Setor sucroenergético

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Cenário do setor sucroenergético preocupa e pode dificultar investimentos

O momento do setor sucroenergético do Brasil é "ruim e preocupante", e o segmento ainda não conseguiu se recuperar de cicatrizes de uma crise iniciada em 2010, disse nesta segunda-feira a presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar, Elizabeth Farina, que alertou que esse cenário deve dificultar investimentos em nova capacidade que seriam importantes para ajudar o país a cumprir seus compromissos internacionais de redução de emissões.

"As empresas do setor sucroenergético buscam restabelecer suas condições produtivas após anos operando com margens negativas, devido à política brasileira de precificação da gasolina... como esperar que haja investimento em aumento de capacidade para atender às metas brasileiras nessas condições?", questionou Farina.

Ela disse ainda que a indústria enfrenta "um forte movimento do mundo contra o consumo de açúcar", associado a doenças como o diabetes, o que para a Unica trata-se de uma "vilanização do açúcar sem amparo em estudos científicos". (Reuters 26/06/2017)

 

Canavial a partir de 'semente' está em segunda safra de testes

Leandro Amaral, diretor de marketing da Syngenta, conta que a semente de cana artificial Plene Emeradl já está em sua segunda safra de testes nos campos da Syngenta, em Holambra e Itápolis. O primeiro plantio aconteceu em maio de 2016 e a colheita será agora em junho. O segundo plantio foi de janeiro a abril de 2017 e, baseado nos dados do primeiro plantio, foi possível aperfeiçoar as práticas, com isso, o segundo plantio de Plene Emerald apresentou três vezes mais germinação e quantidade de perfilhos.

O próximo passo, segundo Amaral, é consolidar os dados dessa primeira safra e apresentá-los para usinas parceiras, promover uma discussão técnica para aprimorar a tecnologia no campo. "Estamos confiantes e animados com os resultados até o momento, o canavial formado pelo Emerald é bastante vigoroso, com garantia genética e sanidade. Houve excelente germinação e as soqueiras apresentam grande perfilhamento. Mas sabemos que há muito diferença entre os campos de testes e a realidade dos canaviais, por isso, em parceria com usinas, no começo de 2018 serão plantados 10 campos com Emerald em diferentes ambientes."

O objetivo da empresa é, junto com as usinas, chegar a um protocolo padrão sobre o cultivo da semente artificial. "Com base no conhecimento obtido, saberemos quais as práticas agrícolas corretas devem ser adotadas para o melhor desempenho do Emerald, como preparo de solo, adubação, profundidade do sulco", diz Amaral, salientando que no ponto de vista conceitual, essa nova tecnologia será bem parecida com a de plantar grãos. Então, o setor vai precisar aprender a como lidar com ela. "Será preciso rever várias práticas agrícolas, preparo de solo, curva de crescimento vegetativo, correção de solo, adubação, tipo de sulco, é importante que o setor se adapte a essas mudanças". (UDOP 26/06/2017)

 

Raízen vê consolidação em açúcar e etanol no Brasil antes de investimentos em expansão

O setor de açúcar e etanol do Brasil deverá passar por um momento de consolidação, com fusões e aquisições, antes que as usinas voltem a investir em novos projetos para expansão da capacidade, devido à situação de deterioração financeira das empresas do segmento, disse nesta segunda-feira o presidente do Conselho de Administração da Raízen, Rubens Ometto.

"Para você produzir mais etanol, você tem que ter uma política bem clara de investimento, porque vamos demorar algum tempo para as grandes usinas recuperarem sua situação financeira, que está muito deteriorada agora", disse Ometto, ao participar de seminário da União da Indústria de Cana-de-Açúcar em São Paulo.

"É muito mais barato comprar uma usina funcionando que investir em greenfield. Até que haja uma consolidação do setor, não vai haver greenfield", acrescentou ele.

A Raízen, maior fabricante de açúcar do mundo, apresentou uma proposta de 823 milhões de reais pelas usinas Santa Cândida e Paraíso, da Tonon Bioenergia, que está em recuperação judicial, e teve a oferta considerada como vencedora pelos credores da companhia, segundo comunicado da empresa divulgado em meados do mês.

A Raízen Energia é uma joint venture da Cosan e da Shell. (Reuters 26/06/2017)

 

Açúcar: Bom clima e boa safra

As boas condições climáticas no Brasil e na Índia, dois maiores produtores mundiais de açúcar, pressionam as cotações do adoçante na bolsa de Nova York.

Os papéis com vencimento em outubro fecharam ontem a 12,85 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 32 pontos.

No Brasil, o tempo seco observado ao longo do mês de junho favorece a colheita e o processamento da safra 2017/18, com um percentual de cana destinada à produção de açúcar acima do registrado no ciclo anterior (2016/17).

Na Índia, as chuvas de monções mais regulares colaboram para o aumento da oferta local após um avanço de 6% na área plantada.

No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal no Estado de São Paulo ficou em R$ 68,26 a saca de 60 quilos, retração de 2,25%. (Valor Econômico 27/06/2017)

 

Grupo São Martinho recebe crédito negociado com a IFC

Após aproveitar a boa safra do setor sucroalcooleiro para engordar sua receita e elevar sua capacidade de produção (ver a matéria Empresa comemora o 'melhor ano de sua história'), o grupo São Martinho fechou mais uma operação de crédito para garantir o equilíbrio financeiro e manter a capacidade de investimentos.

Ontem, a companhia recebeu o desembolso de um financiamento de US$ 90 milhões acertado junto à International Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial. Deste montante, dois terços foram desembolsados pela própria IFC e tem prazo de pagamento de oito anos, com amortização inicial a partir do quarto ano, enquanto os outros US$ 30 milhões saíram do ABN-Amro e serão pagos em cinco anos.

"Esse financiamento não vem com um propósito específico, é mais para financiar o investimento de manutenção da usina", disse Felipe Vicchiato, diretor financeiro e de relação com investidores da São Martinho, ao Valor. Os recursos podem ser utilizados tanto nos aportes costumeiros na área industrial como na área agrícola.

A operação sucede uma recente emissão de certificados de recebíveis do agronegócio (CRAs), em abril, que resultou na captação e R$ 506,4 milhões. Segundo Vicchiato, as duas operações "equacionaram a dívida de curto prazo" da companhia.

Com a contratação da linha junto à IFC, 30% do endividamento do grupo ficará em moeda estrangeira, mas isso não é motivo de preocupação. De acordo com o diretor financeiro, o custo do empréstimo junto ao braço do Banco Mundial é mais barato do que qualquer contratação de crédito no mercado externo. Além disso, "mesmo havendo volatilidade de câmbio no curto prazo, o fato de ser uma linha de longo prazo nos dá bastante espaço para fazer a gestão da dívida", afirmou.

A recente alta do dólar, portanto, não é encarada como motivo de preocupação nem para a dívida da São Martinho nem para os custos, até porque a moeda americana ainda estava mais alta um ano atrás, observa Vicchiato.

O acerto com a IFC dependeu de diligências para garantir que a empresa estivesse adequada a parâmetros socioambientais do braço do Banco Mundial. Para o fundo, o aporte faz parte de uma visão estratégica para o agronegócio brasileiro, por se tratar de um setor com "capacidade de geração de emprego e por ser fortemente exportador, que gera divisas", segundo Luiz Daniel de Campos, executivo responsável por agronegócios da IFC Brasil.

Atualmente, a IFC tem uma carteira de US$ 620 milhões junto a empresas brasileiras do agronegócio, dos quais US$ 266 milhões estão alocados somente no segmento sucroalcooleiro. "Dentro do agronegócio, quem mais demanda capital de longo prazo é o setor de açúcar e álcool", ressaltou Campos ao Valor. (Valor Econômico 27/06/2017)

 

Cenário do setor sucroenergético preocupa e pode dificultar investimentos, diz Unica

 O momento do setor sucroenergético do Brasil é "ruim e preocupante", e o segmento ainda não conseguiu se recuperar de cicatrizes de uma crise iniciada em 2010, disse nesta segunda-feira a presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar, Elizabeth Farina, que alertou que esse cenário deve dificultar investimentos em nova capacidade que seriam importantes para ajudar o país a cumprir seus compromissos internacionais de redução de emissões.

"As empresas do setor sucroenergético buscam restabelecer suas condições produtivas após anos operando com margens negativas, devido à política brasileira de precificação da gasolina... como esperar que haja investimento em aumento de capacidade para atender às metas brasileiras nessas condições?", questionou Farina.

Ela disse ainda que a indústria enfrenta "um forte movimento do mundo contra o consumo de açúcar", associado a doenças como o diabetes, o que para a Unica trata-se de uma "vilanização do açúcar sem amparo em estudos científicos". (Reuters 26/06/2017)

 

Cadeia da cana renova protocolo ambiental

As usinas sucroalcooleiras e os plantadores de cana de São Paulo assinaram ontem, durante o Ethanol Summit, evento na capital do Estado, um memorando junto com o governo estadual que prevê medidas conjuntas para contornar problemas de produtividade causados pela mecanização da colheita de cana e para estimular o reflorestamento.

As metas e diretrizes do documento - que marca um novo Protocolo Agroambiental para o setor sucroalcooleiro - estão sendo definidas e serão regulamentadas em 120 dias por um grupo de trabalho composto por representantes da secretarias do Meio Ambiente e da Agricultura, da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica) e da Organização dos Plantadores de Cana (Orplana).

Além de reforçar a meta de acabar com a queima da palha da cana no Estado, que hoje já foi extinta em 97,5% da área canavieira, também há a expectativa de que, em dez anos, as usinas e os plantadores consigam recuperar todas as Áreas de Preservação Permanente (APPs) possível, principalmente por meio da recomposição de matas ciliares.

O Código Florestal prevê que quem tinha atividade econômica até julho de 2008 pode recompor as APPs em uma área menor do que aqueles que não tinham atividade. Porém, como o Estado de São Paulo tem um déficit de reserva legal, o setor sucroalcooleiro se propôs a recompor o máximo de área possível de APPs para minimizar esse déficit.

Essa medida estaria prevista no Programa de Regularização Ambiental (PRA) em São Paulo, que previa um cronograma para a regularização ambiental de produtores que cometeram irregularidades até julho de 2008. No entanto, a implementação do programa está suspensa no Estado desde que o Ministério Público entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra a medida.

O setor também espera que, com o novo protocolo, seja garantido às usinas que aderirem aos compromissos a prorrogação em um terço do prazo de suas licenças ambientais Atualmente, as licenças liberadas pela Cetesb duram dois anos. A medida já estava prevista no protocolo anterior, mas não havia sido aplicada até então, já que a Cetesb não era signatária do documento.

O protocolo também indica que o governo disponibilizará linhas de crédito para financiar pesquisa e desenvolvimento. Também estão previstas parcerias técnicas entre o governo e o setor privado. (Valor Econômico 27/06/2017)

 

Taxação de etanol importado ainda gera divergências

O governo tem mecanismos melhores que o aumento dos impostos sobre a importação de etanol para dar competitividade à indústria nacional, disse ontem o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, em conversa com jornalistas durante o Ethanol Summit.

"Essa alíquota de 17% [defendida pela Unica, associação que representa as usinas sucroalcooleiras do CentroSul] tem sido discutida com o Ministério da Agricultura e com o Ministério das Relações Exteriores, por meio da Camex", disse o ministro. Segundo ele, porém, "há outros caminhos mais eficazes e duradouros" para defender a indústria nacional.

O ministro concorda, contudo, que houve um incremento muito grande da importação de etanol (americano) nos primeiros meses do ano, resultado de condições desiguais entre importação e produção nacional. "O produtor nacional tem obrigações que os importadores não têm, como a manutenção de estoques mínimos. Mas entendemos que outras medidas [de incentivo] são mais simpáticas do que uma taxação pura e simples", disse Coelho Filho.

No que depender do ministério, qualquer decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) sobre essa questão será implementada "o quanto antes", mas o governo ainda precisa esperar a Agência Nacional de Petróleo (ANP) cumprir seus processos internos para poder colocar em vigor as novas regras.

Para o longo prazo, realçou o ministro, é o programa Renova Bio que vai melhorar o panorama. "Vencido o primeiro momento, temos que pensar no futuro. O Renova Bio dá essa segurança, para que os investimentos voltem a acontecer no setor. A idéia é que seja publicada ainda nessa semana a resolução do CNPE que formata o grupo que vai trabalhar as iniciativas propostas". (Valor Econômico 27/06/2017)

 

Cresce fatia do açúcar no mix da safra 2017/18

A participação do açúcar no mix da safra 2017/2018 de cana continua a crescer. A produção no ciclo atual deve ser composta de 47,3% de açúcar e 52,7% de etanol, conforme previsão divulgada ontem pela Tendências Consultoria.

A projeção anterior da casa para o mix da safra 2017/18 era ligeiramente menor, com 46,8% de açúcar. Segundo o analista de agronegócios da consultoria, Felipe Novaes, o motivo da revisão é a queda dos preços do petróleo e a política de preços nacional para a gasolina, que pressionam os valores do etanol.

Desde o começo do ano, a queda no preço da gasolina foi de 12%. Já o valor médio do etanol hidratado recuou 6%, para R$ 1,52 o litro.

"Parece contraditório projetar um aumento na fita do açúcar quando a previsão é de uma recuperação gradual na produção global. Mas, ainda assim, será mais vantajoso apostar no produto do que no etanol", afirma o analista.

Essa melhora da oferta representa uma expectativa de um superávit de 5 milhões de toneladas de açúcar no próximo ciclo, com 179 milhões de toneladas produzidas, segundo o analista da Agroconsult, Fabio Meneghin. "Vamos ter uma recuperação da safra no hemisfério norte e o mercado já começou a precificar esse aumento", diz o analista.

O resultado dessa perspectiva de expansão da produção de açúcar pode ser visto nos preços, que estão na casa dos US$ 0,14 por libra-peso ante US$ 0,20 por libra-peso praticados há um ano.

"Isso eleva a preocupação com a rentabilidade no ano que vem", observa Meneghin, uma vez que o etanol também tem preços em queda. A situação fica ainda mais delicada para as empresas que trabalham apenas com etanol - cerca de 25% das usinas. "A margem das usinas com o açúcar está em 30% enquanto a do etanol está em 20%", completa. "Para o ano que vem esperamos que a rentabilidade do açúcar se aproxime do patamar da do etanol."

A rentabilidade neste ano está garantida pela venda antecipada de 60% da produção de açúcar, estimada em 39,6 milhões de toneladas. "É o que está mantendo os resultados das usinas", diz Meneghin.

Moagem

Com a perspectiva de clima favorável a moagem de cana-de-açúcar deve retomar o ritmo perdido com as chuvas registradas no Centro-Sul nos últimos dois meses. Até o momento o atraso é de 21% em relação ao ciclo 2016/2017.

Até 1º de junho a moagem atingiu 111,8 milhões de toneladas "Há espaço e capacidade nas indústrias para isso", conclui o analista da Agroconsult. (Diário do Comércio 23/06/2017)

 

Brasil precisa olhar com mais atenção importações de etanol, diz ministro

O setor de etanol vive atualmente "seu pior momento", com uma situação já desfavorável agravada pelo crescimento das importações de etanol de milho dos Estados Unidos neste ano, disse nesta segunda-feira o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, que defendeu um olhar atento do governo sobre as compras do biocombustível no exterior.

"A gente precisa olhar com mais atenção essa questão da importação. Nada contra a importação, mas que possa se dar em pé de igualdade com os produtores nacionais... e que a gente tenha a produção nacional não privilegiada, mas sendo reconhecida no seu poder de mobilização e de empregabilidade...", defendeu o ministro, ao participar do Ethanol Summit, promovido pela União da Indústria de Açúcar (Unica) em São Paulo. (Reuters 26/06/2017)

 

Tarifa sobre importação pode não ser melhor solução para etanol do Brasil, diz ministro

O Brasil precisa ficar atento à elevação das importações de etanol neste ano, principalmente do biocombustível feito com milho nos Estados Unidos, mas a imposição de uma tarifa sobre as compras externas, que tem sido proposta ao governo federal por empresas do setor, pode não ser a melhor saída para garantir competitividade às usinas brasileiras no médio e longo prazo, disse nesta segunda-feira o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho.

Ao participar de seminário sobre etanol, o ministro afirmou que é "mais simpático" à adoção de medidas como a criação de uma nova versão da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para a gasolina, que seria a "Cide verde", ou ao uso de alíquotas de PIS/Cofins para dar competitividade ao biocombustível, uma vez que medidas contra importações poderiam gerar retaliação dos EUA, por exemplo.

"Essa questão da taxação (das importações de etanol) está sendo tratado por outros ministérios, e se vier terá nosso apoio e será bem-vindo, mas acho que se vier não durará muito tempo... acho que é uma solução emergencial, mas não vejo isso como solução estrutural... não é a ideia que mais me anima", disse Coelho Filho.

O governo brasileiro deverá analisar no início de julho uma taxação sobre a importação de etanol, hoje isenta de qualquer tributo, afirmou na semana passada o deputado federal Sérgio Souza (PMDB-PR), integrante da Frente Parlamentar do Setor Sucroenergético.

Ele acrescentou que a equipe econômica mostrou-se favorável à medida, uma reivindicação que vem sendo feita nos últimos meses pelo setor. (Reuters 26/06/2017)

 

Cargill vende fábrica em SP à alemã Döehler, diz fonte

A Cargill fechou um contrato para vender a fábrica de preparados de frutas, coberturas e recheios, localizada em São José do Rio Pardo (SP), para a alemã Döehler, companhia global que produz e distribui ingredientes naturais para a indústria de alimentos e bebidas, disse nesta segunda-feira uma fonte com conhecimento da transação.

A venda da unidade segue plano da multinacional norte-americana Cargill de sair do negócio de preparados de frutas, coberturas e recheios no Brasil, de acordo com a fonte, que pediu para não ser identificada, porque o negócio ainda não foi divulgado.

A fonte não tinha informações sobre o valor da transação.

A Cargill é uma das principais companhias que negociam e processam commodities agrícolas como soja e milho no Brasil e no mundo. (Reuters 26/06/2017)