Setor sucroenergético

Notícias

Lucro do Grupo Balbo caiu 82% em 2016/17

O Grupo Balbo, que tem três usinas sucroalcooleiras e é sócio da Copersucar, reportou um lucro líquido de R$ 6,3 milhões na safra 2016/17, queda de 82% ante o lucro da temporada anterior. (Assessoria de Comunicação 25/07/2017)

 

Lucro da Usina Santa Adélia diminuiu 42%

A Usina Santa Adélia, sediada em Jaboticabal e dona de três unidades sucroalcooleiras, teve um lucro líquido de R$ 39,3 milhões na safra 2016/17, 42% menos que na safra anterior. (Assessoria de Comunicação, 26/7/17)

 

Alento para os Bumlai

O fundo norte-americano Proterra está sobrevoando os canaviais da Usina São Fernando, em Dourados (MS).

A empresa é badalada, não necessariamente pelo açúcar e álcool que produz, mas por pertencer aos filhos do notório José Carlos Bumlai, o amigo de Lula que foi tragado pela Lava Jato. (Jornal Relatório Reservado 26/07/2017)

 

Reino dos Maggi

Blairo Maggi tem sido pressionado pela família a não se candidatar em 2018.

Os herdeiros o querem mais perto da gestão do Grupo Amaggi.

Ou talvez mais longe da política.

O busílis é convencê-lo a abrir mão de uma reeleição ao Senado, dada como certa. (Jornal Relatório Reservado 26/07/2017)

 

Açúcar: Produção avança

O avanço da produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil ao longo da primeira quinzena de julho pressionou as cotações do demerara na bolsa de Nova York ontem.

Os papéis com vencimento em março fecharam a 14,7 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 46 pontos.

Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), foram processadas 246,58 milhões de toneladas de cana na região no acumulado de 2017/18 até 16 de julho, queda de 6,13% ante igual período do ano passado.

Ainda assim, a produção da commodity está 2,1% maior, com 14,149 milhões de toneladas fabricadas, refletindo o mix mais açucareiro da atual temporada.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 59,17 a saca de 50 quilos, alta de 0,02%. (Valor Econômico 26/07/2017)

 

Decisão sobre imposto de importação para etanol é adiada

Indústria de etanol e de cana-de-açúcar defende que o governo federal fixe em 17% o imposto de importação do biocombustível, hoje zerado.

O governo decidiu adiar por 30 dias a decisão sobre a cobrança de imposto de importação em etanol, medida que teria o propósito de proteger o setor produtivo nacional e fazer frente à escalada de importação do combustível dos Estados Unidos.

A decisão foi tomada nesta terça-feira, 25, pelo conselho da Câmara de Comércio Exterior (Camex), que retirou o assunto de pauta para discussão. Uma reunião extraordinária da câmara deverá ser realizada para debater o pleito.

Indústria de etanol defende que o governo federal fixe em 17% o imposto de importação do biocombustível Foto: DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO

Um manifesto divulgado por 21 entidades da indústria de etanol e de cana-de-açúcar defende que o governo federal fixe em 17% o imposto de importação do biocombustível, hoje zerado.

A tarifa foi sugerida pelo Ministério da Agricultura após demanda do setor sucroenergético. No primeiro semestre deste ano, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), a compra do combustível renovável no exterior movimentou US$ 614,4 milhões, alta de 388,3% sobre os US$ 131,56 milhões de igual período de 2016. Somente em junho as importações brasileiras movimentaram US$ 98,73 milhões, aumento de 451,7% sobre os US$ 17,9 milhões do mesmo mês do ano passado.

Hoje, a Camex aprovou a redução de 2% para zero a alíquota do ex-tarifário em relação ao imposto de importação, decisão voltada para uma lista de máquinas e equipamentos de informática e telecomunicações sem similar nacional. A medida foi proposta pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e deverá baratear investimentos do setor produtivo.

De acordo com o MDIC, foram aprovados no ano passado 3.270 pedidos de enquadramento no ex-tarifário, para um conjunto de investimentos que somam US$ 11,7 bilhões. (O Estado de São Paulo 25/07/2017 às 23h: 37m)

 

AGU contesta na Justiça liminar que suspende aumento dos combustíveis

Após a Justiça Federal no Distrito Federal suspender, nesta terça-feira os efeitos do decreto que aumentou o imposto sobre combustíveis, a Advocacia Geral da União (AGU) recorreu contra a decisão, segundo informou o portal “G1”.

O recurso da AGU foi apresentado na noite de terça ao Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), com sede na capital federal.

O juiz Renato Borelli, da 20ª Vara Federal de Brasília e que assina a decisão, alega que a União desrespeitou o princípio de legalidade tributária, previsto na Constituição Federal, segundo o qual não é permitido aumento de tributo senão por meio de lei.

Ele ressalta, na decisão, que a liminar “tem como consequência o imediato retorno dos preços dos combustíveis, praticados antes da edição da norma”.

A elevação do imposto incide sobre a gasolina, o diesel e o etanol. O decreto foi assinado pelo presidente Michel Temer na semana passada. Com a decisão, a tributação sobre a gasolina subiu R$ 0,41 por litro. A tributação sobre o diesel subiu R$ 0,21 por litro e o imposto sobre o etanol, R$ 0,20 a mais por litro. (Valor Econômico 25/07/2017 às 23h: 24m)

 

BNDES lança editais para distribuidoras de gás

Pernambuco e Mato Grosso do Sul devem ser os primeiros Estados a avançar com a privatização de suas distribuidoras de gás canalizado, no âmbito do programa de desestatização do setor coordenado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ontem, o banco publicou os editais para contratação dos serviços de modelagem e implementação da desestatização das concessionárias MSGás e Copergás.

A licitação prevê a contratação de serviços de avaliação econômico-financeira das empresas; do estudo de alternativas para evolução do modelo regulatório do setor nos Estados; além da modelagem do processo de desestatização, "due dilligence" das companhias, assessoria jurídica e de comunicação.

Os valores globais estimados para as licitações são, no caso da Copergás, de até R$ 2,07 milhões para os serviços de avaliação econômico-financeira, e de até R$ 14,53 milhões para os demais serviços. Para a MSGás, os valores estimados são de até R$ 2,07 milhões e R$ 13,22 milhões, respectivamente.

Essas licitações fazem parte do apoio do BNDES ao Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). De acordo com o banco, até agora, outros cinco Estados já manifestaram formalmente o interesse para desestatização das empresas de distribuição de gás: Rio Grande do Sul (Sulgás), Santa Catarina (SCGás), Espírito Santo (BR-ES), Rio Grande do Norte (Potigás) e Paraíba (PBGás).

Cerca de 20 anos depois da primeira onda de concessões na área, ainda na década de 90, o setor vive a expectativa em torno de uma nova rodada de privatizações, o que pode abrir espaço para a entrada de novos operadores. Hoje, apenas Cosan (que controla a Comgás), a Gas Natural Fenosa (CEG e Gas Natural São Paulo Sul), Gaspetro (Gas Brasiliano /SP e BR/ES) e Termogás (Gasmar /MA) atuam como acionistas controladores de distribuidoras no país.

A iniciativa privada já tem manifestado interesse na aquisição de distribuidoras de gás no Brasil, nos últimos anos. Dois exemplos concretos são o da Mitsui, que em 2015 pagou R$ 1,9 bilhão pela compra de 49% da Gaspetro, da Petrobras; e da Gas Natural Fenosa, que um ano antes chegou a anunciar interesse na Gasmig, negócio que, na ocasião, não se confirmou devido a resistências políticas sobre a privatização da concessionária mineira. (Valor Econômico 26/07/2017)

 

Moagem de cana no Centro-Sul reagiu no início de julho

A moagem de cana no Centro-Sul na primeira quinzena de julho subiu 1,59% na comparação com o mesmo período do ano passado e alcançou 47,833 milhões de toneladas, segundo a União das Indústrias de Cana (Única). Com esse avanço, as usinas da região diminuíram o atraso em relação à safra passada e já processaram, desde o início da safra atual (2017/18), 246,6 milhões de toneladas, ainda uma queda de 6,1%.

A safra continua mais açucareira e houve melhora do rendimento industrial da cana. Com isso, a produção de açúcar apenas na primeira quinzena do mês avançou 9,1%, para 3,1 milhões de toneladas. No acumulado da temporada, já foram produzidas 14,1 milhões de toneladas, incremento de 2,1%.

Já a produção de etanol seguiu em baixa, com queda de 3% na fabricação do etanol hidratado na quinzena, que ficou em 1 bilhão de litros, e recuo de 0,6% na produção de etanol anidro, que chegou a 843 milhões de litros.

No acumulado da safra, a produção de etanol hidratado está 16,8% menor do que no mesmo período da safra passada, em 5,4 bilhões de litros, enquanto a do etanol anidro está em 4,1 bilhões de litros, 5% inferior à produção de igual período do último ciclo.

Do total de cana processada, 50,38% foi destinada à produção de açúcar apenas na última quinzena, ante 47,66% um ano atrás. No acumulado da safra, o “mix” açucareiro é de 47,99%, bem acima dos 44,19% de igual período da safra 2016/17.

Também colaborou para o aumento da produção de açúcar a maior concentração de sacarose na cana, favorecido pelo clima seco e sem chuvas.

Na quinzena, a quantidade de açúcares totais recuperáveis (ATR) subiu 1,6%, para 135,07 quilos por tonelada. No acumulado da safra, a média de ATR é de 125,48 quilos por tonelada, praticamente igual a do mesmo período da temporada anterior. (Valor Econômico 25/07/2017)

 

Exportação de etanol anidro dispara no Centro-Sul do Brasil

Enquanto o setor sucroenergético pede a taxação do etanol importado para melhorar a competitividade do combustível nacional, as exportações da região Centro-Sul do Brasil do etanol anidro, aquele misturado à gasolina, dispararam 231,7% na primeira quinzena de julho e avançaram 19% desde abril, início da safra 2017/2018, sobre iguais períodos de 2016.

Dados da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) divulgados nesta terça-feira, 25, apontam que as vendas externas de anidro das usinas da região somaram 61 milhões de litros na primeira metade de julho, ante 18,39 milhões em igual período do ano passado, e acumulam 351,3 milhões na safra 2017/2018, ante 295,17 milhões entre abril e a primeira quinzena de julho de 2016.

Os dados são divulgados no dia em que a Secretaria Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex) deve decidir pelo aumento da tarifa de importação de etanol de zero para 17%. A taxação é uma demanda da Unica e outras 20 entidades do setor sucroenergético para fretar justamente a importação de etanol anidro dos Estados Unidos.

O fluxo comercial do biocombustível entre os dois países é livre de impostos e o crescimento de 388% nas importações do etanol anidro pelo Brasil no primeiro semestre levou usinas e produtores de cana a pedirem ao governo o aumento do tributo.

Segundo agentes do mercado, a recuperação das exportações de etanol anidro mostra que a janela de importação do combustível norte-americano possa ter fechado e também que as compras externas tenham abastecido o mercado do Nordeste do Brasil.

Esse mercado enfrenta a entressafra de cana e, normalmente, é abastecido pelo etanol anidro “importado” do Centro-Sul, o que não estaria ocorrendo este ano. Os números mostram isso: enquanto as exportações cresceram, as vendas internas de anidro das unidades do Centro-Sul recuaram 9,36% na primeira quinzena de julho sobre igual período de 2016, para 396,428 milhões de litros, e a caíram 7,19% na safra, para 2,734 bilhões de litros. (Agência Estado 25/07/2017)