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Congresso “decide” o futuro da SLC Agrícola

Há tempo de semear e de colher. A SLC Agrícola, dos irmãos Eduardo e Jorge Longemann, encontra-se no segundo momento: está em conversações com fundos internacionais para a venda de parte do seu portfólio de propriedades agrícolas.

São 61 mil hectares pertencentes à SLC Landco, joint venture com o private equity inglês Valiance.

Os planos de desmobilização, no entanto, dependem de uma ajuda do Congresso Nacional, leia-se a aprovação do projeto de lei 4952/2012, que autoriza a compra de terras por estrangeiros. (Jornal Relatório Reservado 23/06/2017)

 

Açúcar: Sessão instável

O ajuste de posições dos fundos antes do fim de semana gerou forte instabilidade no pregão de sexta-feira e os contratos futuros do açúcar encerraram o dia com alta marginal.

Os papéis com vencimento em outubro fecharam a 13,17 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 11 pontos.

A movimentação reflete os sinais de demanda firme na China, maior importador mundial de açúcar.

Segundo o serviço alfandegário do país, as importações chinesas avançaram 38% em maio ante o mesmo período de 2016, somando 186,77 mil toneladas.

No acumulado do ano, o aumento chega a 32%, com 1,3 milhão de toneladas importadas.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal ficou em R$ 69,83 a saca de 50 quilos, redução de 0,58%. (Valor Econômico 26/06/2017)

 

Preços de gasolina, diesel e etanol caem nos postos

Os preços médios da gasolina, do diesel e do etanol vendidos nos postos do Brasil caíram nesta semana ante a semana anterior, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), publicados nesta sexta-feira.

O recuo ocorre após a Petrobras ter reduzido na semana passada o preço médio da gasolina nas refinarias em 2,3 por cento e o do diesel em 5,8 por cento, e informar que passará a realizar ajustes de preços em períodos mais curtos do que os realizados atualmente.

O preço médio da gasolina caiu 0,5 por cento, nesta semana ante semana anterior, para 3,542 reais por litro, enquanto o etanol, seu concorrente nas bombas, caiu 0,9 por cento, para 2,472 reais por litro.

Já o diesel caiu 0,5 por cento, no mesmo período, para 2,981 reais por litro. (Reuters 23/06/2017)

 

Austrália fala em aumento da produção mundial e reduz severamente estimativa de preços do açúcar

Após descartar a ideia de uma redução nos estoques mundiais de açúcar, o Australian Bureau of Agricultural and Resource Economics and Sciences (Abares), órgão oficial do governo australiano, revisou para baixo suas previsões para a cotação do produto na próxima safra, muito embora o ciclone tropical Debbie deva prejudicar a produção no país.

Na estimativa do órgão, os futuros de açúcar devem ser negociados a uma média de US$ 0,15/libra em Nova York na temporada 2017/18 (base outubro-setembro).

O valor se mostra bastante abaixo dos US$ 0,22/libra previstos pelo próprio órgão há meros três meses, ainda que sugerindo uma recuperação em relação aos preços atuais, com a curva dos futuros sugerindo uma cotação média de US$ 14,4/libra na próxima safra.

“Essa revisão para baixo (…) reflete a expectativa de um incremento maior na oferta em 2017/18, o que resultará numa elevação dos estoques mundiais de açúcar pela primeira vez em três anos”, declarou o Abrates.

Métodos de produção aprimorados

Com efeito, o órgão descarta a ideia de um enxugamento de 1,1 milhão de toneladas nos estoques mundiais na próxima temporada. Em vez disso, a expectativa é que eles aumentem em 3 milhões de toneladas, somando um total de 71,1 milhões de toneladas.

Essa previsão reflete uma revisão para cima da ordem de 5,9 milhões de toneladas na produção mundial, para um total de 189 milhões de toneladas, “reflexo de uma expansão maior do que a esperada na área plantada em resposta às cotações favoráveis na temporada 2016/17”.

“Espera-se um incremento na produção de açúcar de cana na China, Índia e Tailândia, e de açúcar de beterraba na União Europeia, na safra 2017/18”.

O volume de produção na China, maior importador de açúcar do mundo, irá crescer 1,6 milhão de toneladas para um total de 12,5 milhões de toneladas, “puxado pela adoção de melhores métodos de produção e de novas variedades de cana”, enquanto na Índia, maior consumidor do planeta, a produção deve crescer cerca de 2,4 milhões de toneladas, voltando à casa dos 26 milhões de toneladas.

A produção na União Europeia também deve crescer em mais de 2 milhões de toneladas, alcançando 19,2 milhões de toneladas, graças ao abandono, em outubro, do sistema de cotas adotado pelo bloco, com os países-membros “tendendo a ampliar o plantio de beterraba como consequência”.

Canaviais danificados na Austrália

Os aumentos de produção compensam com sobras a revisão para cima, em 1,8 milhão de toneladas, na estimativa mundial de consumo para 2017/18, totalizando 186 milhões de toneladas. Esta revisão reflete o aumento de demanda verificado em resposta aos preços reduzidos.

Na Austrália, os danos provocados pelo ciclone tropical Debbie nos canaviais da costa leste reduziram em 340 mil toneladas a estimativa de produção para a safra 2017/18, agora em 4,82 milhões de toneladas, o que não chega a modificar o panorama mundial.

“O ciclone danificou plantios nas regiões de Burdekin, Mackay e Proserpine”, que juntas foram responsáveis por 24% da safra australiana de açúcar em 2016/17.

As exportações australianas em 2017/18 tiveram sua previsão reduzida em 230 mil toneladas em reflexo aos menores volumes de produção, devendo totalizar 4,82 milhões de toneladas, meras 12 mil toneladas a mais que na safra anterior. (Agrimoney 23/06/2017)

 

Importação de açúcar pela China em maio sobe além do esperado antes de mudança em tarifa

A China aumentou as importações de açúcar em níveis acima do esperado, uma vez que refinarias se apressaram para garantir o adoçante antes que Pequim colocasse elevadas tarifas sobre o açúcar estrangeiro durante o mês, mostraram dados nesta sexta-feira.

O maior importador global de açúcar comprou no exterior 186.765 toneladas de açúcar em maio, volume 38 por cento maior do que o importado no ano passado, mostraram dados alfandegários nesta sexta-feira.

Alguns analistas disseram que estavam esperando um volume menor, entre 100 mil e 150 mil toneladas, uma vez que refinarias estavam aguardando para receber novas licenças de importação.

No fim de maio, a China impôs pesados impostos sobre importações de açúcar que excedem a cota, tornando muito mais cara a importação de grandes produtores como Tailândia e Brasil, após forte pressão de usinas de açúcar domésticas.

O país também reduziu as licenças para essas importações para quase metade do permitido no ano passado.

As importações caíram ligeiramente ante o mês anterior, quando a China importou 190 mil toneladas, segundo dados da Administração Geral de Alfândegas. (Reuters 23/06/2017)

 

Petrobras considera ‘seriamente’ aumentar a frequência de reajuste da gasolina, diz Parente

Presidente da estatal voltou a dizer que a periodicidade mensal da política de preços pode não ser suficiente para acompanhar variações do câmbio e do preço do petróleo.

A política de preços da Petrobras de rever os preços dos combustíveis nas refinarias uma vez por mês não é suficiente para acompanhar as variações do câmbio e do preço internacional de petróleo. Foi o que afirmou nesta quinta-feira (22) o presidente da estatal, Pedro Parente, em evento com investidores em São Paulo.

“Chegamos recentemente à conclusão de que a periodicidade mensal é obviamente muito melhor do que existia anteriormente, mas ainda não lida com as variações do câmbio e do petróleo internacional. Estamos considerando seriamente a possibilidade de aumentar essa frequência”.

A política de preços foi iniciada em outubro. Esta não foi a primeira vez que Parente afirmou que a Petrobras pode aumentar a periodicidade dos anúncios de alteração do preço dos combustíveis. O último anúncio, no dia 14 de junho, foi feito com menos de 20 dias de intervalo da redução anterior.

Metas da empresa

Em sua palestra no Encontro Internacional de Relações com Investidores, realizado na Fecomercio em São Paulo, Parente reforçou a meta da empresa em reduzir o endividamento e diminuir os custos operacionais para reverter o quadro de dificuldades.

O presidente também comentou as perdas da Petrobras com a corrupção. “Sobre toda a bandalheira que se instalou na empresa, é importante mencionar que, na realidade, a empresa foi uma vítima”, apontou Parente. “Diferente de outras empresas, a Petrobras não teve qualquer benefício com a corrupção que ali se instalou”.

Parente reforçou ainda que a empresa está comprometida com a melhoria de sua governança e, para isso, “um grande número de medidas está sendo adotado”, disse o presidente. Ele exemplificou apontando o pedido de certificação no Programa Destaque em Governança de Estatais na B3 (antiga Bovespa). Parente citou ainda que “hoje, 100% dos conselheiros são independentes”.

Parente comentou que, em meio à crise e ao escândalo de corrupção investigado pela Lava Jato, a Petrobras passou a enfrentar juros mais altos por causa da desconfiança dos investidores, na esteira da perda do grau de investimento da empresa por agências de risco e sucessivos rebaixamentos de rating. Isso multiplicou seu endividamento.

“Naturalmente, nossos investidores começaram a pedir juros mais altos”, disse Parente. “Estamos pagando US$ 7,5 bilhões de juros por ano. É um peso que temos que carregar, uma bola de ferro em relação aos nossos competidores”. (G1 23/06/2017)

 

A hora da Cide

Corremos o risco de reduzir o papel do etanol a um simples aditivo da gasolina.

O preço do petróleo colapsou, apesar do acordo realizado no final do ano passado entre a Opep e a Rússia. Buscando elevar as cotações, houve um esforço para reduzir a oferta. Bem sucedido no início, resultou numa contração da produção de quase 1 milhão de barris no começo do ano.

Em consequência, os preços do petróleo do tipo Brent subiram para mais de US$ 56 por barril, animando o mercado. Entretanto, em março começaram a fraquejar, pois nesse momento se tornou mais claro que as cotações melhores estavam estimulando a elevação da oferta, especialmente nos Estados Unidos. Com a rapidez na prospecção e no desenvolvimento de novos poços na região do “shale oil”, a produção subiu de 8,5 milhões de barris/dia, em setembro passado, para 9,3 milhões, no início deste mês.

Devidamente autorizados pelo cartel, Líbia e Nigéria elevaram a produção em mais de 300 mil barris em maio, em relação a abril. Outros países, como o Brasil, também bombaram mais óleo. A perspectiva de enxugamento do mercado reverteu-se, derrubando as cotações. Entre 12 e 21 deste mês, a queda foi de 7%. Comparado a fevereiro, a redução foi de mais de 20%, de US$ 56 para US$ 44 o barril. Mais uma vez está claro que a Opep não mais controla o mercado de petróleo, e toda tentativa de puxar os preços apenas estimula a elevação da produção em outros lugares do mundo, até porque houve, nos últimos anos, um expressivo avanço tecnológico que reduziu muito os custos de prospecção, desenvolvimento e extração de óleo, inclusive no Brasil.

A queda no preço externo tem sido repassada para o mercado brasileiro de derivados, o que concorre para reduzir, em muito, a alta de preço no País. Na verdade, desde outubro do ano passado, a taxa de inflação vem surpreendendo e caindo mais do que o projetado. Muitos fatores concorrem para isso, desde os juros ainda muito elevados e a fraqueza da demanda do consumidor até os choques positivos, como o decorrente da excepcional safra de verão. Auxiliados pela queda recente nas cotações internacionais de produtos agrícolas, inclusive do açúcar, os preços dos alimentos estão caindo significativamente.

O IPCA-15 de 0,16% em junho é o mais baixo desde 2006. O índice cheio para o mês deverá ser negativo e, com isso, as projeções de inflação para o ano são próximas de 3,5%, algo extraordinariamente positivo.

É exatamente neste momento que me parece chegada a hora de elevar a Cide, cujos impactos positivos no meio ambiente são inequívocos, e não capturados no mercado privado. Entretanto, o setor produtivo vem sendo grandemente machucado nos últimos tempos, depois de um breve período de melhoria. O País corre o risco de perder pelo menos parte do esforço de criar uma plataforma única no mundo, na área de combustíveis líquidos, francamente favoráveis ao meio ambiente desde a produção.

Vemos recentemente uma situação fortemente baixista, que está se autoalimentando: a redução de preços dos combustíveis pressiona o preço do etanol, que induz os produtores a elevar a produção de açúcar, que, por sua vez, leva a uma queda nas cotações internacionais, que se reflete nos preços domésticos, reiniciando o circuito. Como o setor está endividado, a queda na geração de caixa agrava o problema. 

Corremos o risco de reduzir o papel do etanol a um simples aditivo da gasolina, o que, embora seja confortável para as empresas de petróleo, não é, certamente, o melhor para o meio ambiente e para o País.

A queda firme da inflação abre uma inequívoca oportunidade para a correção desse desequilíbrio. Creio que uma Cide de R$ 0,25 por litro de gasolina seja algo bastante razoável para as atuais circunstâncias.

O impacto de um aumento da Cide de R$ 0,15 por litro sobre os preços da gasolina ao consumidor não seria superior a 5%, assumindo o repasse integral e a ausência de mudanças nas demais parcelas que compõem o preço final. 

(Agradeço o auxílio da competente analista Giovana Araújo, da MB Agro, na avaliação dos impactos da Cide no preço da gasolina. Agradeço também a Arnaldo Corrêa, da Archer Consulting). (O Estado de São Paulo 25/06/2017)

 

O mercado de açúcar e a antifragilidade Açúcar Por Arnaldo Luiz Corrêa

Sempre que nos deparamos com mercados de grandes oscilações, como tem ocorrido recentemente com as commodities lideradas por café e açúcar, vem à memória o famoso risco de cauda. Essa denominação faz referência a eventos cuja probabilidade de ocorrência é muito pequena.

Num mercado cujo retorno obedeça a uma distribuição normal, o risco de cauda é aquele evento considerado muito improvável porque está além de três desvios padrão, algo como 0,3% de chance de ocorrência. Para ilustrar, é a probabilidade hoje de o contrato futuro de açúcar com vencimento para outubro/2017 negociar a 24 centavos de dólar por libra-peso. Para efeito do que eu gostaria de demonstrar logo a seguir vou usar algo entre 2,5 e 3,0 desvios.

Exatamente por ter essa pequena probabilidade é que esquecemos desse risco. No entanto, alguns gestores de risco com abordagem mais moderna recomendam que se faça o hedge do risco de cauda dentro da premissa de que o mercado não segue uma distribuição normal e a cauda pode ser mais gorda do que pensávamos, ou seja, com maior possibilidade de ocorrência. Já volto ao assunto.

O ensaísta, trader e analista de risco libanês radicado nos EUA, Nassim Nicholas Taleb, autor do livro A Lógica do Cisne Negro, tem ponderado, em mais uma de suas geniais investidas heterodoxas sobre riscos e incertezas, acerca do conceito de antifragilidade. Frágil é aquilo que se quebra facilmente, que se despedaça, que se danifica com facilidade, sem solidez. O oposto de frágil é robusto, forte, sólido.

Taleb, cujo seminário sobre o tema atendi em NY em fevereiro próximo passado, defende que como somos impossibilitados de prever grandes oscilações no mercado, a utilização do conceito de antifragilidade nos ajuda a tomar posições no mercado que seriam beneficiadas por um eventual caos. Em outras palavras, a antifragilidade (um neologismo, diga-se de passagem) é aquela estrutura na qual alguém se beneficia monetariamente de uma situação de caos, de um evento improvável.

Olhemos agora o mercado de açúcar. Quem ousaria imaginar, há quatro meses, gozando da plenitude de suas faculdades mentais, que o contrato futuro de açúcar fosse negociar abaixo dos 13 centavos de dólar por libra-peso? O vencimento julho/2017, encerrou nesta sexta-feira, a 12.97 centavos de dólar por libra-peso após ter negociado na mínima de 12.76 centavos de dólar por libra-peso, a mais baixa cotação desde fevereiro de 2016, e o menor valor em reais por tonelada desde setembro de 2015.

Já discorremos aqui sobre as diversas razões, com suas diferentes magnitudes, que ajudaram o mercado a despencar de maneira tão forte. A entrega física de açúcar no vencimento do contrato futuro de março por um grande produtor escancarou a fragilidade do mercado físico e foi um divisor de águas em sua trajetória. Seguiram-se a ela eventos que aceleraram a queda: os fundos decidiram ir vendidos (e hoje estão 94.000 lotes vendidos), o físico deu quase nenhum sinal de recuperação, a importação de etanol ocorreu num momento delicado e o preço do barril do petróleo reverteu uma possível tendência que havia de menos cana alocada para a produção de açúcar. Quase uma tempestade perfeita.

Para piorar o quadro, na visão de um trader do mercado, muitas operações de balcão que continham níveis de desaparecimento foram acionadas. Ou seja, empresas que usavam os chamados acumuladores como instrumento de hedge contavam ter um volume de toneladas de açúcar com preços fixados em NY que acabou não se efetivando, uma vez que novas baixas foram atingidas que limitavam o volume das fixações de preço ou acionaram gatilhos que cancelavam essas estruturas. Coisa de louco.

Voltando a cauda gorda. No início da segunda quinzena de fevereiro, quando o mercado ainda estava acima de 20 centavos de dólar por libra-peso, se alguém tivesse gasto US$ 100 mil na compra de puts (opções de venda) de preço de exercício de 15 centavos de dólar por libra-peso, com vencimento para em outubro/2017, financiando essa compra com a venda de apenas 137 lotes da call (opção de compra) de preço de exercício de 22 centavos de dólar por libra-peso, que representam apenas 7.000 toneladas de açúcar, teria hoje baseado no fechamento da semana, US$ 10,8 milhões no bolso, suficientes para compensar toda a queda para um volume de 70.000 toneladas. Um belo seguro.

Dirão os leitores que é muito fácil falar depois do fato consumado, não é mesmo? Pois é, ocorre que cada vez mais a gestão de risco eficiente procura proteger a empresa não apenas contra eventos improváveis. Muito melhor e mais eficiente do que ter uma estrutura robusta é ter uma estrutura antifrágil, aquela em que se está fortalecido num momento de caos. O duro é que as empresas preferem exatamente o oposto. Os tais acumuladores feitos aos borbotões e muitas vezes sem nenhum critério ou pleno conhecimento dos riscos, simplesmente potencializam o desastre exatamente quando o desastre ocorre. O portador troca o atropelamento por uma bicicleta pelo de um caminhão betoneira.

Quando o mercado cai despudoradamente como agora, o pânico se instaura e quaisquer argumentos lógicos se dissipam. É preciso ter serenidade. Preços baixos como os de agora não conseguem se sustentam no longo prazo. O custo de produção de açúcar no Centro-Sul é de 13,73 centavos de dólar por libra-peso FOB. O custo da Tailândia é de 15,49 centavos de dólar por libra-peso. Se no ano passado, mesmo com bons preços, o que se viu foi uma renovação de apenas 12% do canavial nas empresas bem capitalizadas, nesses níveis é de se esperar que tenhamos uma renovação mais baixa.

Ainda trabalham a favor de uma queda em direção aos 12 centavos de dólar por libra-peso, a posição vendida dos fundos, a recompra dos hedges por parte das usinas, o petróleo próximo dos 40 dólares por barril, a extrema pressão nas commodities (açúcar, café e suco de laranja lideram as quedas no acumulado do ano) e uma piora do real em relação ao dólar. Tanto no açúcar quanto no café, os fundos estão pesadamente vendidos e fazendo grandes estragos.
O etanol anidro hoje remunera melhor do que o açúcar, equivalente a NY + 23 pontos.

A 28ª. Edição do Curso Intensivo de Futuros, Opções e Derivativos – Commodities Agrícolas (em português) da Archer Consulting, vai ocorrer dias 19 (terça), 20 (quarta) e 21 (quinta) de setembro de 2017, das 09 às 17 horas, em São Paulo - SP, no Hotel Paulista Wall Street. Faltando 3 meses para o curso, 1/3 das vagas já estão preenchidas. Não deixe para a última hora (Arnaldo Luiz Corrêa é diretor da Archer Consulting - Assessoria em Mercados de Futuros, Opções e Derivativos Ltda.)