Setor sucroenergético

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Uma cobiçada cadeira na ANP

A sucessão na diretoria da ANP será um teste do prestígio do setor sucroalcooleiro no governo.

Os grandes usineiros do país, entre os quais Rubens Ometto Silveira Mello, da Cosan, e Luis Roberto Pogetti, da Copersucar, trabalham pela indicação do diretor de Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Miguel Ivan Lacerda de Oliveira.

No início de junho, chega ao fim do mandato do diretor da ANP José Gutman.

O próprio Gutman pensa em ir ficando no cargo por inércia.

Com o escândalo do grampo de Temer, ele pode ir sendo esquecido por lá. (Jornal Relatório Reservado 19/05/2017)

 

Pode chamar de Cargill

O Proterra Investment Partners está prospectando usinas de etanol no interior de São Paulo.

Para quem não está ligando o nome à “pessoa”, trata-se de um fundo vinculado à norte-americana

Cargill. (Jornal Relatório Reservado 18/05/2017)

 

Açúcar: Dólar e petróleo

O cenário macroeconômico continua a dar força às cotações do açúcar na bolsa de Nova York após a recente desvalorização do dólar ante o real.

Os papéis com vencimento em outubro fecharam ontem a 16,54 centavos de dólar a libra-peso, com alta de 39 pontos. Além da moeda americana mais fraca, o que tende a desestimular as exportações brasileiras, o petróleo em alta após o recuo nos estoques americanos também ajudou a impulsionar as cotações.

A matéria-prima mais cara tende a elevar a competitividade e a demanda pelo etanol, estimulando a produção brasileira do biocombustível em detrimento do açúcar.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 76,46 a saca de 50 quilos, alta de 0,33%. (Valor Econômico 19/05/2017)

 

FCStone avalia possível impacto da atual crise política para mercado de açúcar e etanol

O Brasil vive um momento de incerteza política após a revelação de que os irmãos Joesley e Wesley Batista, do grupo frigorífico JBS, gravaram conversa recente com o presidente Michel Temer. Nas imagens, o político solicita a continuidade de pagamento de propina ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), para garantir o seu silêncio na cadeia. A possível obstrução de justiça, ao evitar que Cunha contribua com as investigações por meio de um acordo de delação premiada, pode resultar no impeachment ou levar o presidente Michel Temer a renunciar.

Pela natureza da revelação, o país foi pego de surpresa. Segundo a consultoria INTL FCStone, mesmo que o mercado se mantivesse relativamente cauteloso, ciente do campo minado em que a política brasileira caminhava, não se aguardava uma reversão tão brusca do status quo.

Ontem (18), Michel Temer fez seu primeiro pronunciamento sobre as acusações que recaem sobre ele. O presidente rejeitou veementemente a possibilidade de renúncia, afirmando que o inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal não encontrará nenhuma irregularidade e o inocentará. A decisão de Temer não foi bem vista pelo mercado: o presidente teve sua governabilidade bastante comprometida com o desembarque das bancadas de partidos importantes da base aliada ao longo do dia, o que coloca em xeque o avanço da agenda de reformas.

Dessa forma, em uma análise sobre a situação atual do mercado, a FCStone reforçou que o momento atual é marcado por grande incerteza e exige cautela. “Dada a gravidade da situação, não enxergamos possibilidade de uma resolução rápida. Estamos escrevendo essa análise no calor dos fatos e a qualquer momento podem ocorrer mudanças rápidas no cenário descrito”, comenta a consultoria.

Açúcar e etanol

Com a elevada participação brasileira na produção (23%) e na exportação (49%) de açúcar, a FCStone acredita que o mercado será um dos mais afetados pela intensificação da crise política no Brasil. “O contrato #11 na ICE/NY já vem registrando forte queda e pode sofrer ainda mais em caso de maior desvalorização do câmbio brasileiro”, afirma e completa: “Isso é resultado da participação relativamente preços em moeda local no custo de produção”.

Além disso, a consultoria ainda aponta que a maior parte das usinas nacionais possui a opção de destinar sua matéria-prima para o açúcar (majoritariamente exportado) ou para o etanol (vendido em sua maioria no mercado doméstico), levando variações cambiais a afetarem o trade-off entre os dois produtos.

“Para as usinas do estado de Goiás, a produção de açúcar compensava mais que a de etanol com preços do contrato #11 acima de US¢15,74/lb, considerando preços de quarta-feira. Com o dólar a R$3,40, a equivalência entre os produtos cai para US¢14,54/lb”, exemplifica.

Câmbio

Após a moeda americana encerrar a quarta-feira em alta expressiva de quase 0,9%, cotada a R$3,13, impulsionada pelo sentimento crescente de cautela com o cenário político americano, o noticiário brasileiro roubou a cena e causou fortes flutuações no mercado doméstico.

“O momento é de incerteza absoluta. O efeito imediato das notícias foi o descolamento das cotações do dólar no mercado doméstico, que bateram os R$3,41 mais cedo”, lembra a FCStone. A consultoria reforça que as expectativas de avanço nas reformas trabalhista e previdenciária, que vinham contribuindo com a recuperação do real, foram colocadas no limbo.

Segundo a empresa, os desenvolvimentos recentes da política nacional e a recuperação da confiança dos investidores colocados em dúvida. “Por mais que os fundamentos de oferta e demanda do mercado de câmbio sejam favoráveis, em vista dos saldos comerciais recordes registrados em 2016 e no início deste ano, boa parte da valorização recente do real se baseava na melhora do ambiente de negócios e na calmaria do cenário político”, completa. (INTL FCStone 19/05/2017)

 

Produção de açúcar do Brasil deve alcançar 39,7 mi t em 2017/18, diz USDA

O governo dos Estados Unidos estimou nesta quinta-feira que a safra 2017/18 de açúcar do Brasil, maior produtor e exportador mundial de açúcar, deverá alcançar 39,7 milhões de toneladas, alta de 500 mil toneladas na comparação anual.

Em seu relatório semestral, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) estimou a produção global de açúcar em recorde de 180 milhões de toneladas em 2017/18, puxada por aumentos na produção do Brasil, China, União Europeia, Índia e Tailândia. (Reuters 18/05/2017)