Setor sucroenergético

Notícias

Produtores de cana da região noroeste paulista esperam safra mais lucrativa

Em uma fazenda em Elisiário (SP), a colheita deve ser até 10% maior que a da temporada passada.

Os produtores de cana-de-açúcar do noroeste paulista estão na contramão da expectativa do mercado e esperam uma safra mais lucrativa este ano. A safra da cana começou com expectativa de moagem de 585 milhões de toneladas na região centro-sul do país. A projeção da Unica, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar, indica queda de 22 milhões e 14 mil toneladas em relação a safra anterior.

O mapeamento da lavoura, feito a partir de imagens de satélite, aponta para uma redução de aproximadamente 1,5% na área disponível para colheita em 2017. Mas essa realidade enfrentada pelo centro-sul em geral não é exatamente a mesma do noroeste paulista, a segunda maior região produtora do Estado.

Na região, os produtores estão otimistas com a safra. Em uma fazenda em Elisiário (SP), a colheita deve ser até 10% maior que a passada. “A gente está otimista pelo clima que vem ajudando bem e esperançoso no fator de aumento”, afirma o produtor Claudinei Rebelato.

O produtor José Vallerio investiu na reforma da plantação, e espera que a safra desse ano seja até 5% maior. “Tempo tem colaborado, uma chuva controlada, regular, se os preços se mantiverem, já vai ser bom para nós”, diz José.

As usinas da região noroeste de São Paulo também estão na contramão das expectativas. Elas devem moer mais que na safra passada. Em uma usina no município de Marapoama (SP) a moagem nessa safra será de 1,870 milhão toneladas, contra 1,816 milhão na safra passada.

Do volume total de matéria-prima a ser processada na safra desse ano, a Unica estima que 46,99% vai ser destinada à produção de açúcar. A produção esperada de etanol deverá somar 24 bilhões de litros, uma retração de 3,71% no comparativo com os 25,65 bilhões da safra passada. Deste total, quase 11 bilhões serão de etanol anidro, para ser adicionado na gasolina, e mais de 13 bilhões de litros de hidratado.

Para quem entende do assunto isso significa que o mercado deve se manter competitivo, principalmente em relação aos preços do combustível. “A gente tem safra grande ainda, com perspectiva de melhora com o clima, isso deve trazer uma produção boa e uma oferta maior e o preço ficará competitivo”, afirma o diretor de usina José Fernandes Rio. (G1 23/05/2017)(

 

Chuvas afetam moagem de cana do centro-sul na 2ª quinzena de maio, diz Pine

As chuvas que retornaram com força às regiões produtoras de cana do centro-sul do Brasil devem continuar acima da média nos próximos 15 dias, prejudicando a produção de açúcar e etanol, afirmou nesta segunda-feira o banco Pine em relatório.

Segundo as projeções meteorológicas citadas pela instituição, as chuvas devem passar de 25 mm na primeira quinzena de maio para 120 milímetros na segunda quinzena (na média ponderada pela produção).

Além disso, o início de junho também será chuvoso, o que atrapalha o início da safra.

"Como sempre ocorre, esse fato tem dois efeitos diretos, redução da moagem de cana e a diminuição do mix de açúcar das usinas", afirmou o analista Lucas Brunetti, da equipe de commodities do Pine.

De acordo com o analista, as chuvas podem atrapalhar o mercado, pois essa produção já era esperada, visto a volumosa nomeação de navios para carregar açúcar nos portos brasileiros e a entrega física na bolsa do contrato de maio.

"Ainda é cedo para dizer, mas isso deve atrapalhar o cronograma das exportações", comentou.

Além disso, a chuva atrasa uma esperada queda sazonal nos preços do etanol.

"Como o mercado de etanol reflete rapidamente as variações no fluxo do produto, assim essas chuvas devem segurar os preços do etanol."

Por outro lado, o analista destacou que o tempo seco ajudou a operação das usinas na primeira quinzena do mês. "Segundo nosso modelo, pouco mais de um dia operacional de moagem foi perdido nessa quinzena, em média, na região centro-sul do Brasil."

Assim, a produção de açúcar deverá ser de aproximadamente 1,97 milhão de toneladas, enquanto a de etanol total deve ficar em 1,390 bilhão de litros, sendo 600 milhões de anidro e 800 milhões de hidratado. (Reuters 23/05/2017)

 

Açúcar: Clima no Brasil

Chuvas nas regiões produtoras de cana no Brasil deram sustentação ao preço do açúcar na bolsa de Nova York ontem.

Os contratos com vencimento em outubro fecharam a 16,72 centavos de dólar a libra-peso, alta de 13 pontos.

No fim de semana, choveu no Centro-Sul do Brasil, onde estão as lavouras de cana, o que impediu a colheita, diz relatório do Sucden Financial.

E a previsão é que a segunda quinzena de maio tenha o dobro de precipitação da média histórica.

A decisão da China de elevar a tarifa de importação de açúcar extra-cota de 50% para 95% não afetou o mercado.

O país asiático produz cerca de 10 milhões de toneladas de açúcar e importa outras 5 milhões.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 76,89 a saca de 50 quilos, alta de 0,48%. (Valor Econômico 23/05/2017)

 

Brasil pode deixar de exportar 800 mil t após China elevar taxa, diz Unica

A União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) avalia que o setor sucroenergético nacional poderá deixar de exportar 800 mil toneladas de açúcar para a China nos próximos 12 meses. O período coincide com a vigência da taxa de importação de 95% no país asiático, que tomou essa decisão no âmbito da investigação de salvaguarda movida desde o ano passado. A entidade esperava que as vendas para a China, principal comprador da commodity brasileiro, alcançasse cerca de 3 milhões de toneladas, volume que pode cair, portanto, para perto de 2,2 milhões de toneladas.

“Fizemos uma análise preliminar e esse é o impacto potencial”, disse nesta segunda-feira, 22, o diretor executivo da Unica, Eduardo Leão de Sousa, em teleconferência com jornalistas. Conforme ele, as compras totais chinesas nos próximos 12 meses podem diminuir em 28%, de aproximadamente 6 milhões para 4,5 milhões de toneladas. “A China pode atirar em um alvo e acertar outro, que é estimular o contrabando de açúcar. O mercado estima que só neste ano contrabando já supera 2 milhões de toneladas”, alertou.

Atendendo a reivindicações do setor produtivo local, a China iniciou em setembro do ano passado uma investigação sobre as importações de açúcar no período de janeiro de 2011 a março de 2016, quando as compras desse produto cresceram 663%. Nesta segunda, o Ministério do Comércio local afirmou que as compras prejudicaram gravemente a indústria do país. Assim, a partir de agora, a taxa que incide sobre as compras externas além da cota de 1,945 milhão de toneladas por ano vai ser elevada de 50% para 95%.

Depois de um ano, a taxa vai cair para 90%; em dois anos, para 85%. Entretanto, o imposto sobre o açúcar dentro da cota permanecerá em 15%. “Nada garante que o chineses, depois desses três anos, não vão prolongar a taxa de importação maior”, destacou Leão de Sousa, lembrando que medidas de salvaguarda podem ser usadas por até oito anos.

Conforme o executivo, o Brasil vem, desde o início, afirmando que não existem elementos suficientes para se caracterizar um surto de importação na China e, consequentemente, para se aplicar mecanismos de salvaguarda.

“Estamos agora avaliando os próximos passos. Estamos examinando com os chineses a possibilidade de se mitigar os impactos de uma medida dessa natureza. O governo brasileiro ainda espera que a China se sensibilize a respeito”, concluiu Leão, descartando, ao menos por ora, a possibilidade de um painel de contestação na Organização Mundial do Comércio (OMC). (Reuters 23/05/2017)

 

Açúcar: Cotações têm forte alta no exterior, mas seguem estáveis no BR

Os preços do açúcar demerara estão em alta na Bolsa de Nova York (ICE Futures), impulsionados pela valorização do petróleo, no dia 15 de maio, Rússia e Arábia Saudita comunicaram a prorrogação de um acordo que visa reduzir a produção da commodity.

Com a matéria-prima mais cara, o preço da gasolina poderia aumentar, o que, por sua vez, estimularia o consumo de etanol, elevando a participação do biocombustível no mix de produção e diminuindo a exportação do açúcar brasileiro. A alta externa, no entanto, não elevou os preços domésticos do açúcar cristal, que seguem estáveis, na casa dos R$ 76,00/sc de 60 kg desde 4 de maio.

No mercado spot paulista, conforme colaboradores do Cepea, a oferta de açúcar cristal cor Icumsa 150 continua baixa. Devido às chuvas dos últimos dias, algumas usinas interromperam a moagem e ficaram fora do mercado. De 15 a 22 de maio, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal, cor Icumsa entre 130 e 180, subiu 1%, fechando a segunda-feira a R$ 76,89/saca de 50 kg. (Cepea / ESALQ 23/05/2017)

 

China impõe tarifas de importação de 95% sobre açúcar; especialistas questionam impacto

Importações do atual ano fiscal terão taxação adicional de 45%, totalizando uma alíquota de 95%.

A China anunciou nesta segunda-feira que irá impor pesadas taxas sobre importações de açúcar, após um movimento de usinas domésticas em prol da medida, mas especialistas dizem que a regra pode não ser o suficiente para conter o fluxo do produto barato para o maior importador do mundo.

A regra, que deverá afetar cerca de um terço das importações anuais de açúcar da China, introduz uma tarifa extra para os próximos três anos sobre embarques que o governo disse que "impactam seriamente" a indústria doméstica.

O movimento pode prejudicar importações procedentes dos maiores produtores como Brasil e Tailândia, uma vez que reduzirá a diferença entre os preços chineses e os internacionais. O açúcar na China custa quase o dobro dos preços no mercado de Londres.

Mas operadores dizem que as tarifas maiores devem também impulsionar mais contrabandos nas fronteiras ao Sul da China, enquanto algumas importações junto aos grandes produtores podem ser embarcadas por meio de países terceiros, excluídos das tarifas.

O açúcar é um dos poucos setores em que a China luta para competir, dados custos maiores de sua produção por meio de pequenas propriedades. O país produz cerca de 10,5 milhões de açúcar de cana e beterraba ao ano, mas importa outros 3 milhões. Pequim ainda combate cerca de 2 milhões de toneladas ao ano em contrabandos, disseram fontes.

"É claro que isso vai apoiar a indústria doméstica por algum tempo", disse um operador na China. "(Mas) o mercado global de açúcar bruto só precisa cair um pouco abaixo de 15 centavos" para tornar lucrativo importar para a China.

Os preços globais do açúcar bruto eram negociados um pouco cima de 16 centavos de dólar por libra-peso nesta segunda-feira.

Regras

A China atualmente permite 1,94 milhão de toneladas em importações de açúcar com uma tarifa de 15 por cento, como parte de um acordo com a Organização Mundial do Comércio.

Importações além disso têm uma tarifa de 50 por cento. E as regras desta segunda-feira impõem uma tarifa adicional de 45 por cento para essas importações no atual ano fiscal, segundo nota do Ministério do Comércio da China. A tarifa total, assim, vai para 95 por cento, uma alíquota que cairá para 90 por cento ano que vem e 85 por cento no ano seguinte.

As medidas também devem elevar a pressão para que Pequim venda mais de suas reservas estatais para evitar que a oferta fique limitada e eleve os preços.

Os futuros do açúcar inicialmente caíram mais de 1 por cento com as notícias, mas depois reduziram perdas, com operadores interpretando o movimento, que ficou em linha com uma proposta inicial apresentada em abril, como muito brando para conter os embarques.

A Tailândia, terceira maior produtora global, minimizou o impacto.

As usinas do país têm custos de embarque para a China muito menores que seus rivais Brasil e Austrália, disse o presidente do conselho da Corporação de Usinas de Açúcar da Tailândia, Viboon Panitwong, que não espera que a tarifa afete significativamente as exportações do país. (Reuters 22/05/2017)

 

Catar deve enviar missão de negócios ao Brasil, em setembro

O ministro Blairo Magg (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) encerrou, nesta segunda-feira (22), sua agenda no Oriente Médio, depois de reunir-se no Catar, com autoridades de governo, como o ministro da Economia, sheikh Ahmed bin Jassim Al Than. Do ministro do Catar, Maggi ouviu elogios à produtividade agrícola do Brasil e a tecnologias desenvolvidas pela Embrapa, que permitiram o país se destacar na produção mundial de alimentos.

Blairo Maggi detalhou medidas adotadas depois da Operação Carne Fraca e esclareceu pessoalmente sobre os cuidados sanitários e a regras internacionais seguidas por frigoríficos brasileiros. Mesmo sem problemas com a sanidade dos produtos, o Ministério da Agricultura deixou de emitir certificados de exportação a plantas que estavam sendo auditadas ou investigadas, observou Maggi.

O ministro destacou a safra recorde de grãos que deverá ser colhida neste ano, de 230 milhões de toneladas, prevista pela Conab. “E, isso, sendo que o Brasil é um dos que menos subsidiam a produção”.

O ministro das Municipalidades e Meio Ambiente, Mohamed bin Abdullah Al-Rumahi, disse que deverá ser enviada uma missão de governo ao Brasil, em setembro. “Nossa relação com o Brasil é de alto nível. No Catar existe um carinho muito grande pelo Brasil”, afirmou. O presidente da Embrapa, Maurício Lopes, que integra a comitiva, destacou que a empresa vinculada ao Mapa tem contribuído para as práticas sustentáveis em uso na agricultura do país.

Acompanhado também pelo secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Odilson Silva, Blairo Maggi, reuniu-se, também, com o sheikh Abdul Aziz Bin Ali Al-Thani, diretor de Planejamenro de Negócios da Qatar Investment Authority, que disse considerar o Brasil um parceiro estratégico e informou o interesse em realizar investimentos diretos no país.

Houve ainda audiência com Mohammed Bin Hamad Bin J. Al-Thani, diretor de Saúde Pública do Public Health Department , que elogiou a velocidade das respostas dadas pelo Mapa a pedidos de informações feitos pelo departamento e comentou ser importante que a comunicação continue aberta.

A missão de governo e empresarial incluiu o Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, que passará a contar com um adido agrícola, em breve, segundo Maggi., e Emirados Árabes Unidos.

Rebanho no deserto

Na Arábia Saudita, foi visitado um dos maiores empreendimentos para produção de leite e derivados lácteos do mundo. A Almarai, em seis diferentes localidades em pleno deserto saudita, mantém um rebanho de 185 mil animais. “São 125 mil vacas, 95 mil em lactação, com média diária de 42 litros por cabeça em quatro ordenhas. Esta megaoperação gera cerca de 4 milhões de litros de leite diários”, contou o presidente da Embrapa.

A visita foi feita a Al Kharj, a 80 quilômetros ao sul da capital, Riad, com 20 mil vacas que produzem 840 mil litros diários. “O segredo para uma produção de leite bem-sucedida em um dos ambientes mais áridos do mundo é tecnologia. Em temperaturas desérticas normais, que podem chegar a 50 graus Celsius, os animais da raça Holstein são mantidos em ambientes com temperaturas entre 23 e 27 graus por meio de sistema automatizado com equipamentos que produzem nuvens de umidade, mantendo conforto térmico em galpões abertos que alojam os rebanhos”, disse Maurício Lopes.

Uma fábrica realiza o processo de pasteurização dos produtos lácteos, engarrafamento e acondicionamento ou sua transformação em produtos comercializados em 55 mil lojas de seis nações do Golfo. “O rendimento da Almarai exige investimento em função da redução das já deprimidas reservas de água do país. Estima-se que quatro quintos dos aquíferos da Arábia Saudita estão esgotados. Com praticamente nenhuma precipitação para reabastecê-los, o governo pretende eliminar completamente a produção de alimentos para os rebanhos (em grande parte já importados), o que pressionará a Arábia Saudita a importar todo o grão e forragens e, talvez a água, necessários para manter esta megaoperação no futuro”, destacou.

Comunicados

No domingo, ainda nos Emirados Arábes, Blairo Maggi, participou de encontro de empresários brasileiros com apoio da Câmara de Comércio Árabe-Brasil. E divulgou três decisões importantes para exportadores brasileiros. “Fui comunicado pelo embaixador José Humberto Brito Cruz, do Marrocos, que foi reaberto o mercado de carne bovina do Brasil. O Egito comunicou a empresas brasileiras que vai comprar 20 mil toneladas de carne bovina por mês, reabrindo o mercado. E a Arábia Saudita vai reabrir o mercado no país para boi em pé”. (Notícias Agrícolas 23/05/2017)

 

Brasil pode ter carro primeiro carro híbrido flex do mundo

A Universidade de São Paulo (USP) busca parceiros para desenvolvimento de projeto inovador.

Tecnologia híbrida garante economia e preservação ambiental, mas híbrido flexfuel pode ser ainda mais eficiente.

Quando a palavra híbrido é pronunciada, o primeiro pensamento que vem à cabeça é sobre animais resultantes do cruzamento entre duas espécies diferentes. No mundo do automobilismo, essa palavra tem um sentido mais amplo, mas o conceito é bem parecido.

Isso porque, para ser considerado híbrido, um carro deve possuir dois motores, um deles com propulsão a combustão e o outro, elétrico. Outra característica nesse tipo de veículo é que eles não liberam poluentes e são considerados ecologicamente corretos.

Geralmente esse tipo de carro possui um motor à gasolina e outro movido a eletricidade, responsável por auxiliá-lo. Mas, o que ainda não existe, no seleto mundo dos carros híbridos, é um carro em que um dos motores seja movido por uma combinação entre eletricidade e a tecnologia flexfuel, que combina vários combustíveis.

Essa combinação inédita pode se tornar realidade em um futuro próximo e depende da boa vontade de montadoras que tenham interesse em investir em uma parceria com a Universidade de São Paulo (USP), que está à frente do projeto.

Segundo a agência de notícias USP, o Fapesp-Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI), que fica dentro da Escola Politécnica da USP (Poli), a ideia é criar um carro híbrido/flex, a partir da adaptação de um veículo híbrido. A iniciativa permitirá a criação do primeiro carro híbrido flex do mundo, podendo impulsionar o uso da tecnologia híbrida no Brasil.

Hoje, existem apenas cinco modelos de carros híbridos à venda no Brasil: Toyota Prius, Lexus CT200h, Ford Fusion Hybrid, Mitsubishi Outlander PHEV e BMW i8. Esse cenário, composto por veículos ainda muito caros, o Prius é o mais barato deles e custa cerca de R$ 120 mil, pode mudar totalmente com a popularização desse tipo de tecnologia.

Parcerias à vista

"Estamos procurando um fabricante de veículos que se interesse por esse projeto, no qual já temos como parceiro o Instituto Mauá de Tecnologia", adianta o diretor científico do RCGI, Julio Meneghini. De acordo com o profissional, as tratativas iniciais envolvem dois fabricantes, para que se possa transformar o veículo. "A seguir, passaremos a adaptá-la para gás natural e biometano”, acrescenta.

A ideia dos pesquisadores é adaptar o veículo híbrido para que ele possa utilizar como combustível gasolina pura, a gasolina nacional, que tem 27% de etanol anidro, o etanol hidratado, o gás natural comprimido e o biometano - este último, um biogás purificado, de onde são removidas partículas de dióxido de carbono e outros gases prejudiciais ao meio ambiente.

Viabilidade no país do carro flex

Ainda de acordo com Meneghini, a tendência é que os carros no Brasil sejam flexfuel, sobretudo usando gasolina e etanol, eventualmente podendo utilizar gás natural e biometano.

O responsável pela pesquisa acredita que o maior desafio do projeto, além das adaptações, é obter uma eficiência superior a de um carro flex convencional nos quesitos consumo e emissões de poluentes.

Meneghini acredita que o resultado será um veículo com tecnologia mais econômica, tanto no que diz respeito ao consumo de combustível quanto à emissão de gases que causam o efeito estufa. "Falo tanto das emissões de dióxido de carbono originário de combustíveis fósseis quanto do CO2 originário de fontes renováveis, como o etanol”, salienta.

Dentre as modificações que devem ser feitas no carro híbrido resultante do projeto, ele cita o uso de bicos ejetores com pré-aquecimento, devido à inclusão do etanol como combustível. Outras alterações propostas também dizem respeito a adaptações para que o carro possa rodar com GNC ou biometano. (Blasting News 22/05/2017)