.

Solicitamos assim que o posicionamento brasileiro pelo livre acesso a mercados de produtos agrícolas, que sempre foi apresentado em negociações internacionais, seja mantido neste caso.

Certo da atenção que receberemos agradeço antecipadamente. (Sociedade Rural Brasileira 03/05/2017)

 

Monsanto desiste de vender unidade de agricultura de precisão à Deere

A Monsanto anunciou hoje que desistiu do acordo de venda da Precision Planting à Deere & Company. O negócio, de US$ 190 milhões, foi anunciado em novembro de 2015 mas vinha sofrendo pressão negativa por parte de autoridades antitruste.

Mike Stern, executivo-chefe da Monsanto, declarou que não vê um caminho para que o negócio siga adiante após os EUA considerarem que a venda reduziria a competição para o desenvolvimento de novas tecnologias de plantio de sementes mais eficientes.

A Precision Planting é o negócio de equipamentos vinculado à Climate Corporation, subsidiária da Monsanto. A unidade desenvolve equipamentos de precisão para a agricultura, em geral hardware de grande porte.

A Climate tomou a decisão de desfazer­se do ativo alegando querer focar exclusivamente em sua plataforma de agricultura digital, voltada ao desenvolvimento de softwares para o campo.

A companhia americana afirmou que não mudou a sua estratégia, apesar do fracasso da venda à Deere. Conforme a Monsanto, a decisão de vender da Precision Planting está mantida e a companhia tem conversado com outros players do mercado que demonstraram interesse no negócio. (Valor Econômico 02/05/2017)

 

Faturamento da divisão de agronegócio da Basf cresce 4% no 1º tri

A divisão de soluções agrícolas da gigante alemã Basf teve um faturamento de 1,9 bilhão de euros no primeiro trimestre deste ano, 4% superior ao do mesmo período de 2016.

Segundo a companhia, o resultado é consequência de um aumento nas vendas e de efeitos cambiais positivos, mas com preços estáveis para seus produtos.

O lucro antes de juros e taxas (Ebit, na sigla em inglês) da divisão caiu 52 milhões de euros na comparação anual, para 533 milhões de euros. “Este é resultado de margens mais baixas devido a um mix de produtos diferentes”, diz o texto de divulgação dos resultados. A empresa também justifica a queda do Ebit pelo aumento de custos fixos com a contratação de novos funcionários.

No total, o faturamento da Basf cresceu 19, para 16,9 bilhões de euro. (Valor Econômico 27/04/2017)

 

Vendas da John Deere na América do Sul devem crescer entre 15% e 20%

Ancorada na supersafra brasileira de grãos, a John Deere espera crescimento de 15% a 20% nas vendas de máquinas agrícolas na América do Sul em 2017. "Estamos vendo uma reação nas indústrias e nas vendas e isso provém de três fatores: o primeiro é ano excelente de produtividade e produção, para 230 milhões de toneladas no Brasil; o segundo fator é que, mesmo com queda nos preços, a margem ainda está positiva", disse Alex Sayago, diretor de Vendas e Marketing da América do Sul da companhia.

"O terceiro fator positivo são os instrumentos de financiamento e acesso ao financiamento, o que melhora as vendas", emendou. Sayago minimizou o fato de os juros do crédito agrícola terem ficado mais "caros" e até mesmo negativos com a queda na inflação e na taxa básica de juros e disse esta confiante que o governo continuará com apoio ao setor na safra 2017/2018.

"Monitoramos a situação de juros, acompanhando as declarações do Ministério da Agricultura, do BNDES e entendemos que uma situação não foi definida por completo. Mas estamos confiantes de que as autoridades vão continuar apoiando a agricultura". O executivo lembrou que a John Deere considera o Brasil um dos mercados mais importantes e que seguirá com investimentos no País.

Nos últimos dez anos, o aporte da montadora no País somou cerca de US$ 500 milhões. (Agência Estado 02/05/2027)

 

Setor de etanol e açúcar cresce e MS fica em 4° no ranking nacional

Mato Grosso do Sul fechou a safra de cana-de-açúcar 2016/2016 com índices positivos, de acordo com dados apresentados na manhã desta terça-feira (2) pela Biosul (Associação de Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul). Foram 649 mil hectares plantados, 4% a mais comparado à safra anterior, segundo a entidade.

Mesmo com a instabilidade climática, com chuvas registram excessos no início do ano e estiagem entre agosto e outubro, o plantio não sofreu grande impacto, garantindo ao Estado o 4° lugar no ranking de produção nacional, com 81,7 toneladas de cana por hectare plantado e aumento de 3,3% comparado à safra 2015/2016.

De acordo com o presidente da Biosul, Roberto Hollanda (Foto), o clima é fator preponderante para a safra e, em 2016, a expectativa iniciou positiva, com chuvas regulares, mas a estiagem de setembro influenciou em parte da produção.

"Quando chove, a colheita é interrompida e como Mato Grosso do Sul tem uma característica climática própria, a colheita para quando segue na maior parte do País e é retomada no período de entressafra nas demais regiões. Isso atrapalha um pouco o resultado, mas o setor tem aprendido a investir no manejo para não perder produtividade", destaca o presidente, que informa ainda que a safra da cana tem contagem entre 1° de abril e 31 de março do ano seguinte.

Açúcar

Com produção de 1,74 milhão de tonelada, o produto registrou aumento de 31,3% na produção, mantendo o Estado como 5° maior produtor do País. Deste total, 72% é representado pelo VHP (destinado para exportação), 26% é açúcar cristal e apenas 2% é do tipo refinado.

Do total produzido, 15% abastece o mercado interno e 85% segue para exportação, principalmente por meio dos portos de Paranaguá e Santos.

Etanol

Enquanto a safra de açúcar cresceu, a de etanol registrou retração de 3,9%, segundo a Biosul. Foram 2,70 bilhões de litros do combustível que, mesmo com queda na produtividade, mantém Mato Grosso do Sul como 3° maior produtor do Brasil.

"É uma reação comum, quando a produtividade do açúcar cresce, a do etanol retrai, o que não necessariamente representa em algo prejudicial. Mesmo com esse cenário, do total da produção de cana do Estado, 72% segue para produção de etanol e 28% para o açúcar", avalia Hollanda.

O etanol sul-mato-grossense tem 88% de sua produção destinada aos estados fronteiriços de São Paulo, Minas Gerais e Paraná e apenas 12% é mantido no mercado interno.

"Ainda é muito baixo o consumo interno, infelizmente. Se contabilizar a participação do etanol na gasolina, esse percentual sobe para 37%", comenta o presidente da Biosul.

Em um comparativo, no Estado, 86% do combustível comercializado nas bombas é gasolina e apenas 14% é etanol, enquanto que em São Paulo é 46%; Goiás 41% e Paraná 30%.

Safra 2017/2018

A próxima safra tem estimativa de retração, com 51,4 mil toneladas de cana colhida nos 657,5 mil hectares plantados.

De acordo com a Biosul, houve aumento de 1,39% na área cultivada, mas perda de safra de 4,3% por hectare colhido, que deve ser de 78,2 toneladas/ha. Contudo, mesmo com a redução, deve haver aumento na produção de açúcar de 2,6%, chegando a 131,1 kg por ATR.

"Há interferência da irregularidade do clima, mas mesmo com menor safra, haverá maior produção de açúcar", comenta Roberto Hollanda.

O presidente da Biosul destaca que o setor sucroalcooleiro é o maior gerador de empregos da indústria e 4° maior no agronegócio sul-mato-grossense.

"São 25 mil empregos diretos, 75 mil indiretos e o maior salário médio da categoria, com média de R$ 2.437. É a 4° maior massa salarial da agricultura e a principal da indústria do nosso Estado", finaliza. (Campo Grande News 02/05/2017)

 

FMC reverte lucro e tem prejuízo de US$ 124,2 milhões

A norte-americana FMC Corporation, do setor químico, registrou prejuízo líquido de US$ 124,2 milhões (US$ 0,93 por ação) no primeiro trimestre de 2017. Em igual período do ano passado, a companhia havia reportado lucro de US$ 48,3 milhões (US$ 0,36 por ação). A receita recuou 1,7%, para US$ 596 milhões.

No segmento de soluções agrícolas, a receita foi de US$ 530 milhões, 3% menor na comparação anual. A pressão veio de vendas menores na Europa e América Latina, que foram parcialmente compensadas pelo desempenho melhor do que o esperado na região da Ásia e América do Norte.

"A FMC apresentou um trimestre sólido", disse Pierre Brondeau, CEO e presidente da empresa. "No setor de soluções agrícolas, nós elevamos nossa lucratividade em um mercado que permanece desafiador", acrescentou. Para o encerramento de 2017, a empresa projeta um ganho por ação entre US$ 2,20 e US$ 2,60, em base ajustada.

Para o setor de soluções agrícolas, em específico, a empresa espera que as receitas fiquem entre os US$ 2,2 bilhões e US$ 2,4 bilhões. O lucro do setor deve ficar entre US$ 410 milhões e US$ 450 milhões, alta de 8% na comparação anual. O desempenho deve ser influenciado pelo fortalecimento do mercado na América Latina no segundo semestre e um ano robusto nas vendas na Ásia. (Agência Estado 02/05/2017)

 

Canaplan projeta moagem de 575 milhões de toneladas de cana para o Centro-Sul em 2017/18

A Canaplan estimou nesta sexta-feira que as usinas e destilarias do Centro-Sul do Brasil vão moer, em média, 575 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2017/18, iniciada em abril. Caso se confirme, o volume representaria queda de 5,3% ante o registrado no ciclo anterior, quando foram processadas 607 milhões de toneladas. O intervalo de projeção vai de 560 milhões a 590 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados pela consultoria nesta sexta-feira, 28, em Ribeirão Preto (SP).

O mix previsto para a temporada é de 46,8% da oferta de matéria-prima para a fabricação de açúcar, contra 46,8% no ciclo passado. Já o porcentual de cana alocada para etanol deve variar de 53,7% para 53,2% entre as safras. Com isso, a produção de açúcar deve atingir um média de 34 milhões de toneladas (-4,5%), podendo variar de 33,4 milhões a 34,5 milhões de toneladas. Já a de etanol está estimada em 23,8 bilhões de litros (-7%), com intervalo projetado de 23,3 bilhões a 24 bilhões de litros.

A oferta total de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) deve alcançar 76,5 milhões de toneladas no ciclo. A produtividade agrícola considerada é de 74 toneladas por hectare, podendo variar de 72 toneladas a 76 toneladas por hectare. (Agência Estado 02/05/2017)

 

Assembleia de credores da Renuka não é instalada por falta de quórum

A assembleia de credores da Renuka do Brasil não foi instalada nesta sexta-feira, 28, em razão da falta de quórum mínimo. Assim, uma nova reunião para discutir o plano de recuperação judicial da empresa deve ocorrer em 12 de maio, independentemente da quantidade de participantes.

De acordo com uma fonte ligada à companhia, o grupo sucroenergético ainda deve sugerir a venda da Usina Revati, em Brejo Alegre (SP), como uma Unidade Produtiva Isolada (UPI), e não mais a Usina Madhu, em Promissão (SP), que chegou a ser colocada em leilão, mas teve todo o processo suspenso pela Justiça após pedido do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A UPI prevê um negócio sem pendências para o comprador.

O processo de recuperação judicial da Renuka do Brasil se arrasta desde outubro de 2015. No ano passado, os credores aprovaram um plano que previa a venda da Usina Madhu. A unidade foi a leilão em dezembro por R$ 700 milhões, mas não atraiu interessados. Para janeiro estava previsto outro leilão, com lances livres, só que o BNDES pediu a suspensão do pregão, por ser titular das garantias hipotecárias. Desde então, a companhia tenta marcar outras assembleias para tratar da situação da empresa, que tem dívida estimada em R$ 2 bilhões.

Ambas as unidades da companhia podem processar mais de 10,5 milhões de toneladas de cana por temporada. Juntamente com a Renuka Vale do Ivaí, que tem duas usinas no Paraná, a Renuka do Brasil é controlada pela indiana Shree Renuka Sugars, que tem capital aberto na Bolsa de Mumbai, no país asiático. (Agência Estado 02/05/2017)

 

A hora dos elétricos: petrolíferas começam a admitir que os carros elétricos vêm para ficar

Os carros elétricos estão com o pé na tábua, e isto já não é a opinião das montadoras apenas. A Total S.A., uma das maiores companhias de petróleo do mundo, declarou que os elétricos devem corresponder a quase um terço das vendas de carros novos até o fim da próxima década.

Com a ascensão dos veículos a bateria, a demanda por combustíveis derivados de petróleo terá seu pico na década de 2030. Ao menos é nisto que acredita Joel Couse, economista-chefe da Total, que discursou numa conferência organizada pela Bloomberg New Energy Finance (BNEF), em Nova York. Os elétricos representarão entre 15% e 30% dos novos veículos até 2030, após o que “a demanda de combustíveis irá se estagnar”, afirmou Couse, ou “talvez até declinar”.

Trata-se da mais otimista projeção para os carros elétricos já feita por um representante de alguma gigante do setor de petróleo, superando as previsões da própria BNEF, segundo Colin McKerracher, analista-chefe de transportes avançados da entidade.

“É muita coisa. É de longe a [previsão para os elétricos] mais agressiva que já se viu por parte de alguma das grandes” Colin McKerracher, analista da Bloomberg

Outras empresas do setor vêm ajustando suas previsões de longo prazo para a demanda de petróleo. Ben van Beurden, da Royal Dutch Shell, afirmou em março que essa demanda deve chegar ao ápice na reta final da década de 2020. A empresa criou uma nova divisão de negócios destinada a identificar setores onde as tecnologias limpas provavelmente serão mais lucrativas.

Os elétricos estão começando a competir com os modelos a gasolina, tanto em termos de preço como de performance. A bateria é o componente mais caro de um veículo elétrico, podendo representar metade do custo total, segundo a BNEF. Os primeiros elétricos que conseguiram competir de igual para igual em matéria de preço foram modelos de luxo, com destaque para o Model S, da Tesla, que é hoje o mais vendido da categoria nos Estados Unidos.

Mas o custo das baterias vem caindo numa base de 20% ao ano, e as montadoras estão investindo bilhões para eletrificar suas frotas. A Volkswagen projeta que 25% de suas vendas sejam de elétricos até 2025. Já a Toyota tem planos para encerrar as operações com combustíveis fósseis até 2050.

Atualmente, os carros elétricos representam em torno de 1% das vendas globais, mas as montadoras tradicionais estão se preparando para a revolução. A Volks pretende entrar forte na briga em 2018, com um Audi SUV elétrico e a primeira rede de recarga de alta velocidade dos Estados Unidos, para competir com as estações Supercharger da rival Tesla, capazes de recarregar um veículo em menos de uma hora. A Tata Motors, com o Jaguar, e a Volvo também estão preparando modelos promissores, e em algum momento até 2020 devemos testemunhar uma verdadeira avalanche, com Mercedes-Benz, Volks, GM e outras colocando dezenas de novos modelos no mercado. (Bloomberg 02/05/2017)