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Brasil tenta compensação da China após maior taxa de importação de açúcar, diz Unica

O presidente do Conselho Deliberativo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Pedro Mizutani, disse nesta quinta-feira que o governo brasileiro ainda discute com a China uma compensação referente ao aumento da taxa de importação de açúcar pelo país asiático.

“Estamos tentando contrapartidas, pois o Brasil é um grande exportador. Trabalhamos com um aumento de cota (de importação) pelas refinarias chinesas”, disse nos bastidores do seminário Perspectivas para o Agribusiness 2017 e 2018, promovido pela B3, em São Paulo. Segundo ele, um encontro com autoridades da nação asiática ocorreu sexta-feira passada (26).

No dia 22 de maio, os chineses praticamente dobraram a taxa de importação de açúcar, na esteira da investigação de salvaguarda realizada pelo país. Desde então, a taxa que incide sobre as compras externas além da cota de 1,95 milhão de toneladas por ano foi elevada de 50% para 95%. Depois de um ano, a taxa vai cair para 90%; em dois anos, para 85%. É justamente essa cota que o Brasil quer que seja maior. Segundo Mizutani, o governo brasileiro ainda está avaliando a possibilidade de recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra essa decisão.

Ainda quanto ao assunto importação, o presidente do Conselho da Unica também defendeu a taxação de etanol comprado pelo Brasil. A entidade defende uma tarifa de 16% sobre a importação e diz que isso leva em consideração questões ambientais, já que o álcool de cana é menos poluente que o de milho, por exemplo, feito nos Estados Unidos. “Essa diferenciação ambiental tem de existir, assim como nosso etanol nos EUA tem um prêmio, por ser avançado”, disse.

Para Mizutani, a safra 2017/18 no Centro-Sul do Brasil caminha bem, com a projeção de moagem mantida pela Unica em 585 milhões de toneladas. Apesar das chuvas em excesso em maio, ele explicou que, caso as condições climáticas se mantenham favoráveis nos próximos três meses, durante o pico de processamento, não haverá prejuízos à temporada.

Por fim, Mizutani destacou que não vê espaço para mais perdas para o açúcar demerara na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). “Deve ficar entre 15 e 18 centavos de dólar por libra-peso”. (Agência Estado 01/06/2017)

 

Açúcar: Fator Trump

Uma série de notícias negativas para os preços do açúcar pressionaram a commodity na bolsa de Nova York ontem.

Os papéis com vencimento em outubro fecharam a 14,53 centavos de dólar a libra-peso, com recuo de 60 pontos.

 No dia 22 de maio, a China, maior importador mundial do produto, anunciou o aumento de 50% para 95% no imposto sobre a importação de volumes acima da cota de 1,95 milhão de toneladas.

Ontem, por outro lado, o anúncio de rompimento dos EUA com o acordo climático de Paris catalisou as perdas em meio à perspectiva de uma menor demanda por etanol, o que geraria uma maior produção do adoçante.

No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal ficou ontem em R$ 77,41 a saca de 50 quilos, com queda de 0,39%. (Valor Econômico 02/06/2017)

 

Preços do açúcar devem subir até o fim do ano, estima Rabobank

Os preços do açúcar no mercado internacional devem ter alta até o fim do ano. A avaliação foi feita pelo gerente de pesquisa em Agroeconomia do banco holandês Rabobank, Andy Duff. O executivo lembrou que, no final do ano passado, as cotações da commodity na Bolsa de Nova York chegaram a bater US$ 0,24 por libra-peso. Atualmente, os contratos de prazo mais curto estão oscilando em torno dos US$ 0,15 a libra. Desde janeiro, a queda nos preços é de 25%. Para ele, os dois movimentos têm a mesma explicação: o dinheiro de fundos de investimentos.

“O preço do açúcar está baixo demais. não merecia estar tão alto naquele momento nem estar tão baixo agora. Os fundos turbinaram a subida e agora estão turbinando em sentido oposto”, avaliou, durante o seminário Perspectivas para o Agribusiness 2017 e 2018, promovido pela B3, em São Paulo (SP).

Para o executivo do Rabobank, a tendência é de uma virada no quadro global de oferta e demanda de açúcar. Depois de pelo menos dois anos de produção esperada menor que o consumo, a expectativa para o ciclo 2017/2018 é de um excedente da commodity. (Revista Globo Rural 02/06/2017)

 

Expectativa da Monsanto é que fusão com a Bayer ocorra até o fim do ano

O presidente da Monsanto no Brasil, Rodrigo Santos, afirmou ao Broadcast Agro que a perspectiva de o processo de fusão da companhia com a Bayer ser aprovado até o fim do ano é compatível com as medidas ocorridas até o momento. Atualmente, a Bayer está em processo de compra da Monsanto, pelo preço de US$ 57 bilhões.

A expectativa é de que a operação seja finalizada ainda este ano. “Enviamos um pacote de informações ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) há cerca de duas semanas”, disse Santos, acrescentando que há previsão de que a operação seja finalizada até dezembro de 2017, período que, segundo Santos, seria “condizente” com o processo.

Caso o acordo de fusão entre Bayer e Monsanto venha a ser aprovado por órgãos regulatórios, a companhia resultante da fusão será a líder global de insumos agrícolas em termos de vendas. (Reuters 01/06/2017)

 

Maggi: não devemos ter medo de defender etanol de milho no Brasil

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, defendeu nesta quinta-feira, 1, na abertura do Fórum Mais Milho, em Castro (PR), o uso do grão para a produção de etanol no País. “Não devemos ter medo de defender etanol de milho no Brasil”, disse ele. Maggi lembrou que o milho é plantado no Centro-Oeste muitas vezes sem retorno ao produtor, apenas para beneficiar a soja, com o aumento da produtividade dessa cultura no esquema de rotatividade de culturas.

Maggi citou que em breve será inaugurada uma usina exclusiva para a produção de etanol de milho em Mato Grosso, o que deve agregar valor ao cereal produzido naquele Estado. O ministro deu recado aos produtores de etanol de cana, que criticam o uso do milho na fabricação do combustível. Ele lembrou que os Estados Unidos se tornaram rapidamente os maiores produtores mundiais de etanol após o fomento ao uso do grão.

“Enquanto dizemos que é mais barato etanol de cana, os Estados Unidos abarrotam nosso mercado com etanol de milho. Se o programa de etanol nos Estados Unidos terminar, o preço de milho desaba a tal ponto que não seremos mais competitivos”, explicou o ministro.

Maggi rebateu as críticas de que o etanol de milho concorre com o uso do cereal em alimentos e afirmou que, se o preço sempre fosse remunerador, a commodity seria priorizada. “Etanol de milho não é concorrência com alimentos. Eu não vou produzir e subsidiar milho pra ser enviado a outro lugar”, concluiu. (Agência Estado 01/06/2017)

 

Agronegócio foi locomotiva do PIB, mas voltará a ser vagão

O Brasil saiu da recessão, mas não da crise. A interrupção de trimestres seguidos de resultado negativo nos tirou do pior momento da economia brasileira em décadas, talvez o pior da história. O crescimento de 1% do PIB no primeiro trimestre é uma boa notícia, mas é muito improvável que ele se repita nos períodos seguintes.

O agronegócio foi a grande locomotiva da economia entre janeiro e março. Mas, a partir de abril voltará a ser um vagão do trem gerador de riquezas do país. Não é por má vontade ou incompetência, é pelo roteiro natural da economia brasileira que concentra no primeiro trimestre o melhor momento da safra de grãos.

Tanto assim que muitos analistas esperam um resultado negativo já no segundo trimestre. Voltaríamos para a recessão? Não, pelo menos do ponto de vista técnico. O choque com a crise política provocada pela delação da JBS pode comprometer a confiança e reter o já muito lento ritmo de recuperação esperada para o ano.

Se o período entre abril e junho ficar mesmo negativo, aumenta a pressão para que o segundo semestre seja mais forte. Para que a previsão de um PIB de 0,5% para este ano se confirme, é preciso que os dois últimos trimestres tenham desempenho médio de cerca de 0,4%.

A composição do PIB brasileiro está concentrada, essencialmente, no consumo das famílias. Os gastos do governo e o investimento, não o financeiro, investimento na capacidade de produção, complementam a fórmula do combustível que alimenta a economia. Estes três componentes seguiram em queda no primeiro trimestre. No caso dos investimentos, o resultado é desalentador.

Olhando para o PIB do primeiro trimestre deste ano em comparação ao primeiro tri do ano passado, o IBGE mostrou queda de 0,4% da economia. O investimento, no mesmo período, caiu 3,7% - é uma queda muito aguda. Eu conversei com a economista Alessandra Ribeiro, da Tendências Consultoria, que me explicou que este é um fator que pesa na expectativa de recuperação da atividade.

A taxa de investimento da economia está agora em 15,6%, um dos menores níveis da história. Para que o Brasil pudesse se desenvolver, melhorando sua infraestrutura, com uma relação mais equilibrada entre o crédito e o consumo, aliviando o peso do chamado Custo Brasil da produção, esta taxa deveria ser de, no mínimo, 22% do PIB.

Um outro elemento que sempre contribuiu para o crescimento está perdendo peso, sem antes ter perdido relevância. Os gastos do governo caíram 1,9% na comparação anual do trimestre. Como me explicou a Alessandra Ribeiro, pela perspectiva do PIB isto é ruim, já que tira da conta um fator relevante. Mas o desequilibro das contas públicas impõe a redução dos gastos e também uma nova realidade a ser compreendida e assimilada pelos brasileiros: a era de uma mão mais forte e pesada sobre a economia está manca e teremos que nos virar sem ela. (G1 01/06/2017)

 

EUA e México avançam em negociações sobre comércio de açúcar, diz ministro mexicano

As negociações destinadas a um acordo sobre uma longa disputa comercial sobre açúcar entre os Estados Unidos e o México continuam enquanto o prazo se aproxima, disse o ministro da Fazenda do México, Ildefonso Guajardo, nesta quinta-feira.

Guajardo disse a repórteres durante um evento na Cidade do México que os EUA e negociadores mexicanos estão avançando, mas acrescentou que ele não poderia garantir um novo acordo.

No mês passado, os governos do México e Estados Unidos concordaram em estender o prazo para negociações até 5 de junho.

A indústria de açúcar dos EUA pressionou o Departamento de Comércio no ano passado a se retirar de um acordo de 2014 que estabelece preços e cotas para importações norte-americanas de açúcar mexicano caso o acordo não pudesse ser renegociado.

A mais recente reviravolta na disputa de açúcar entre o México e os EUA ocorre no momento em que os laços entre os dois países se fragilizaram sob a gestão do presidente Donald Trump, que assumiu o cargo em janeiro. (Reuters 02/06/2017)

 

Cofco faz hedge do açúcar no Brasil por previsão pessimista

A Cofco International, uma unidade da maior empresa de alimentos da China, fez hedge de 90 por cento de sua produção de açúcar de quatro usinas no Brasil em meio à perspectiva pessimista para os preços da commodity.

A produção das usinas nessa safra provavelmente será de cerca de 1,3 milhão de toneladas, disse Marcelo de Andrade, presidente global da Cofco para o açúcar, na segunda-feira, em entrevista no escritório da companhia em São Paulo. Na próxima temporada, que começa em 1o de abril, a empresa já fez hedge de 55 por cento da produção, disse ele. O Brasil é o maior produtor e exportador de açúcar do mundo.

A maior parte da produção desta safra foi protegida de setembro a fevereiro, disse Andrade, que preferiu não revelar preços específicos nem médios. Durante esses meses, o açúcar chegou a subir a 24,1 centavos a libra e registrou média de 20,9 centavos na ICE Futures U.S., em Nova York. Na terça-feira, a commodity registrou a maior baixa em 13 meses, fechando a 14,73 centavos.

O preço pode cair para apenas 13 centavos se Brasil, Índia e União Europeia tiverem clima favorável, disse Andrade. A commodity provavelmente não excederá os 18 centavos mesmo que condições adversas nos países produtores gerem um cenário otimista.

"Estamos reafirmando nossa estimativa para a nossa produção de açúcar" mesmo depois que a chuva reduziu o teor de açúcar da cana, disse Andrade. A produção no Centro-Sul do Brasil será de 35 milhões de toneladas nesta safra e o esmagamento de cana, de 580 milhões de toneladas, disse ele.

O açúcar caiu na semana passada depois que a Petrobras reduziu o preço médio da gasolina para as refinarias, prejudicando as perspectivas para a demanda pelo etanol feito à base de cana e elevando a perspectiva para a produção de açúcar. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) afirmou em 26 de maio que a produção da commodity no Centro-Sul cresceu 1,7 por cento na primeira quinzena de maio em relação ao mesmo período do ano anterior, surpreendendo os analistas, que esperavam declínio.

Os preços do etanol hidratado brasileiro caíram 25 por cento neste ano devido à falta de demanda doméstica e ao aumento das importações dos EUA.

"Continuaremos destinando o máximo possível de caldo de cana para fabricar açúcar" devido à erosão dos preços do etanol, disse Andrade.

A produção de açúcar das quatro usinas de São Paulo na safra passada foi de 1,1 milhão de toneladas.

Na terça-feira, os futuros do açúcar bruto para entrega em julho tiveram declínio de 0,2 por cento e fecharam em 15,02 centavos após chegarem a cair 2,1 por cento. O preço acumula queda de 23 por cento neste ano devido à perspectiva de abundância global. (Bloomberg 01/06/2017)

 

GranBio admite atraso em usina, mas espera etanol 2G competitivo em 2019

O plano da GranBio de produzir etanol celulósico, combustível de segunda geração (2G) feito a partir do bagaço da cana-de-açúcar, tem registrado atrasos. A companhia admite ter mudado o cronograma de investimentos e de metas de produção do combustível por conta dos problemas “tecnológicos” e pela crise econômica, mas espera ter, em 2019, um etanol 2G competitivo como o combustível de primeira geração fabricado a partir da cana.

Em 2014, a GranBio, fundada pelo empresário Bernardo Gradin para ser uma companhia de desenvolvimento em novas tecnologias em combustíveis e bioquímicos, iniciou a produção de etanol 2G na usina BioFlex 1, em São Miguel dos Campos (AL). Um dos sócios é a BNDES Participações (BNDESPar), fundo de investimentos do banco de fomento, com 15% do negócio e um aporte de US$ 190 milhões em financiamento na unidade.

“Desde a inauguração da Bioflex 1, a GranBio operou, entre testes e produção, durante as safras do Nordeste 2015/2016 e 2016/2017. O projeto se mostrou mais desafiador do que o esperado em níveis tecnológicos (…). Esses desafios iniciais com a tecnologia de pré-tratamento, além da crise econômica, levaram a companhia a mudar seu cronograma de investimentos e de metas de produção, estendendo os prazos previstos para atingir plena capacidade e para o anúncio de novos projetos”, informou a GranBio em nota ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado.

A companhia não informou, porém, quais os prazos previstos, nem divulgou o cronograma de investimentos. Além disso, entre os questionamentos estavam quanto tempo a unidade operou ou ficou fechada desde 2014, quais os projetos de novas usinas, quais os investimentos e custos na fabricação do etanol celulósico.

“A GranBio avalia que o etanol celulósico será a solução mais efetiva economicamente e ambientalmente para expansão da produção brasileira e para atender o aumento da demanda por combustíveis renováveis quando a economia voltar a crescer”, informou. “Como empresa inovadora (…), a GranBio continua comprometida com o desenvolvimento do setor e acredita que o (etanol) 2G já será mais competitivo que o 1G a partir de 2019”, concluiu a nota.

A companhia também não comentou sobre sua desistência do arrendamento da Usina Guaxuma, acordado no ano passado em parceria com a Usina Coruripe. A usina, também em Alagoas, faz parte da massa falida do Grupo João Lyra e produz açúcar e etanol de primeira geração. (Agência Estado 01/06/2017)

 

Volvo apresenta caminhão autônomo projetado no País para colheita de cana

Desenvolvido em Curitiba, com ajuda da matriz sueca, caminhão teve sistema de automação aplicado em um modelo já à venda no mercado brasileiro, o semi-pesado VM.

A fabricante de caminhões e ônibus Volvo, com fábrica em Curitiba (PR), apresentou ontem um caminhão autônomo desenvolvido no País, com ajuda da matriz sueca, especialmente para uso na colheita de cana-de-açúcar.

O sistema de automação foi aplicado em um veículo à venda no mercado brasileiro, o semi-pesado VM, já equipado com vários itens tecnológicos. A empresa estima que a produção comercial se tornará viável em até três anos.

O VM Autônomo utiliza sistemas similares aos adotados nos veículos que a Volvo testa desde o ano passado em minas de carvão na Suécia e, mais recentemente, na coleta de lixo.

Os níveis de autonomia é que variam, informa o diretor global de automação da Volvo sueca, Hayden Wokil. O caminhão brasileiro precisa de um motorista para levá-lo até a área de plantio onde recebe a cana cortada por colheitadeiras. Uma vez na linha do plantio, o serviço é feito sem interferência humana.

A vantagem, explica o presidente da Volvo América Latina, Wilson Lirmann, é a redução das perdas no processo, que podem chegar a 20% da colheita.

Segundo ele, o projeto teve início justamente quando um grande cliente da montadora, a usina Santa Terezinha, terceira maior exportadora de açúcar do Brasil, procurou a empresa para estudar alternativas para reduzir esse tipo de prejuízo. (O Estado de São Paulo 01/06/2017)

 

Produtor de milho vai para soja nos EUA e derruba ainda mais os preços

O início de safra 2017/18 não vai bem nos Estados Unidos. Mas isso não deve dar novo ânimo ao produtor brasileiro. Muita coisa precisa mudar para pior nas lavouras americanas para que os Estados Unidos interfiram menos no volume mundial de grãos.

O plantio está atrasado, devido ao excesso de umidade. O produto que mais sofre com o excesso de chuva é o milho. Estimativas indicam que boa parte da área que foi semeada com esse cereal deverá ser replantada.

O tempo passa, e a partir das próximas semanas os americanos perdem o prazo ideal para o plantio ou o replantio de milho. Quem perder esse período vai optar pela soja.

Com isso, a área de soja, que já supera em 2,5 milhões de hectares a do ano passado, poderá ser ainda maior neste ano.

O resultado disso é uma safra de soja ainda maior nos Estados Unidos, e preços em queda.

Nesta terça-feira (30), o contrato de julho da oleaginosa recuou para até US$ 9,11 por bushel (27,2 quilos), o menor valor desde 9 de março de 2016. Após pequena recuperação no final do pregão, terminou o dia em US$ 9,13.

O problema é que o aumento da safra de soja influencia muito a rentabilidade dos produtores brasileiros, devido à queda de preços. Já a redução da safra de milho nas lavouras dos EUA não traz tantos benefícios aos brasileiros.

Além de a safrinha deste ano estar com patamares recordes de produção, os argentinos também vão colocar um volume elevado do cereal no mercado internacional.

Uma das poucas coisas que poderiam influenciar a produção norte-americana seria a ocorrência de seca em junho e julho, segundo Daniele Siqueira, da AgRural. Caso contrário, a oferta mundial de milho neste ano será grande.

A consultoria termina nesta semana o levantamento de produção de milho safrinha, mas já constata que vêm números recordes pela frente.

NOS EUA

Os produtores norte-americanos já semearam 67% da área que será destinada à soja nesta safra 2017/18. No ano passado, a área coberta neste período do ano era de 71%.

Já o plantio de milho atinge 91%, próximo dos 93% do ano passado. Em algumas áreas, no entanto, o replantio deverá superar 10%. Estimativas mais pessimistas indicam até 40%.

Essas previsões podem ser exageradas, mas este deverá ser o ano com o maior percentual de área a ser replantada, afirma Siqueira.

Um dado que preocupa os produtores dos Estados Unidos é a qualidade das lavouras. O Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indica que em alguns Estados o percentual das lavouras consideradas em condições boa e excelente é baixo.

A média do país é de 65%, 72% em 2016, mas os Estados de Indiana e de Illinois têm apenas 43% e 52%, respectivamente, das lavouras nessas condições.

Açúcar

O preço mantém queda na Bolsa de commodities de Nova York. A melhora da moagem de cana no centro-sul do Brasil derrubou os preços para 15,02 centavos de dólar por libra-peso na Bolsa. O Brasil é líder mundial na produção e exportação de açúcar.

Carnes

O governo dos Estados Unidos atualizou nesta terça-feira (30) o dado de produção de carnes do país durante o primeiro quadrimestre do ano.

Acima

A produção de carne bovina subiu para 3,76 milhões de toneladas, superando em 5% a de igual período de 2016. Já a de frango ficou estável em 7 milhões de toneladas. (Folha de São Paulo 31/05/2017)