Setor sucroenergético

Notícias

Açúcar: Reação em NY

Após acumularem queda de 3,35% na última semana, os contratos futuros do açúcar registraram leve alta ontem em na bolsa de Nova York.

Os papéis com vencimento em outubro fecharam o pregão a 15,68 centavos de dólar a libra-peso, com avanço de 9 pontos.

A valorização reflete as dúvidas sobre o potencial açucareiro da próxima safra conforme os preços do adoçante tornam-se cada vez menos remuneradores.

"Apesar do quadro sombrio para as usinas, acreditamos que o risco descendente do açúcar, nesse patamar de 15,31 centavos de dólar por libra-peso, é limitado", avalia a Archer Consulting ,em nota.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 76,87 a saca de 50 quilos, alta de 0,43%. (Valor Econômico 09/05/2017)

 

Preços do açúcar cristal seguem firmes em SP

Os valores do açúcar cristal seguem firmes no spot paulista. Segundo pesquisadores do Cepea, os fundamentos do mercado continuam os mesmos: a oferta do produto de melhor qualidade segue restrita, apesar de a maioria das usinas paulistas já ter iniciado a moagem da cana-de-açúcar da safra 2017/18.

Além disso, chuvas nas regiões produtoras paulistas têm dificultado o carregamento da cana, interrompendo o processamento em algumas usinas. O volume de açúcar vendido na última semana foi menor, inclusive, que o observado em semanas anteriores.

Neste cenário, as cotações do adoçante seguem firmes. De 2 a 5 de maio, a média do Indicador do Açúcar Cristal Cepea/Esalq, cor Icumsa entre 130 e 180, foi de R$ 76,87/saca de 50 kg, 1,89% superior à da semana de 24 a 28 de abril (R$ 75,44/saca de 50 kg). (Cepea / ESALQ 09/05/2017)

 

Oferta de etanol supera demanda e pressiona cotações nas usinas de SP

As boas condições climáticas no estado de São Paulo têm possibilitado avanços na moagem de cana-de-açúcar pelas usinas e elevado a oferta de etanol no mercado spot. Assim, mesmo que a demanda por etanol hidratado esteja aquecida, com negociação envolvendo grandes volumes, os preços recuaram na semana passada.

De 2 a 5 de maio, o Indicador Cepea/Esalq do etanol anidro (estado de São Paulo) caiu apenas 0,22% frente ao período anterior, a R$ 1,6596/litro (sem PIS/Cofins).

Também no estado paulista, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado registrou queda de 2,56% na mesma comparação, fechando a R$ 1,4591/litro (sem ICMS e sem PIS/Cofins). (Cepea / ESALQ 09/05/2017)

 

Gasolina puxa alta no consumo de combustíveis

O consumo de combustíveis cresceu 2% em março, ante igual período do ano passado, para um total de 11,84 bilhões de litros. Dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no entanto, mostram que as vendas acumulam retração de 1,6% no primeiro trimestre, embora a demanda pelos veículos leves tenha começado o ano em alta, puxada pelo crescimento da gasolina comum.

A comercialização de óleo diesel cresceu 2,1% no mês, na comparação anual. Ao todo, foram consumidos 4,85 bilhões de litros do combustível em março. Historicamente vinculado ao desempenho do PIB, as vendas do derivado acumulam uma baixa de 1% no ano.

Já o consumo de gasolina subiu 5,78% em março, para 3,94 bilhões de litros, e acumulou alta de 6,6% no primeiro trimestre. Esse crescimento ajudou a compensar a queda do etanol hidratado (11,1% em março e de 20,9% no trimestre) e a sustentar a recuperação do mercado chamado Ciclo Otto (veículos leves a gasolina, etanol ou ambos), mais atrelado ao comportamento da renda das famílias.

Quando somada a comercialização total de gasolina e etanol hidratado, considerando a equivalência energética dos produtos, a alta é de 1,45% no acumulado do trimestre. O crescimento vai em linha com as expectativas da ANP, que prevê aumento do mercado de combustíveis do Brasil em 2017, após dois anos de queda. O consumo de gás liquefeito de petróleo (GLP) subiu 6% em março. No primeiro trimestre, a alta é de 0,8%.

A exemplo do ocorrido no ano passado; continuaram a cair as vendas de querosene de aviação (­1,75%), gasolina de aviação (­15%) e óleo combustível (­2,4%). A comercialização de querosene iluminante subiu 12,2% em março. (Valor Econômico 09/05/2017)

 

Renovação e eficiência dão o tom no canavial

Segundo estado no ranking dos produtores de cana-de-açúcar no Brasil, Minas Gerais perde apenas para São Paulo. Os paulistas respondem, sozinhos, por 54,5% do mercado nacional, enquanto a participação mineira é 10,2%. A despeito da perspectiva de queda da produção de Minas neste ano, o setor se anima com a possibilidade de consolidação de sua importância na economia estadual. Investimentos vêm sendo feitos na qualidade do produto e também na renovação do canavial, o que garantirá aumento da produtividade.

As expectativas animadoras para a safra de cana-de-açúcar 2017/18 deixam no passado os efeitos da crise vivida pela indústria sucroenergética por volta de 2014, quando as usinas de açúcar e álcool enfrentaram um rastro de prejuízos. Recuperado, o setor detém agora 17% a 18% do Produto Interno Bruto (PIB, o conjunto da produção de bens e serviços) do agronegócio em Minas, segundo Mário Campos (Foto), presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (SIAMIG).

“Nos próximos anos, a perspectiva é de que tenhamos mais cana e os combustíveis renováveis sejam mais demandados. A gente está trabalhando de forma muito forte o aumento da produtividade agrícola”, afirma.

O destaque da próxima safra mineira será o aumento na produção de açúcar de 3%, passando para 4,1 milhões de toneladas frente as 3,9 milhões toneladas da safra 2016/2017, de acordo com estimativa da Siamig. Apesar disso, a produção da cana-de-açúcar no estado terá redução de 4% quando comparada com a safra de 2016/17, totalizando 61 milhões de toneladas. O mesmo movimento deve ocorrer com a produção do etanol, que tende a registrar queda de 12%, alcançando 2,33 bilhões de litros, ante 2,64 bilhões de litros na safra anterior.

Apesar de os números indicarem perda, com o recuo na produção de cana e de etanol, há explicação para isso, e o motivo se sustenta exatamente na boa fase do setor, na avaliação do presidente da Siamig. “Neste ano, teremos redução na moagem porque uma grande área está sendo renovada. Isso garante que ano que vem a gente tenha ganhos produtivos”, destaca Mário Campos.

A explicação técnica é que, com o período de crise dos anos anteriores, os percentuais de renovação do canavial recomendados, de aproximadamente 20%, acabaram não sendo feitos. Agora, com o horizonte propício essa renovação está sendo superada. “Canavial velho é sinal de baixa produtividade”, diz Campos.

Etanol como aposta

Se o destaque para esta safra é o açúcar, para as próximas o etanol é a aposta. Apesar da baixa da produção do combustível limpo, neste momento a produção no estado está no seu ponto de equilíbrio entre oferta e demanda. Durante certo tempo, essa relação esteve desequilibrada, primeiramente diante do pouco volume de carros com motor flex, que permite ao veículo ser abastecido com gasolina e etanol, por exemplo -, e depois com o crescimento da frota ocorreu o cenário inverso.

Nas usinas, o atual mix de produção previsto é de 52% da matéria-prima destinada à fabricação do açúcar e 48% para etanol. O principal empecilho para que a produção nacional seja ainda mais demandada e possa expandir sua participação, é a concorrência com o etanol importado dos Estados Unidos (EUA). O produto norte-americano chega ao Brasil cotado a preços mais competitivos.

No entanto, para o presidente da Siamig, Mário Campos, essa situação, além de prejudicar a indústria nacional, não oferece os mesmos ganhos ambientais dos concorrentes no país, já que o combustível é feito a base de milho, “que não é tão ecologicamente correto”. “A importação é uma ameaça ao setor e ao parque produtivo, além de representar uma espécie de desincentivo a produção nacional”, afirma o presidente do Siamig.

Campos aponta o programa Renovabio, do governo federal, como “essencial” para a retomada do crescimento. O Brasil é atualmente o segundo maior produtor e consumidor mundial de biodiesel, com um volume atual de aproximadamente 4 bilhões de litros anuais. Segundo o Ministério do Minas e Energia, o percentual de biodiesel na mistura com o diesel será de 8% (biodiesel B8), aumento de 14% em relação à mistura B7 em vigência.

A intenção é que o Brasil passe a tributar o etanol vindo dos EUA. “Este é um problema que temos que resolver e já fizemos mobilizações junto ao Ministério da Agricultura, que encaminhou à Camex (Câmara de Comércio Exterior, da Presidência da República) um pedido de taxação do produto”, afirma Campos. (O Estado de Minas 08/05/2017)

 

Produção de açúcar do centro-sul deve subir para 36,6 mi t em 17/18, prevê Job

A produção de açúcar do Centro-Sul do Brasil deve subir para 36,6 milhões de toneladas na atual safra 2017/18, à medida que usinas dedicam uma parte maior de sua cana-de-açúcar à produção do adoçante, disse a consultoria Job Economia nesta segunda-feira.

As usinas do Centro-Sul deverão processar 593 milhões de toneladas de cana na safra 2017/18, ante 607,2 milhões de toneladas em 2016/17, disse Julio Borges, chefe da Job.

O aumento para 48 por cento no volume de cana dedicado ao açúcar ajudará a elevar a produção do adoçante no Centro-Sul para 36,6 milhões de toneladas na safra 2017/18 que começou em abril, ante 35,6 milhões de toneladas no ano passado.

A Job Economia também estimou que as exportações de açúcar do Brasil devem alcançar o recorde de 28,9 milhões de toneladas.

A produção de etanol do Centro-Sul foi estimada em 24,3 bilhões de litros, ante 25,7 bilhões. (Reuters 09/05/2017)

 

Governo quer elevar alíquota do Funrural para cobrir o passivo, diz Blog Ambiente Inteiro

A equipe econômica do governo não pretende baixar o alíquota de 2,1% cobrados atualmente sobre a produção bruta a título de Funrural. Os técnicos alegam que isso caracterizaria renúncia de receita, o que é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O governo pretende manter a taxa 2,1% e adicionar mais 1% para produtores que têm débito pagarem o retroativo em até 180 vezes. O Governo também não pretende criar a opção de pagamento sobre o faturamento ou sobre a folha. A informação é do blog Ambiente Inteiro.

A proposta apresentada pelo setor rural era reduzir a alíquota cobrada sobre a comercialização bruta de 2,1% para 1% e adicionar mais 0,25% para cobrir o passivo dos últimos cinco anos. O setor também queria que o produtor tivesse o direito de escolher entre contribuir pela receita ou pela folha de pagamento. No segundo caso, a alíquota seria de 23%, dependendo da atividade.

As duas pontas da negociação estão postas. Na próxima terça-feira, dia 9, a bancada tem reunião marcada com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para fechar o acordo. (Blog Rural 08/05/2017)

 

Próximo plano decenal de energia terá cenários econômicos mais realistas, diz EPE

O próximo Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2026, que pode ser publicado no primeiro semestre, terá cenários econômicos mais realistas que os anteriores, afirmou nesta segunda-feira o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso.

"O que vai diferenciar da gestão do Maurício (Tolmasquim) para a gestão que a gente está agora... vocês vão ver quando o plano sair, estamos trabalhando agora com cenários econômicos bastante mais realistas", afirmou Barroso.

O novo Plano Decenal, com diretrizes para o setor entre 2017 e 2026, vai prever a contratação de 10 a 15 gigawatts médios no período e focará a expansão em fontes renováveis, como energia eólica, solar, bioenergia e pequenas hidrelétricas (PCHs), além de térmicas.

Em entrevista à Reuters no mês passado, o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Eduardo Azevedo, havia comentado as mesmas diretrizes. (Reuters 08/05/2017)