Setor sucroenergético

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Empresas sucroenergéticas mantêm otimismo com avanço do Renovabio

Para iniciar a Semana Mundial do Meio Ambiente, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), esteve presente em evento da FIESP, nesta segunda (5), em São Paulo, que reuniu líderes empresariais para conhecerem o programa RenovaBio e sua importância para o Brasil cumprir suas metas ambientais. O encontro foi organizado pelos Conselhos Superiores da FIESP do Meio Ambiente (COSEMA), de Infraestrutura (COINFRA) e do Agronegócio (COSAG).

Lançado no final de 2016, no âmbito da Conferência do Clima (COP-21), o RenovaBio é um programa do Governo Federal para expandir a produção de biocombustíveis, visando a descarbonização do transporte, com base em uma política previsível e sustentável.

Durante o encontro, Márcio Felix, Secretário de Petróleo, Gás e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, apresentou as premissas, valores e metas do RenovaBio e reforçou a importância da próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), no dia 08 de junho, para formalizar suas diretrizes estratégicas como política pública. A expectativa é de que as medidas normativas à sua implantação sejam definidas em até 120 dias para depois ser submetido à aprovação do Congresso Nacional. No entanto, o Ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, manifestou desejo de encurtar esse prazo para 90 dias.

Para a UNICA, entidade que está diretamente empenhada na construção e avanço do RenovaBio, o evento foi de extrema importância. "Precisamos engajar empresários e a sociedade nesta causa, ou seja, a descarbonização do transporte no Brasil. Estamos muito otimistas com o andamento desse programa no governo, especialmente após a reunião do CNPE. O Brasil precisa de projetos positivos que visam crescimento econômico, social e ambiental", afirma Elizabeth Farina, presidente da UNICA. (UNICA 06/06/2017)

 

Vendas de etanol caem 15% em abril e 19,3% no acumulado de 2017

Dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP) mostram que, descolado dos sinais de recuperação econômica, indicados pela alta de 1% no Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, o mercado de combustíveis tem intensificado sua trajetória de queda. Em abril, as vendas recuaram 5,6%, ante igual mês de 2016, e, no ano, já acumulam uma retração de 2,6%

A queda é reflexo, sobretudo, do diesel, principal produto do mercado brasileiro e tradicionalmente associado às atividades das indústrias e transporte de cargas por caminhões. Ao todo, o consumo do derivado caiu 9,3% em abril e acumula baixa de 3,2% no ano.

‘O consumo de diesel é historicamente vinculado ao desempenho do PIB, mas este ano descolou’, comenta o presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda.

A queda do consumo de combustíveis tem sido, em parte, compensada pela alta da gasolina. A comercialização do derivado subiu 2,18% em abril e, no ano, acumula um aumento de 5,5%, desclocando o etanol hidratado – que por sua vez caiu 15% em abril e acumula retração de 19,3% em 2017.

Enquanto o diesel, consumido nos caminhões, está em baixa, as vendas para veículos do Ciclo Otto (que operam com gasolina e/ou etanol) acumulam uma alta de 0,85% no primeiro quadrimestre. (Brasil Agro 06/06/2017)

 

EUA e México encerram contenda sobre açúcar

Após uma disputa que se arrastava desde 2014, os governos de Estados Unidos e México fecharam ontem um acordo que permite que os mexicanos continuem a exportar seu açúcar ao mercado americano. Os produtores dos EUA acusavam o vizinho de praticar dumping na comercialização do produto.

Mas, segundo o acordo, o México terá que alterar suas cotas de exportação, para diminuir de 50% para 30% a proporção de açúcar refinado nas vendas totais, em detrimento do açúcar bruto. O pacto entre os dois governos ainda terá que passar por uma redação final "chancelada" pelos produtores americanos.

O acordo também prevê uma revisão dos preços mínimos praticados no comércio entre os dois países, que deverão passar agora 23,3 centavos de dólar a libra-peso no caso do açúcar bruto e para 28,5 centavos de dólar a libra-peso para o refinado. As exigências para o nível de pureza do açúcar mexicano também vão mudar.

"Isso não significa uma canetada, mas foi uma pré-negociação, condição sine qua non para a continuidade do comércio entre os dois países", afirmou Ricardo Nogueira, analista da FCStone. Ele lembrou que o impacto do acordo não será expressivo no mercado mundial - mas que, caso houve um bloqueio americano, as cotações poderiam recuar.

"Isso tende a sair um pouco do foco, o que acaba ajudando na formação de preços, já que é uma expectativa baixista a menos, com o assunto quase resolvido e o mercado tendendo a seguir mais os fundamentos", explicou Nogueira.

Ontem, os contratos do açúcar com vencimento em outubro fecharam a 14,22 centavos de dólar a librapeso na bolsa de Nova York, alta de 6 pontos sobre a véspera. (Valor Econômico 07/06/2017|)

 

Vendas de máquinas agrícolas cresceram 17% em maio

Em maio, as fabricantes de máquinas agrícolas tiveram mais um mês positivo de vendas no Brasil. Boletim divulgado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), na manhã desta terça-feira (6/6), em São Paulo, aponta alta de 17,6% no comércio de tratores e colheitadeiras no mês passado em relação a abril. Ao todo, foram vendidas 4.054 unidades, contra 3.446 em abril.

Com os dados de maio, o desempenho do setor nos primeiros cinco meses do ano melhorou em relação ao ano passado. De janeiro a maio de 2017, a indústria vendeu no país 17.262 tratores e colheitadeiras, ante 13.410 vendidos no mesmo período de 2016. (Globo Rural 06/06/2017)

 

IPI de carro elétrico pode ser reduzido, diz ministro

O ministro de Minas e Energia (MME), Fernando Coelho Filho, disse que o governo estuda reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incide sobre veículos elétricos, hoje em 25%. A ideia é aplicar a mesma a alíquota do imposto cobrado sobre veículos “flexfuel” que, segundo o ministro, é de 7,5%.

“Queremos pelo menos igualar aos 7,5%. Alguns defendem até que seja menos que isso”, afirmou Coelho Filho.

O ministro recebeu na segunda-feira, 5, um veículo elétrico, adaptado pela usina de Itaipu. O modelo, um Renault Fluence preto, será o carro oficial do ministro.

Um eletroposto, que servirá para recarregá-lo, foi instalado em frente ao edifício do MME.Embora já seja realidade em alguns países do mundo, os veículos elétricos ainda não são populares no Brasil.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) começou a discutir uma regulamentação para a infraestrutura de postos de recarga para esses veículos, que poderá ser explorada por distribuidoras e também por terceiros.

Mesmo sendo alto o custo do veículo elétrico e de sua recarga, o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, disse ser contra a criação de subsídios para o setor. “Não podemos mais uma vez inaugurar um novo subsídio cruzado no setor elétrico. A infraestrutura de reabastecimento não é barata e não parece razoável que seja paga por todos consumidores”, afirmou. “O usuário do veículo elétrico deve ter sinal de preço para custear isso”.

O ministro concordou com a opinião de Rufino. “A escala dos veículos elétricos vai se dar quando as condições estiverem lançadas. A indústria, quando sentir que o ambiente é propício a isso, vai investir”, afirmou. “Ainda é caro, mas a solução não é criar subsídios. A gente luta incansavelmente para reorganizar o setor em relação a todos os subsídios que foram criados no passado”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (Agência Estado 06/06/2017)

 

Por dentro da van elétrica que usa etanol para gerar energia sem combustão

Protótipo testado no Brasil converte etanol em hidrogênio e tem autonomia para 600 km .

Sistema da Nissan dispensa recarga na tomada e pretende aproveitar infraestrutura de distribuição brasileira.

A eletricidade parece ser o combustível do futuro para os carros, um caminho quase irreversível diante da necessidade de se reduzir a emissão de gases nocivos ao meio ambiente. Mas a Nissan trabalha em uma tecnologia que tem a marca do Brasil. Em maio, a montadora encerrou a primeira fase de testes do protótipo e-Bio Fuel Cell, van elétrica que bebe etanol.

O Brasil foi escolhido como berço do e-Bio Fuel Cell por oferecer etanol em abundância e já possuir uma rede de abastecimento abrangente e consolidada. O protótipo é baseado na e-NV200, versão elétrica da minivan de sete passageiros que é comercializada na Europa, mas traz uma Célula de Combustível de Óxido Sólido (SOFC), que converte o álcool combustível em hidrogênio.

Segundo Ricardo Abe, gerente de engenharia de produto da Nissan do Brasil, o aspecto mais interessante do sistema é a facilidade de abastecimento combinada à autonomia, que supera os 600 km . Por outro lado, o engenheiro reconhece que a aplicação ainda está distante, porque depende de outros fatores e possui um custo elevado, que inevitavelmente impactaria no preço final dos veículos.

“Pensamos nesta aplicação para além de 2020, há muitas variáveis que precisam ser arredondadas”, Ricardo Abe (Nissan)

“O etanol é uma fonte renovável, então é algo viável e sustentável. O maior impasse é desenvolver fornecedores”, afirma e completa: “Temos também a questão da infraestrutura, que no Brasil ajudou muito, já que existe uma malha de distribuição, o que torna o perfil do consumidor igual ao dos carros a combustão.

Como funciona?

Na prática, a van movida a bioetanol não opera por combustão, mas por reações químicas que geram eletricidade, que por sua vez é enviada ao motor. Funciona assim: o etanol é transformado em hidrogênio, que é enviado à célula de combustível. Lá, o gás é convertido em eletricidade, que abastece as baterias responsáveis por alimentar o motor que traciona as rodas.

No final do processo, o veículo emite calor e vapor d'água, que são reaproveitados pelo reformador, onde o etanol é convertido em hidrogênio. O reformador, por sua vez, trabalha como uma espécie de catalizador. O etanol é misturado ao vapor d'água emitido no ciclo, e a reação química usa o calor gerado no processo. O gás carbônico é separado do hidrogênio, que é enviado à célula de combustível SOFC, onde é combinado ao oxigênio para produzir eletricidade (eletrólise). Esta abastece as baterias responsáveis por alimentar o motor que traciona as rodas.

Os gases emitidos pelo sistema são "limpos", uma vez que são reabsorvidos pela natureza, o chamado "ciclo neutro do carbono", onde o gás carbônico (CO2) é regenerado pelas plantações de cana-de-açúcar, matéria-prima do etanol.

Como é acelerar?

Nossa experiência ao volante do e-Bio Fuel Cell foi bem curtinha, em torno de dois minutos. Resumiu-se a duas voltas em torno do canteiro central de fronte à entrada do estádio do Pacaembu, na zona Oeste de São Paulo. Em termos gerais, a minivan movida a bioetanol funciona como um carro elétrico. Dá-se a partida por botão e o motor não faz qualquer barulho ou ruído.

Tal como no elétrico Nissan Leaf, o torque é instantâneo. Basta pressionar o acelerador e toda a energia gerada pelo motor é enviada às rodas, proporcionando boa saída. Segundo a montadora, a minivan leva em torno de 10 segundos para ir de 0 a 100 km/h , e atinge velocidade máxima de 140 km/h . Seu diferencial é a autonomia de mais de 600 km , que é superior à maioria dos carros elétricos.

Por dentro, o protótipo é igual à minivan elétrica e-NV200, que a Nissan vende na Europa. Só perde a terceira fileira de bancos para acomodar a enorme caixa que agrupa o reformador e a célula de combustível. O box pesa em torno de 250 kg . O tanque de 30 litros de etanol também foi adaptado. De resto, é como um carro a combustão, demonstrando que a solução é sim um caminho possível. (Nissan 06/06/2017)