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Queda nos preços do açúcar e do petróleo minam recuperação de usinas endividadas

Uma queda acentuada nos preços do açúcar e do petróleo nos últimos seis meses está diminuindo as esperanças de recuperação financeira para várias usinas brasileiras e pode dificultar negociações de aquisições de empresas no setor, segundo especialistas da indústria.

Os preços do açúcar bruto em Nova York estão pairando ao redor dos 13 centavos de dólar por libra-peso, uma queda de 40 por cento ante o quarto trimestre de 2016, em um nível que analistas e usineiros dizem ser próximo aos custos de produção no centro-sul do Brasil.

Ao mesmo tempo, a atual queda nos preços do petróleo levou a Petrobras a reduzir os preços da gasolina repetidamente no mercado interno, fazendo com que usinas também reduzam os valores do etanol, uma vez que os dois competem na bomba pela preferência do consumidor.

A pressão de valores menores para açúcar e etanol pode acabar com a incipiente recuperação financeira de muitas usinas brasileiras iniciada durante o déficit global de açúcar entre 2015 e 2016. Ela também pode desacelerar as negociações entre usineiros e potenciais investidores e levar a mais fechamentos de empresas endividadas no setor sucroalcooleiro.

"A queda no preço de fato afeta fortemente a nossa liquidez, isso é inegável", disse Tony Rivera, diretor da Renuka do Brasil, companhia controlada pela indiana Shree Renuka Sugars.

A Renuka tem quatro usinas no Brasil e é uma das dezenas de empresas que pediram recuperação judicial. A companhia planeja vender duas de suas usinas para pagar dívidas e aumentar o capital de giro, mesmo em uma escala menor. Mas Rivera diz que os preços do açúcar e do etanol também impactam esse plano.

"De um lado você afugenta quem ainda não está muito convencido em investir no negócio. E, de outro, você traz o lance para um valor geralmente mais baixo do que o desejado", disse ele à Reuters.

ESTRAGOS

A combinação de preços fracos do açúcar e do etanol no Brasil entre 2010 e 2014 causou estragos no setor sucroalcooeiro, levando ao fechamento de dezenas de usinas e levando muitas outras a buscar recuperação judicial, um processo que está em andamento.

Na época, o governo manteve os preços da gasolina artificialmente baixos para lutar contra a inflação, consequentemente reduzindo as margens nas vendas de etanol, enquanto um excesso global de açúcar, que durou por anos, depreciou o valor do produto no mercado internacional.

A Unica, associação do setor, estima que 80 usinas pararam de funcionar no Brasil desde aquele período.

Os fechamentos enxugaram a capacidade de processamento de cana no centro-sul do país, limitando o crescimento da indústria. De acordo com a Unica, a produção de açúcar de 35,6 milhões de toneladas na última temporada ficou apenas um pouco acima do volume visto na safra 2010/11, de 33,5 milhões de toneladas.

Algumas das empresas mais duramente atingidas foram adquiridas por players com estruturas de capital mais sólidas.

A Glencore Plc, por exemplo, adquiriu a usina Guararapes para acrescentar uma segunda instalação no Estado de São Paulo em novembro, em um leilão judicial.

A Raízen, joint venture entre Cosan e Royal Dutch Shell Plc, anunciou acordo para comprar duas usinas da Tonon Bioenergia no mês passado, em um leilão similar.

A Renuka tentará vender sua usina de Brejo Alegre (SP) também em um leilão em 4 de setembro. Rivera disse que há empresas que estão analisando dados disponíveis para interessados na compra, mas não quis identificá-las.

Dario Gaeta, presidente executivo da Tietê Agroindustrial, empresa que administra duas usinas do endividado grupo Ruette adquiridas em 2015 pela Black River Asset Management, acredita que atualmente há dezenas de usinas à venda, mas poucos compradores interessados.

DÍVIDAS, BUSCA POR CRÉDITO

O banco Itaú BBA estima que 15 por cento das usinas de açúcar e etanol brasileiras estão lutando com dívidas excessivas. A Archer Consulting, de São Paulo, estima a dívida total do setor em 86 bilhões de reais ao final da última safra.

"Quem chegou agora em março de 2017 numa situação saudável, permanecerá saudável. Mas para quem chegou numa situação com grandes desafios que não sejam operacionais, o preço atual com certeza não ajudará", afirmou o diretor de Agronegócios do Itaú BBA, Pedro Barreto.

A agência de classificação de riscos Fitch Ratings questionou as chances de recuperação das usinas problemáticas, como as que estão em recuperação judicial.

"Os resultados positivos dependem amplamente de um ambiente de operações bem-sucedido, preços mais altos do açúcar e do etanol e livre acesso a financiamentos, dada a natureza de capital intensivo do negócio", disse a agência em nota.

Mercados internacionais de bônus não oferecem muitas alternativas para as usinas brasileiras e o financiamento no mercado de capital doméstico não é uma opção realista para a maior parte das empresas do setor, acrescentou a Fitch.

Barreto vê as negociações para fusões e aquisições se esfriando na atual situação, uma vez que a distância entre o que os vendedores querem pelos ativos e o que os compradores estão dispostos a pagar tende a aumentar se os preços do açúcar caem. (Reuters 12/07/2017)

 

Açúcar: Abaixo do esperado

A destinação de um percentual de cana para a produção de açúcar abaixo do esperado pelo mercado na segunda quinzena de junho no Centro-Sul do Brasil deu força às cotações da commodity na bolsa de Nova York ontem.

Os papéis com vencimento em março fecharam a 14,25 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 56 pontos.

Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar, a região processou 47,55 milhões de toneladas de cana na segunda metade de junho, queda de 1,4% ante o mesmo período de 2016.

Desse montante, 50,48% foi destinado à produção de açúcar. Os analistas, contudo, esperavam um percentual de 51%.

No Mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 63,52 a saca de 50 quilos, avanço de 0,06%. (Valor Econômico 13/07/2017)

 

Juiz decreta a falência do grupo Infinity, dos Bertin

O grupo sucroalcooleiro Infinity Bio-Energy - controlado pela Tinto Holding, do empresário Natalino Bertin - teve a falência decretada pelo juiz Marcelo Barbosa Sacramone, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo, conforme decisão publicada ontem no Diário Oficial. Natalino Bertin foi condenado por lavagem de dinheiro na Operação Lava-Jato, mas teve sua pena prescrita pelo juiz Sérgio Moro.

A companhia estava em recuperação judicial desde 2009, ainda antes de Bertin assumir seu controle, e no ano passado reduziu parte de sua dívida de R$ 2 bilhões ao passar duas de suas seis usinas a credores. A unidade Usinavi, em Naviraí (MS) foi assumida pelas gestoras Amerra e Carval, enquanto a Ibirálcool, em Ibirapuã (BA), ficou com a Amerra. Com isso, o endividamento da Infinity recuou para menos de R$ 1 bilhão.

Tais dívidas, porém, não estavam sendo pagas, conforme prevê o plano de recuperação. As outras quatro usinas do grupo continuaram sem operar nem gerar nenhuma receita. De acordo com informações dos autos, a empresa mantém em seu quadro de funcionários apenas seguranças, para evitar roubos nas unidades.

De acordo com o plano aprovado no ano passado, três dessas usinas, a Alcana, localizada em Nanuque (MG), a Disa, em Conceição da Barra (ES), e a Cridasa, em Pedro Canário (ES) - também deveriam ter sido vendidas. Contudo, o processo ficou paralisado porque os credores não retiraram o gravame da alienação fiduciária.

A primeira usina a ser alienada seria a Disa, para pagar cerca de R$ 30 milhões aos credores trabalhistas, seguida das demais. Após o pagamento a esses credores, os recursos levantados com os leilões seriam destinados, em sequência, aos credores extraconcursais e concursais.

Porém, a Infinity não constituiu sociedade para a formação de uma unidade produtiva isolada (UPI) para os ativos da Disa dentro do prazo. Com isso, a empresa deixou de pagar os credores trabalhistas, perdendo o prazo em 25 de maio.

Também não foram pagos R$ 341.877 de dívidas com credores extraconcursais (não submetidos à recuperação), que no total têm R$ 177 milhões a receber.

O plano ainda previa que a Infinity ficaria com a usina Cepar, localizada em São Sebastião do Paraíso (MG) e com os canaviais da Cridasa para manter sua atividade econômica. As unidades deveriam ter sido arrendadas, mas os contratos não foram firmados.

Essas quatro unidades, porém, estão há muito tempo sem operar, com indústria e canaviais em deterioração. As usinas Cepar, Cridasa e Alcana não operam desde a safra 2013/14, e Disa não mói mais cana desde meados de 2015/16.

Questionada pelo juiz, a empresa informou nos autos que não possuía recursos para realizar os pagamentos e que seu único plano de atuação para quitar seus créditos seria a alienação das usinas.

A decisão judicial pode ser contestada em segunda instância. Porém, a falência pode facilitar a venda das unidades, segundo fontes que participaram da recuperação.

Agora, as usinas do grupo passarão para uma massa falida, a ser administrada pela Deloitte. (Valor Econômico 13/07/2017)

 

ICMS: Sonegação e inadimplência nos combustíveis atinge R$ 4,8 bi/ano

A sonegação e a inadimplência de Imposto sobre Circulação e Mercadorias e Serviços (ICMS) no setor de combustíveis deve atingir R$ 4,8 bilhões por ano, no dado relativo a 2016, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas, relatou o diretor de Planejamento Estratégico do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), Helvio Rebeschini, durante workshop promovido pela entidade.

Apenas em São Paulo, os 20 maiores devedores acumulavam R$ 16 bilhões em dívida ativa, até fevereiro deste ano. Destes, apenas quatro empresas estão ativas, disse Rebeschini. De acordo com a Procuradoria do Estado de São Paulo, hoje a maior devedora no Estado é a Refinaria de Petróleos de Manguinhos, que está ativa.

O Sindicom tem trabalhado para combater o comércio irregular, por meio do Movimento Combustível Legal, contribuindo com os órgãos reguladores, legisladores, Judiciário e de fiscalização.
Rebeschini relatou que São Paulo largou na frente no combate ao comércio irregular, citando que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) está trabalhando na causa e agora o prefeito João Doria (PSDB) também passou a apoiar. “Outros Estados estão correndo atrás. Paraná está em um estágio bom, Minas Gerais acabou de aprovar legislação também”, disse.

Segundo ele, o crime organizado teria chegado a este setor. “Não queria entrar nessa seara, mas esta é uma realidade já”, disse o diretor do Sindicom. O procurador do Estado de São Paulo, Alexandre Aboud, relatou durante o workshop que São Paulo já tirou do mercado mais de mil postos de combustíveis por desconformidade.

Aboud relatou que tem sido feito um trabalho contra o que chamou de “devedor contumaz”, que obtém vantagem sobre os concorrentes com ganhos de mercado e aumento dos lucros devendo de forma sistemática.

Biocombustíveis

A Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) com viés ambiental é um caminho mais curto prazo para incentivar os biocombustíveis e o que se discute hoje é como será feita essa diferenciação tributária, disse Leandro de Barros Silva, diretor de abastecimento e regulamentação do Sindicom, durante o workshop.

Segundo ele, há uma discussão atualmente muito forte com o governo em torno desse tema. “É uma medida de curto prazo, que funcionaria de forma muito mais rápida. Mas há os efeitos sobre a economia, nas contas do governo, o que quer que seja”, disse. “É algo super saudável, positivo para o meio ambiente e para a sociedade. Como será feita essa diferenciação tributária é algo que tem sido discutido”, relatou.

O governo está estudando um viés ambiental para criar uma taxação flexível sobre a gasolina e o diesel. Uma ideia é fazer com que o valor da Cide varie inversamente aos preços desses combustíveis fósseis. Assim, a Cide cairia quando o preço estivesse mais alto e subiria quando os preços ficassem mais baixos, gerando diferencial competitivo aos combustíveis renováveis.

Já o programa RenovaBio, lançado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em dezembro de 2016, propõe uma estrutura melhor para o setor de biocombustíveis, com metas de redução de emissões, e deve ter efeito mais de médio longo prazo, com mudança na matriz energética, acrescentou Silva. Ele relatou que hoje acontece em Brasília a primeira reunião do grupo de trabalho envolvido no RenovaBio para detalhamento do programa.

Política de preços

Silva também abordou a adaptação do setor à nova política de preços da Petrobras, cuja frequência de mudanças aumentou, quando questionado pela reportagem. “Temos discutido com a Petrobras e com a Agência Nacional (ANP) do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis para entender os mecanismos. Temos discutido com a ANP sobre a regulação desse processo. A própria agência também está se adaptando”, afirmou. Segundo o diretor de abastecimento, o Sindicom tem defendido transparência e um processo claro com relação à política de preços. (Agência Estado 12/07/2017)

 

Petrobras eleva preços do diesel em 1,1% e reduz gasolina em 0,1% a partir de quinta

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira elevação de 1,1 por cento nos preços do diesel e uma redução de 0,1 por cento nos preços da gasolina nas refinarias, com entrada em vigor do reajuste a partir da quinta-feira, segundo informações publicadas no site da companhia.

É o sétimo reajuste nos preços dos combustíveis anunciado pela Petrobras apenas em julho, após a companhia ter implementado uma nova política, que prevê mudanças até diárias nas cotações. (Reuters 12/07/2017)

 

Moagem de cana no Centro-Sul cai 1,42% na 2ª quinzena de junho

A quantidade de cana-de-açúcar processada pelas usinas da região Centro-Sul do Brasil caiu 1,42% na segunda quinzena de junho, em comparação ao período análogo de 2016. No entanto, a produção de açúcar no período cresceu 6,04%, mostrando que a safra 2017/18 continua bastante açucareira e deixando o etanol de lado.

Na manhã de hoje, a União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica) divulgou que foram processadas 47,55 milhões de toneladas de cana na segunda metade de junho. A produção de açúcar atingiu 2,97 milhões de toneladas e ficou com 50,48% do mix para o período. “Esse percentual foi influenciado pela menor moagem das unidades autônomas (empresas que só produzem etanol), que representou 14,61% da moagem na última quinzena ante 16,88% no mesmo período da safra passada”, disse a Unica na divulgação dos dados.

A produção de etanol na quinzena alcançou 1,78 bilhão de litros, com queda de 7,7% na comparação anual. Desse volume, 964 milhões de litros foram de hidratado (com queda de 13,2%). De anidro, foram 833 milhões de litros, retração de 0,44%.

O teor de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) segue sem alterações expressivas. Foram 129,97 quilos de ATR por tonelada de cana registrados na segunda quinzena de junho, ante 129,80 quilos na mesma data de 2016 e 128,60 quilos no início de junho de 2017.

No acumulado desta safra, a moagem de cana atingiu 198,75 milhões de toneladas no Centro-Sul do país, registrando atraso de 7,81% na comparação com o mesmo período do ciclo anterior. A produção de açúcar atingiu 11,05 milhões de toneladas, praticamente igual aos 11,02 milhões de toneladas do mesmo período de 2016/17. A produção acumulada de etanol somou 7,61 bilhões de litros (-14,33%), sendo 3,22 bilhões de litros de anidro (-6,1%) e 4,39 bilhões de litros de hidratado (-19,5%).

Até 1º de julho, 265 unidades produtoras estavam em atividade no Centro-Sul, ante 274 em idêntico período de 2016. A expectativa da Unica é de que outras seis unidades ainda iniciem a safra nas próximas quinzenas. (Valor Econômico 12/07/2017)

 

USDA mantém previsão de produção de açúcar na safra 2017/18

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve, nesta quarta-feira, 12, sua previsão de produção de açúcar no país em 2017/18 em 8,738 milhões de toneladas curtas (7,927 milhões de toneladas).

A previsão de importação foi elevada para 3,557 milhões de toneladas curtas (3,402 milhões de toneladas). A projeção de estoques finais caiu de 1,855 milhão de toneladas curtas (1,683 milhão de toneladas) para 1,132 milhão de toneladas curtas (1,027 milhão de toneladas).

Para 2016/17, o governo dos EUA aumentou a sua previsão de produção de açúcar no país de 8,832 milhões de toneladas curtas (8,01 milhões de toneladas), para 8,836 milhões de toneladas curtas (8,016 milhões de toneladas) projetadas em junho.

A previsão de importação foi mantida em 3,13 milhões de toneladas curtas (2,84 milhões de toneladas). A projeção de estoques finais em 2016/17 caiu para 1,440 milhão de toneladas curtas (1,034 milhão de toneladas) de 1,536 milhão de toneladas curtas (1,39 milhão de toneladas). (Agência Estado 12/07/2017)

 

Vendas de fertilizantes tiveram leve queda no 1º semestre

O volume de fertilizantes entregues aos produtores rurais caiu 3,5% em junho em relação ao mesmo mês do ano passado, para 2,883 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados hoje pela Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda). Com a retração, as venda fecharam o primeiro semestre com leve baixa de 0,4%, para 13,132 milhões de toneladas.

As entregas de fertilizantes derivados do nitrogênio (N) apresentaram redução de 0,9% no primeiro semestre, para 1,796 milhão de toneladas. O movimento, segundo a Anda, é reflexo da antecipação das entregas para o milho de inverno (safrinha), a demanda foi forte no fim do ano passado - e do atraso nas retiradas de adubos para cana.

Os chamados fertilizantes fosfatados (P2O5) apresentaram ligeira alta de 0,5% na comparação, para 1,819 milhão de toneladas, resultado da intensificação das entregas para safra de verão do ciclo 2017/18 registrada nos últimos dois meses. As entregas dos fertilizantes potássicos (K2O), por sua vez, diminuíram 5,6% no semestre, para 2,012 milhão de toneladas, como resultado da postergação das retiradas pelos agricultores e da piora na relação de trocas para algumas culturas.

O Estado do Mato Grosso concentrou o maior volume de entregas no semestre. Foram 2,996 milhão de toneladas (22,8% do total), seguido de São Paulo, com 1,716 milhão de toneladas (13,1%), Paraná, com 1,708 milhão de toneladas (13,0%), Goiás, com 1,368 milhão de toneladas (10,4%) e Minas Gerais, com 1,300 milhão de toneladas (9,9%).

A produção nacional de fertilizantes intermediários em junho caiu 6,6% ante o mesmo mês de 2016, ficando em 724,317 mil toneladas. No semestre houve redução de 5,9%, para 4,022 milhões de toneladas. Para dar conta da demanda, as importações cresceram 26,1% no mês passado, para 2,746 milhões de toneladas, e aumentaram 21,7% nos seis primeiros meses do ano, para 12,085 milhões de toneladas.

A relação de troca de grãos por adubos está pior para as duas principais culturas produzidas no país. De janeiro a maio, em média, foram necessárias 22,3 sacas de 60 quilos de soja para adquirir uma tonelada de fertilizantes, segundo a MacroSector Consultores com base nos dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em 2016, a relação média foi de 20 sacas.

A relação de troca para o milho apresentou relação ainda mais desfavorável ao agricultor. Enquanto em 2016 eram necessárias 43,6 sacas de 60 quilos do cereal para a compra de uma tonelada de adubo, na média de janeiro a maio eram necessárias 58,6 sacas. (Valor Econômico 12/07/2017)

 

Brookfield negocia compra de linhas de energia da J&F por até R$1 bi

A canadense Brookfield Asset Management assinou acordo de exclusividade para avaliar aquisição de linhas de transmissão de eletricidade da J&F Investimentos, controladora do grupo de alimentos JBS, que tem buscado vender ativos após admitir envolvimento em práticas de corrupção, disseram à Reuters duas fontes com conhecimento do assunto.

Uma das fontes disse que a empresa de investimentos canadense poderia pagar até 1 bilhão de reais pela fatia majoritária da J&F nos empreendimentos, detida por meio da subsidiária Ambar Energia.

Segundo informações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as linhas da Ambar somam quase 900 quilômetros em extensão.

Os empreendimentos têm direito a uma receita anual de cerca de 90 milhões de reais, em contratos de concessão com 30 anos de duração.

Arrematadas em licitações promovidas pela Aneel em 2012 e 2013, as linhas de transmissão da J&F são todas em parcerias, em duas, a empresa tem como sócia Furnas, da estatal Eletrobras, e em uma também a goiana Celg GT, do governo de Goiás. Um terceiro empreendimento é uma sociedade com as empresas Bimetal e Geoenergia.

A Brookfield não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A J&F não quis comentar. (Reuters 12/07/2017)