Setor sucroenergético

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BNDES deve anunciar linha para renovação de canavial

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverá anunciar em breve uma linha de crédito para renovação de canaviais não vinculada ao Plano Safra, disse nesta segunda-feira, 26, a diretora da Área Industrial e Serviços do banco de fomento, Cláudia Prates.

A executiva participa da abertura da 6ª edição do Ethanol Summit, em São Paulo. De acordo com Cláudia Prates, o financiamento está em negociação entre o BNDES e o governo.

Ela lembrou ainda as contribuições do banco para o setor nos últimos anos, entre 2012 e 2016, com a liberação de R$ 60 bilhões para a atividade sucroenergética e outros R$ 6 bilhões para renovação de canaviais. "Este é um setor importante. Contribui com US$ 10 bilhões em exportação e pelo emprego de cerca de 1 milhão de trabalhadores", disse a diretora do BNDES. (Agência Estado 27/06/2017)

 

Usina São Martinho comemora o ‘melhor ano de sua história

Apesar dos problemas climáticos que prejudicaram as lavouras de cana em algumas de suas áreas de produção, a São Martinho divulgou ontem expressivos avanços em seus resultados tanto no quarto trimestre da safra 2016/17 quanto em toda a temporada. "Foi o melhor ano da história da companhia", resumiu o diretor-presidente Fabio Venturelli.

Conforme relatório enviado ontem à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a São Martinho fechou o quarto trimestre do exercício, em 31 de março, com lucro líquido recorde de R$ 119,4 milhões, 65,6% superior ao de igual período do ciclo anterior, Ebitda (lucro antes de impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 401 milhões, alta de 15,8% na mesma comparação, e receita líquida 9,3% maior (R$ 894,3 milhões).

Em toda a safra 2016/17, o lucro líquido da empresa aumentou 37,2% em relação ao resultado de 2015/16, para R$ 283,9 milhões, seu Ebitda ajustado subiu 11,1%, para R$ 1,4 bilhão, e a receita líquida cresceu 10,3%, para R$ 3,1 bilhões. "Não fossem as três geadas seguidas em áreas de produção de cana da empresa [cerca de 40 mil hectares foram afetados], o resultado líquido [anual] poderia ter atingido R$ 500 milhões", disse Venturelli.

Em comunicado, a São Martinho detalhou que as intempéries reduziram em 10% sua produção canavieira em relação ao volume previsto no início da safra. Ainda assim, a moagem de cana da companhia chegou a 19,3 milhões de toneladas. Da produção, o açúcar foi o destaque: gerou receita líquida de R$ 1,6 bilhão em todo o ciclo 2016/17, 30,7% mais que em 2015/16. Com etanol anidro, a receita caiu 4,5%, para R$ 763,4 milhões, e com o hidratado a retração foi de 5,3%, para R$ 475,4 milhões.

Apesar da tendência de queda das cotações internacionais do açúcar nos últimos meses, a São Martinho está confiante quanto a seu desempenho na safra 2017/18, que começou em abril. Em boa medida, porque já fixou os preços de cerca de 70% da produção que espera atingir por uma média mais remuneradora, acima dos patamares que estão sendo praticados. No caso do etanol, cujos preços domésticos também estão em queda com o avanço da colheita, a estratégia, como de costume, tem sido estocar e esperar um melhor momento para vender.

A São Martinho fechou a safra 2016/17, quando adquiriu integralmente a Usina Boa Vista, situada em Quirinópolis (GO), e expandiu a Usina Santa Cruz, em Américo Brasiliense (SP), com alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) de 1,55 vez, ante 2,14 vezes ao término do ciclo 2015/16. Para 2017/18, a empresa pretende investir cerca de R$ 900 milhões em plantio e tratos culturais. Sem geadas e com as recentes expansões, prevê aumento de 15,7% da moagem de cana, para 22,3 milhões de toneladas, e altas de 7,6% da produção de açúcar, para 1,4 milhão de toneladas, de 13,1% para o etanol anidro, para 450 mil metros cúbicos, e de 59,8% no caso do hidratado, para 430 milhões de litros. (Assessoria de Comunicação 27/06/2017)

 

Açúcar: Ajuste pré-Única

O ajuste de posições dos fundos antes do relatório de moagem da União da Indústria de Cana-de-Açúcar do Brasil deu força às cotações do commodity na bolsa de Nova York ontem.

Os papéis com vencimento em outubro fecharam a 12,89 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 4 pontos.

O órgão divulga hoje suas estimativas de processamento de cana no Centro-Sul do país e, de acordo com o diretor técnico da Unica, Antonio de Pádua Rodrigues, ainda deve manter o atraso ante a safra 2016/17.

De acordo com a previsão da consultoria S&P Global Platts, a produção da região na primeira quinzena de junho atingiu 2,45 milhões de toneladas.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 67,61 A saca de 50 quilos, queda de 0,95%. (Valor Econômico 28/06/2017)

 

Diretor da Unica vê etanol ganhando espaço do açúcar com preço melhor

As usinas do Centro-Sul do Brasil seguem destinando uma boa parcela da cana para a produção de açúcar, para cumprir contratos de exportação firmados anteriormente, mas com os preços do etanol anidro mais remuneradores atualmente as unidades produtoras devem adotar um mix mais favorável ao biocombustível, disse o diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Antonio de Padua Rodrigues.

"O setor não rasga contrato, então o que estamos fazendo agora é priorizando produção de açúcar para atender os contratos. Passado esse período, com certeza vai haver mudança no mix, o (etanol) anidro hoje já remunera mais que o açúcar de exportação...", declarou ele à Reuters.

"A qualquer momento vamos ver mudança no mix de produção, as empresas trocando o açúcar principalmente pelo etanol anidro... mas provavelmente isso a gente só vai ver em um mês, um mês e meio". (Reuters 27/06/2017)

 

Mesmo após avanço em junho, moagem de cana segue atrasada, diz Única

As usinas sucroalcooleiras do Centro-Sul avançaram na moagem de cana na primeira quinzena deste mês, mas ainda de forma insuficiente para recuperar o atraso em relação à safra passada, disse hoje o diretor técnico da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica), Antonio de Pádua Rodrigues, em entrevista durante o Ethanol Summit, em São Paulo.

O volume de cana moído na última quinzena deve ter ficado mais de 10% menor do que na mesma época da safra passada, adiantou Pádua. Os dados de moagem de cana e de produção de açúcar e etanol referentes a primeira quinzena de junho serão divulgados amanhã pela Unica.

No acumulado da atual safra (2017/18) até o fim de maio, a moagem de cana estava 20% atrasada na comparação com o ciclo anterior.

Segundo Pádua, as usinas devem continuar mais direcionadas para a produção de açúcar para garantir o cumprimento dos contratos realizados anteriormente, fixados com preços entre 16 centavos de dólar a 17 centavos de dólar a libra-peso. O volume de produção da commodity da última quinzena ainda deve ser menor do que o da mesma época da safra passada, mas com uma diferença menor do que o ritmo de moagem de cana.

Outro motivo para o mix mais açucareiro desta fase da safra é fruto da redução da participação das destilarias (que produzem apenas etanol) no total da moagem do Centro-Sul. A produção sucroalcooleira da região deve começar a se voltar mais para o etanol quando todo o açúcar comprometido em contratos tiver sido entregue. E a prioridade, segundo Pádua, deverá ser para a produção de etanol anidro, que tem oferecido uma remuneração maior.

Segundo o diretor técnico da Unica, a oferta de etanol hidratado vai cair nesta safra e a perspectiva é que a demanda por combustíveis seja maior, o que deve elevar a demanda por etanol anidro para mistura à gasolina, ultrapassando o volume contratado com base na produção na safra passada.

Pela regra da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), 80% da oferta de etanol anidro do ano anterior precisa ser contratada antecipadamente pelas distribuidoras. O volume contratado para esta safra, porém, deve ficar aquém do consumo, o que favorece um aumento do preço do produto puxado pela demanda.

Para o total da safra, contudo, Pádua ainda não acredita que as usinas mudarão o mix planejado, que deve ser mais açucareiro do que em 2016/17. (Valor Econômico 27/06/2017)

 

Há meios mais eficazes que taxar etanol importado, diz ministro

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse, nesta segunda-feira (26/6), que uma eventual taxação das importações deetanolestá em discussão dentro do governo. Mas avaliou que existem "caminhos mais eficazes" para garantir a competitividade do produto nacional.

Durante o Ethanol Summit, promovido pela União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Coelho Filho informou que a tarifa está em discussão junto com os ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores.

"Tem sido discutida, é um pleito que é justo. Eu já manifestei a eles que estamos aí para apoiar, mas acho que tem outros caminhos que são mais eficazes e duradouros", disse. "Os 17% dão a impressão de uma competitividade que não estamos tendo, mas não sei se conseguimos jogar esse jogo por muito tempo", alertou.

A indústria sucroenergética reivindica a imposição de uma tarifa de 17% sobre oetanolde outros países. A medida visa inibir a entrada do combustível, principalmente, dos Estados Unidos, de onde vem quase tudo o que o mercado brasileiro importa.

Para o ministro, taxar as importações pode ser eficaz como política emergencial, mas não é uma solução estrutural de longo prazo. Fazendo referência aos próprios Estados Unidos lembrou que "nós já estamos sofrendo com a carne".

Apesar da citação ao embargo à carne bovina brasileira, ele disse que "não há espaço" para que a taxação doetanolganhe força como uma possível retaliação aos norte-americanos. Para Fernando Coelho Filho, são duas questões distintas.

"Não vamos reduzir isso ao boicote de uma indústria ou outra. Esse assunto tem que ser tratado individualmente e tentar solucionar", ponderou.

Estoques

Fernando Coelho Filho garantiu que o governo está atuando para garantir a viabilidade econômica da produção nacional deetanol. Citou como exemplo, a resolução aprovada neste ano, que impõe ao importador de biocombustíveis a mesma regra de estocagem prevista para o produtor nacional.

"O produtor tem uma série de obrigações que o importador não tem. A ANP está se adequando à resolução para ver como cumpre. Esse tipo de medida é mais simpática que uma taxação e está na alçada do Ministério de Minas e Energia", disse ele, sem prever um prazo para as regras entrarem em vigor.

RenovaBio

O ministro de Minas e Energia informou que ainda nesta semana deve ser publicada a resolução com as diretrizes do RenovaBio, programa de incentivo ao setor debioenergiadiscutido entre o governo e o setor privado. Para ele, o programa dará mais segurança para investimentos no setor.

A partir da resolução, acrescentou o ministro, será definido o formato do projeto a ser levado ao Congresso Nacional. Fernando Coelho Filho acredita que existe um ambiente parlamentar favorável à aprovação das diretrizes do programa.

"Não tenho a menor dúvida de que uma pauta como essa, que incentiva a produção nacional, gera empregos e é simpática ao meio ambiente, vai ter apoio suficiente", afirmou. (UDOP 27/06/2017)

 

IFC anuncia financiamento de US$90 mi para grupo São Martinho

A IFC, instituição integrante do Grupo Banco Mundial, anunciou nesta terça-feira a concessão de um financiamento de longo prazo de 90 milhões de dólares para o grupo sucroalcooleiro São Martinho.

O pacote de financiamento da IFC para a São Martinho engloba um empréstimo de 60 milhões de dólares, por oito anos, com recursos próprios da IFC, e um empréstimo 30 milhões de dólares, por cinco anos, concedido pelo ABN-Amro, de acordo com nota.

Os recursos do financiamento serão destinados para o programa de investimentos da São Martinho, que tem por objetivo melhorar e manter a eficiência agrícola e industrial da empresa, bem como para o financiamento de suas necessidades de capital de giro.

Segundo o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da São Martinho, Felipe Vicchiato, a IFC realizou um processo abrangente de diligência na empresa, verificando aspectos ambientais, de saúde, segurança e sociais, e "a concessão do empréstimo evidencia nossa adoção de melhores práticas nessas áreas".

Na véspera, a São Martinho, um dos maiores grupos do setor de açúcar e etanol do Brasil, estimou que moagem de cana na temporada 2017/18 aumentará em 15,7 por cento ante a safra anterior, para 22,3 milhões de toneladas. (Reuters 27/06/2017)

 

RenovaBio deve entrar em vigor só em 2025, diz diretor do Ministério

A depender da forma como o governo enviar o projeto para o Congresso Nacional, o RenovaBio, conjunto de diretrizes para a bioenergia no Brasil, pode entrar em vigor só em 2025. Foi o que disse, nesta terça-feira (27/6), o diretor de Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Miguel Pereira, no Ethanol Summit, em São Paulo (SP).

Durante painel, ele afirmou que, se o texto for uma medida provisória, poderia vigorar já em 2019. No caso de um envio como projeto de lei, há duas opções: se for com regime de urgência, ficaria para 2022. Caso contrário, 2025. O projeto já está sendo discutido com a Casa Civil.

 “Em menos de oito meses, construímos um programa importante porque tem um alinhamento da visão. Mas a primeira coisa que precisa é de uma lei. Não dá para aplicar sem uma lei. O prazo vai depender do tipo de processo”, disse ele. (Revista Globo Rural 28/06/2017)

 

Para elevar receita, aumento da Cide volta ao radar

Alta do tributo cobrado sobre a gasolina e o diesel é uma das alternativas em estudo no governo para garantir o cumprimento da meta fiscal.

Para ajudar no cumprimento da meta fiscal deste e do próximo ano, o governo voltou a estudar a elevação da Cide Combustíveis, um tributo cobrado sobre a venda da gasolina e do diesel. A medida pode garantir uma arrecadação extra de R$ 3,5 bilhões a cada R$ 0,10 de aumento por ano, mas o impacto neste ano seria apenas de um quarto deste valor, já que um eventual aumento só poderia vigorar daqui a três meses.

Apesar da promessa do presidente Michel Temer de não aumentar a carga tributária no seu governo, a alta de tributos voltou à mesa de discussão da equipe econômica por conta das dificuldades de se fazer crescer a arrecadação. Ontem, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, advertiu que a situação das contas públicas continua “gravíssima”.

No caso da Cide, há ainda uma pressão adicional do setor de etanol para que a alíquota seja elevada, o que tornaria o álcool mais competitivo em relação à gasolina. Perguntado sobre a possibilidade de adoção da medida, Oliveira não confirmou nem descartou. “Vamos fazer as medidas adequadas e necessárias no seu momento.”

O secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Félix, informou, porém, que a elevação da Cide está sob análise do Ministério da Fazenda. “Esse assunto foi discutido há alguns meses, chegou a ser cogitado no Ministério de Minas e Energia, mas está sendo coordenado pelo Ministério da Fazenda”, disse. Como mostrou o Estadão/Broadcast, essa já era uma alternativa em março, mas o Banco Central era contrário à idéia pelo impacto na inflação. Para Félix, o momento de inflação mais controlada pode permitir uma reavaliação.

Alternativas

Com o risco cada vez maior de a votação das reformas não caminhar mais, depois da denúncia contra o presidente Michel Temer, a orientação da equipe econômica agora é encontrar novas medidas para diminuir as despesas, já que as receitas continuam decepcionando.

Em maio, a frustração de arrecadação, segundo apurou o Estadão/Broadcast, alcançou R$ 2 bilhões, e pode se repetir em junho. O governo tem até 22 de julho para adotar novas medidas e mostrar que a meta fiscal, que prevê um rombo de R$ 139 bilhões, não está em risco. É o prazo para o envio ao Congresso do relatório bimestral de avaliação de despesas e receitas do Orçamento. No documento, o governo já deve reconhecer o fracasso do ingresso de algumas receitas extraordinárias.

Mas, mesmo com o aumento da Cide e aprovação de projeto que permite o resgate de R$ 8,6 bilhões de precatórios (pagamentos de valores devidos em ações judiciais depois da condenação definitiva) não sacados, o governo continuará com dificuldade de cumprir a meta, admitem fontes da área econômica. O risco é de que, a partir de setembro, o governo já comece a empurrar o pagamento de despesas para o próximo ano.

Para o diretor executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, Felipe Salto, o cenário fiscal traçado pelo governo para o período de 2018 a 2020 é demasiado otimista e esconde a necessidade de contingenciamentos cada vez maiores para assegurar o cumprimento das metas de resultado primário. O quadro é tão delicado que em breve a chamada “margem fiscal”, despesas não obrigatórias que em tese podem ser alvo de corte, se esgotará e o governo precisará diminuir gastos que são obrigatórios, como os benefícios previdenciários e o seguro-desemprego, segundo nota técnica da IFI. (O Estado de São Paulo 27/06/2017 às 20h: 38m)

 

Novas diretivas do Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético são lançadas

Na segunda-feira (dia 26), durante a cerimônia de abertura do Ethanol Summit 2017, o maior congresso sobre energias renováveis promovido pela União de Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), foram lançadas as novas diretivas do Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético. O objetivo principal é a superação dos desafios advindos da mecanização da colheita da cana e a adoção de ações destinadas a consolidar o desenvolvimento sustentável do setor no Estado de São Paulo.

Além de consolidar as metas assumidas no âmbito do Protocolo Agroambiental, celebrado em 2007, o novo instrumento inova ao ser assinado de maneira conjunta por representantes das usinas e dos fornecedores, respectivamente UNICA e ORPLANA, além da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), juntamente com as Secretarias da Agricultura e Meio Ambiente.

Superada a eliminação da queima da palha da cana como método agrícola pré-colheita pelo setor produtivo, o novo Protocolo tem como objetivo de garantir a restauração das matas ciliares e nascentes localizadas em áreas de cultivo, tornando o setor sucroenegético um destacado colaborador do maior projeto de proteção e restauração de matas ciliares e nascentes do Estado de São Paulo.

Para isso, até o ano de 2022, as usinas terão concluído o início do processo de restauração de todas essas áreas. O mesmo compromisso foi assumido pelos fornecedores de cana, sendo o seu prazo final 2025. Essa ação reforça o compromisso com o atendimento da legislação ambiental nacional em um momento de grande insegurança jurídica no Estado. Isso porque, apesar de o novo Código Florestal brasileiro estar vigente, o Programa de Regularização Ambiental de São Paulo (PRA), neste momento, está suspenso em função de uma decisão liminar em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pelo Ministério Público Estadual.

Outra novidade está no certificado conferido às usinas e fornecedores, o "Etanol Verde". Refletindo a nova meta de restauração de matas ciliares e nascentes, passará a ser chamado "Etanol Mais Verde", consolidando, assim, o modelo de parceria e diálogo desenvolvido entre o setor produtivo e o Estado.

O Novo Protocolo reafirma, ainda, uma série de boas práticas que já vem sendo adotadas, como a adequação ao Novo Código Florestal, técnicas de conservação do solo, conservação e reuso da água, medidas de proteção à fauna, preservação e combate à incêndios florestais, entre outras.

Em contrapartida, o Governo de São Paulo dará suporte a essas ações atuando mais fortemente na qualificação de técnicos agrícolas, na comunicação e capacitação de pessoas ligadas à cadeia produtiva da cana, na criação de linhas de financiamento, na inclusão das novas práticas sustentáveis no Plano ABC Estadual, no fomento à pesquisa e desenvolvimento no campo energético, entre outros.

O memorando com esses compromissos foi assinado pelo Governador Geraldo Alckmin, pelos Secretários Estaduais Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Arnaldo Jardim (Agricultura), pelo presidente da Orplana, Eduardo Vasconcellos Romão, pelo Presidente da CETESB, Carlos Roberto, e pela presidente da UNICA, Elizabeth Farina.

Saldo positivo

Em 2017, o Protocolo Agroambiental completa 10 anos. As principais metas foram: a antecipação dos prazos legais para o fim da queima da cana na colheita; a recuperação de matas em nascentes e a proteção das áreas de preservação de outros cursos d´água; e adoção de uma série de práticas de manejo para garantia da sustentabilidade em sua cadeia produtiva.

No período da última safra (2016/2017), 131 usinas e 25 associações de fornecedores de cana receberam o Certificado Etanol Verde em decorrência do cumprimento dessas ações. As signatárias são responsáveis por aproximadamente 95% da produção paulista e 47% da produção nacional de etanol. Isso significa que 24% da área agricultável do Estado estão compromissados com boas práticas agroambientais.

A seguir, os principais resultados alcançados:

- 97,5% da área de cana do Estado de São Paulo não se pratica a queima na colheita;
- Desde o início da vigência do Protocolo (2007), deixou-se de emitir mais de 9,27 milhões de toneladas de CO%2 eq e mais de 56 milhões de toneladas de poluentes atmosféricos (monóxido de carbono, material particulado e hidrocarbonetos);

- As emissões de gases de efeito estufa evitadas já equivalem ao que teria sido emitido por cerca de 162 mil ônibus circulando durante um ano;

- O setor sucroenergético do Estado de São Paulo acumula um ativo de 3.747 colhedoras (entre próprias e terceirizadas), ao passo que na safra 2007/08 o total era 753;

- Mais de 200 mil hectares de áreas ciliares e 8.230 nascentes foram protegidas e recuperadas;

- 60% das usinas signatárias possuem programas de restauração florestal de seus fornecedores de cana;

- Desde 2010, as usinas reduziram em 40% o consumo de água para o processamento industrial, em função de sistema de reuso, aprimoramento de processos industriais e avanço da colheita mecanizada;

- O consumo de água passou de 1,52 m³ por tonelada de cana na safra 2010/2011 para 0,91 m³ por tonelada de cana na safra 2016/2017. (UDOP 27/06/2017)