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Raízen avalia ativos da Shell na Argentina

A Raízen Combustíveis, distribuidora de combustíveis da Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, apresentou uma oferta não vinculante por ativos da própria Shell na Argentina. A companhia anglo-holandesa colocou à venda uma refinaria e sua rede de aproximadamente 600 postos de abastecimento naquele país no início deste ano, como parte de amplo plano de desinvestimentos.

Conforme a diretora de Relações com Investidores da Cosan, Paula Kovarsky, a oferta foi apresentada para que a Raízen continuasse no processo de venda dos ativos, que numa segunda fase deverá se restringir a três interessados, segundo informação da Bloomberg. "É uma oferta não vinculante, para continuar no processo e ter oportunidade de estudar mais a fundo", afirmou.

Uma proposta firme de compra somente será apresentada se ficar claro que o negócio faz "sentido econômico". "E se a gente entender que tem sinergias interessantes a capturar", acrescentou Paula. Em relação à ordem de grandeza da operação, a diretora comentou que o negócio seria equivalente a agregar "mais um Estado do Sul à conta" e a Raízen teria condições de absorvê-lo com razoável facilidade. "A gente sempre olha oportunidades. É dever de ofício", disse.

Caso decida seguir adiante com uma oferta e saia vencedora no processo, a Raízen Combustíveis vai internacionalizar sua operação, hoje concentrada no Brasil com 6.043 postos com a bandeira Shell. Reportagem do jornal argentino "Clarín", com base em informações da Bloomberg, a empresa anglo-holandesa recebeu ao todo oito propostas, que ficaram entre US$ 1 bilhão e US$ 2 bilhões.

Além da Raízen, informa o Clarín, apresentaram ofertas a chilena Luksic, Trafigura, Vitol, PetroChina, Pluspetrol e Southern Cross Group. Havia dúvidas quanto à participação da YPF. A Shell teria solicitado aos potenciais compradores a manutenção de sua marca nos postos.

A diretora da Cosan afirmou ainda que a expectativa para o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da Raízen Combustíveis no segundo trimestre é de evolução de "um dígito baixo a médio". "Essa expansão vai depender da volatilidade dos preços e recuperação do volume", observou.

No primeiro trimestre, esse resultado cresceu 7,9% na comparação anual, para R$ 625,3 milhões. Pelo critério ajustado, a alta foi de 16,5%, para R$ 681,8 milhões. O investimento alcançou R$ 227 milhões (mais 27%), concentrado em expansão e renovação da rede de postos revendedores, em linha com o plano anual.

O volume total de vendas de combustíveis subiu 1,3%, para 6,12 milhões de metros cúbicos, ante queda de 1% do mercado nacional, segundo dado da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O destaque ficou por conta das vendas do chamado ciclo Otto (gasolina e etanol), com crescimento de 3%.

Conforme Paula, o ano começou com alguns sinais de arrefecimento na dinâmica de queda mais pesada na demanda por combustíveis observada nos últimos dois anos, mas a base de comparação ainda é fraca.

Nesse mercado, a estratégia da Raízen é a expansão da rede de distribuição com conversão de postos e renovação de contratos existentes. A empresa também investe pesado em logística. (Valor Econômico 12/05/2017)

 

Grupo Cosan suspende fixações de preços do açúcar diante de baixa nas cotações

A Cosan informou nesta quinta-feira que o grupo parou de fixar preços do açúcar bruto devido a cotações internacionais mais baixas, que atingiram mínimas de um ano recentemente em Nova York.

A diretora de Relações com Investidores da Cosan, Paula Kovarsky, disse ainda que as fixações do grupo, um dos donos da Raízen, maior companhia de açúcar e etanol do Brasil, voltarão quando a empresa observar valores apropriados no mercado.

Ela afirmou também não ver razão para preços do açúcar caírem, considerando oferta global.

O centro-sul do Brasil, maior produtor e exportador mundial de açúcar, está apenas no início da safra. Com um atraso na moagem, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) registrou queda acentuada na produção do adoçante em abril.

A executiva ressaltou que as chuvas atrasaram a moagem em abril, mas deverão beneficiar as produtividades das lavouras ao final da safra.

Paula falou durante teleconferência para apresentar os resultados da empresa, que registrou lucro líquido de 205 milhões de reais no primeiro trimestre.

A diretora da Cosan afirmou ainda que empresa está investindo em infraestrutura para importação de diesel e gasolina no Brasil para se preparar para um possível déficit de combustíveis no futuro. (Reuters 11/05/2017)

 

Açúcar: Safra mais açucareira

A destinação de um maior percentual de cana para a produção de açúcar no Brasil durante a segunda quinzena de abril pressionou os contratos futuros da commodity na bolsa de Nova York ontem.

Os papéis com vencimento em outubro fecharam a 15,96 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 18 pontos. Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), o percentual de cana da safra 2017/18 (iniciada em 1º de abril) utilizado para a produção de açúcar atingiu 42,9% na segunda quinzena de abril no Centro-Sul do país.

O número ficou acima das expectativas do mercado, de cerca de 42,3%, e do registrado um ano antes, quando esse percentual era de 42,9%.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 76,29 a saca de 50 quilos ontem, com queda de 0,61%. (Valor Econômico 12/05/2017)

 

Vendas de etanol em abril caem 16,66% e atingem 1,728 bi de litros

A comercialização de etanol pelas usinas e destilarias do Centro-Sul do Brasil em abril caiu 16,66%, segundo a Unica, na comparação com igual período do ano passado, para 1,728 bilhão de litros, dos quais 1,619 bilhão de litros para o mercado interno e 109,043 milhões de litros para o externo. O mês passado foi o primeiro da safra 2017/18. O volume comercializado de etanol anidro, misturado em até 27% à gasolina, atingiu 661,74 milhões de litros em abril, retração de 19,34% sobre abril de 2016 e de 26,04% relativamente a março de 2017.

No caso do hidratado, utilizado diretamente no tanque dos veículos, as usinas do Centro-Sul venderam 956,96 milhões de litros em abril de 2017 (queda de 19,65% sobre o mesmo mês do último ano) A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) explica que essa redução nas vendas de etanol anidro, quando comparadas com o volume apurado para março de 2017, já era prevista.

Isso porque, de acordo com as regras estabelecidas pela Resolução ANP nº 67/2011, produtores e distribuidores de combustíveis devem manter estoques de etanol anidro no dia 31 de março. Dessa forma, é natural que parte das vendas dos distribuidores no início de abril seja suprida pelo produto armazenado, reduzindo a retirada de etanol das unidades produtoras ao longo desse Período.

Conforme a Unica, até 1º de maio de 2017, 231 unidades produtoras estavam em operação no Centro-Sul, em comparação com 239 no mesmo período do ano anterior. Para a próxima quinzena, estima-se que 255 unidades estejam em safra. (Agência Estado 11/05/2017)

 

Moagem de cana do centro-sul tem atraso que derruba produção de açúcar e etanol

A quantidade de cana processada pelas usinas da região centro-sul do Brasil alcançou 24,09 milhões de toneladas na segunda quinzena de abril, queda de 33,51 por cento em relação ao volume registrado no mesmo período de 2016, mostraram dados da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) nesta quinta-feira, que apontaram também impacto negativo na fabricação de açúcar e etanol.

No acumulado da safra 2017/2018, iniciada oficialmente em abril, a moagem da principal região produtora de cana do país, totalizou 41,71 milhões de toneladas, retração de 39,7 por cento no comparativo com igual período do último ano, quando havia mais oferta da matéria-prima.

"Observa-se, portanto, um atraso de quase 30 milhões de toneladas na cana-de-açúcar moída entre ambas as safras", afirmou a Unica em relatório.

A produção de açúcar na segunda metade de abril de 2017 atingiu 1,12 milhão de toneladas, expressiva queda de 38,13 por cento comparativamente ao valor verificado na mesma quinzena da safra 2016/2017.

"Essa queda no volume produzido de açúcar decorre do atraso na moagem e da menor quantidade fabricada do produto por tonelada de cana-de-açúcar."

No acumulado da safra, segundo a Unica, a defasagem na produção de açúcar já atinge 1,43 milhão de toneladas. "Foram 3,25 milhões de toneladas fabricadas em abril de 2016, contra apenas 1,83 milhão de toneladas no ciclo 2017/2018."

A produção de etanol somou 931,60 milhões de litros na segunda quinzena de abril de 2017 (redução de 37,71 por cento ante o mesmo período do ano passado), sendo 331,58 milhões de litros de etanol anidro e 600 milhões de litros de etanol hidratado.

No acumulado desde o início da atual safra até 1º de maio de 2017, o volume produzido de etanol totalizou 1,62 bilhão de litros (queda de 41,87 por cento ante o mesmo período do ano passado), dos quais 493,81 milhões de litros de etanol anidro e 1,12 bilhão de litros de etanol hidratado.

QUEDA NA PRODUTIVIDADE

Dados preliminares apurados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), em uma amostra de 125 empresas, apontam para uma retração de 14,84 por cento na produtividade agrícola da área colhida em abril de 2017 comparativamente com o mesmo mês do último ano, para 77,28 toneladas de cana por hectare na safra.

"Essa retração na produtividade agrícola deve-se, principalmente, à menor área colhida com cana bisada na safra atual relativamente ao ciclo 2016/2017."

A Unica informou ainda que, até 1º de maio de 2017, 231 unidades produtoras estavam em operação no centro-sul, contra 239 no mesmo período do ano anterior.

Para a próxima quinzena, estima-se que 255 unidades estejam em safra, disse a associação em nota. (Reuters 11/05/2017)

 

Platts Kingsman eleva em 1,9% estimativa de superávit global 17/18 de açúcar

A consultoria especializada em agronegócio Platts Kingsman, unidade da S&P Global Platts, revisou para cima sua projeção para a safra global 2017/18 de açúcar. O superávit da temporada deve ser de 3,138 milhões de toneladas, alta de 1,88% ante os 3,08 milhões projetados anteriormente. Em boletim, a consultoria diz que a produção robusta em países como o Brasil e Tailândia deve elevar a safra global em 6,6% para um recorde de 187,7 milhões de toneladas na temporada 17/18.

O montante deve ultrapassar o consumo, que é projetado para avançar apenas 1% no próximo ano, menor crescimento dos últimos sete anos, disse a Platts Kingsman em conferência anual do açúcar, em Nova York, na última terça-feira.

Com poucas novidades altistas, “as projeções de baixa podem continuar dominando o mercado”, disse Claudiu Covrig, analista sênior do setor de açúcar. O mercado do alimento atraiu muitos especuladores nos últimos dois anos, período em que a produção global ficou abaixo do consumo, principalmente por causa dos prejuízos climáticos ligados ao El Niño.

Desde de setembro de 2016, especuladores comprados têm cortado suas apostas na alta da commodity, com alguns até migrando para se tornarem vendidos.

No atual preço da commodity em Nova York, Covrig destacou que o Brasil é o único produtor que consegue se mater competitivo. Todos os demais países demandarão preços maiores para cobrir seus custos, ponderou o especialista. (Down Jones 11/05/2017)

 

Petrobras mostra lucro de R$4,45 bi no 1º tri e já fala em dividendos

A Petrobras teve lucro líquido de 4,45 bilhões de reais no primeiro trimestre, o melhor resultado em dois anos, impulsionado por um desempenho operacional histórico, apesar de uma menor demanda por derivados no mercado interno, informou a estatal nesta quinta-feira.

O forte resultado líquido, registrado em meio a reduções acentuadas de gastos e despesas e maiores exportações, veio acima das previsões de analistas compiladas pela Reuters, que apontavam lucro de 3,773 bilhões de reais no período. A empresa reverteu assim prejuízo de 1,246 bilhão de reais registrado no primeiro trimestre do ano passado.

O resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) ajustado subiu para o recorde histórico de 25,254 bilhões de reais, ante 21,193 bilhões de reais no mesmo período do ano passado, ressaltou o presidente da Petrobras, Pedro Parente, a jornalistas.

O lucro do primeiro trimestre e um ganho contábil de 6,7 bilhões de reais previsto para o segundo trimestre, com a venda da Nova Transportadora do Sudeste (NTS), levaram Parente a falar sobre a retomada de pagamentos de dividendos para o exercício de 2017, o que não ocorre desde 2014, antes de a empresa lançar prejuízos bilionários por conta do atos de corrupção que envolveram a petroleira.

"Tem um resultado positivo relevante para o segundo trimestre... que aumenta as chances (de pagar dividendos), aumenta sem dúvida nenhuma, mas não posso prometer isso. Nosso desejo é pagar dividendos o mais cedo possível, e a empresa trabalha forte para isso", declarou Parente, que está perto de completar um ano à frente da companhia.

O desempenho do trimestre foi alcançado também por meio de menores gastos com importação de petróleo e derivados, em função da maior participação do óleo nacional na carga processada e da maior oferta de gás natural nacional, num mercado interno que registrou retração. Isso em momento em que a extração do pré-sal está crescente.

"A produção está crescendo e estamos usando mais óleo nacional... e um volume expressivo foi exportado a um preço maior", disse o diretor financeiro da Petrobras, Ivan Monteiro, citando ainda redução no custo de logística para processar nas refinarias.

A Petrobras registrou produção total de petróleo e gás natural de 2,805 milhões de barris de óleo equivalente por dia, em média, no período. Foram produzidos 2,248 milhões de barris por dia (bpd) de petróleo, sendo 2,182 milhão bpd no Brasil, 10 por cento acima do mesmo período do ano passado, o que permitir à empresa elevar exportações do óleo de boa qualidade do pré-sal.

A Petrobras citou menores despesas com vendas, gerais e administrativas, que somaram 4,697 bilhões de reais no primeiro trimestre, uma queda de 26,6 por cento ante o mesmo período do ano passado. A estatal também registrou redução das despesas financeiras líquidas e menores gastos com baixas de poços secos/subcomerciais.

O CEO ressaltou ainda uma redução de 18 por cento nos gastos operacionais gerenciáveis.
"O controle de custos e a redução de gastos estão sem dúvida por trás desse resultado da companhia no primeiro trimestre", disse Parente. Como parte da redução de custos, Parente apontou que o número de empregados do sistema Petrobras caiu 17 por cento no primeiro trimestre ante o mesmo período de 2016, para um total de 65.220 funcionários.

MENORES VENDAS

A receita com vendas, entretanto, caiu 3 por cento na comparação com o mesmo período do ano anterior, para 68,365 bilhões de reais, em meio a menor demanda no mercado interno.

O volume de vendas de diesel, o combustível mais vendido pela empresa, caiu 12 por cento, para 702 mil barris/dia, enquanto a comercialização de gasolina recuou 4 por cento, para 539 mil barris/dia, com o impacto da crise econômica e da maior concorrência no mercado doméstico.

De outro lado, as exportações de petróleo, derivados e de outros produtos aumentaram 72 por cento ante o mesmo período do ano passado, para 782 mil barris/dia.

REDUÇÃO DA DÍVIDA

Com bons resultados operacionais em ambiente adverso, a empresa reduziu a alavancagem, com o índice dívida líquida sobre Ebitda ajustado recuando a 3,24 vezes no primeiro trimestre, ante 4,81 vezes no mesmo período de 2016, aproximando-se cada vez mais da meta de 2,5 no fim de 2018.

"É possível sim que cheguemos a esse (indicador dívida líquida sobre Ebitda) 2,5 antes do fim de 2018, mas isso de maneira nenhuma significa que a gente possa relaxar, porque nossa conta de juros ainda consome um valor elevado", afirmou Parente, lembrando que a companhia ainda tem um endividamento que é o dobro de suas pares.

O endividamento bruto da petroleira caiu 5 por cento ante 31 de dezembro de 2016 para 364,758 bilhões de reais, e do endividamento líquido em 4 por cento, para 300,975 bilhões de reais. Em dólares, a dívida líquida caiu 1,388 bilhão de dólares ante dezembro de 2016, para 94,993 bilhões de dólares, com aumento do prazo médio para 7,61 anos, ante 7,46 anos.

O presidente da Petrobras lembrou ainda que os recursos advindos da venda da NTS, que entrarão no resultado do segundo trimestre, ajudarão a companhia a reduzir mais a dívida.

"Então a gente observa uma trajetória que sem dúvida está abaixo daquela que a gente previu no plano... a meta de 2,5 não significa a meta ideal para endividamento, porque nós estamos pagando ainda uma conta de juros que é 5 ou 6 bilhões maior do que a gente pagava anteriormente...", disse.

De qualquer forma, o diretor financeiro ressaltou que, desde que entrou na empresa, no início de 2015, esta é a primeira vez que a Petrobras tem todas as alternativas de funding à sua disposição, diante da melhora dos resultados, o que permitirá um alongamento dos vencimentos.

"A companhia tem hoje a sua disposição muitas alternativas de funding, e a gente vai explorar ao longo do ano... a posição de caixa hoje de 23 bilhões de dólares que permite a gente ao longo de um ano pagar o serviço da dívida e as amortizações de caixa", disse Monteiro.

Dessa forma, o diretor disse que a companhia vai "explorar sim alternativas para mudar o perfil" da dívida, uma vez que a empresa tem concentração de vencimentos importantes pela frente. "Temos alternativas de funding e vamos no momento adequado submeter as alternativas à diretoria."

A Petrobras registrou fluxo de caixa livre positivo pelo oitavo trimestre consecutivo, de 13,368 bilhões de reais, 5,6 vezes superior ao registrado no primeiro trimestre de 2016. (Reuters 11/05/2017)

 

Ultrapar prevê maior abertura de postos de combustível este ano

O grupo Ultrapar estima abertura de um número maior de postos de combustíveis neste ano no país e espera expansão de margens de lucro nos próximos meses, afirmou o diretor financeiro, André Pires, nesta quinta-feira.

"Este ano deveremos chegar perto de 500 (aberturas de postos) ou ultrapassar isso", disse o executivo durante teleconferência com analistas. Segundo ele, em 2016, as aberturas foram de cerca de 450 unidades.

A companhia divulgou na noite da véspera queda de 5 por cento no lucro líquido do primeiro trimestre sobre o mesmo período do ano passado, em resultado afetado por menores vendas de combustíveis na rede postos Ipiranga, principal braço de negócios da empresa. (Reuters 11/05/2017)